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EVANGÉLICOS CONTRA LEI DA PALMADA

 

Projeto é adiado por pressão de bancada evangélica, que não concorda

     Após pressão da bancada evangélica, a Câmara dos Deputados comunicou nesta terça-feira, 13, o adiamento da votação do projeto de lei que proíbe a aplicação de palmadas ou castigos físicos em crianças e adolescentes. A chamada Lei da Palmada, que seria votada em uma comissão especial da Casa, prevê, por exemplo, que professores, médicos ou funcionários públicos que souberem ou suspeitarem de agressões ou tratamento degradante contra pessoas com menos de 18 anos, incluindo xingamentos, e não denunciarem às autoridades, poderão ser multados em até R$ 11,2 mil (20 salários mínimos).

     "Na educação de crianças e adolescentes, nem suaves ‘palmadinhas’, nem beliscões, nem xingamentos, nem qualquer forma de agressão, tenha ela a natureza e a intensidade que tiver, pode ser admitida", afirmou a relatora do projeto, Teresa Surita (PMDB-RR).

     De acordo com a vice-presidente da comissão especial, Lilian Sá (PSD-RJ), ao pressionarem contra o projeto, os evangélicos argumentaram que o texto, se transformado em lei, poderia "trazer danos à família", uma vez que pequenos castigos não causariam dor nem teriam consequências perversas para a vida da criança. "Eles disseram que o projeto iria mudar a vida dos pais, que a ‘palmadinha pedagógica’ poderia trazer danos à família", afirmou.

     Conforme o projeto, que deverá voltar a ser debatido nesta quarta, 14, "a criança e o adolescente têm o direito de serem educados e cuidados sem o uso de castigo corporal ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar, tratar, educar ou proteger".

     "Existe uma razão primeira para proibir e eliminar o uso da força física como forma de educação de crianças e adolescentes: é o reconhecimento de seus direitos humanos", disse Surita, em seu relatório.

     Para a presidente da comissão especial, Erika Kokay (PT-DF), o projeto que deveria ser votado nesta terça tem caráter "pedagógico", e não punitivo, contra a família. "A percepção (de se o castigo é violência ou não) não pode ser do adulto porque a criança perde o espaço da fala. Quem dá uma palmada de quando em quando pode deixar de dar", afirmou.

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‘Nesse momento a gente só lembra Deus’, diz padre feito de refém no PR

 

Casa paroquial da igreja matriz de Borrazópolis foi assaltada no domingo (11).
Padre foi rendido por três homens, um deles armados, e trancado no banheiro.

Ariane DucatiDo G1 PR

 

Casa paroquial da igreja matriz de Borrazópolis (Foto: Divulgação)

Casa paroquial da igreja matriz de Borrazópolis foi
assaltada na noite de domingo (13)
(Foto: Divulgação)

Três homens assaltaram a casa paroquial da igreja matriz de Borrazópolis, no norte do Paraná, na noite de domingo (11). O padre Laércio José de Lara se despedia de amigos e famílias da comunidade, por volta das 22h, que jantaram com ele na casa paroquial quando foi rendido pelos assaltantes.

“Não deu tempo de fechar a porta e eles chegaram”, contou o padre. Segundo o religioso, um dos homens estava armado e apontava o revólver com para a cabeça dele. “Isso foi uns 15 minutos. Eles pediam dinheiro e cofre, mas não temos cofre”, relatou.
Em seguida, os assaltantes trancaram o padre no banheiro e vasculharam a casa paroquial. “Eles levaram um valor significativo, não tenho ideia de quanto. Era o dinheiro que arrecadamos na paróquia no fim de semana, de dízimo e coletas”, explicou o padre. Além disso, os ladrões roubaram o notebook e o celular do padre Laércio.
“Consegui desenvolver um bom diálogo com eles, calmei eles. (…) Mas a gente perde o chão. Fica totalmente perdido. Nesse momento a gente só lembra Deus”, comentou o pároco sobre o assalto.

De acordo com a Polícia Militar de Borrazópolis, os assaltantes chegaram a tomar sorvete, refrigerante e vinho na casa paroquial antes de fugir. A Polícia Civil e a PM investigam a ocorrência, mas ainda não têm pistas dos assaltantes.
“Vamos deixar pra Justiça tomar conta disso e bola pra frente. Estou tranquilo e acredito que isso foi um alerta para as outras paróquias”, finalizou o padre de 34 anos.

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Festival Promessas: Globo Abre ‘Novo Tempo para o Evangelho’, Diz Fernanda Brum

 

Por Andrea Madambashi|Repórter do The Christian Post

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O Festival Promessas, evento de música evangélica, foi considerado uma abertura de Deus através da maior rede de televisão do Brasil para a transmissão do Evangelho, neste sábado.

Fernanda-Brum

(Foto: www.fernandabrum.com.br/)

Fernanda Brum no Festival Promessas em 10 de dezembro de 2011.Fernanda Brum no Festival Promessas em 10 de dezembro de 2011

“Durante muito tempo a igreja brasileira pediu em oração um momento como esse que na verdade se inicia, não se finda nesse evento. é um tempo em que podemos nos expressar através da maior televisão do Brasil a mensagem do Evangelho pura” disse uma das cantoras participantes do evento, Fernanda Brum ao The Christian Post.

O evento, realizado pela rede de TV secular Globo, apresentou cerca de 8 horas de shows de música gospel, no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, reunindo cerca de 20 mil pessoas, segundo a polícia federal.

Diversas bandas consagradas se revezaram durante a apresentação. O hip hop abriu a tarde chuvosa, com o Pregador Luo seguido por outros estilos de música como o rock, com o reconhecido cantor Davi Sacer.

Ana Paula Valadão do Diante do Trono, grupo gospel considerado o maior da América Latina, fez pequenos “sermões” no meio de suas músicas em um estilo “sermão musical”.

Fernanda Brum, que é também pastora e missionária, disse em entrevista ao The Christian Post que esse é um momento histórico da abertura para a música evangélica e uma oportunidade para a transmissão do Evangelho.

“é um novo tempo para o Evangelho no Brasil e traz para nós muita reponsabilidade de seguir sendo mais crentes”, disse Brum, enfatizando que em nenhum momento houve censura ou impedimentos de se pregar o Evangelho.

Para a famosa cantora evangélica a abertura foi uma vontade de Deus e uma oportunidade para alcançar àqueles que ainda não se entregaram a Jesus Cristo. Seus conselhos aos evangélicos talentosos para a música é de que “utilizem de toda a arte que puderem para comunicar o Evangelho não por fama, não por dinheiro, não por vanglória, mas por causa de Jesus”.

No encerramento do evento, os cantores se reuniram para cantar juntos “Alto Preço” entoando juntos: “Com nossos olhos em Cristo, unidos iremos cantar". Sob aplausos, os milhares da platéia gritavam em um coro: “Jesus! Jesus!”, finalizando o festival.