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CRIVELA DETONA GOVERNADOR DO RIO

 

Senador ataca Governador. Durante eleições Crivela apoiou Cabral

O senador eleito pelo Rio de Janeiro e bispo da Igreja Universal, Marcelo Crivella (PRB), criticou na sexta-feira, dia 18, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB) por dizer: "Quem é que aqui não teve uma namoradinha que teve que abortar?", durante discurso em evento para empresários organizado pela revista Exame, em São Paulo, no dia 14.

No discurso, Cabral criticou a legislação sobre o aborto e defendeu a rediscussão da legalização do aborto em algumas situações. O governador do Rio ainda admitiu conhecer pessoas que engravidaram as namoradas e foram abortar em clínicas clandestinas, informou o site da Exame.

"Então, o policial na esquina leva a graninha dele, o médico lá topa fazer o aborto, a gente engravida uma moça – eu, não porque já fiz vasectomia e sou bem casado – mas engravidou… Quem é que aqui não teve uma namoradinha que teve que abortar?", questionou Cabral na declaração polêmica.

Em entrevista após o discurso, Cabral disse que o assunto tem de ser dicutido na sociedade, e a mulher precisa ser muito ouvida.

Crivella por sua vez chamou de sandice o posicionamento de Crivella. "De tudo que ouvi em defesa do aborto a suposiçāo de que a maioria dos homens brasileiros já engravidou a “namoradinha” e que isso basta para legitimá-lo, é de longe o mais desqualificado argumento, e será duro superá-lo, e, se um dia o for, arrisco dizer,  será por focinho de vantagem, porque estou convencido que atingimos o vértice da sandice."

O que chama atenção é que durante as eleições Crivella apoiou Cabral, a pedido de Lula.

Data: 19/12/2010 19:31:10

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Silas Malafaia & Renê Terra Nova

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VIDA EM FAMÍLIA – MULHERES

 

O LUGAR DA MULHER NA IGREJA

E ainda: se a pastora é casada e o marido não é pastor, quem é o líder espiritual dessa casa?

O tema traz consigo uma problemática antiga, que parece estar ainda bem longe de uma palavra final que ponha fim à polêmica. É inegável a diferença entre homem e mulher nas Escrituras, que revelam o Criador os fazendo macho e fêmea, com características próprias e funções distintas, a fim de se completarem mutuamente. Essa diferença, porém, deve ser considerada do ponto de vista funcional e não essencial. A posição existencial de ambos é a mesma: imagem e semelhança de Deus, mas as funções são diferentes como transparece em todo o contexto das Sagradas Letras.

Vemos que o homem recebeu de Deus a incumbência de ser o cabeça (I Coríntios 11:3), com a responsabilidade, dentre outras coisas, de ser o responsável por trabalhar para prover a família (Gênesis 2:15), de ser o líder espiritual da casa (Gênesis 2:16, 17) e de ser o protetor da família, assumindo a responsabilidade de fazer as coisas mais difíceis (Efésios 5:25-27; I Pedro 3:7). A mulher, por sua vez, recebeu do Criador o papel de auxiliadora idônea, ou seja “aquela que olha nos olhos”, que está lado a lado com o homem para cumprirem juntos a missão dada pelo Criador (Gênesis 2:18), a missão de mãe (I Timóteo 2:15) e de ser responsável por construir uma família vencedora (Provérbios 14:1; 31:10, 11, 23).

Na contramão do que diz as Escrituras, está a lei dos homens. No Brasil, por exemplo, a Constituição de 1988 estabeleceu que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações (Art. 5º., I), seguindo na mesma esteira o Novo Código Civil, que aboliu o pátrio poder e tornou a família brasileira a única instituição acéfala na sociedade, fato que tem sido duramente criticada pelos principais juristas. Hoje, se marido e mulher não concordarem sobre qualquer coisa dentro da sociedade conjugal, quem dá a última palavra é o Juiz, o que é um completo absurdo (Art. 1631 e parágrafo único). Diante desta dicotomia, inevitavelmente a questão terá que ser enfrentada no ambiente teológico e eclesiástico, exigindo cada vez mais um posicionamento atual, coerente e firme por parte dos teólogos e das instituições.

Quanto ao lugar da mulher na Igreja, parece não haver muita polêmica sobre algumas funções eclesiásticas que podem ser desempenhadas pela mulher, como orar e profetizar (I Coríntios 11:4, 5) e ensinar outras mulheres (Tito 1:4). Entretanto, quando se fala da mulher na liderança absoluta de uma comunidade, não há consenso. Alguns defendem que a submissão da mulher ao homem foi conseqüência da queda e que em Cristo não há mais essa distinção (Gálatas 4:28), podendo sim a mulher exercer autoridade na Igreja, inclusive sobre os homens. Outros rebatem dizendo que a submissão da mulher ao homem não surgiu da queda, mas faz parte do plano original de Deus para a humanidade, já que Paulo ao ensinar sobre o assunto invocou a criação e não a queda (I Coríntios 11:7-9), prevalecendo então a limitação da mulher de exercer autoridade sobre o homem (I Timóteo 2:12).

Além da hermenêutica bíblica, que obviamente é o mais importante, outras questões precisam ser analisadas, pensando no dia-a-dia de uma mulher na liderança absoluta de uma Igreja: como uma mulher sozinha poderá visitar alguém de madrugada, em um bairro perigoso? Quem vai cuidar das ovelhas durante o período de sua gravidez e amamentação? Como ela vai encarar os desafios do ministério, que basicamente é lidar com gente, durante as alterações de humor do período pré-menstrual? E ainda: se a pastora é casada e o marido não é pastor, quem é o líder espiritual dessa casa? Se for homem, a mulher não será pastora na sua própria casa; se for a mulher, perverte-se a ordem que o Criador estabeleceu.

Assim, deixando de lado a emoção e o apelo modernista, veremos que a mulher tem um lugar importantíssimo na Igreja como qualquer cristão, podendo adorar, orar, louvar, profetizar, ensinar, evangelizar, entre outras coisas. Mas, sendo realistas, veremos que a estrutura física e emocional da mulher não foram forjadas pelo Criador para encarar a dureza de uma liderança.

O grande perigo é que as mulheres percam seu tempo exigindo certos reconhecimentos humanos, e deixem de lado as inúmeras coisas que podem e devem fazer para a glória de Deus sem polêmica alguma.

Data: 17/12/2010 09:06:23

Fonte: Pastor Gerson Moura Martins