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Igreja Católica estimula fiéis a protestar contra corrupção

 

BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO
MATHEUS MAGENTA
ENVIADO ESPECIAL A APARECIDA (SP)

No feriado de Nossa Senhora Aparecida, líderes da Igreja Católica discursaram contra a corrupção e usaram a data religiosa para incentivar os fiéis a participar das manifestações realizadas ontem em diversas cidades do país.

O tema marcou as falas dos cardeais dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, e dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB (Conferência da Nacional dos Bispos do Brasil).

Eles criticaram os políticos e disseram que a sociedade deve se mobilizar e fiscalizar o uso do dinheiro público.

Na igreja de São Luiz Gonzaga, em Pirituba (zona norte de SP), dom Odilo elogiou os protestos e disse que a corrupção "está em toda parte, afligindo o povo brasileiro".

"Quando não somos mais capazes de reagir e nos indignar diante da corrupção, é porque nosso senso ético também ficou corrompidoº, afirmou, em sermão. ªQuando o povo começa a se manifestar, a coisa melhora. É isso que precisa acontecer."

Depois de chamar o rio Tietê de "rio da morte" e "esgoto a céu aberto", o cardeal comparou a situação de suas águas aos desvios na política. "A corrupção é como a água suja do Tietê. Não gera vida, não é coisa boa", disse.

Em seguida, ele pediu à santa que "interceda por todos os responsáveis pelo governo". "Nossa Senhora Aparecida é a padroeira do Brasil. Queremos que o Brasil melhore, que seja um país mais digno e decente."

Na Basílica de Aparecida, o presidente da CNBB disse, em entrevista após a missa solene, que a entidade defende os atos contra a corrupção.

"Nós sabemos de manifestações organizadas por redes sociais e defendemos que a população deve acompanhar os nossos homens públicos, sejam do Executivo ou do Legislativo", afirmou dom Raymundo Damasceno.

"Quando há denúncias de corrupção, que sejam investigadas, [que se investigue] se há responsáveis ou não."

O arcebispo criticou os debates sobre a reforma política na Câmara e no Senado. "Parece que está se discutindo no Congresso mais uma reforma eleitoral do que uma reforma política propriamente dita", disse.

ESCÂNDALOS

Os dois cardeais evitaram referências diretas a escândalos recentes, como a acusação de venda de emendas na Assembleia Legislativa paulista, que ronda a base do governo Geraldo Alckmin, e as suspeitas de corrupção que derrubaram quatro ministros do governo Dilma Rousseff.

A polêmica sobre a descriminalização do aborto, que dominou o dia de Nossa Senhora Aparecida em 2010, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial, desta vez foi deixada de lado.

No ano passado, fiéis que foram a Aparecida receberam panfleto assinado por um braço da CNBB recomendando não votar no PT. O então candidato José Serra (PSDB) citou o tema após a missa.

Ontem, Serra e Alckmin foram ao santuário, mas o ex-governador não deu entrevista. A presidente Dilma permaneceu em Brasília, sem compromissos oficiais.

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Un grupo de ‘amish’ agrede a otro cortándoles la barba y el cabello

 

Un grupo de 'amish' agrede a otro cortándoles la barba y el cabello

Es uno de los peores insultos u ofensa que un amish puede hacer a otro.

12 DE OCTUBRE DE 2011, WASHINGTON

Miembros de la comunidad ‘amish’ situada cerca de Bergholz, Ohio, fueron objeto de una investigación policial tras haber agredido a otros grupos de esta peculiar rama conservadora del protestantismo, cortando las barbas de los hombres y los cabellos de las mujeres.
Esto además de inusual es una grave afrenta para un amish. La barba es símbolo del hombre casado y las mujeres no deben cortarse el pelo, puesto que es un símbolo de su belleza natural , según interpretan estas comunidades algunos preceptos bíblicos.
Según el periódico Intelligencer Wheeling News-Register, los agresores habrían protagonizado previamente varios incidentes por el estilo . Agrega la publicación que no se ha realizado, de momento, ningún arresto ni acusación al respecto, pese a que se busca a los sospechosos de haber tomado parte en tales actos de agresividad, o de intentar hacerlo. Durante una de las agresiones, los hombres se declararon como del ‘clan de Bergholz’.
Según un ‘sheriff’ local, citado por el periódico, los cabellos cortados fueron llevados al patriarca del clan agresor para demostrarle que las operaciones habían sido un éxito.
EXTRAÑO COMPORTAMIENTO
Opina el profesor Donald Kraybill, del Elizabethtown College de Pensilvania, este de EEUU, y especialista en las sociedades amish, que este comportamiento es muy extraño y aberrante en este tipo de comunidades. La violencia entre ‘amish’ es muy extraña".
"Para los hombres como para las mujeres, se trata de un ataque contra su identidad personal y social", explica este especialista, que avanza la hipótesis "de ataques malintencionados llevados a cabo por gente que, por una razón u otra, ha hecho secesión".
Los ‘amish’ son protestantes que emigraron a Norteamérica desde Alemania, Suiza y Alsacia a finales del siglo XVII I, son alrededor de 260.000 miembros en 28 Estados del país y de la provincia canadiense de Ontario.
Se carcaterizan por su pacifismo, desplazarse en carretas (no adsmiten vehículos que no sean de tracción animal), prohíben la televisión, el ordenador y la electricidad y se hicieron famosos por la película ‘Witness’ (‘Único testigo’), de 1984, con Harrison Ford.

Fuentes: AFP

© Protestante Digital 2011

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Padre Marcelo Rossi cria polêmica com gatos

 gatosPor Marici Capitelli

O padre Marcelo Rossi arrumou briga com os amantes dos gatos. Em uma missa no santuário na zona sul, transmitida pela televisão, ele afirmou que não gosta dos felinos porque são traiçoeiros. A afirmação mobilizou protetores e donos de animais que estão protestando nas redes sociais. Até a noite de ontem, um abaixo-assinado na internet tinha mais de 2,3 mil assinaturas pedindo que o religioso se retratasse.

A assessoria de imprensa do padre informou que ele não falaria sobre o assunto. Segundo os assessores, tudo não passou de “uma brincadeira”. Quanto a uma possível retratação, a assessoria garantiu que ainda não havia conversado com ele sobre isso.

“Não foi brincadeira de maneira alguma, se fosse, não teria levado a sério. Ele deixou claro o preconceito em relação aos gatos”, garantiu a epidemiologista Angela Bellegarde, de 48 anos, que assistiu à missa pela TV. Ela e o marido, o engenheiro Luiz Fernando Pegoler, de 61 anos, postaram um desabafo na internet. Desde então, a repercussão só aumenta.

A afirmação do padre foi feita na missa de sábado, dia 1.º, quando estavam presentes entre 10 mil a 15 mil pessoas, de acordo com a assessoria do religioso. O assunto dos gatos veio à tona quando o bispo de Santo Amaro, d. Fernando Antonio Figueiredo, brincou com os fiéis para que levassem os animais para uma bênção, já que na terça-feira era dia de São Francisco de Assis, protetor dos animais. O padre Marcelo disse, então, que gostava de cachorros e fez o comentário sobre os felinos.

Evangélica, mas admiradora do padre, a protetora Raquel de Jesus, de 52 anos, disse que ficou revoltada. “Foi um erro imperdoável. Como uma pessoa que fala das coisas de Deus rejeita uma criatura dele? O que me preocupa é o preconceito que ele incutiu em seus seguidores.”

Juliana Bussab, uma das fundadoras da ONG Adote Um Gatinho, enfatizou que esse tipo de afirmação só reforça o preconceito contra os felinos, levando aos maus-tratos e ao abandono. “É a fala de um padre católico em um país católico. É claro que isso tem peso.” Ela explicou que, quando pessoas públicas fazem esses comentários, o número de adoções cai. Em oito anos, a ONG já conseguiu lar para mais de 4 mil gatos.

A psicóloga Thelma Nóbrega Resende, de 54 anos, dona de dez gatos, não se conforma com as declarações. “Meus gatos me amam, me esperam na porta de casa, não me largam quando estou triste. O padre deveria procurar conhecer melhor a natureza desses animais, antes de dizer um absurdo desse, que só vai condená-los ao abandono.”

Angela Caruso, do Fórum de Proteção Animal, que assinou o abaixo-assinado, enfatizou que as pessoas precisam se corrigir no que dizem. “Da mesma maneira que não se pode ofender negros, religiosos, e outros segmentos sociais, também não se pode faltar com respeito aos animais. É preciso que ele faça uma retratação para que isso não fique na cabeça das pessoas.”

Silvana Andrade, da Agência de Notícias de Direitos Animais (Anda), disse que o assunto é um dos mais comentados. “Os comentários são de muita indignação. As pessoas se sentiram ofendidas.” O assunto também tomou conta das comunidades do padre na internet.

Com informações da estadão.com