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Carro de Anthony Garotinho é atingido por disparos

 

Tiros acertaram a lataria do veículo e não deixaram feridos; deputado federal estava saindo da representação do Partido da República em Cabo Frio no momento

04 de junho de 2011 | 15h 43

Alessandra Saraiva, da Agência Estado

O deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) prestou na manhã deste sábado depoimento na Polícia Federal (PF) em Campos (RJ) sobre um possível atentado contra sua vida na noite de ontem. Segundo o político, seu carro foi atingido por dois tiros quando saía da representação do Partido da República em Cabo Frio, na Região dos Lagos no Rio de Janeiro.

Em depoimento prestado ao delegado Anderson Lima Costa, Garotinho informou ter ouvido quatro estampidos, antes dos disparos. No carro estavam o motorista, Garotinho e um segurança. O ataque teria acontecido na Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), próximo ao distrito de Tamoios. Segundo o político, seu motorista achou inicialmente que fossem fogos de artifício. Na hora dos disparos, Garotinho estava deitado no banco traseiro, com a cabeça próxima à porta do veículo. Os disparos teriam acertado a lataria do carro, e não deixaram feridos.

Na manhã de sábado, o deputado recebeu a imprensa em sua casa em Campos, no norte fluminense, para relatar o ocorrido, ao lado da mulher, a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho. O carro do político, um Corolla prata, foi apreendido pela Polícia para apuração do ocorrido. Um projétil foi encontrado no interior do veículo, de acordo com a assessoria de Garotinho.



Tópicos: Anthony Garotinho, Depoimento, Atentado, Nacional, Política

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Autoridade Palestina aceita proposta de conferência

 

Organização vai a Paris, em julho, para tentar reviver as negociações de paz com Israel; governo israelense ainda não respondeu ao convite

04 de junho de 2011 | 15h 13

Agência Estado

A Autoridade Palestina aceitou neste sábado, sem condições, o convite feito pela França para comparecer a uma conferência em Paris, em julho, para tentar reviver as negociações de paz com Israel. O governo israelense ainda não respondeu ao convite.

Nabil Abu Rdeneh, assessor do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, disse que os palestinos estão preparados para enviar representantes à conferência de Paris e estão à espera das reações dos governos de Israel e dos EUA. O convite foi feito na última quinta-feira pelo ministro das Relações Exteriores da França, Alain Juppé, durante visita ao Oriente Médio.

A Autoridade Palestina tem se recusado a retomar conversações com Israel devido à insistência do governo israelense em continuar a promover a construção de assentamentos exclusivamente para judeus em terras palestinas. Ao mesmo tempo, os palestinos vêm se preparando para pedir que a Assembleia Geral da ONU, que se reúne em setembro, reconheça um Estado palestino mesmo que nenhum acordo de paz com Israel tenha sido alcançado.

Há duas semanas, o presidente dos EUA, Barack Obama, tentou atrair os palestinos de volta às conversações com Israel ao propor que as fronteiras de Israel anteriores à Guerra dos Seis Dias, de 1967, deveriam servir de base para futuras negociações para o estabelecimento de um Estado palestino. Embora essas sejam as fronteiras reconhecidas pela ONU e também tenham sido a base de todas as conversações de paz realizadas até agora, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, rejeitou qualquer possibilidade de aceitar a proposta de Obama. As informações são da Associated Press.



Tópicos: Autoridade Palestina, Proposta, Conferência, França, Internacional, Geral

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Egito julgará 48 pessoas por confrontos em igreja

04/06/2011 – 17h18

 

Fonte: Folha.com

DA REUTERS, NO CAIRO

A promotoria pública do Egito informou que encaminhou 48 muçulmanos e cristãos para a corte criminal neste sábado, por sua participação em violência sectária que resultou no incêndio de uma igreja no bairro de Imbaba, no Cairo, em 7 de maio.

O conflito, no qual 12 pessoas foram mortas e 52 ficaram feridas, foi desencadeado por rumores de que cristãos haviam sequestrado uma mulher, Abeer Fakhry, que se convertera ao islamismo.

Entre as acusações formuladas pela promotoria se incluem incitar à violência sectária, assassinato premeditado, terrorismo e provocação de incêndio.

Esse tipo de confronto representa um desafio para o novo governo militar do Egito, que está sob pressão para impor segurança ao país e reavivar a debilitada economia, ao mesmo tempo que evita adotar duras medidas contra grupos islamistas, como as impostas pelo ex-presidente Hosmi Mubarak.

O porta-voz da promotoria, Adel Said, disse que antes dos confrontos um grupo de muçulmanos se havia concentrado diante de uma mesquita em Imbaba para incitar a população a revistar edificações próximas a uma igreja, em busca da mulher.

Enquanto isso, boatos entre os cristãos do bairro indicavam que a multidão de muçulmanos planejava atacar a igreja. Os cristãos formaram, então, grupos para proteger o templo e algumas pessoas atiraram contra a multidão de muçulmanos, disse o porta-voz.

Alguns muçulmanos também portavam armas e responderam aos disparos. Um outro boato, de que um clérigo muçulmano havia sido morto, levou depois um grupo a incendiar a igreja, acrescentou.

O promotor disse que 22 dos acusados estão detidos e foram dadas ordens de captura dos outros 26. Ainda não foi marcada a data do início das audiências.

Conflitos religiosos são motivo frequente de tensão no Egito, onde os cristãos representam cerca de 10% dos 80 milhões de habitantes.