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EVANGELHO MUÇULMANO

FOTO - EVANGELHO MUÇULMANO

Cristãos de países árabes querem revolução e combate ao governo islã

Para os povos do mundo árabe, a onda de levantes populares na região simboliza suas ambições por democracia e liberdade dos regimes autoritários.

Mas a Primavera Árabe também gera algumas desconfianças por parte da minoria cristã na região, temerosa de que que a ascenção de partidos islamistas poderia colocá-los em risco.

Recentemente, uma conferência internacional realizada no Líbano reuniu mais de 680 políticos, acadêmicos e ativistas cristãos para mostrar amplo apoio às revoluções na região e garantir aos cristãos que o "medo sectário só serve aos governos autoritários".

"Os libaneses cristãos e seus irmãos na região rejeitam qualquer tentativa de vincular a fé cristã ao destino dos regimes opressivos e tirânicos que transformaram o mundo árabe em uma prisão e que, historicamente, só marginalizou seus cidadãos. Nós não aceitaremos ser os executores contra as vítimas (dos regimes)", disse a nota oficial do encontro.

Segundo um dos organizadores do encontro no Líbano, Kamal Yaziji, o evento teve o objetivo de combater a opinião que está sendo disseminada na mídia e regimes autoritários de que os cristãos estão com medo da Primavera Árabe. "Nós não somos uma minoria em perigo, nós queremos dar uma chance à Primavera Árabe, queremos fazer parte dela porque somos protagonistas também. Discutimos planos de ação para os cristãos se integrarem nesta onda de revoluções", disse ele à imprensa árabe.

Eleições

Os protestos que tiraram os presidentes do Egito e da Túnisia, depois de décadas no poder, eram formados por diversos grupos sociais e religiosos. Mas uma vez iniciados os processos políticos, os partidos islâmicos, mais preparados e com amplo eleitorado, saíram na frente como favoritos a terem uma ampla presença nos próximos governos.

Na Túnisia, a eleição parlamentar do dia 23 de outubro confirmou a vitória do partido islâmico moderado Ennahda, que conquistou cerca de 42% dos votos e causou preocupação entre muçulmanos seculares e cristãos sobre o caráter do futuro governo. O partido declarou que governará para todos e que as liberdades e escolhas religiosas serão respeitadas.

No Egito, o favorito para as eleições ao parlamento no dia 28 de novembro é a Irmandade Muçulmana, o maior e mais bem organizado movimento islâmico do mundo árabe e que gera preocupação entre a comunidade da Igreja Cópta – cerca de 10% da população de 80 milhões do país.

Nos últimos meses, alguns incidentes entre cristãos e muçulmanos, acirrou o discurso sectário. Em alguns episódios de violência, muçulmanos defenderam seus conterrâneos cristãos nas ruas e acusaram os islâmicos radicais de "fomentarem a discórdia e traírem os princípios da revolução egípcia".

Segundo o teólogo e historiador brasileiro Roberto Khatlab, há mais de 20 anos radicado no Líbano e autor do livro Árabes Cristãos? (Editora Ave-Maria, 2009), os árabes cristãos somam mais de 20 milhões na região, mas seus números vêm caindo, como já alertaram entidades internacionais de direitos humanos.

Khatlab entende a preocupação de grupos cristãos nos países árabes em função do número cada vez maior de pessoas fugindo de seus países em razão de guerras, perseguições, militâncias políticas e intolerância religiosa, especialmente no Iraque após a invasão dos Estados Unidos, em 2003. "No Iraque, depois da guerra, os cristãos passaram a sofrer perseguições porque foram vistos por militantes como aliados das tropas americanas, igualmente cristãs. Mas eles também são árabes, pessoas da região, com os mesmos hábitos".

Segundo organizações internacionais, cristãos no Iraque somavam mais de 1 milhão nos anos 80, mas, em 2005, o número caiu para 650 a 800 mil. "E por isso, cristãos e outras minorias sofrem de incertezas quanto ao futuro", disse o brasileiro.

No entanto, Khatlab concorda que o discurso sectário não deveria ser usado para amedrontar as minorias. "Os princípios desses protestos populares são únicos e justos. Uma democracia terá mais condições de proteger minorias do que regimes autoritários", salientou ele.

Síria

Enquanto líbios, tunisianos e egípcios conseguiram derrubar seus ditadores, as populações na Síria e Iêmen continuam envolvidas em protestos antigoverno. Na Síria, o governo acusou islamistas de fomentarem os protestos que já duram oito meses e deixou mais de 3 mil pessoas mortas. No entanto, ativistas sírios acusam o regime do presidente Bashar al-Assad de fomentar o discurso sectário para espalhar o medo na população.

Há dois meses, o patriarca da Igreja Maronita do Líbano, Beshara al-Rahi, causou polêmica quando declarou sua preocupação com os cristãos na Síria caso o regime de Assad fosse deposto, pedindo uma chance para que reformas no país fossem implementadas. As declarações do patriarca geraram condenações de políticos, ativistas e jornalistas cristãos e também muçulmanos no Líbano e região. Os governos da França e dos Estados Unidos também condenaram as declarações, incluindo o Papa Benedito 16.

Ativistas acusaram o patriarca de promover mais medo para que os cristãos temam a Primavera Árabe. Respondendo às críticas, al-Rahi declarou que suas palavras foram tiradas de contexto e que não estimulavam o discurso sectário. Mas as explicações não convenceram o público na região.

De acordo com Antoine Kurban, professor na Universidade Saint Joseph, em Beirute, o levante árabe é um levante popular e todos são livres para dar apoio ou não sob o ponto de vista de cidadão. "Nós todos devemos ter a consciência cristã em mente. Um cristão, se levar em conta os valores espirituais, não pode ficar ao lado do opressor que usa de desculpas para oprimir. Sempre toma o lado da vítima, da dignidade e da liberdade individual", opinou.

Data: 3/11/2011 09:00:00
Fonte: Terra

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Editora da Bíblia Satânica compra grande editora evangélica

 

Julio Severo

HarperCollins, a editora americana que publica a Bíblia Satânica, anunciou na segunda-feira, de acordo com a Associated Press, que havia “entrado num acordo definitivo” com a Editora Thomas Nelson, que publica muitas edições da Bíblia e muitos livros evangélicos nos EUA. A Bíblia Satânica é o livro oficial usado por satanistas nos EUA e no mundo. Seu autor, Anton LaVey, supremo sacerdote da Igreja de Satanás, morreu louco.

FOTO - BIBLIA SATANICA

Anton LaVey, autor da Bíblia Satânica

No Brasil, a Thomas Nelson trabalha em parceria com a Ediouro, que publica livros com forte conteúdo de misticismo (Poder da Magia Negra, O Livro de Outro das Ciências Ocultas, Magia Egípcia, Cabala: o Mistério Dos Casais, Mistérios do Espiritismo, Ritual da Umbanda, Poder do Candomblé, Noções Fundamentais do Espiritismo, O Livro de Ouro Dos Deuses e Deusas, Evangelho Na Umbanda, Pontos Cantados e Riscados de Umbanda e Candomblé) e até pornografia (Coleção Erótica, Desperte a Deusa do Sexo que Existe em Você, As 100 Melhores Histórias Eróticas da Literatura Universal) e apologia ao homossexualismo (A Invenção da Heterosexualidade).

É claro que essa parceira não tem como objetivo a edificação espiritual de ninguém. É uma parceria voltada exclusivamente para arrancar dinheiro do bolso dos consumidores.

Será que o diretor da Thomas Nelson não sabe o que Deus pensa dessas alianças?

Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” (2Co 6:14 ACF)

Mas o que esperar? Na direção da Thomas Nelson do Brasil está Omar de Souza, outrora um dos homens fortes de Caio Fábio, que em 1995 ajudou a lançar a revista Vinde, que se propunha, como o próprio PT sempre fez, apresentar uma ética evangélica que nem seu fundador, Caio Fábio, nem seus jornalistas tinham. Não estou surpreso, pois, com os rumos antiéticos que cada um desses evangélicos esquerdistas acabou tomando.

FOTO - BIBLIA SATANICA II

Bíblia Satânica, publicada por HarperCollins, dona hoje de duas grandes editoras evangélicas

Não estou surpreso também com o fato de que a Thomas Nelson esteja sendo comprada pela editora secular que publica a Bíblia Satânica. Depois da parceria com a Ediouro, o que esperar? Boas intenções? Nobres sentimentos cristãos?

Para alcançar os compradores de livros evangélicos, vale agora qualquer coisa, inclusive aliar-se a Satanás.

A Thomas Nelson não é a primeira conquista evangélica de HarperCollins, que anos atrás comprou a maior editora evangélica dos EUA, a Zondervan, que publica a Bíblia NVI em inglês.

Durante alguns anos, Zondervan foi dona da Editora Vida, que com o peso de investimento econômico da Zondervan se tornou a maior editora evangélica do Brasil. Estranho então a maior editora evangélica do Brasil ser propriedade da editora que publica a Bíblia Satânica, não é? Denunciei esse “jugo ultra-desigual” na época, e em poucos meses decidiram vender a Editora Vida a um comprador argentino, e desde então a Editora Vida vem caindo de sua posição proeminente. Parece que o dinheiro das trevas tem o poder de ajudar até editoras “evangélicas” a alcançar posições elevadas. Se depender desse dinheiro, a Thomas Nelson será no Brasil o que um dia foi a Editora Vida.

Na época em que a Editora Vida era propriedade da HarperCollins através da Zondervan, tentei conversar com o Pr. Eude Martins, diretor da Editora Vida, sobre os perigosos rumos de sua editora. Mas do alto de seu imponente trono, ele não deu atenção. Nesta semana (1 de novembro), telefonei para a Thomas Nelson, tentando falar com Omar de Souza, mas sua secretária me respondeu que ele estava ocupado. Fui encaminhado para a assessoria de imprensa, que não tinha nenhuma nota oficial sobre a editora da Bíblia Satânica comprando a editora evangélica.

A revista Charisma disse que HarperCollins comprou a Thomas Nelson por uma “quantia que não foi divulgada”. É certo que foi um preço muito grande.

Mas o preço diante de Deus será muito maior, pois não existe parceria entre Deus, Mamon e Satanás.

Zondervan e Thomas Nelson nas mãos de uma editora secular que publica livros satânicos é um sinal inegável de quão distantes de Deus andam as editoras evangélicas, que estão sendo movidas pela ganância e oportunismo. Honram a Deus com alguns de seus livros, mas o coração delas está longe de Deus.

Fonte: www.juliosevero.com

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VALE A PENA SE CASAR?

 

O senhor derramou em seu coração o mesmo amor, que superará a descofiança sobre o casamento

Em conversas casuais, brincadeiras ou em sessões de aconselhamento com jovens e adolescentes, tenho notado certa aversão à idéia do casamento e suas implicações naturais, tais como: compromisso para a vida, criação de filhos, dedicação ao lar, submissão, amor incondicional, etc.
Ao indagar dos jovens as razões que os levam a assumir tal postura negativa quanto ao casamento, obtive quase sempre as mesmas respostas:

– Sou produto de um casamento desfeito.
– Não sei quem é meu verdadeiro pai.
– Meus pais brigam e se agridem constantemente.
– Perdi a confiança nas pessoas.
– Não quero depender de ninguém.
– Não quero me comprometer com outra pessoa.
– Não posso colocar em risco a minha carreira profissional.
– Não acredito no amor verdadeiro.
– Não tenho visto bons exemplos ao meu redor.

A verdade é que 60% da população brasileira é composta de pessoas com menos de 30 anos de idade, das quais a grande maioria não acredita que o casamento seja uma instituição fundamental e imprescindível para uma sociedade sã. Esta minha afirmativa pode ser corroborada por um artigo que li num periódico nordestino cujo título era: "Casamento, O Túmulo do Amor". Nele, o autor ressaltava que um número cada vez maior de pessoas está optando pela separação, a fim de evitar os contratempos da rotina, da convivência e do compromisso envolvidos no relacionamento matrimonial.
Jovem, que seja evangélico ou não, você está sofrendo a influência maciça de uma sociedade que, além de não temer a Deus, está sob o domínio do "deus do século" – Satanás (2 Co 4.4; 1 Jo 5.19). Ele tem influenciado esta sociedade incrédula no estabelecimento de uma filosofia que nega o casamento. Não como os agnósticos ascetas (1 Tim 3.6), barateando o sexo num mercado onde o corpo virava mero objeto sem valor.
O mundo moderno está produzindo uma geração de pessoas solitárias e individualistas que preferem "momentos juntos", sem nenhum compromisso duradouro. O jornal "The New York Times" publicou recentemente um artigo que definia esta geração como "The Uncommitted Generation" (A Geração Sem Compromisso). Então, não é de se admirar que os jovens educados para constituírem uma nação de indivíduos, não acreditem que a família seja o único meio de se preservar o verdadeiro amor a partir de um compromisso que gera relacionamentos sadios, duradouros e equilibrados; condições indispensáveis para a preservação da sociedade.
Qual a posição da Igreja Evangélica nesse particular? Dos quase 20 milhões de pessoas que pertencem à alguma denominação evangélica, cerca de 60% compõem-se de jovens. Será que estamos de olhos vendados para a realidade dos conflitos e das dúvidas que afligem nossa juventude? No que diz respeito ao amor, sexo e compromisso, eles gravitam entre tabus, preconceitos, medo, curiosidade, apelos, tentações, conselhos tímidos, desconfiança e chavões pastorais. Andam como quem procura uma cidade num território sem mapa. Qualquer trilha pode ser a opção.
A revista evangélica "Christianity Today" publicou uma pesquisa feita pelo conferencista e escritor Josh MacDowell, na qual constava que: "65% dos jovens que freqüentam regularmente as Igrejas conservadoras já tiveram algum tipo de experiência sexual" (CT 18/03/88). Isto, entre outras coisas, mostra que estamos mais contaminados do que pensamos e devemos, sem demagogia e farisaísmo, interceder por nossos jovens.
Precisamos estar conscientes de que os livros, os periódicos, os seminários, os vídeos e os sermões sobre o valor da castidade e felicidade no casamento até que a morte nos separe não nos isenta da responsabilidade de transformamos nossos relacionamentos conjugais em exemplos; modelos dignos de serem imitados pelos adolescentes e jovens que precisam ver a família do seu pastor, dos diáconos, de seus professores e líderes, a materialização ou a concretização dos princípios bíblicos que tanto pregamos.
Ao entregar sua vida ao senhorio absoluto de Jesus Cristo, você pode ter a certeza de fazer parte de uma nova criação (2 Co 5.17), podendo contar com o poder do Espírito Santo para o estabelecimento dos relacionamentos fundamentados no amor genuíno e no compromisso duradouro. Isto não significa "mares de rosa", mas a promessa da graça de Deus para superar as lutas do dia- a- dia. Se o problema por falta de exemplos, temos o amor de Cristo por sua Igreja, o qual se constitui o parâmetro mais fidedigno que pode existir.
A hora é esta, jovem – "Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade…" (Ec 12.1) e, embora marcado pelas decepções deste mundo, confie nAquele que pode renovar a sua mente, perdoa-lhe os pecados e lançar fora todo o temor. Ele o amou primeiro com seu amor incondicional (1 Jo 4.19) e derramou em seu coração esse mesmo amor que o ajudará a superar o receio e a desconfiança em relação ao casamento. Permita que Ele o conduza a experimentar o caminho sobremodo excelente. Então dirá…
Valeu a pena!

Data: 27/10/2011 10:16:06

Fonte: Armando Bispo da Cruz