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Professora transexual diz que alunos sabem lidar com a diversidade

26/05/2011 06h45 – Atualizado em 26/05/2011 06h45

 

Marina Reidel foi vítima de homofobia antes de passar por ‘transformação’.
Ela aprova kit do MEC e diz que ganhou o respeito de pais e estudantes.

Paulo GuilhermeDo G1, em São Paulo

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Marina Reidel é transexual e dá aulas em uma escola pública de Porto Alegre (Foto: Arquivo pessoal)Marina Reidel é transexual e dá aulas em uma
escola pública de Porto Alegre (Foto: Arquivo
pessoal)

Os estudantes adolescentes sabem lidar com tranquilidade quando lhes é apresentado em sala de aula o tema da diversidade sexual. É a conclusão que chegou  a professora Marina Reidel por sua experiência didática em uma escola pública de Porto Alegre. Ela se sente muito à vontade para falar sobre o tema que gerou a polêmica suspensão do projeto "Escola sem homofobia", que iria debater a diversidade sexual nas escolas públicas por meio de vídeos e uma cartilha – o chamado" kit anti-homofobia". Marina é transexual desde os 30 anos (ela não revela a idade) e é tratada com respeito por alunos, pais e diretores por seu trabalho em sala de aula.

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De família com ascendência alemã, Marina sempre teve o carinho dos pais, que viam o filho brincando com bonecas desde pequeno. Mas nunca teve diálogo necessário para falar sobre sua orientação sexual em casa. Talvez por isso tenha demorado tanto tempo para assumir a sua condição.

No trabalho nas escolas viveu duas realidades distintas. Antes de decidir se tornar transexual, deixando o cabelo crescer e assumindo a sua feminilidade, Marina era o professor Mário e, como homossexual, era vítima de preconceito nas escolas.

“Enquanto eu era um gay não assumido tive alguns problemas”, conta a professora, que faz mestrado em educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “Teve um pai que não aceitava que eu desse aula para a filha dele. Uma mãe retirou a filha da escola porque não aceitou o fato de ela ter um professor homossexual. Eu até fui ofendido por um aluno da oitava série. Registrei boletim de ocorrência e ele acabou saindo da escola.”

Depois que se tornou transexual, as coisas mudaram. Mario avisou a direção da escola que iria se ausentar por alguns meses e voltaria diferente. A diretora e os outros professores prepararam os alunos para receber esta mudança. E a transexual voltou à escola como uma respeitada professora Marina. “Depois que me transformei ninguém questionou nada sobre minha história ou meu trabalho. Nem os meus alunos, que têm de 10 a 17 anos. E os pais confiam na escola e no trabalho que a gente faz.”

Marina participou de trabalhos de capacitação promovidos pelo MEC sobre a questão da diversidade sexual nas escolas. Teve acesso aos vídeos preparados para o kit anti-homofobia e até promoveu com os alunos trabalhos abordando o tema. “Tivemos trabalhos excelentes sobre a conscientização desta temática”, avalia.

Ela lidera uma associação de professores transexuais do país. Diz que tem 15 professores transexuais nas escolas da rede pública, sendo quatro no Rio Grande do Sul. “Deve haver mais, mas nem todo mundo assume sua condição”, diz. Ao saber da suspensão da distribuição do material didático voltado para a orientação do professor, Marina achou um retrocesso. Ela diz que muitos professores querem abordar a temática, mas não têm material didático para se basear. E outros professores não querem se envolver com o tema por “preguiça”. “Eles se preocupam só com seus conteúdos enquanto na sala de aula temos violência, bullying, homofobia, drogas…”

Sobre a proibição do kit preparado a pedido do MEC, Marina disse que a interferência dos políticos está atrapalhando o desenvolvimento de uma questão importante para a educação brasileira. “Acho muito estranho é que na educação todo mundo dá palpite. No posto de saúde ninguém diz para o médico o que deve ser feito. Por que nós educadores temos que dar ouvidos às pessoas que não entendem de educação e querem dar pitacos no nosso trabalho? Por que os deputados evangélicos podem se meter tanto se o estado é laico?”

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Crescimento evangélico no Brasil

 

Imagem do avatarPor Alan César Corrêa (perfil no G+ Social)

em 25 de maio de 2011
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Crescimento evangélico no Brasil

As noticias sobre o crescimento de evangélicos no Brasil correm o mundo, e chamam a atenção de muitos lideres, e alguns sem conhecer o que esta acontecendo de fato, chegam a dizer que existe nesse momento um avivamento no Brasil (Alguém me fale onde?)

A midia tem divulgado que em 2020 o Brasil vai ter cerca de 109 milhões de evangélicos, mas existem alguns problemas nessa previsão, que é para da que 9 anos.

É que as informações seguras que todo mundo tem sobre o numero de evangélicos no Brasil é com base em um senso do ano de 2000 (ha dez anos atrás).

No ano passado o IBGE fez outro senso (senso de 2010), mas as informações sobre religião ainda não estão disponíveis (deve ser disponivel só em 2012). Mesmo assim existem diversos \”profetas\” que com base na \”revelação da projeção\” estão dizendo que em 2020 o Brasil vai ter 55% de evangélicos, eu considero esse numero apenas uma especulação (que pode ou não ser), acredito que deveriamos esperar o senso de 2010.

Mas mesmo que o senso de 2010 aponte para essa curva ascendente do numeros de evangélicos, temos que concordar que esse crescimento é no minimo questionado.

Pois a mola propulsora dele é neopetecostalismo, e o que temos visto agora é uma multidão de evangélicos nominais. Os \”não praticantes\” que só existiam na igreja católica, agora já existem na igreja evangélica também.

Alguns, bem poucos são \”não praticantes\” porque já receberam o seu milagre e voltaram para a vida comum.

Outros milhares de milhares são \”não praticantes\” porque receberam a promessa de uma vida financeira abençoada mas continuam tendo que viver com menos de 600 reais por mês, então saíram das igrejas que lhes prometeu o céu na terra.

O Dr. Paulo Romeiro os chama de decepcionados com a graça.

Se esse crescimento evangélico fosse de verdadeiras conversões, porque que os números de evangélicos não cresce na mesma proporção em cidades pequenas, pobres, afastadas das capitais?

Por que não cresce o numero de evangélicos no vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais ?

Por que não cresce na mesma proporção o numero de evangélicos no município de Lagoinha, quem tem menos de 3% de evangélicos, mesmo estando localizado a menos de 200 km de São Paulo?

Não cresce porque esse evangelho da prosperidade não consegue atingir cidades onde pessoas não tem condições financeira de contribuir com dizimo altos e muito menos com “tridizimo”.

Não cresce porque essas cidades não oferecem retorno financeiros para as mega empresas da fé.

Esse crescimento evangélico que temos ouvido a mídia divulgar só alegra a indústria do mercado gospel, e alguns crentes que agora não tem mais vergonha de dizer que é evangélico porque de cada 10 pessoas é normal ter 3 ou 4 pessoas que se dizem também ser evangélico.

Em quanto isso as igrejas históricas que estão comprometidas com a pregação do evangelho e a missão integral, estão tendo a enorme tarefa de anunciar Jesus para quem já pertenceu a uma igreja, estão tendo que explicar o plano da salvação para quem já até se batizou.

Alguns teólogos chegam a dizer; que agora alem de termos que ir por todo mundo pregando o evangelho é necessário também irmos por todas as igrejas evangélicas, outros pregadores se dizem até cansado de pregar para a igreja evangélica e não ver ninguém se converter.

Crescemos mesmo ou só recebemos um “fermento do faz de conta”?

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Imagens de satélite ajudam a encontrar 17 pirâmides no Egito

 

Técnica permitiu identificar mais de mil tumbas e 3.000 assentamentos antigos enterrados

Fonte:R7

  • Reprodução/BBC

    Reprodução/BBC

    Uma avaliação de imagens do Egito feitas por satélite usando raios infravermelhos identificou 17 pirâmides perdidas, além de mais de mil tumbas e 3.000 assentamentos antigos enterrados.

    Escavações iniciais confirmaram algumas das descobertas, incluindo duas possíveis pirâmides.

    A técnica pioneira foi desenvolvida pela arqueóloga Sarah Parcak em um laboratório patrocinado pela Nasa, agência espacial americana, no Alabama, nos Estados Unidos.

    Parcak se diz impressionada com o quanto sua equipe encontrou.

    – Fizemos pesquisas intensas por mais de um ano. Eu podia ver os dados conforme eles iam aparecendo, mas para mim o momento-chave foi quando dei um passo para trás e olhei tudo o que havíamos encontrado. Não podia acreditar que pudéssemos localizar tantos locais no Egito.

    A equipe analisou imagens de satélites que viajam a uma órbita a 700 km da Terra, equipados com câmeras tão potentes que poderiam identificar objetos com menos de 1 m de diâmetro sobre a superfície da Terra.

    As descobertas são tema do documentário da rede BBC Egypt’s Lost Cities (As cidades perdidas do Egito) que vai ao ar no Reino Unido na próxima segunda-feira (30).

    Escavações de teste

    As imagens com raios infravermelhos foram usadas para destacar materiais diferentes debaixo da superfície.

    Os egípcios antigos construíram suas casas e estruturas com tijolos de barro, que são mais densos que o solo em seu entorno, tornando possível a identificação de casas, templos e tumbas.

    – Isso nos mostra como é fácil subestimar tanto o tamanho como a escala dos assentamentos humanos antigos.

    Para ela, ainda há muito mais a ser descoberto.

    – Esses são somente os locais próximos à superfície. Há muitos milhares de locais adicionais que foram cobertos com lama trazida pelo rio Nilo. Esse é só o começo desse tipo de trabalho.

    As câmeras da BBC acompanharam Parcak em sua "nervosa" viagem ao Egito para acompanhar as escavações de teste para verificar se sua técnica podia realmente identificar construções debaixo da superfície.

    Ela visitou uma área no sítio arqueológico de Saqqara, a cerca de 30 km do Cairo, onde as autoridades locais não pareciam inicialmente interessadas em suas pesquisas.

    Mas após serem informados pela arqueóloga que ela havia visto duas pirâmides em potencial, eles realizaram escavações de teste e agora acreditam que é um dos sítios arqueológicos mais importantes do Egito.

    Parcak disse que "o momento mais excitante foi visitar as escavações em Tanis".

    – Eles haviam escavado uma casa de 3.000 anos que as imagens dos satélites haviam mostrado, e o desenho da estrutura casa quase perfeitamente com as imagens do satélite. Isso foi uma comprovação de nossa técnica.

    Entre outras coisas, as autoridades egípcias planejam usar a tecnologia para ajudar a proteger as antiguidades do país no futuro.

    Durante os recentes protestos populares que derrubaram o regime do presidente Hosni Mubarak, houve casos de saques em sítios arqueológicos conhecidos.

    – Podemos dizer pelas imagens que uma tumba de um período particular foi saqueada e podemos alertar a Interpol para prestar atenção nas antiguidades daquele período e que podem ser oferecidas para venda.

    Ela também espera que a nova tecnologia ajude a interessar pessoas jovens na ciência e que possa ser uma ferramenta importante para os arqueólogos no futuro.

    – Isso vai permitir que sejamos mais focados e seletivos no nosso trabalho. Diante de um sítio enorme, você normalmente não sabe por onde começar.