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Igreja Betesda comenta a saída do pastor Edney Melo

 

O texto assinado pelo Presidente da Betesda do Ceará fala de alguns dos temas apresentados pelo pastor explicando sua saída

Direito de Resposta: Igreja Betesda comenta a saída do pastor Edney Melo

A Igreja Betesda do Ceará entrou em contato com o Gospel Prime para esclarecer a matéria publicada por nós falando sobre o texto escrito pelo pastor Edney Melo que explicou os motivos pelo qual estava se desligando da denominação.

Por meio desse contato a Betesda pede o direito de resposta para apresentar aos leitores deste site a sua versão do fato. Entre os tópicos apresentados nesta respota a igreja diz que “jamais orientou seus pastores para uma ‘aceitação teológica’ da homossexualidade, muito menos para abençoar uniões homoafetivas”.

O texto assinado pelo Presidente da Betesda do Ceará, pastor Domingos Sávio Rodrigues Alves, também mostra a versão do ministério fundado por Ricardo Gondim sobre a ressurreição e outros ensinamentos doutrinários da igreja.

Leia o direito de resposta da Igreja Betesda do Ceará:

DIREITO DE RESPOSTA

“A Igreja Betesda do Ceará, atingida que foi pelas declarações do seu ex-pastor Edney Melo, vem a público esclarecer que:

1. A Betesda sempre incentivou seus pastores a estudar, refletir e elaborar ensinamentos bíblicos com liberdade e responsabilidade, que sejam compatíveis com a realidade da vida e as ansiedades causadas pelo contexto social.

2. Percebe-se que o mundo inteiro passa por grandes e rápidas transformações que provocam sucessivas crises éticas, lançando desafios para uma igreja reflexiva fazer perguntas difíceis sobre temas complexos, e ao mesmo tempo e propor respostas orientadas pelos ensinamentos bíblicos.

3. A Igreja Betesda postula a realidade da crucificação e ressurreição de Jesus como providência amorosa do Deus trino (Pai, Filho e Espírito Santo) para a reconciliação com a humanidade; postula a ressurreição dos mortos para o juízo final, da vida eterna e da condenação, do céu e do inferno.

4. A Igreja Betesda jamais orientou seus pastores para uma “aceitação teológica” da homossexualidade, muito menos para abençoar uniões homoafetivas. No plano estritamente religioso, recebemos todas as pessoas que se dispõem a ouvir a palavra de Deus, crendo que o Espírito Santo possa convencê-las ao arrependimento e a seguir no aprendizado dos caminhos do Senhor. Ainda no plano estritamente religioso, não nos cabe trancar nossas portas para viciados, mentirosos, adúlteros ou criminosos, sejam eles heterossexuais, homossexuais, republicanos ou democratas. Nós pregamos a palavra e cremos no milagre da conversão.

5. Todavia, consideramos vergonhosa e diabólica a opressão civil de minorias. Todo regime político fundamentalista (religioso, econômico, científico) é pobre, doente e nocivo aos seres humanos. A democracia pressupõe a convivência e tolerância mútuas, a abertura para dialogar e encontrar soluções que compatibilizem as opiniões e interesses da maioria com os direitos inalienáveis das minorias, sejam essas étnicas, religiosas ou culturais.

6. Esses assuntos são estudados e ensinados nos cultos doutrinários, nos cursos de batismo e nas pregações dominicais. Como instituição, damos ênfase à busca de uma relação pessoal de cada servo e filho com o Deus criador, ao aprendizado e amadurecimento que se espera de um cristão.

7. No tocante ao Pr. Edney Melo, lamentamos profundamente a sua partida, sem que houvesse de sua parte sinal algum de descontentamento. Se ele ouviu, entendeu ou presenciou algo diferente do que foi aqui exposto, não foi como orientação ou dogma da Igreja, mas talvez como conversa informal entre membros, ou ainda mera especulação. Caberia a ele, como líder que é, discernir opiniões pessoais de posições institucionais.

8. Por fim, confiamos que o Pr. Edney Melo honrará as pendências financeiras causadas por sua saída silenciosa e unilateral, cujas circunstâncias a Igreja não exporá, em respeito ao cidadão Edney Melo.

Pr. Domingos Sávio Rodrigues Alves

Presidente da Betesda do Ceará”

Fonte: Gospel Prime

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Um cristão é assassinado a cada cinco minutos

 

Encontro discutiu a intolerância e a discriminação religiosa no Oriente Médio e parte da Europa

Um cristão é assassinado a cada cinco minutos

De acordo com o sociólogo Massimo Introvigne a cada cinco minutos um cristão morre assassinado em razão da sua fé na Hungria. Esse dado foi apresentado durante a Conferência Internacional sobre Diálogo Inter-Religioso entre Cristãos, Judeus e Muçulmanos, realizada em Gödöllö (Budapeste), promovida pela presidência húngara da União Europeia.

Introvigne, que é representante da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) para a luta contra a intolerância e a discriminação contra os cristãos, indicou que 105 mil deles são assassinados cada ano por sua fé.

Esse número abrange somente os verdadeiros martírios, os que são levados à morte pelo fato de serem cristãos, sem considerar as vítimas de guerras civis ou entre nações.

“Se não se gritam ao mundo estes números, se não se põe fim a este massacre, se não se reconhece que a perseguição dos cristãos é a primeira emergência mundial em matéria de violência e discriminação religiosa, o diálogo entre as religiões produzirá somente encontros muito bonitos, mas nenhum resultado concreto,” declarou o especialista.

O encontro reuniu diversas personalidades religiosas, entre elas o diplomata egípcio Aly Mahmoud que declarou que seu país terá em breve leis que protegerão as minorias cristãs.

O “ministro de Assuntos Exteriores” da Igreja Ortodoxa Russa, metropolitano Hilarion recordou que pelo menos um milhão de cristãos vítimas de perseguição no mundo são crianças.

Fonte: Gospel Prime

Com informações Zenit

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Nome bíblico em livro de Steve Jobs reacende debate do ‘culto à Apple’

 

‘iSteve: o livro de Jobs’ chega às livrarias em março de 2012.
Em 2010, fundador da Apple comparou iPad aos Dez Mandamentos.

Leopoldo GodoyDo G1, em São Paulo

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'iSteve: o livro de Jobs': nome quase bíblico para marca quase religiosa (Foto: Divulgação)‘iSteve: o livro de Jobs’: nome quase bíblico
para marca quase religiosa (Foto: Divulgação)

O culto à Apple está perto de atingir mais um marco em sua história. Não tanto pelo sucesso do iPad, que em pouco mais de um ano – e já em sua segunda versão – mudou o mercado de tecnologia e passou a ser o produto a ser batido (e imitado) pela concorrência. Mas no subtítulo da biografia oficial do fundador Steve Jobs, que chegará às livrarias em março de 2012, há um trocadilho que, dado o histórico da relação entre a Apple e seus fãs, serve como confissão: o culto à marca é, sim, encarado pela empresa como uma religião.

"iSteve: o livro de Jobs", remete ao texto bíblico de Jó, descendente de Abraão e figura importante do judaísmo e das religiões cristãs. Em inglês, a diferença é de uma letra, de "The Book of Job" para "The Book of Jobs". Não, não é uma coincidência. Mesmo porque não é a primeira vez que a Apple faz piada da semelhança entre o comportamento de seus consumidores com os praticantes de uma fé. Voltemos a 27 de janeiro de 2010. Um slide, em meio à apresentação de Steve Jobs do iPad original, mostra uma frase colhida de uma nota de jornal: "Da última vez em que houve tanta empolgação por uma ‘tábua’, ela tinha alguns mandamentos escritos nela". Ao lado, uma imagem representando Moisés com as Tábuas da Lei e seus Dez Mandamentos.

O homem que é tratado como um profeta da tecnologia nunca havia chegado tão perto de reconhecer publicamente a existência de um culto em torno da marca que ele ajudou a fundar. Esta é uma característica que há tempos dá à Apple uma vantagem competitiva relevante no mercado de computadores e equipamentos eletrônicos, e virou tema de documentários, livros, filmes e estudos acadêmicos.

Auto de fé: Jobs, de costas para Moisés e perto de admitir a existência do Appleísmo (Foto: Reuters)Auto de fé: Jobs, de costas para Moisés e perto de
admitir a existência do Appleísmo (Foto: Reuters)

A defesa da Apple por seus consumidores é não é um fenômeno inédito, pelo menos em gênero. Philip Kotler, autor mais influente no ensino universitário de marketing, descreve que é comum no consumidor – principalmente de bens de consumo duráveis – o surgimento de uma necessidade psicológica de defender sua compra. Seu carro, por exemplo, quase sempre será melhor, ou pelo menos tem uma relação custo/benefício mais interessante que a opção oferecida pelo concorrente.

Mas o grau de comprometimento do “macmaníaco” é raro. Muitos chegam a empregar tempo e esforço em favor da empresa, seja divulgando a preferência por meio de adesivos colados em seus veículos, seja ajudando voluntariamente outros usuários a resolverem seus problemas técnicos em lojas de eletrônicos.
História em comum
Para professor Russell Belk, os fãs da Apple compartilham diversos comportamentos com membros de grupos religiosos. “Quando um usuário de Macintosh encontra outros, ele se sente em comunidade. É como se eles tivessem uma história em comum, da mesma forma que pessoas que compartilham a mesma fé”.

Da última vez em que houve tanta empolgação por uma ‘tábua’, ela tinha alguns mandamentos escritos nela"

Steve Jobs, 27/1/2010

Ao entrevistar consumidores da Apple para sua monografia, publicada em 2002, Belk ouviu relatos recheados de termos religiosos: eles tentam “evangelizar” e ”converter” um usuário de PC ou donos de aparelhos celulares diferentes do iPhone. Reclamam da “perseguição” imposta por aqueles que não crêem na superioridade da marca, e relatam uma vida de “sacrifícios”, como viver sem a mesma gama de programas que donos de outros computadores.

Estes mesmos sentimentos foram ressuscitados – para seguir no vocabulário religioso – desde a apresentação do iPad. Nas redes sociais, fóruns e áreas de discussão de sites de notícias, o mundo se dividiu entre os comentaristas – amadores e profissionais – que viam no produto uma “mágica de Jobs”, um “novo paradigma, uma “revolução na computação moderna” e os que desdenhavam a prancheta, que não passaria de “um iPhone gigante” que “não roda Flash”, “não tem nem câmera” e “vai fracassar no mercado”. A imensa maioria das conclusões foi tomada sem que se tivesse ao menos tocado no produto.

Um ano depois, a argumentação mudou, o iPad já se consolidou comercialmente, mas a disputa prossegue em outros campos. Dos dois lados, defensores ou detratores, a emoção parece ter mais importância que a razão, exatamente como nos debates em torno da fé.
E o que isso significa para o futuro comercial dos lançamentos da Apple? Pouco, na verdade. A mística não é suficiente para transformar um produto, por si só, em um sucesso. Ao avaliar suas necessidades, a grande maioria dos consumidores se distancia de seus sentimentos fanáticos.

No mesmo dia da apresentação do iPad, em 2010, o G1 listou uma série de fracassos da Apple – grande parte, é bem verdade, lançada no período em que Jobs estava afastado da empresa. E mesmo na linha atual de produtos há aqueles que, como o gerenciador de mídias digitais Apple TV, não conseguiram obter o status de “objeto do desejo” compartilhado por iPads, iPhones, iPods e MacBooks.
Jobs, obviamente, sabe disso. Mas com seu livro com título quase bíblico e a citação à frase do “Wall Street Journal” sobre os Dez Mandamentos, ele vem mandando recados claros para seus seguidores: a maior empresa do mundo da tecnologia está disposta a arrebanhar mais fiéis.