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Papéis revelam como o cardeal e o presidente dos EUA se encontraram à revelia dos militares
20 de junho de 2011 | 23h 00
Jamil Chade, correspondente de O Estado de S.Paulo
GENEBRA – Jimmy Carter, presidente dos Estados Unidos entre 1977 e 1981, manteve amplo contato com dissidentes brasileiros durante o regime militar e buscou formas de se reunir com vozes contrárias ao governo. É o que revelam documentos que estavam guardados pelo Conselho Mundial de Igrejas, em Genebra. Um desses dissidentes era d. Paulo Evaristo Arns, cardeal-arcebispo de São Paulo. Cartas e conversas entre os dois revelam o objetivo mútuo de forçar o regime a se abrir.
No domingo, o Estado revelou o teor de documentos que fazem parte de um arquivo de mais de 3 mil páginas mantido pelo Conselho Mundial de Igrejas, em Genebra. Os papéis detalham a atuação de d. Paulo para denunciar a tortura durante a ditadura.
O diálogo entre o religioso brasileiro e o presidente americano sobre a situação no Brasil começou em 1977. Em 29 de outubro daquele ano, o cardeal enviou uma carta alertando Carter sobre a repressão, com uma lista de nomes de pessoas que haviam desaparecido. D. Paulo relata uma situação crítica. “Nos últimos anos, eu tenho tido o triste privilégio de dar conselhos pastorais e conforto a muitos parentes e amigos de prisioneiros políticos que desapareceram”, escreveu a Carter, lembrando que entre eles estava até um cidadão americano, Paulo Stuart Wright.
Poucas semanas depois, Carter responderia, informando que adiara sua visita ao Brasil, prevista para aquele ano, para 1978. Mas deixou claro que estava preocupado com a situação no País. “Esses casos enfatizam a importância do Estado de Direito, com seu direito a habeas corpus e processos devidos por cortes civis independentes”, observou Carter.
A carta ainda mostra o prestígio do cardeal brasileiro. “Seu trabalho em nome da dignidade humana me faz sentir honrado de dividir o campo com você na Universidade Notre Dame”, escreveu Carter.
Manobras. O encontro prometia ser delicado e ao mesmo tempo explosivo. Uma primeira tentativa foi a de incluir São Paulo no itinerário de Carter, o que daria a possibilidade de um encontro com d. Paulo. Mas essa possibilidade foi abandonada.
para que o presidente da CBF e do COL (Comitê Organizador Local), Ricardo Teixeira, vá à Câmara dos Deputados explicar as denúncias de cobrança de propina e o aumento do custo na construção e reforma dos estádios para a Copa-2014, o ex-jogador e agora deputado Romário (PSB-RJ) afirmou que só existe uma chance do Mundial acontecer sem atrasar as obras: Jesus Cristo descer no Brasil nos próximos três anos.
A declaração de Romário está na entrevista feita por Filipe Coutinho com o ex-jogador, publicada pela Folha nesta segunda-feira. A íntegra da entrevista está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.
"Pelo que estou vendo, as coisas não vão acontecer. Vai ter a Copa, mas infelizmente teremos problemas e não vai ser a melhor de todos os tempos. Vou te falar uma verdade: os evangélicos acreditam que Jesus vai voltar. Só ele para fazer com que o Brasil faça a melhor Copa. Se ele descer nos próximos três anos, aí será possível", declarou Romário.
Para o deputado, surge a cada dia uma nova denúncia sobre a Copa no Brasil, como a reportagem da Folha que mostrou, há uma semana, integrantes da Fifa e do COL fazendo lobby em favor de patrocinadores do Mundial.
Na entrevista, Romário diz que tem apenas um relação cordial com Ricardo Teixeira e sugere que o cartola deixe a organização da Copa "até mesmo por conta da idade".
"Existem pessoas no Brasil bastante competentes para fazer esse papel de comandar o COL, mas ele se acha nesse direito. Mas, até mesmo por conta da idade dele [64], não é bom para ele. Eu colocaria outra pessoa, como é o caso do Henrique Meirelles [ex- -presidente do Banco Central] para a Olimpíada [do Rio, em 2016]. Seria um desgaste muito menor", disse.
Alan Marques/Folhapress

Romário (PSB-RJ) em seu gabinete em Brasília