Categorias
Noticias

Egito julgará 48 pessoas por confrontos em igreja

04/06/2011 – 17h18

 

Fonte: Folha.com

DA REUTERS, NO CAIRO

A promotoria pública do Egito informou que encaminhou 48 muçulmanos e cristãos para a corte criminal neste sábado, por sua participação em violência sectária que resultou no incêndio de uma igreja no bairro de Imbaba, no Cairo, em 7 de maio.

O conflito, no qual 12 pessoas foram mortas e 52 ficaram feridas, foi desencadeado por rumores de que cristãos haviam sequestrado uma mulher, Abeer Fakhry, que se convertera ao islamismo.

Entre as acusações formuladas pela promotoria se incluem incitar à violência sectária, assassinato premeditado, terrorismo e provocação de incêndio.

Esse tipo de confronto representa um desafio para o novo governo militar do Egito, que está sob pressão para impor segurança ao país e reavivar a debilitada economia, ao mesmo tempo que evita adotar duras medidas contra grupos islamistas, como as impostas pelo ex-presidente Hosmi Mubarak.

O porta-voz da promotoria, Adel Said, disse que antes dos confrontos um grupo de muçulmanos se havia concentrado diante de uma mesquita em Imbaba para incitar a população a revistar edificações próximas a uma igreja, em busca da mulher.

Enquanto isso, boatos entre os cristãos do bairro indicavam que a multidão de muçulmanos planejava atacar a igreja. Os cristãos formaram, então, grupos para proteger o templo e algumas pessoas atiraram contra a multidão de muçulmanos, disse o porta-voz.

Alguns muçulmanos também portavam armas e responderam aos disparos. Um outro boato, de que um clérigo muçulmano havia sido morto, levou depois um grupo a incendiar a igreja, acrescentou.

O promotor disse que 22 dos acusados estão detidos e foram dadas ordens de captura dos outros 26. Ainda não foi marcada a data do início das audiências.

Conflitos religiosos são motivo frequente de tensão no Egito, onde os cristãos representam cerca de 10% dos 80 milhões de habitantes.

Categorias
Noticias

Vulcão entra em erupção no Chile; moradores são retirados

04/06/2011 – 18h09

DA REUTERS, EM SANTIAGO

Um complexo vulcânico entrou em erupção no sul do Chile, neste sábado, em meio a uma elevada atividade sísmica. Uma névoa de cinzas de vários quilômetros se espalhou pela região, em direção à Argentina, o que levou o governo chileno a remover cerca de 600 pessoas das áreas próximas.

A erupção no complexo vulcânico de Puyehue-Cordón Caulle, situado no sul do país, a 920 quilômetros da capital chilena, levou as autoridades a fecharem o posto fronteiriço de Cardenal Samore, o segundo de maior tráfego entre o Chile e a Argentina.

"O processo de remoção das pessoas está em andamento e foi fechada a passagem fronteiriça de Cardenal Samore até amanhã [pelo menos]", disse o chefe do governo da região sulista de Los Lagos, Juan Sebastián Montes.

Antes da erupção, o governo havia ativado um plano de retirada preventiva de cerca de 600 pessoas num raio de 8 quilômetros ao redor do maciço.

Durante a manhã deste sábado foram registrados mais de 60 tremores de magnitude mediana nas imediações da cidade de Puerto Montt, localizada nas proximidades do complexo vulcânico.

O vice-presidente do Chile, Rodrigo Hinzpeter, disse que com essas medidas estão sendo "evitados os riscos, no caso de se produzir uma desgraça maior".

O Chile possui a segunda maior cadeia vulcânica e de maior atividade no mundo, depois da Indonésia.

Em 2008, outro vulcão do sul do Chile, o Chaitén, entrou em erupção e desencadeou uma nuvem de cinzas que alcançou até mesmo a Patagônia argentina, provocando a retirada de milhares de pessoas das cidades próximas.

Categorias
Noticias

Irã irá enforcar 300 traficantes de drogas, diz Justiça

30/05/2011 – 09h55

folha.com

 

DA REUTERS, NO IRÃ

Trezentos traficantes de drogas estão no corredor da morte no Irã, informou o Judiciário iraniano, refletindo a linha-dura do país com os narcóticos e aumentando as preocupações sobre o uso amplo no país da pena capital.

"Para 300 condenados em crimes relacionados às drogas, incluindo aqueles pegos com a posse de pelo menos 30 gramas de heroína, foram emitidos vereditos de execução", disse o procurador-geral do Irã, Abbas Jafari Dolatabadi, segundo a edição desta segunda-feira do jornal Sharq.

Todos os condenados devem ser executados por enforcamento.

Segundo a Anistia Internacional (AI), o Irã fica atrás apenas da China no número de execuções, com pelo menos 252 pessoas executados ano passado.

Além do tráfico de drogas, também são punidos com a pena de morte assassinatos, adultério, estupro, roubo a mão armada e apostasia (negação da religião) de acordo com a Sharia, lei muçulmana, praticada no Irã desde a revolução islâmica de 1979.

O Irã minimiza as críticas contra seu sistema judiciário, afirmando estar implementando a lei islâmica e acusando o Ocidente de usar "dois pesos e duas medidas".

O tráfico e o vício em drogas são um grande problema no Irã, país que tem uma longa e porosa fronteira com o Afeganistão, a maior fonte mundial de heroína. O Irã enforcou seis condenados por tráfico de drogas na quinta-feira, quando 11 condenados foram executados no total, sendo cinco deles em público.