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ONU: INTOLERÂNCIA PARA COM A LIBERDADE RELIGIOSA

ONU: Intolerância para com a liberdade Religiosa.

As normas morais da Europa e do continente americano estão de modo geral alicerçadas nas tradições cristãs. Essas normas sempre foram um forte apoio para a família, para os direitos dos pais e para o comportamento sexual normal. Mas pelo fato de que está querendo a aceitação de condutas que o Cristianismo proíbe, a ONU percebe que suas políticas acabarão provocando um confronto com as igrejas cristãs.
No campo dos direitos, o Cristianismo tem sido atacado pela ONU principalmente por defender atitudes, valores e ensinos bíblicos.
Logo depois do encerramento da 72º sessão do Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas  o jornalista Joe Woodard, do jornal canadense The Calgary Herald, [43] realizou um extensa estudo sobre a verdadeira postura da ONU com relação às religiões, principalmente o Cristianismo. A posição da ONU nessa questão teria, segundo ele, um só objetivo: eliminar toda moral absoluta que não seja compatível com a nova ordem mundial.
O artigo cita diversas personalidades, como Hermina Dykxhoorn, presidente da Federação de Mulheres Unidas pela Família no Canadá. Essa federação integra um grupo que exerceu pressão a favor dos valores familiares em várias conferências da ONU. Dykxhoorn explica que na conferência de Istambul em 1996, o diretor geral da Organização Mundial da Saúde, na época o Dr. Hiroshi Nakajima, afirmou diante da imprensa que “as religiões monoteístas não são compatíveis com a nova ordem mundial”. A Sra. Dykxhoorn, que é evangélica presbiteriana, afirma que a liderança da ONU está muito incomodada com as religiões monoteístas, de modo particular o Cristianismo, o qual enfatiza a santidade da vida humana, o sexo somente dentro do casamento e a santidade da família. A ONU, porém, não demonstra preocupação com religiões como o hinduismo e o budismo, No Brasil o espiritismo, candomblé e macumba que não possuem princípios morais.

vejamos o que diz a Palavra de Deus sobre esse assunto: "E sereis odiados por todas as gentes por causa do meu nome."  (Mateus 24: 9 a)

Postado por Raymundo Neto.  Editor do portal:  www.programaapalavra.com.br

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Carros da ONU que circulam pela África usam nas combinações numéricas das placas de seus automóveis o número 666.

 

O simbolismo dos 666 é claramente interpretado pela Igreja, o número da Besta ou Marca da Besta. É de acordo com a tradição cristã, um número correspondente a marca da Besta, e que equivale a 666.

De acordo com o Apocalipse, este número será grafado na testa ou na mão dos que viverem sob o domínio da Besta. Ninguém pode comprar ou vender, exceto aquele que tiver a marca. ( Apocalipse 13 16-18)

O alcance dos eventos descritos, ali, terá um cumprimento bem mais amplo do que qualquer um já visto na história.

Neste caso, acredito que Nero, pode ser visto apenas como mais um tipo do anticristo e não o próprio anticristo.
O número da besta não é só número de homem, ou seja, do homem terreno em contraste com o divino, mas também significa a imperfeição e rebelião contra Deus. Satanás sempre quis imitar a Deus. Como o número de Deus é sete, o número da perfeição. O inimigo de Deus também terá seu número. Enquanto Deus marca nas testas de seus servos o seu nome, a Besta deixará sua marca naqueles que a servirão., significando que o anticristo procurará chegar a perfeição, mas sempre ficará aquém dela.

Você pode está se perguntando: será que isso é realmente merecedor de crédito? Será mesmo que virá o anticristo? A resposta está na Própria Palavra de Deus em todo capítulo 13 do livro do Apocalipse. Então, quando será tudo isso? Não podemos afirmar com exatidão o tempo que se cumprirá essa profecia, mas tenham a absoluta certeza que ela vai acontecer.

Recebemos de nossos colaboradores da África uma grave denúncia de que os carros das Organizações das Nações Unidas (ONU) têm nas combinações das placas de seus automóveis a numeração 666. Seria conhecidência? Porque dentro de infinitas possibilidades de combinações numéricas, escolheram, justamente, a combinação numérica 666. Sabemos que, nas últimas décadas, a ONU tem emplacado no mundo uma política anti-bíblica. Logo, percebemos que há indícios que nos apontam para uma forte suspeita de ocultismo nesta instituição de gerenciamento político global.

Vejamos o que a Palavra de Deus fala sobre esse assunto: “Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.” ( 1ª João 5.19)

Fonte: www.programaapalavra.com.br

06-06-16 013

Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria,A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.
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Jesus do alto, Jesus de baixo

 

LUIZ FELIPE PONDÉ
COLUNISTA DA FOLHA

Afinal, quem foi Jesus? A pergunta é um clichê, mas movimenta rios de dinheiro e ideias. A figura do jovem herege judeu morto pelos romanos é peça-chave de nossa cultura e de nosso imaginário.

Qualquer iniciante sabe que heróis como esses são em parte uma "construção" histórica, no sentido de que muita gente e muita coisa se unem pra constituir a face (se é que existe "uma" face neste caso) do personagem. No caso deste judeu herege, o caso é mais sério porque muita gente crê que ele seja também Deus, além de homem.

O problema central acerca de Jesus é justamente sua "pessoa divina" e não apenas sua "pessoa histórica". Muito já foi escrito sobre isso. A partir do século 19, porém, o material se tornou mais "científico", no sentido de se buscar, afinal de contas, quem teria sido o Jesus histórico.

HEREGE JUDEU

Antes de tudo, por que eu me refiro a ele como um herege judeu? Porque o cristianismo nasceu uma heresia judaica e seu líder, ainda que nunca tenha dito (não há fonte documental que prove isso) que ele fosse o messias (salvador esperado pelos judeus até hoje), é um herege, visto como tal pela aristocracia religiosa judaica de sua época, por ter "criado" uma seita com seus seguidores.

Mais tarde, os seguidores diretos de Jesus passaram a pregar seu messianismo para comunidades judaicas "assimiladas" aos modos romanos ou gregos de viver (e que viviam em colônias romanas). A partir daí, a pequena heresia judaica se transformou no cristianismo que conhecemos.

O encontro com a erudita cultura greco-romana pagã deu à jovem heresia judaica sua cor filosófica e teológica, pela assimilação da filosofia de então –platonismo e estoicismo, basicamente. Em meio às discussões acerca da doutrina em nascimento, uma das questões centrais era saber quem era Jesus, no sentido teológico.

Muitos o consideravam "apenas" mais um profeta israelita, com vocação para falar aos pobres e oprimidos pela casta do templo judaico e pela ocupação romana. A fala de Jesus, ainda que não beligerante, tem a marca do profetismo hebraico do Velho Testamento (para os judeus "bíblia hebraica").

PROFETAS

E o que vem a ser esse profetismo? Basicamente uma crítica social, política e moral. Os profetas de Israel criticavam os "poderosos" por seus abusos e o povo por seu "relaxamento" moral. E a todos por viverem uma religião vazia e puramente (nos termos do rabino e filósofo judeu do século 20, Avraham Joshua Heschel) "behaviorista".

Dito de outra forma, uma prática religiosa sem coração ou conteúdo, apenas "exterior". Essa controvérsia será conhecida na tradição do cristianismo primitivo paulino como a oposição entre a lei e a intenção do coração no cumprimento da lei. Portanto, o cristianismo nasce sim com uma vocação de crítica do poder e dos costumes estabelecidos.

Outros afirmavam que Jesus era "apenas" um espírito, e seu corpo teria sido, em termos atuais, mero "holograma". Jesus não tinha, portanto, propriamente um corpo de carne e osso.
A vitória final (se é que se pode falar em vitória final nesse assunto) foi daqueles que defendiam que Jesus era homem e Deus ao mesmo tempo, tendo, portanto, duas substâncias, a humana e a divina, sem confusão entre elas.

RATZINGER

Um temor presente (ainda que de certa forma velado) nos estudos da cristologia levados a cabo por Joseph Ratzinger (Bento 16) em seus dois livros sobre Jesus é o risco de "revisão histórica" dessa vitória da hipótese de que Jesus seja homem e Deus.

"Jesus of Nazareth" [trad. Adrian J. Walker, Doubleday, 372 págs., R$ 55,70], publicado no Vaticano em 2007, traz uma extensa introdução metodológica acerca dos riscos de uma revisão histórica da pessoa divina de Jesus por conta das "modas metodológicas" contemporâneas em estudos bíblicos.

Afora essa introdução, o livro se ocupa basicamente dos primeiros anos públicos de Jesus e de sua "autoapresentação" como salvador único, e representante do Deus dos judeus.

"Jesus de Nazaré – Da Entrada em Jerusalém até a Ressurreição" [trad. Bruno Bastos Lins, Planeta, 272 págs., R$ 29,90] de 2011, se ocupa dos últimos dias de sua vida no mundo, e é inferior em comparação ao primeiro volume de sua cristologia.

Portanto, a empreitada de Ratzinger, além de ser uma busca pessoal da pessoa de Jesus, deve ser vista, em suas próprias palavras, como um esforço de entrada no debate cristológico contemporâneo por parte de um dos teólogos católicos vivos mais consistentes.

CRÍTICA LIBERAL

Qual seria esse debate e qual seria o risco implícito nele (ou, às vezes, quase resvalando numa "moda metodológica"), pelo menos aos olhos do papa teólogo? O risco de revisão histórica seria fruto de um movimento, que em si nunca teve intenção de revisão da divindade de Cristo, conhecido como crítica bíblica liberal, identificada com o protestantismo liberal alemão do século 19.

A intenção do movimento, muito pautada pelo caldo cultural do iluminismo, com vocação clara para declarar todo conhecimento não científico como vago e sem valor, era fazer um estudo histórico e documental da Bíblia e, dentro dele, da pessoa de Jesus de Nazaré.

Não se pode dizer que tenha sido apenas "culpa" dos alemães protestantes, pois católicos como o francês Renan também estavam à caça do "Jesus histórico".

Ainda em 1914, o filósofo judeu alemão Franz Rosenzweig, em sua "Teologia Ateia" (sem tradução em português), chamava a atenção para o mesmo risco que alimenta, veladamente, a busca de Ratzinger.

Para Rosenzweig, o protestantismo liberal alemão poderia concluir que Jesus era apenas um grande homem, pois as intenções inconscientes da crítica bíblica de então davam mais atenção ao que Jesus teria de humano e atenuavam seus aspectos "irracionais", a saber, sua suposta divindade.

Nos termos que Ratzinger usa em seu segundo volume sobre Jesus (e concordando de certa forma com parte do que a crítica especializada diz de sua obra sobre Jesus), sua cristologia pode ser vista como uma cristologia "do alto" em oposição a uma cristologia "de baixo" (ainda que ele recuse ser apenas um teólogo "do alto").

A diferença entre ambas é que a primeira daria maior atenção ao fato que Jesus é, antes de tudo, Deus intervindo na história, e a segunda optaria pelo caráter humano e histórico (portanto, político e social) de Cristo.

RECONSTRUÇÃO

A tendência da crítica bíblica liberal ao buscar a pessoa do Jesus histórico seria deslizar suavemente para privilegiar o personagem que habitou a Palestina em detrimento do que foi "construído" em cima dele por teólogos posteriores –lembremos que nos textos evangélicos em nenhum momento Jesus se diz Deus.

Assim sendo, a divindade de Jesus poderia sair arranhada, na medida em que estaria "fora" da reconstrução histórica possível.

O argumento metodológico de Ratzinger é que nada há de grandioso a ser "reconstruído" historicamente acerca de Jesus (sua arqueologia seria menor do que sua teologia), e que por isso o resultado seria apenas a projeção sobre o personagem histórico de Jesus dos preconceitos ou preferências dos próprios pesquisadores.

Essas preferências seriam basicamente a de "modernizá-lo" a ponto de torná-lo mais palatável a um mundo que tende a diminuir a divindade de Jesus em favor de um Jesus líder político e não Deus. O que inclusive facilitaria o diálogo inter-religioso contemporâneo.

Para Ratzinger, o Jesus que importa é o que nos fala diretamente de sua fonte primeira, os evangelhos, e não o dos "historiadores".

Outro lançamento é "Jesus – Uma Biografia de Jesus para o Século 21" [trad. Alexandre Martins, Nova Fronteira, 208 págs., R$ 39], do historiador "generalista" Paul Johnson.

O livro também segue a tendência de uma "teologia do alto", sem grandes diálogos com a crítica histórica, mas acaba sendo demasiadamente vago e confessional. Em nada acrescenta ao debate do século 21 sobre Jesus.

O de Ratzinger é melhor.