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Igreja mórmon admite que seu fundador teve 40 mulheres e classifica conduta como “abominável”

Profile photo of Tiago ChagasPublicado por Tiago Chagas-gnoticias.com- em 12 de novembro de 2014

Igreja mórmon admite que seu fundador teve 40 mulheres e classifica conduta como “abominável”A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, mais conhecida como mórmon, desmentiu uma versão oficial mantida por ela mesma por quase 200 anos sobre seu fundador, Joseph Smith, e admitiu que ele se casou com 40 mulheres.

Nos últimos dois séculos a igreja mórmon divulgou a versão de que Smith era monógamo, apesar de a própria denominação aceitar, nos dias de hoje, a poligamia. Recentemente um mórmon que se casou com uma prima e duas irmãs gêmeas tornou-se notícia no mundo inteiro.

De acordo com o jornalista Eric M. Johnson, da agência de notícias Reuters, a igreja mórmon “tem tentado esclarecer certos aspectos de sua história, incluindo a poligamia praticada por Smith e Brigham Young, que ajudou a fundar a cidade de Salt Lake City, no Estado norte-americano de Utah”, onde está a sede da denominação.

Um documento da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias divulgado recentemente afirma que “Joseph [Smith] teve várias esposas adicionais e autorizou outros santos dos últimos dias a praticar o casamento plural”.

O relatório sobre a poligamia divulgado pela igreja mórmon chama-se “Casamento Plural em Kirtland e Nauvoo”, e determinado trecho do texto diz “estimativas cuidadosas colocam o número [de esposas de Smith] entre 30 e 40”, incluindo uma adolescente de 14 anos e algumas mulheres que já eram casadas com membros da denominação.

As polêmicas na igreja mórmon não se resume à poligamia. No começo, mulheres tinham atuação limitada e até 1978 negros não podiam ocupar altos cargos hierárquicos. Já os homossexuais eram banidos dos cultos se fosse comprovado que tinham vida sexual ativa.

“O casamento plural era difícil para todos os envolvidos. Para Emma, esposa de Joseph Smith, era uma provação abominável”, diz um trecho do documento da igreja mórmon.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias foi fundada em 1830, e deixou de incentivar a poligamia em 1890, quando o governo dos Estados Unidos ameaçou destituir Utah da condição de estado caso as famílias poligâmicas continuassem se formando sem intervenção das autoridades locais, segundo informações da revista Exame.

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Cristãos de Mossul fogem para Jordânia e contam com ajuda de igrejas

Muitos saíram de suas casas apenas com a roupa do corpo deixando para trás todos os bens que conquistaram

por Leiliane Roberta Lopes

  • gospelprime

Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, foi um dos primeiros alvos do Estado Islâmico fazendo com que milhares de cristãos fugissem deixando para trás todos os seus bens.
Com a presença dos jihadistas e a fuga dos cristãos para a Jordânia, a cidade se tornou “um beco escuro” segundo relatos do empresário Jassam Hanna.

“Homens circulam pelas ruas com espadas. Como isso pode estar acontecendo no século 21? Não há humanidade no Iraque”, disse o cristão de 33 anos que teve toda a propriedade de sua família tomada pelos terroristas.

Abu Suleiman, 60 anos, foi obrigado a deixar para trás tudo que ele conquistou com trabalho. “Eles colocaram uma letra vermelha ‘N’ na minha casa, de ‘nasrani’, que significa cristão em árabe, e declararam que ela era propriedade do Estado Islâmico. Perdi minha loja, tudo o que eu já tive na vida”, disse.

Suleiman e sua família fugiram para a Jordânia assim como outras centenas de cristãos. A maioria, porém, chegou ao novo país apenas com a roupa do corpo e agora contam com a ajuda humanitária de entendidas como as organizações ligadas à Igreja Católica.

Não há previsão de quando os moradores de Mossul poderão voltar para suas casas, John Allen, enviado americano para combater o EI no país, afirmou que a campanha militar pode demorar até um ano para ser planejada. Com informações G1.

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Cristãos libaneses pegam em armas para combater Estado Islâmico

Milícias cristãs se aliam ao Hezbollah para guardar fronteiras

por Jarbas Aragão

  • gospelprime

 

Cristãos libaneses pegam em armas para combater Estado Islâmico
Cristãos libaneses pegam em armas para combater EI

Semana passada, o chefe da Frente Al Nusra, grupo terrorista ligado à Al Qaeda, mandou um recado para o vizinho Líbano: “a verdadeira batalha vai começar em breve”. Isso já é esperado por Rifaat Nasrallah, um dos líderes do exército cristão de resistência ao Estado Islâmico (EI). Acampados na pequena aldeia de Ras Baalbek, no Líbano, sua milícia tem se mostrado eficiente ao impedir o avanço dos extremistas para o território libanês.

“Se não fosse por nós, seria uma Mosul para os cristãos no Líbano”, explica Nasrallah, lembrando do massacre ocorrido na vizinha Síria. Após saber que os militantes islâmicos estavam matando, crucificando e decapitando a população cristã do norte do Iraque e na porção ocidental da Síria, alguns grupos de cristãos do Líbano decidiram pegar em armas, dizendo que se recusam a passar pela mesma situação.

Nasrallah, um veterano da guerra civil do Líbano, reuniu pela primeira vez seu pequeno exército após soldados islâmicos do grupo Frente al-Nusra conseguir invadir sua cidade durante o verão, saqueando empresas e residências pertencentes a cristãos.

Em agosto, a apenas alguns quilômetros ao sul de Ras Baalbek, cidade fronteiriça de Arsal foi invadida por grupos rebeldes, incluindo militantes da al-Nusra e do EI. Os combatentes cristãos esperavam uma invasão do Líbano. Para garantirem sua segurança, fizeram o impensável, aliaram-se temporariamente com membros do Hezbollah, que não querem ver o EI em seu território.

De fato, o Hezbollah, que é aliado do Irã e do presidente sírio Bashar al-Assad, tem participado abertamente da guerra civil síria desde 2013, lutando contra grupos rebeldes.  O governo não apoia a formação de milícias, mas reconhece que o exército não tem conseguido garantir sozinho a inviolabilidade das fronteiras.

Para Nasrallah e seu grupo essa não é uma questão apenas religiosa: “Não somos convidados no Oriente Médio. Nós somos os proprietários dessa região”. Para ele, não existe contradição entre ser cristão e pegar em armas para se defender.

O Líbano é o país com maior proporção de cristãos no Médio Oriente, são cerca de 50% dos seus 3,5 milhões de habitantes. Desde o fim da guerra civil (1975-1990), por lei, o chefe das Forças Armadas do Líbano, deve ser um cristão maronita. Nenhuma das outras religiões libanesas questiona isso. Historicamente sempre reuniu muçulmanos xiitas e sunitas, drusos e cristãos (ortodoxos, armênios, maronitas e melquitas).  Com informações de The Daily Beast