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Dilma suspende ‘kit gay’ após protesto da bancada evangélica

5/05/2011 – 13h12

ANA FLOR
DE BRASÍLIA

Atualizado às 13h41.

A presidente Dilma Rousseff determinou nesta quarta-feira a suspensão da produção e distribuição do kit anti-homofobia em planejamento no Ministério da Educação, e definiu que todo material do governo que se refira a "costumes" passe por uma consulta aos setores interessados da sociedade antes de serem publicados ou divulgados.

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Bancada evangélica diz que não vota ‘nada’ até esclarecer ‘kit gay’

Segundo o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral), Dilma considerou o material do MEC "inadequado" e o vídeo "impróprio para seu objetivo".

A manifestação ocorreu na esteira de uma reunião de Carvalho com a bancada evangélica da Câmara. O grupo de parlamentares chegou a ameaçar o governo com obstrução da pauta no Congresso, colaborar com assinaturas para convocar o ministro Antonio Palocci (Casa Civil) a se explicar sobre sua evolução patrimonial e propor uma CPI para investigar o MEC.

Ontem, no plenário, o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) chegou a pedir a demissão do ministro da Educação, Fernando Haddad. Na semana passada, o mesmo Garotinho, que é vice-presidente da Frente Parlamentar Evangélica, afirmou que a bancada evangélica, composta por 74 deputados, não votaria "nada", nenhum projeto na Câmara, até que o governo recolhesse os vídeos anti-homofobia.

Mesmo depois das declarações do Planalto, Gilberto Carvalho afirmou que não há "toma lá, dá cá" entre o governo e a bancada evangélica na questão do kit e da convocação de Palocci.

O MEC nega que o kit e os vídeos que vazaram na internet tenham sido aprovados pelo ministério. Eles teriam sido produzidos por ONGs que prestam serviços à pasta e estariam em avaliação.

Os deputados da bancada evangélica afirmam que os vídeos e a cartilha anti-homofobia "são um estímulo ao homossexualismo".

"Mostramos ao ministro Gilberto Carvalho que é virulenta a maneira como o material está sendo aplicado", disse o ex-governador do Rio.

Veja abaixo alguns dos vídeos que estavam em fase de análise pelo MEC, para possível inserção no kit anti-homofobia:

 

 

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ORIENTE MÉDIO : A primavera árabe e a liberdade dos cristãos

     O exército sírio recentemente cercou a cidade Daraa. Centenas de pessoas morreram no sangrento episódio, chamado de “primavera árabe”.
     Enquanto o mundo se solidarizou com as vítimas assassinadas pela repressão do atual presidente Assad, um grupo tem sido esquecido nesse contexto: a população cristã síria. Eles veem com outros olhos o surgimento dessa democracia árabe que está se instalando.
     Cerca de 10% por cento da população síria é cristã e o governo sírio tem feito um bom trabalho, tentando defender as minorias religiosas da perseguição.
     Mas esse processo de transição de governo traz um dilema para a comunidade cristã da Síria: todo o resto continuará igual. Mesmo que a Síria crie leis mais democráticas, as coisas estão longe de ser diferentes. Com a saída do atual presidente, o país pode se tornar um lugar perigoso para os cristãos.
     O que falta em toda essa conversa sobre “primavera árabe” e “democracia” é saber o que realmente significa democracia para os sírios e se ela conseguirá de fato tornar as coisas  necessariamente  melhores para o país.
     Regimes autoritários ou democracias fortes forçam a população a seguir as leis do país, podendo oferecer às minorias alguma proteção contra a revolta de multidões. Mas retire toda a autoridade do Estado e, consequentemente, verá que o resultado é a violência. E é disso que os cristãos sírios têm medo, pois é necessário tomar mais atitudes do que simplesmente implantar a democracia e achá-la boa.
     A democracia, que é vista no Ocidente como a forma mais justa de governo, não tem a mesma conotação em países do Oriente Médio, como Síria e Egito.

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Evento reúne 50 mil pessoas em Curitiba

MARCHA PARA JESUS

 

A 6ª edição oficial da Marcha para Jesus aconteceu no último sábado, 21, e reuniu cerca de 50 mil pessoas na capital paranaense. Com a apresentação de bandas gospel e palestras, a caminhada já se firmou como um espaço de defesa dos valores cristãos.

O evento, que faz parte do calendário oficial de Curitiba desde 2005, contou com a participação do prefeito Luciano Ducci, do governador Beto Richa e do autor da lei que criou a marcha, vereador Pastor Valdemir Soares.

Com o tema “Somos um”, a Igreja Evangélica mostrou a unidade e força dos fieis, destacando a defesa dos valores da família e da vida. Com início às 9h, na Praça Santos Andrade, a caminhada seguiu pelas ruas da cidade com orações, mensagens e canções de paz, chegando ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico, por volta do meio-dia.

Em entrevista coletiva, o vereador Pastor Valdemir Soares ressaltou a posição contrária da Igreja Evangélica em relação a assuntos como a entrega do kit gay nas escolas e a decisão do STF que reconhece a união estável de pessoas do mesmo sexo.

O governador Beto Richa agradeceu o trabalho importante que as igrejas evangélicas têm feito na área social, como a recuperação de drogados, ressocialização e amparo à base familiar.

O prefeito Luciano Ducci parabenizou o evento e ainda recebeu dos grupos de pastores orações em favor do sucesso da sua administração à frente da cidade de Curitiba.