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EDIR MACEDO NA MIRA

 

Ministério Público apura nova acusação de estelionato contra bispo

FOTO - EDIR MACEDO

O Ministério Público Federal em São Paulo denunciou o bispo Edir Macedo e mais três dirigentes da Igreja Universal do Reino de Deus, acusados de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. A nova denúncia foi apresentada no dia 1 de setembro pelo procurador da República Sílvio Luís Martins de Oliveira e utiliza fatos que foram levantados pela investigação do Ministério Público Estadual.

De acordo com a investigação, o grupo teria utilizado os serviços de uma casa de câmbio de São Paulo para mandar recursos de forma ilegal para os Estados Unidos, entre 1999 e 2005.

Em 2009, o Ministério Público Estadual de São Paulo chegou a apresentar denúncia contra Macedo e oito dirigentes da Igreja por lavagem de dinheiro, mas o Tribunal de Justiça do estado anulou o processo, em outubro de 2010.

Data: 12/9/2011 08:28:56
Fonte: Midiamax

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GERAÇÃO ISLÃ

 

Convertidos a religião árabe aumentam em 25% no Brasil

ISLA

Na última década o número de brasileiros que decidiram seguir ao islamismo cresceu 25%, tanto que algumas mesquitas o número de novos convertidos é maior do que o de mulçumanos como, por exemplo, no Rio de Janeiro onde 85% dos frequentadores são convertidos e Salvador onde 70% dos fiéis não nasceram islâmicos.

É possível encontrar até ex-evangélicos que agora segue o Alcorão e as leis do Islã, como é o caso de Alexsandra Alves de Brito, 33, convertida ao islamismo desde os 20, hoje casada com um mulçumano com quem tem dois filhos. Alexsandra antes frequentava a Igreja Assembleia de Deus.

“O que me chamou a atenção foi a valorização da mulher. Na sociedade brasileira, a mulher é muito vulgarizada, tem que atrair os homens. No Islã, a mulher tem que ser recatada, bem educada. Até falar baixo faz parte dos costumes”, diz Alexsandra para uma reportagem do portal Delas do IG.

Hoje a ex-assembleiana moradora da cidade de São Paulo tem uma loja que vende vestimentas típicas para mulheres islâmicas, já que no Brasil é difícil de encontrar. Para adequar a vestimenta das novas adeptas ao clima tropical do Brasil, Alexsandra está trazendo os “burquínis” para ser usado em praia e piscinas. “As mulheres não usavam aqui por não achar, mas agora está mais fácil”, diz.

A reportagem destaca o preconceito que essas mulheres, revertidas, termo usado por eles para se referir a quem se converteu ao Islã, acabam sofrendo. Uma das entrevistadas, a cabeleireira Pamela Juliana Gomes Pereira, 29, revertida há seis meses, contou que sofreu preconceito ao vivenciar seu primeiro Ramadã, mês em que o fiel deve fazer jejum da alvorada ao pôr do sol. “Não foi fácil. Como minha família não é muçulmana, tive que cozinhar sem colocar comida na boca”, conta. “Minha mãe é evangélica, achou absurdo ficar sem comer”, disse.

Data: 12/9/2011 08:53:57
Fonte: IG

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Escola líder no ranking do Enem não aceita mulheres

 

Localizado no Rio de Janeiro, Colégio São Bento superou paulistas; Noel Rosa já foi aluno

Sérgio Vieira, do R7, no Rio

são bentoSérgio Vieira/R7

Com mensalidade de R$ 2.000, escola tradicional carioca conquistou o primeiro lugar no Enem

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O Colégio São Bento, do Rio de Janeiro, chegou ao topo do ranking do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) divulgado nesta segunda-feira (12), derrubando o Colégio Vértice, de São Paulo, campeão do ano passado. Fundada no século 19, a instituição particular teve a melhor nota entre as mais de 20 mil escolas brasileiras que participaram da avaliação.

A escola carioca recebeu a maior média: 761,7 pontos no Enem. São 18 pontos a mais do que o Vértice, que desta vez ficou na terceira posição (743,75 pontos), atrás também do Instituto Dom Barreto, colégio particular do Piauí que obteve nota de 754,13.

O bom desempenho do São Bento é resultado do ensino voltado para disciplinas humanísticas e da permanência dos alunos dentro dos muros do colégio durante boa parte do dia. Com horário integral e 40 horas de aula semanais, a escola centenária conta com 1.108 alunos.

Para se tornar campeão, o São Bento contou com uma soma de fatores, afirma a supervisora pedagógica, Maria Elisa Penna-Firme Pedrosa. Ela aponta a experiência dos professores, participação ativa dos pais, metas rígidas e aulas extracurriculares como parte do diferencial do colégio.

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– A experiência acumulada ao longo de todos estes anos, adaptando-se de acordo com o tempo, é essencial para o bom desempenho de um colégio e para a nossa maior meta, que é o aprendizado dos alunos.

Para evitar distorções, o R7 considerou o corte de 50% ou mais de participação dos alunos no Enem como forma de comparar escolas em situação parecida. A recomendação vem do ministro da Educação, Fernando Haddad, que sugeriu ser "coerente" comparar escolas dentro da média nacional de participação. Os dados do Enem são de 2010, os últimos divulgados pelo MEC (Ministério da Educação). As notas das escolas tipo EJA (Ensino de Jovens e Adultos, o antigo supletivo) não foram divulgadas.

Só meninos
O Colégio São Bento só aceita meninos como seus alunos. Quando se trata de currículo pedagógico, o São Bento realmente se diferencia dos outros colégios. Além das disciplinas tradicionais, a escola oferece aulas de história da arte, apreciação musical, filosofia, cultura clássica e sociologia.

Um dos responsáveis pelo bom desempenho da escola no Enem, João Gabriel Pontes, de 18 anos – atual estudante de direito da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), um dos cursos mais concorridos do Rio – conta que só conseguiu ser aprovado em uma boa universidade por ter o estudo diferenciado.

Segundo Maria Elisa, a maior parte dos professores do São Bento tem mestrado e doutorado. No entanto, há muitos professores jovens, “mas estes chegam apenas se tiverem experiência ou por uma indicação muito boa”, diz ela.

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Apenas homens podem estudar no colégio São Bento. Crédito: Fabio Motta/Agência Estado – 28/04/2009

A instituição, localizada no topo do morro de São Bento, no centro da capital fluminense, recebeu em seus corredores e jardins nomes que ficaram nacionalmente conhecidos pela sua influência na música, no teatro, na arte e no entretenimento do país.

Entre os ilustres ex-alunos estão Noel Rosa, Heitor Villa-Lobos, Pixinguinha, Lamartine Babo e Procópio Ferreira. Também estudaram no colégio o humorista Hélio de La Peña e o apresentador Jô Soares.

Polêmica

A discussão sobre a possibilidade de o Colégio São Bento receber meninas gera polêmica há muitos anos. Afinal, um dos melhores colégios do Rio de Janeiro e agora do Brasil deveria continuar mantendo o ensino de excelência apenas para os homens?

Os alunos são unânimes: o melhor para o colégio é continuar com suas regras, já que elas são bons frutos. O desenvolto Henrique Rondinelli, de 18 anos, outro aluno responsável pela boa nota no Enem 2010, defende a posição da escola.

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– O colégio sempre foi masculino e alcançou esse nível por focar um tipo de ensino. Não é preconceito, mas acho que temos que manter como está, já que está dando certo. O colégio não age de maneira conservadora.

A questão promete continuar por muito tempo. O São Bento só aceitou professoras a partir de 1960, depois de 112 anos de fundação.

Com turmas do primeiro ano do ensino fundamental à terceira série do ensino médio, horário integral e ensino diferenciado, o preço da mensalidade é alto.

Para que os alunos possam desfrutar de um dos melhores ensinos do país, a supervisora conta que os pais têm que desembolsar cerca de R$ 2.000 mensalmente, o que inclui material escolar, almoço e dois lanches. 
– O valor mantém o investimento que fazemos. Mas a gente tem um programa que contempla entre 15% a 20% dos alunos com bolsas de estudo.
Um professor de nível fundamental, da primeira à quinta série, recebe no São Bento, em média, R$ 4.000 por 25 horas semanais. Na cidade do Rio de Janeiro, de acordo com a Secretaria Municipal de Educação, o salário médio de um professor fica em pouco mais de um terço desse valor.

O ex-aluno João Gabriel lembrou as palavras do antigo reitor Dom Tadeu de Albuquerque Lopes, falecido em 2010, para justificar o sucesso do Colégio São Bento.

– O segredo da gente é continuar fazendo o que os outros colégios não fazem: ensinar.