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Rússia pressiona Israel para dividir Jerusalém com palestinos

Moscou diz seguir “os princípios aprovados pela ONU” para um acordo palestino-israelense

                            Rússia pressiona Israel para a dividir Jerusalém com palestinos

Uma decisão inesperada e sem precedentes foi tomada pela Rússia hoje (6/4). Moscou anunciou o reconhecimento de Jerusalém ocidental como capital de Israel. Sendo assim, pela primeira vez na história moderna ocorre esse tipo de reconhecimento.

Desde o plano de divisão de 1948, Jerusalém, com todos os seus locais sagrados, era considerada uma “cidade internacional”.

A prefeitura de Jerusalém comemora os 50 anos da reunificação, conquistada em 10 de junho de 1967, após uma vitória militar contra a invasão de três exércitos inimigos: Egito, Síria e Jordânia.

Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, ainda fala sobre o deslocamento da embaixada dos Estados Unidos de Tel Aviv para Jerusalém, a decisão da Rússia é anunciada, pegando todos de surpresa. Não está claro o que motivou nem se outros países em sua esfera de influência seguirão o exemplo.

Porém, a decisão russa também acena para seus aliados islâmicos, reconhecendo ao mesmo tempo Jerusalém Oriental como a capital da Palestina.

“Reafirmamos nosso compromisso com os princípios aprovados pela ONU para um acordo palestino-israelense, que incluem o status de Jerusalém Oriental como a capital do futuro Estado palestino. Ao mesmo tempo, devemos afirmar que, neste contexto, vemos Jerusalém Ocidental como a capital de Israel “, afirmou o Ministério de Relações Exteriores da Rússia em comunicado.

 O governo de Israel evitou comentar o anúncio. “Estamos estudando o assunto”, disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Emmanuel Nahshon. Não se sabe ainda se o governo israelense aceitará de bom grado o reconhecimento de apenas parte de Jerusalém como sua capital.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu conversou ao telefone com o presidente Vladimir Putin, mas o reconhecimento de Moscou de Jerusalém Ocidental como capital não foi mencionado.

Uma transcrição da conversa fornecida pelo escritório de Netanyahu mostra que os dois líderes discutiram o ataque terrorista em São Petersburgo, bem como o ataque da Síria contra civis usando armas químicas.

O que parece especialmente problemático para Israel é a referência aos “princípios aprovados pela ONU para um acordo palestino-israelense”. Provavelmente, essa é a razão do ceticismo em Jerusalém, já que todas as decisões vinculantes da ONU, mais recentemente a Resolução 2334 do Conselho de Segurança, apelam para o estabelecimento de um Estado palestino nas linhas anteriores a 1967, tendo Jerusalém Oriental como sua capital.

“Moscou está profundamente preocupado com a situação no conflito palestino-israelense. Palestina e Israel não fizeram negociações políticas nos últimos três anos e a situação na região tem se deteriorado”, diz o comunicado do ministério russo.

“O bloqueio do processo de paz no Oriente Médio criou condições para movimentos unilaterais que minam o potencial de uma solução para o problema palestino aceito internacionalmente, onde os dois estados – Israel e Palestina – poderiam viver em paz e segurança uns com os outros e com seus vizinhos “.

A declaração reforça o apoio da Rússia a uma solução de dois Estados, descrita como uma “opção ideal onde todos os parâmetros concretos de uma solução para toda a gama de questões relativas ao estatuto dos territórios palestinianos, incluindo Jerusalém, devem ser coordenados nas conversas diretas entre as partes envolvidas”, conclui o documento russo.

Chama atenção o fato da postura russa ser anunciada uma semana após a Liga Árabe, com apoio da ONU, ter oferecido uma reconciliação histórica com Israel. A condição para a paz é que o estado judeu retire-se das terras que reconquistou na guerra de 1967. Na prática, isso significaria dividir Jerusalém e sair dos assentamentos na Judeia e Samaria. Com informações de Times of Israel e do Gospel Prime.

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Não, José Mayer. A sua culpa é sua, não minha!

O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia. Provérbios 28:13

                                        Não, José Mayer. A sua culpa é sua, não minha!

Vejam só que curioso: o conquistador global age de maneira deplorável com uma colega de trabalho, articula até publicamente que “não se tratou da realidade, e sim de uma brincadeira”, porém, ao ver a casa cair, recua e publica uma nota dizendo que “errou”.

Até aí tudo bem, pois houve uma suposta confissão do erro cometido. Sendo que a sua nota (que tem traços claros de não terem surgido dos seus punhos) nos traz uma afirmativa no mínimo curiosa: “(…) sou sim fruto de uma geração que aprendeu, erradamente, que atitudes machistas, invasivas e abusivas podem ser disfarçadas de brincadeiras ou piadas. Não podem. Não são.”

Quer dizer que o “super-ator” é uma vítima de uma geração machista, invasiva e abusiva? Quer dizer que o “seu Elson” (meu pai, que faz 60 anos neste mês) é corresponsável pelo desrespeito adoecido de um ser que sofre de um problema oftalmológico-existencial, que o faz olhar para si mesmo e ver um alguém acima do que verdadeiramente o é?

Descobri hoje que não é pelo fato do “seu Zé Mayer” – já com os seus 67 anos de existência – achar que pode objetificar toda e qualquer figurinistazinha que “sassaricar” no corredor ou no set de gravações (o que nem aconteceu neste episódio), nem mesmo pelo fato dele possuir supostamente uma visão equivocada do seu próximo, como se este lhe devesse o silêncio ou a risada amarelada quando se vê diante da manifestação inequívoca do assédio sexual no ambiente de trabalho. Não! O problema do “seu Zé Mayer” é de ordem IDEOLÓGICA.

 Sensacional, caro global! Matou uma charada que há séculos ninguém se deu conta!

Perceba a “lógica” do sujeito: ele deseja uma mulher que não é a dele, assedia-a sem escrúpulo algum, tenta negar publicamente e, quando vê que não tem como, joga a culpa para a cultura. Ou seja, é uma legítima sacada de mestre. E é daí que alguns desta sociedade decidem que o estuprador é uma vítima, que o homicida é uma vítima, que um traficante de drogas é uma vítima, pois todos estes não devem ser culpabilizados ou responsabilizados pessoal e diretamente por seus crimes, uma vez que temos uma “cultura do estupro, ou do homicídio ou do tráfico” em voga na sociedade. Se todos somos vítimas, NINGUÉM É CULPADO!

 *Preste muita atenção, pois o parágrafo acima aborda a coisa com muito sarcasmo. Por favor, não saia por aí dizendo que o colunista apoia estas imbecilidades.

Sinto lhe informar, caro “Zé”, mas a culpa do seu machismo é totalmente, absolutamente, inteiramente e/ou completamente sua. E é o senhor que deve mais e melhores explicações. E que a prezada “figurinista” (que tem nome – se chama Susllem Tonani) tem um problema é com o senhor e não comigo. E atribuir a sua visão apequenada das relações humanas a um contexto de abuso intelectual por parte de um “todo social” à sua volta é a maior das covardias que se possa existir neste mundo.

Queremos muito que o senhor nunca mais repita tal atitude; no entanto, para isso, será preciso que o senhor de fato assuma o seu erro, indo até a verdadeira vítima e pedindo-lhe perdão, de todo o coração. Tente olhar nos olhos dela e ver simplesmente uma mulher e não uma genitália. Esta geração é sim genitocêntrica, mas isso não tem a ver com culturas ou inconscientes coletivos, e sim com a depravação total ou a queda do homem. A Bíblia deixa isso muito claro.

Somente Cristo pode tornar a gente em gente, como gente tem que ser. Peço a Deus para que a sua Palavra um dia chegue aos teus ouvidos, do modo que o teu coração, desconstruído da essencialidade do que, de fato, é ser um homem (aquele que é segundo Cristo), seja profundamente tocado para que haja uma real mudança de vida, começando pela visão de si mesmo.

A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas! (Mateus 6.22-23), com informações do Gospel Prime

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Sacrifício de Cordeiro Pascal volta a ser realizado em Jerusalém

Pela primeira vez na atualidade, cerimônia será realizada dentro das muralhas da capital

                    Sacrifício de Cordeiro Pascal volta a ser realizado em Jerusalém

A Suprema Corte de Justiça de Israel havia proibido membros do Instituto do Templo de realizar o sacrifício de um cordeiro no Parque Davidson, o sítio arqueológico adjacente ao Muro das Lamentações, no lado sul do Monte do Templo.

Contudo, a polícia deu permissão para que a reconstituição da cerimônia tradicional de Páscoa seja realizada na próxima quinta-feira (13) na praça principal do Bairro Judeu, dentro das muralhas da Cidade Velha.

O evento está marcado para as 17h30, no pátio da histórica sinagoga de Hurva. Ele será precedido de um debate público sobre as leis judaicas do ritual e o lançamento de um pedido formal junto ao governo para coordenação das visitas ao Monte do Templo.

São aguardadas  centenas de  pessoas, incluindo rabinos e lideranças políticas, para testemunharem a cerimônia. O Instituto deixa claro que o sacrifício é apenas uma reprodução do que era feito nos tempos bíblicos, uma vez que o sacrifício da Páscoa “real”  só pode ser realizado quando o Terceiro Templo for construído.

A ideia por trás da ação é “educativa”, para familiarizar os judeus modernos com os requisitos e mandamentos da lei da Torah [Antigo Testamento]. Assim como foi instruído por Moisés,  um cordeiro será morto, seu sangue retirado da maneira tradicional e jogado sobre um altar. O animal será assado e comido no local.

Há mais de uma década os membros do Instituto do Templo realizam a reconstituição do sacrifícios rituais, mas sempre fora das muralhas que cercam Jerusalém. Em 2014, membros do Instituto foram presos após tentarem realizar um sacrifício sem autorização no local.

Eles anualmente pedem permissão para realizar a cerimônia tradicional de Páscoa junto ao Monte do Templo, onde os levitas preparavam os animais quando o Templo ainda estava no local. Desde que o Segundo Templo  foi destruído pelo exército romano no ano 70, os judeus cessaram os sacrifícios de animais.

Temendo represálias dos muçulmanos que controlam o Monte do Templo, o pedido é sempre recusado ​​pela polícia e pelos tribunais. Desta vez a permissão foi concedida, o que é marco para o Instituto, uma vez que é o primeiro registo de sacrifício desse tipo desde a refundação do Estado de Israel, em 1948.

Existe uma tradição de sacrifício nessa época do ano seguida pela pequena comunidade samaritana, mas como o sangue é derramado no monte Gerizim, não segue estritamente a tradição bíblica. Com informações Times of Israel e do Gospel prime