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Juca Kfouri acusa Edir Macedo de comprar futebol com dízimo

 

O jornalista Juca Kfouri comentou na Folha de S.Paulo que os milhões que a Record está oferecendo aos times vêm do dízimo dos fiéis da Igreja Universal.

A emissora de TV do bispo Edir Macedo, a Record, ofereceu meio bilhão pelos direitos de transmissão dos jogos Corinthians versus Flamengo no período de 2012 a 2016, com a condição de que sejam realizados pelo menos 19 disputas a cada temporada dos campeonatos brasileiros. A proposta foi registrada em cartório.

O bispo da Igreja Universal “foi picado”, disse Luís Paulo Rosenberg, diretor de marketing do Corinthians. A diretoria do time informou que continua negociando com as emissoras.

O Corinthians é considerado o time mais popular do São Paulo e o Flamengo, do Rio. Dai o interesse da Record.

O Grêmio informou na quarta-feira ter feito acordo com a TV Globo. Outros dez times já teriam feito o mesmo. Não se sabe o valor fechado.

A Rede TV! ganhou a concorrência pelos direitos de transmissão em TV aberta dos jogos do Clube dos 13. Na prática, o clube não é mais dos 13 porque os seis maiores times resolveram assumir em separado o controle das negociações com as emissoras.

Única participante da concorrência, a Rede TV! ofereceu R$ 516 milhões.

A Record informou que continua negociando com outros times. Em nota, deu uma cutucada na Globo ao afirmar que as suas negociações estão se realizando “à luz do dia, em horário comercial e com respaldo jurídico”. O valor de todas as propostas será registrado em cartório.

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Deputado evangélico Marco Feliciano enfrenta gay Jean Wyllys e quer debate

 

 

O pastor Marco Feliciano quer conversar para dar fim a confusão entre evangélicos e homossexuais que tem ganhado destaque nos pronunciamentos da Casa.

Os primeiros pronunciamentos dos deputados federais empossados em fevereiro deste ano já mostraram que a pauta deste mandato será voltada para a discussão sobre os direitos civis aos homossexuais. De um lado a bancada evangélica juntamente com a Frente da Família tenta impedir que projetos como a PLC 122 sejam aprovados e do outro lado o deputado Jean Wyllys, o primeiro parlamentar homossexual assumido, juntamente com outras frentes tentam apoiar entre outras coisas o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

O clima esquentou quando a frente evangélica tentou impedir que os parceiros homossexuais fossem colocados como dependentes no Imposto de Renda. Para debater essa afronta, Jean Wilis disse que pedirá para que todas as igrejas evangélicas prestem contas publicamente daquilo que arrecadam.

Assim que foi noticiado esse desejo do parlamentar, o deputado federal e pastor Marco Feliciano usou seu pronunciamento para mandar um recado ao colega e chamá-lo para um debate “sem preconceito”.

“Quando o assunto passa para questionamento da prestação de contas das igrejas, o nobre deputado envereda pelo campo do confronto, demonstrando vontade de atuar em todas as direções,(…) aconselho o nobre colega a verificar na internet, a prestação de contas de todas as igrejas”, disse o líder do Ministério Tempo de Avivamento.

Feliciano lembrou aos deputados presentes na sessão que muitas igrejas desenvolvem trabalhos sociais relevantes, tirando drogados das ruas e amparando órfãos e idosos. Lembrou também que muitas vezes as despesas dessas instituições superam, e em muito, as receitas.

O pastor disse que não quer desentendimentos, mas quer dar voz aos seus eleitores. “Não estamos aqui para municiar debates midiáticos e sim, para bem representar os milhões e milhões de brasileiros que professam uma fé calcada no que Ensina o Livro Sagrado – Uma família é constituída por pai, mãe e filhos – base para qualquer sociedade se desenvolver no trabalho, na educação e ser feliz”.

Encerrando, o pastor Marco Feliciano convida o parlamentar para uma conversa. “Graças a Deus, esta Casa é um parlamento democrático e convido o nobre colega para um debate de idéias, sem preconceitos e para que possamos como gente civilizada e hoje, na posição de legisladores, podermos encontrar um caminho para o bem comum.”

Data: 21/3/2011 08:05:51
Fonte: FG News

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O terremoto do Japão e o “castigo de Deus”

 

John-Henry Westen

16 de março de 2011 (Notícias Pró-Família) — Os programas de entrevista de rádio estão cheios de reações indignadas às declarações curtas de Glenn Beck sobre o terremoto do Japão, mas até mesmo o governador de Tóquio, Shintaro Ishihara, disse aos jornalistas na segunda-feira que o desastre pode ser um “castigo divino”.

A declaração exata de Ishihara, conforme saiu numa reportagem da Rádio de Notícias Otaku Who, foi:

“A identidade do povo japonês é o egoísmo. O povo japonês precisa aproveitar esta ocasião do tsunami como meio de se limpar de sua ganância egoísta. Eu realmente acho que isso foi castigo divino”.

Os comentários de Glenn Beck, os quais estão no momento sendo assunto de muita polêmica, foram semelhantes ao de Ishihara, mas apresentados e tirados do contexto de forma mais grosseira pelos críticos. Beck indicou que os desastres no Japão são uma mensagem de Deus; que precisamos parar de fazer as coisas ruins que estamos fazendo e começarmos a seguir os Dez Mandamentos. Contudo, o modo irreverente com que Beck deu sua mensagem foi visto como bastante impróprio, considerando as circunstâncias trágicas do sofrimento do Japão.

Aqui estão as citações exatas de Beck:

Agora, veja, não estou dizendo que Deus está provocando terremotos. Olha — não estou dizendo isso.

Deus — o que Deus faz é da conta de Deus, eu não tenho ideia. Mas lhe direi isto: quer você o chame de Gaia, quer você o chame de Jesus — uma mensagem está sendo enviada. E essa mensagem é: ‘Ei, sabe essas coisas que estamos fazendo? Não estão saindo muito bem. Talvez devêssemos parar de fazer algumas dessas coisas’. Ontem fui para casa, pensando em todas as mensagens que eu poderia apresentar, todas as coisas que eu poderia dizer, e oh, tenho muita coisa sobre o Hezbolá. Oh, tenho muita coisa sobre o islamismo radical nos EUA que faria seus olhos saltarem de pavor. Ou eu poderia simplesmente lhes dizer a resposta, e a resposta é: Apertem os cintos. Apertem os cintos, pois vai ser um percurso cheio de solavancos.

Certifique-se de que você está mantendo braços e pernas dentro do carro o tempo todo, pois vai haver muitos solavancos e, exatamente como alguns avisos que ficam ali no começo antes da decolagem da montanha-russa, há sempre uma boa dica de segurança: Mantenha braços e pernas dentro. Não faça nada estúpido. Vamos propor que todos sigam Dez Grandes Normas. Você pode chamá-las de os Dez Mandamentos de Moisés ou dez princípios básicos. Que tal começarmos a segui-los? Pois as coisas que estamos fazendo são realmente muito ruins e não vão ficar melhores.

Pediram que eu fizesse um comentário no programa da rádio noticiosa 570 em Kitchener, Ontário na quarta-feira em reação aos comentários de Beck e comentários de outros, que estão provocando turbulência.

A perspectiva judaico-cristã tem a consciência de que Deus criou este mundo perfeito e que só foi depois que o pecado entrou no mundo — quando a humanidade rejeitou a ordem natural de Deus — que as coisas começaram a sair errado. Shintaro e Beck claramente fazem referências indiretas a essa consequência quando se rejeita ou se vai contra Deus.

Ao mesmo tempo, não dizemos que Deus não tem controle sobre o que ocorre em nosso mundo. Ele conhece, Ele vê, e sim, Ele até tem o poder de impedir coisas ruins de ocorrerem.

Entretanto, ao ir contra o plano de Deus para o bem da humanidade (o que chamamos de pecado), empurramos Deus para fora de nossas vidas. Os cristãos são ensinados que quando empurramos Deus para longe, a Proteção dEle também é empurrada para longe — por nós mesmos.

Para os verdadeiros crentes cristãos e judeus, essas são as realidades da vida, não teorias, especulações ou mitos. E em nossa vida ocupada e muito materialista em que não parecemos precisar de Deus de forma alguma, perdemos completamente o senso dessa realidade — até que a tragédia atinja.

Além disso, os cristãos são também ensinados que o diabo é o que as Escrituras chamam de “o príncipe deste mundo”. O diabo tem intenções de que o mal e injustiças nos ocorram.

Deus permite muito mal no mundo, mas a fé ensina que Ele age assim porque Ele pode extrair grande bem das situações mais malignas e aparentemente impossíveis.

Eu acho que isso é explicado com mais facilidade quando damos uma olhada difícil na realidade — a realidade eterna. (Sim, a realidade. Se alguém diz que é cristão ou judeu praticante, ele precisa crer que o mundo espiritual é uma realidade, muito mais do que a vida na terra.)

Mas muitos, talvez a maioria, parecem não viver uma vida que aceita a realidade de que Deus teria um papel, ou até uma mensagem deliberada e propositada para nós, em desastres tais como os que ocorreram agora no Japão.

Estamos aqui na terra por um período muito curto de tempo. Em termos de nossa vida real após a morte, nossa vida que prossegue na eternidade, [a duração de nossa vida aqui] é um piscar de olhos. Aqueles que não creem são propensos a terminar nas profundezas do desespero quando a calamidade atinge.

Vista a partir da perspectiva spiritual, o significado da vida é principalmente sobre decidir qual caminho tomar para a eternidade. E a partir dessa perspectiva pode haver uma esperança especial com relação à situação difícil das vítimas japonesas dos terremotos, tsunami e sobrecarga dos reatores nucleares, e aliás esperança para todas as vítimas de qualquer tragédia.

Um número incontável de pessoas volta o coração para Deus quando se depara com tais calamidades, muitas pela primeira vez, algumas depois de um longo tempo rejeitando a Deus. E embora as orações e súplicas delas por segurança não venham a se cumprir neste mundo, elas de repente se tornam mais abertas a uma profunda mudança de coração que elas sabem as colocará numa direção de felicidade, segurança e tranquilidade com um Pai amoroso para sempre na próxima vida.

Uma das verdades exclusivas e consoladoras do ensino cristão sobre o sofrimento é que Cristo sofre com todos nós em nossos sofrimentos e calamidades. Ele está ali para nos ajudar em todas as ocasiões, mas fica mais perto quando estamos sofrendo.

O povo japonês está na verdade sofrendo de forma terrível e muitos de nós estamos sofrendo com eles em espírito e oração. Mas muitos deles, que têm coração disposto, estão também sendo abençoados ao mesmo tempo com um senso transformador do verdadeiro propósito e sentido desta vida e a importância impressionante de ser bom e fazer o bem e não colocar nossa esperança nas coisas deste mundo.

Artigo relacionado, em inglês:
Why them? – Michael Cook – Mercator.net
This is the hardest question of all in the wake of the death and devastation in Japan.

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com