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Antigos achados cristãos podem sem falsos, dizem especialistas

POLÊMICA

 

Os 70 livros de metal supostamente descobertos em uma caverna na Jordânia foram aclamados como os primeiros documentos cristãos. Datados de poucas décadas após a morte de Jesus, os estudiosos dizem que os “códices” são a descoberta arqueológica mais importante da história.

Os livros são bastante inéditos, visto que nunca foram encontradas relíquias do movimento cristão primitivo. Aos poucos, porém, a excitação dessa descoberta foi acalmada por questionamentos quanto à autenticidade dos códices, cujo ponto de apoio eram páginas em chumbo fundido, ligadas por anéis de chumbo.

Recentemente, um tradutor aramaico, Steve Caruso, concluiu sua análise dos artefatos, e afirmou ter uma evidência irrefutável de que eles são falsos.

O especialista obteve fotos de todos os textos. Examinando-as, confirmou que havia um monte de formas de escrita aramaicas velhas (com pelo menos 2.500 anos), mas percebeu que elas estavam misturadas a outras formas de escrita mais jovens.

Olhando apuradamente, o tradutor concluiu que nunca havia visto um tipo de mistura daquelas. Os manuscritos mais novos que ele identificou, chamados Nabatean e Palmira, datam do segundo e terceiro séculos, o que prova que os documentos não poderiam ter sido escritos durante os primórdios do cristianismo.

Segundo a nova análise, mesmo os manuscritos mais antigos foram escritos por alguém que não sabia o que estava fazendo. Há inconsistências no modo como foi feita a ordem da escrita. O pesquisador afirma que os escribas tinham formas muito específicas de escrever. Além disso, vários caracteres apareceram “tremidos”, um erro que implica que eles foram copiados às pressas, e não são originais.

Um arqueólogo grego, Peter Thonemann, já tinha afirmado que as imagens que aparecem nos códices, incluindo uma de Cristo na cruz, eram anacrônicas. Segundo ele, a imagem que dizem ser Cristo é na verdade o deus do sol Hélios, a partir de uma moeda que veio da ilha de Rodes. Também há algumas inscrições em hebraico e grego nos manuscritos. O arqueólogo acredita que os códices foram falsificados nos últimos 50 anos.

O que não significa que os livros já foram desacreditados. Um estudioso de arqueologia religiosa antiga, David Elkington, continua a acreditar na autenticidade dos códices. Durante meses, ele e sua equipe têm tentado ajudar o governo jordaniano a recuperar os códices de Israel, para onde foram contrabandeados.

Eles argumentam que os códices mostram imagens de Jesus com Deus, bem como um mapa de Jerusalém e um texto discutindo a vinda do Messias. Além disso, os livros foram supostamente encontrados perto de onde refugiados cristãos acamparam, na época. A equipe ainda identifica um fragmento de leitura do texto que diz “Eu andarei em retidão”, uma possível referência à ressurreição de Jesus.

No entanto, David, um dos únicos defensores dos códices, parece estar sem credenciais acadêmicas. Outros estudiosos questionam que o “arqueólogo britânico” não é um arqueólogo. Ele parece não ocupar nenhum cargo ou posição acadêmica, e muitos dos seus trabalhos não seriam aceitos por qualquer acadêmico ou estudioso.

Os especialistas que fizeram análises posteriores dos códices – e que concluíram que eles são falsos – reclamam do embalo dos meios de comunicação. Segundo eles, a mídia acabou dando um impulso para o assunto. Algumas boas fotos provavelmente também ajudaram. Tudo parecia convincente sobre a superfície; com um pouco mais de tempo e prudência, os veículos teriam percebido que David Elkington, que trouxe o assunto para primeiro plano, está à margem da academia.

Relíquias cristãs falsas são relativamente comuns. Segundo pesquisadores, as pessoas querem muito encontrar provas materiais dos dois primeiros séculos do cristianismo, mas isso é muito difícil porque o número de cristãos neste período era incrivelmente pequeno – provavelmente menos de 7.000 por 100 d.C. – e eles não se distinguiam materialmente dos seus irmãos judeus.

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Data: 14/4/2011 08:43:32
Fonte: Live Science

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UNIÃO HOMOSSEXUAL: Bispos brasileiros vão interferir no Supremo em decisão gays

COMPORTAMENTO

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é desde a última quinta-feira, 7, consultora do Supremo Tribunal Federal (STF) para a decisão sobre reconhecer ou não a união civil entre pessoas do mesmo sexo no Brasil.

O STF aceitou o pedido da entidade, feito no fim de março através de petição, de ingressar como “amicus curiae” _meio jurídico democrático que significa algo como "amiga da corte", alguém que deve ser ouvida antes da decisão final.

Em seu despacho, o ministro Ayres Brito alega que o assunto pede mais discussões e opiniões diferentes, como a da CNBB, que é totalmente contra o reconhecimento das uniões gays. “Ante a relevância da matéria e a representatividade da peticionante (a CNBB), defiro a inclusão no processo, na qualidade de amicus curiae, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil”, diz o ministro.

O Supremo está analisando a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 132 (ADPF 132), do Governo do Rio de Janeiro, que pede tal reconhecimento e, se aprovada, abre jurisprudência para todo o resto do País. A data do julgamento do processo deve sair nesta semana.

Data: 13/4/2011 08:31:01
Fonte: Mix Brasil

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Aluno processa escola que o suspendeu por compartilhar sua fé

COTIDIANO

JUSTIÇA

 

Um estudante americano resolveu processar sua ex-escola por ter sido suspenso das aulas por compartilhar sua fé. O caso aconteceu no ano passado quando Kenneth Dominguez, 16, foi disciplinado pela Gateway East High School, em San Diego e foi impedido de levar sua Bíblia para o campus.

De acordo com os advogados de Dominguez, o garoto era novo convertido, tinha entregado sua vida ao Senhor durante o feriado de Natal, em 2009 e quando voltou para a escola em janeiro, começou a falar sobre sua nova fé para seus amigos.

Um dia o diretor da escola chamou sua atenção dizendo que ele não tinha permissão para compartilhar sua fé por causa da “separação entre Igreja e Estado”.

Dominguez não tinha causado qualquer perturbação enquanto testemunhava sobre sua fé aos colegas. Ele não gritou ou sequer pregou em voz alta, e limitou seu discurso aos intervalos de almoço e corredores, nunca na sala de aula.

Nenhum aluno ou funcionário reclamou dele, de acordo com Brad Dacus, presidente e fundador do Pacific Justice Institute, que está representando o garoto.

Depois de ter sido advertido pelo diretor, Dominguez continuou a falar sobre sua fé e a levar sua Bíblia para a escola. Ele então foi avisado de que não poderia levar sua Bíblia para o campus também. Logo depois, ele recebeu uma suspensão de dois dias.

Em defesa do estudante, o advogado Michael J. Peffer, que dirige o escritório do PJI no sul da Califórnia, afirmou: “Nenhum aluno deve ser forçado a deixar sua fé e a Bíblia no portão quando entra no terreno da escola”.

Ao que parece casos como o de Dominguez é comum nas escolas públicas da Califórnia. Entre os mais de 4.000 pedidos de assistência jurídica recebidos só no ano passado, Dacus disse que muitos eram sobre questões de liberdade religiosa nas escolas públicas.

A escolar divulgou um comunicado hoje em resposta ao processo: “O Conselho Diretivo e administrativo do Grossmont Union High School District apoia e defende a Constituição dos Estados Unidos, em especial as disposições da Primeira Emenda que protegem o livre exercício da religião e da liberdade de expressão. É também o firme compromisso da Grossmont Union High School District (GUHSD) prover um ambiente seguro e ordenado para todos os estudantes e funcionários.”