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Homossexual, negra, pobre, mulher e crente

 

Imagem do avatarPor Pablo Massolar (perfil no G+ Social)

em 28 de maio de 2011

Homossexual, negra, pobre, mulher e crente

Pra não dizer que não falei das flores… “Caminhando e cantando e seguindo a canção. Somos todos iguais, braços dados ou não. Nas escolas, nas ruas, campos, construções. Caminhando e cantando e seguindo a canção…” Assim começa a música do Geraldo Vandré que ficou em segundo lugar no Festival Internacional da Canção de 1968, virou um hino de resistência à ditadura militar brasileira e, depois disso, teve sua execução proibida durante anos usando como pretexto a “ofensa” à instituição contida nos versos “Há soldados armados, amados ou não. Quase todos perdidos de armas na mão. Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição de morrer pela pátria e viver sem razão”.

Seguindo a canção, resolvi escrever este texto não em nome de um grupo específico, não o escrevo como partidário de interesses e manipulações políticas, nem religiosas. Escrevo apenas porque reconheço o direito das minorias, todas elas, sejam elas quais forem, de terem seus direitos civis garantidos na lei sim, mesmo que estes direitos não me sejam úteis, interessantes ou possam ir de encontro com o que julgo ser o modo saudável de conduzir a própria vida psicológica ou socialmente. Por outro lado, faço questão de ter o mesmo direito constitucional de manter opinião formada sobre os assuntos que julgo importantes para minha vida pessoal e daqueles que convivem comigo diariamente.

Desculpe o trocadilho, mas por favor não me chamem de “vaselina”. Tenho amigos gays, heteros, pobres, viciados, marginalizados, vitimados, liberais e também os que hoje são chamados de homofóbicos, radicais, intransigentes, funfamentalistas, etc. Transito com a maior facilidade entre todos eles porque creio que Jesus faria o mesmo, correndo até o risco de ser confundido com um deles, mas sem deixar de orientar e muitas vezes confrontar em amor as posturas mantidas por quem quer que fosse, de um lado ou outro da linha de batalha.

O que norteia uma democracia é o direito à livre expressão das idéias, o direito de ir e vir até onde o direito do meu próximo não seja ferido por mim. Não sei se o que direi aqui poderá ser considerado uma postura homofóbica ou permissiva demais. Na verdade pouco importa. Dependendo de quem ler, poderá encontrar as duas tendências, mas é somente minha opinião e ela não deve ser entendida fora do contexto da totalidade da minha vida e também do que já escrevi até aqui.

Particularmente, apesar de não concordar com a prática homossexual e também não achar saudável para a formação total de uma criança ou adolescente serem orientados nesta direção, reconheço que pessoas do mesmo sexo possam e devem ter assegurado o direito civil de constituírem bens em comum dentro de uma união estável tenha ela o status/nome de casamento ou não.

O que minha consciência não permite é ser proibido de dizer que homossexuais precisam sim se arrepender de seus pecados, bem como e também os “crentes” e “santos” que não conseguem amar, perdoar, fazer o bem ou viver na Verdade e pela Verdade.

Longe de tentar fazer uma leitura fundamentalista ou puramente conservadora dos textos bíblicos, não acredito que Deus abençoe casamentos homoafetivos da mesma forma que não consigo crer na possibilidade do Deus da Bíblia abençoar um casal hetero que não se ame, não se respeite e não viva em fidelidade mútua, muito embora eu saiba que o critério da bênção de Deus é a Graça que não obedece regras e/ou leis humanas. Recebemos Graça não por merecimento, mas por puro amor de Deus revelado em Cristo Jesus.

Não consigo conceber a idéia de Deus rejeitar ou deixar de amar alguém simplesmente por sua tendência e orientação sexual, cor, religião, conceitos filosóficos, preconceitos, medos e pecados, sejam eles de que ordem for.

Tenho dito que há tanta salvação oferecida para Fernandinho Beira-mar como para Madre Teresa de Calcutá, São Francisco de Assis, Lady Gaga, as milhares de crianças abandonadas nas ruas das nossas cidades, prostitutas, pastores, bispos, rabinos, sacerdotes, pagãos e todo tipo de gente. Isto também quer dizer que a salvação é uma possibilidade real para você e eu neste exato momento em que você lê este texto. Isto tem a ver apenas com fé. Não há projeto lei ou iniciativa pública que mude isto.

O que escrevo aqui não é uma bandeira, nem colorida, nem preto e branco, apenas o que o Senhor Jesus nos mandou pregar até os confins da terra. O que tenho a dar é tão somente e simplesmente uma boa notícia:

“Mas agora se manifestou uma justiça que provém de Deus, independente da lei, da qual testemunham a Lei e os Profetas, justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo para todos os que crêem. Não há distinção, pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus.” (Romanos 3.21-24)

O Deus que ama e salva te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

Orkut

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Por Pablo Massolar (perfil no G+ Social)

Sou amigo de Deus, alguém que ama a causa do Reino. Confio e espero Naquele que não vejo, mas vive. Meu desejo, sonho e vontade são para Ele, que a si mesmo se entregou por mim e me deu vida eterna através do seu sangue e no seu nome. Ele é Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e também é o Pastor das nossas almas. Nele foram criadas todas as coisas e, sem Ele, nada do que existe teria vindo a existir. Ele é o Verbo, a Palavra de Deus, que se fez carne e habitou entre nós, nós vimos a sua glória, glória como a que somente o Unigênito do Pai pode ter. Na esperança da sua vida em mim, agora digo não sou mais eu quem vivo, mas Seu nome vive em mim. Ele é o Alfa e o Ômega, o pricípio e o fim de todas as coisas, Nele reside toda a plenitude e eu apenas servo sou.

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Obama autoriza os piores impulsos de Israel

 

Discurso do presidente dos EUA no American Israel Public Affairs Committee repetiu cada ponto retórico importante para o atual governo israelense

28 de maio de 2011 | 16h 00

Rashid Khalidi – Salon.com

Reza o velho provérbio árabe que os cães ladram e a caravana passa. Os comentários de Barack Obama sobre o conflito israelense-palestino em seus discursos no Departamento de Estado e depois no American Israel Public Affairs Committee (Aipac) na semana retrasada causaram muito estardalhaço em Washington. Mas a sensação que tive estando em Beirute e no Golfo quando eles foram proferidos foi de que eles significaram muito menos para os árabes que em Washington ou Israel. Poucos no mundo árabe e entre palestinos acreditam que os Estados Unidos tenham um papel construtivo a jogar na solução desse conflito. Aliás, ao contrário, eles só conseguiram se tornar um empecilho maior do que antes ao progresso.

Baz Ratner/ Reuters

Baz Ratner/ Reuters

Trecho da controversa barreira israelense

Em ambos os discursos o presidente reafirmou uma posição tomada por todos os seus antecessores desde Lyndon Johnson: que os Estados Unidos consideram as fronteiras de 1967 a base para um acordo nos termos da Resolução 242 do Conselho de Segurança. Somente em Israel e no Congresso americano isso é considerado novidade, porque Obama não mencionou a concessão de George W. Bush a Ariel Sharon em 2004: "À luz de novas realidades no terreno, incluindo grandes centros populacionais israelenses já existentes, é irreal esperar que o resultado das negociações finais de status venham a ser um retorno pleno e completo às linhas do armistício de 1949". O discurso no Aipac reprisou essa importante concessão, ainda que numa forma ligeiramente menos completa, referindo-se somente a "novas realidades demográficas no terreno".

Deixando de lado essa provisão, o discurso repetiu cada ponto retórico importante do atual governo israelense:

– Um acordo deve envolver a aceitação palestina de "Israel como um Estado judeu e a pátria do povo judeu", o que significa que o 1,4 milhão de palestinos que viviam dentro de Israel devem permanecer cidadãos de segunda classe, ou pior, e que os palestinos precisam renunciar à ideia de que a totalidade da Palestina seja também sua pátria. A "pátria" dos palestinos seriam os fragmentos da Palestina Obrigatória pré-1948 que puderem ser salvos em negociações com Israel, presumivelmente, em torno de 20% do país.

– As "preocupações básicas de segurança" de Israel (nenhuma menção, é claro, à segurança dos palestinos, que mais precisam dela) devem ser um determinante chave de um acordo. Dada a maneira como são abrangentes e elásticos os requisitos de "segurança" israelense, isso basicamente significa que Israel pode contestar praticamente qualquer aspecto de um acordo com o qual não concorde.

– Ligada à aceitação das necessidades de segurança de Israel está a provisão de que um Estado palestino teria de ser "não militarizado". Como um acordo teria de "prover segurança eficaz de fronteiras", isso presumivelmente significa a aceitação da nova demanda do governo Netanyahu de continuar no controle do vale do Rio Jordão e, portanto, dessas fronteiras do "Estado" palestino, no futuro indefinido.

– Nenhum envolvimento do Hamas no processo, a menos que ele aceite precondições como a renúncia à violência e o reconhecimento de Israel antes das negociações, precondições que, nem seria preciso dizer, não são impostas ao outro lado. Dada a recente reconciliação interpalestina, isso descarta, na verdade, a possibilidade de negociações. No discurso do Aipac, essa condição é declarada de maneira ainda mais vigorosa que antes: a reconciliação interpalestina é descrita como "um enorme obstáculo à paz".

– Terá de haver um novo adiamento (após um adiamento de 20 anos por insistência de Israel, iniciado em Madri em 1991) no tratamento das questões centrais de refugiados e Jerusalém. Isso significa que Israel é livre para continuar a construir na Jerusalém Oriental árabe ocupada, expulsar o máximo possível de sua população palestina, mudar os nomes de lugares, apagar marcos históricos e, enfim, tornar a cidade tão judaica quanto Tunbridge Wells é inglesa.

– Não deverá haver nenhuma "deslegitimação" de Israel (uma adoção americana nova em folha de um termo da direita israelense) via colocação do problema da cidadania palestina na ONU, pois, como o presidente declarou no Aipac, um Estado palestino precisa nascer como resultado de negociações, não de uma resolução da ONU. Os escritores de discurso do presidente aparentemente não se lembraram de que o Estado de Israel nasceu com a Resolução 181 da Assembleia-Geral.

Qualquer governo israelense sensato (hoje em dia, talvez uma contradição nos termos) saltaria sobre isso como uma base para negociação, ou pelo menos como uma oportunidade de fazer os árabes parecerem rejeicionistas que se opõem aos desejos de Washington. Um indício de quanto Israel oscilou para a direita é que essa não foi a reação imediata de Netanyahu. Mas ele chefia um governo de coalizão cujo único denominador comum é um compromisso com a expansão dos assentamentos, manter territórios palestinos ocupados e a oposição a negociações sérias com os palestinos.

A campanha para as eleições presidenciais americanas de 2012 já está em curso. Obama e os democratas já estão em modo defensivo ante os ataques insidiosos de líderes republicanos sobre "ter jogado Israel embaixo do ônibus", "traição à única democracia no Oriente Médio", e assim por diante. A questão israelense-palestina já virou uma bola de futebol, e o adágio americano de que a política cessa à beira d’água (no sentido de que os partidos devem se unir em torno da política externa do país) não se aplica claramente a ela.

Dadas as mudanças revolucionárias em curso no mundo árabe e seu impacto profundo nos palestinos, como pôde ser visto na reconciliação interpalestina e na marcha dos palestinos vindo de cinco direções até as fronteiras de Israel em 15 de maio, os eventos no Oriente Médio de algum modo ultrapassaram o presidente Obama. Não somente porque as mãos deste estão atadas pelo começo da campanha presidencial. Ele também é vítima do mau conselho de veteranos como Dennis Ross, que ajudaram a conduzir governos na direção errada desde Ronald Reagan.

Em vista desses fatores, não surpreende que, no que diz respeito a um verdadeiro processo de paz, Washington esteja atrasado e mal preparado. / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

RASHID ISMAIL KHALIDI É UM HISTORIADOR PALESTINO-AMERICANO, DIRETOR DO INSTITUTO DE ESTUDOS DO ORIENTE MÉDIO DA UNIVERSIDADE COLÚMBIA. AUTOR DE RESURRECTING EMPIRE (HOUGHTON MIFFLIN)

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O júri da ”bruxa de Guaratuba”

Dezenove anos após morte de menino de 6 anos em ritual de magia negra no Paraná, acusada é condenada a 21 anos e 4 meses de prisão

 

Flávia Tavares – O Estado de S.Paulo

Quatro mulheres e três homens assistiram, silenciosamente, aos discursos do promotor e do advogado de defesa e aos depoimentos das testemunhas, na sexta-feira gelada de Curitiba. Eles tinham a responsabilidade de julgar Beatriz Cordeiro Abagge, de 47 anos, acusada de assassinar Evandro Ramos Caetano, de 6, em um ritual de magia negra há 19 anos. Sua mãe, Celina, também era acusada, mas por causa da idade não será mais julgada. O crime ficou conhecido como o caso das bruxas de Guaratuba, em referência à cidade litorânea do Paraná onde o menino foi morto. O julgamento acabou na tarde de ontem. Por quatro votos a três, Beatriz foi condenada a 21 anos e 4 meses de prisão, mas poderá aguardar o recurso da decisão em liberdade.

Denis Ferreira Netto/AE

Denis Ferreira Netto/AE

Sentença. Beatriz Abagge, amparada por um de seus advogados, chora no tribunal ao ouvir o veredito; ela poderá recorrer em liberdade

A defesa vai pedir a anulação do júri. “Eu sou inocente e vou continuar gritando a minha inocência”, disse Beatriz. “Fui torturada para confessar um crime que jamais cometi.” Com um terço nas mãos, a mãe de Evandro, Maria Ramos Caetano, e o marido, Ademir, acompanharam o julgamento. “Foram 19 anos esperando. Terminou em termos, porque o filho não volta mais”, disse o pai. “Sempre confiei na Justiça”, afirmou a mãe.

Nesses anos, as versões tanto da defesa quanto pela acusação passavam tão perto do inimaginável que o episódio gerou paixões e reviravoltas ao longo de quase duas décadas. O caso é permeado por intrigas políticas, disputas de poder, adultério e violência.

A acusação. O principal articulador das acusações contra Beatriz e Celina era Diógenes Caetano Filho, primo do pai de Evandro. Diógenes Caetano, pai, foi fiscal de renda de Guaratuba e prefeito em 1973. Segundo Diógenes Filho, foi também amante de Celina por 16 anos. Quando o suposto romance começou, ela já era casada com Aldo Abagge, que se elegeu prefeito em 1989. Ele exercia o cargo quando o caso Evandro explodiu na cidade. Aldo morreu em 1995.

“Todo mundo sabe que ela era uma macumbeira de longa data”, afirma Diógenes. Apesar do adultério, diz que os Caetanos e os Abagges eram próximos. Uma disputa política, porém, separou os amigos. Diógenes passou a criticar a atuação da Câmara de Vereadores e do prefeito Aldo. Estava prestes a se lançar candidato à prefeitura quando Evandro desapareceu, no dia 6 de abril de 1992.

Ex-policial civil e militar, Diógenes se envolveu nas investigações desde o princípio. Celina e Beatriz, que é terapeuta ocupacional e cuidava de crianças com necessidades especiais em Curitiba, também ajudavam nas buscas. Relatórios das primeiras investigações indicam que Beatriz poderia estar envolvida no desaparecimento. Ela seria amante do pai de santo Osvaldo Marceneiro.

O corpo de Evandro foi encontrado no dia 11 de abril, um sábado. Escalpelado, sem face, olhos, vísceras, mãos e os dedos dos pés, com o calçãozinho branco que ele adorava, chinelos e a chave de casa ao lado. Estava no meio do mato, próximo à serraria de Aldo Abagge. “O que mais me dói é que duvidem que o corpo seja de Evandro. Eu vi o corpinho. Estava desfigurado, mas sei que era meu filho”, disse Ademir, pai do garoto, ao lado de Maria, a mãe, dias antes do julgamento, em Guaratuba.

Ela era secretária da Escola Olga Silveira na época. Foi no caminho de menos de 100 metros entre a escola e sua casa que Evandro foi sequestrado. Uma testemunha do momento em que o menino teria entrado no carro da primeira-dama e sua filha foi desqualificada no primeiro julgamento por usar drogas. “Celina proibiu as professoras de ir ao enterro”, disse Maria.

Diógenes buscou o Ministério Público e conseguiu que o Grupo Águia, da Polícia Militar, assumisse o caso. Começava aí uma disputa entre as polícias que teria contaminado as investigações. A Civil passaria a defender que Celina e Beatriz são inocentes. A Militar, que são culpadas.

No dia 1.º de julho, a PM prendeu Osvaldo Marceneiro, Vicente de Paula e Davi dos Santos Soares, o pai de santo e seus auxiliares. No dia seguinte, levam Celina e Beatriz – embasados na confissão dos três homens, que acusavam as duas de ter encomendado a morte de Evandro para conseguir fortuna e poder e de ter participado do ritual. Elas também confessaram a participação no crime.

Na serraria, foi achada, em uma “casinha de Exu” (altar a entidades espirituais), pote de barro usado em sacrifícios de animais. Nele havia sangue humano. Não ficou provado se era de Evandro. “Nunca tive dúvida da culpa de Celina e Beatriz. Tenho confiança nos laudos que mostram que o corpo é de Evandro e nas provas contra elas”, garante Paulo Sérgio Markowicz Lima, promotor da acusação.

A defesa. Celina e Beatriz têm certeza, por sua vez, que quem está por trás da trama e até do desaparecimento de Evandro é Diógenes Caetano. Em entrevista dias antes do julgamento, elas choraram ao relatar, com detalhes, as torturas físicas, psicológicas e sexuais a que teriam sido submetidas por PMs para confessar o assassinato. Celina lembrou de ter sido jogada no banco de trás de um carro e, apesar de não poder ver, ter deduzido que estava sendo levada para uma casa que seria do pai de Diógenes.

Na versão das Abagges, Marceneiro, Vicente de Paula e Soares teriam sido levados para a mesma casa na véspera e, também sob tortura, forçados a apontá-las como mandantes do crime. “Depois de seviciada, espancada e submetida a choques elétricos por horas, não aguentei e confessei uma coisa que não fiz”, disse Beatriz. As denúncias de tortura foram investigadas pelas Polícias Civil, Militar e Federal, mas nada foi concluído.

Celina afirmou ser católica praticante fervorosa. “Apreenderam um livro do Paulo Coelho, um caderno com o Garfield de chifrinhos e o filme Ghost como provas de que eu era bruxa”, diz Beatriz. “Diógenes pôs na cabeça que eu fui a responsável pela separação de seus pais, que eu era amante do pai dele, e queria vingança”, disse Celina. Segundo elas, antes de o corpo ser encontrado, Diógenes alardeava que elas eram assassinas.

As Abagges atribuíam a acusação contra elas também a um cenário maior, que envolve até o governo do Paraná. Havia uma onda de desaparecimentos de crianças no Estado e as autoridades não conseguiam contê-la. Em Guaratuba, dois meses antes de Evandro, o garoto Leandro Bossi também havia sumido. “Acharam um corpo com as roupas dele, mas ficou provado que era uma menina. Como confiar que o corpo é de Evandro mesmo?”, questionava Adel El Tasse, advogado de defesa. Leandro continua desaparecido. Para ele, a história da magia negra caía como uma luva para explicar os sumiços. A Promotoria nega. / COLABOROU EVANDRO FADEL

06-06-16 013

Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria,A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.