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“Xaropinho” chama IURD e IMPD de “caça níqueis”

Agora pastor, criador do “Xaropinho” chama IURD e IMPD de “caça níqueis”

Operador do boneco quer transformar Xaropinho no Mickey Mouse brasileiro

por Jarbas Aragão

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Agora pastor, criador do “Xaropinho” chama IURD e IMPD de “caça níqueis”
“Xaropinho” chama IURD e IMPD de “caça níqueis”

O boneco do rato Xaropinho ficou famoso por suas participações durante os programas comandados pelo apresentador Ratinho. Criado pelo evangélico Eduardo Mascarenhas, 40 anos, há mais de 15 anos, hoje ele tem boa aceitação nas igrejas. Contudo, nem sempre foi assim. Ele conta que foi muito perseguido nas igrejas por ser o Xaropinho.

“Teve igreja que barrou a minha entrada por causa do Programa do Ratinho, já fui xingado. Hoje, não tenho problema com isso”, lembra Eduardo. Essa rejeição por parte da igreja o fez entrar em depressão, ter uma crise de pânico e quase largar tudo. O apresentador Ratinho não permitiu que ele saísse e ele continua no ar até hoje.

Mas o boneco não reflete no ar a personalidade da pessoa por trás dele. Nascido em lar evangélico, Eduardo Mascarenhas começou a carreira artística aos 14 anos.  Após muito insistir, aos 24 teve a chance de mostrar seus bonecos de manipulação na Record. Foi contratado para manipular um rato que imitava o dono do programa e nasceu assim o Xaropinho, seu personagem mais famoso.

Há quatro meses, Mascarenhas tornou-se pastor da Igreja Evangélica Missão Vida em Cristo. É comum ver o boneco dividindo o púlpito com ele. Curiosamente não para orar ou ler a Bíblia, mas para “tirar sarro” dos fiéis. Trata-se de uma estratégia, que muitas vezes atrai pessoas para os cultos.

“Eu não descaracterizo o Xaropinho. Na igreja, ele continua doido, brincalhão, falando abobrinha. Não quero ficar podando meu humor por causa do puritanismo. Quando não estou fazendo humor, sou pastor Eduardo. Não vou deixar de fazer piada, mas sem falar nenhum palavrão cabeludo”, justifica.

Mas quando fala sobre igreja, o pastor Eduardo fica sério. Para ele, igrejas como a Mundial, liderado pelo apóstolo Valdemiro, e a Universal, do bispo Macedo visam apenas o dinheiro. “Sou contra essas igrejas caça-níqueis que surgem a todo instante. Os caras não fazem nada útil, só fazem igreja para encher de gente, tomar grana [dos fiéis] e comprar emissoras de TV”, critica.

Além do trabalho na igreja, ele mantém um projeto social batizado de Instituto Xaropinho. Sua atual posição de liderança religiosa o fez decidir que deixará o mascote da atração do SBT.  Essa saída tem outro objetivo: deixar o personagem mais “puro”, sem falar palavrões e com jeito mais infantil. Seu plano não é modesto, quer transformar Xaropinho em uma espécie de “Mickey Mouse brasileiro”.

“Todo mundo acha que o Xaropinho é infantil, mas não é. As abobrinhas que ele fala não são para criança. Tem uma equipe reformulando a personalidade do personagem. Estou supervisionando porque a minha ideia é a mesma do Ratinho: tornar o personagem infantil para que ele seja eterno e vire um Mickey”, explica Mascarenhas. Ele anuncia que irá gravar um CD e um DVD do Xaropinho para o Dia das Crianças.

Além disso, problemas de saúde fizeram com que Mascarenhas passasse a treinar outras pessoas para substituí-lo na manipulação do boneco. “No programa, sempre sou eu, mas alguns shows não faço mais”, esclarece. Com isso ele pode se dedicar mais aos cultos de sua igreja.

Ao mesmo tempo, Eduardo Mascarenhas está estudando filosofia e pretende no futuro ser professor de alguma faculdade no interior e “ter uma vida tranquila”. “Até viveria como pastor, mas depender de igreja é uma coisa meio triste”, lamenta o artista, que não recebe salário da igreja e tira seu sustento do programa de TV.

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Magno Malta sai em defesa do pastor Eurico: “estava defendendo a família”

O senador afirma que o debate da lei da palmada será ainda mais intenso no Senado Federal

por Leiliane Roberta Lopes

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Magno Malta sai em defesa do pastor Eurico: “estava defendendo a família”
Magno Malta sai em defesa do pastor Eurico

O deputado Pastor Eurico (PSB-PE) tem sido criticado por conta de sua fala durante o debate da “lei da palmada” aprovada na semana passada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Durante o debate, que contava com a participação da apresentadora Xuxa Meneghel, o deputado evangélico afirmou que a maior violência contra a criança é a violência sexual e que a apresentadora realizou esse ato de violência quando contracenou cenas eróticas com um garoto de 12 anos em um filme.

A opinião do deputado do PSB lhe custou o posto na CCJ e muitas críticas na imprensa. Mas esta semana Eurico ganhou uma voz a seu favor. O senador Magno Malta (PR-ES) gravou um vídeo em defesa do deputado dizendo que ele deve continuar se posicionando e lutando por aquilo que ele acredita.

“Primeiro nós precisamos louvar a coragem dele de fazer o debate, de fazer o enfretamento. Até porque ele foi eleito deputado federal e as pessoas que votaram no Pastor Eurico votaram porque acreditam nas posições dele”.

O senador disse que ao se pronunciar no debate, o deputado não estava apenas defendendo o seu posicionamento, mas também o de seus eleitores. “E mais do que isso, ele estava defendendo a mim também, estava defendendo a família, os valores”.

Na visão de Magno Malta o problema só gerou a confusão por se tratar da Xuxa, “Se essa atitude estivesse acontecido com uma pessoa simples, com uma pessoa comum do povo, certamente estava sendo crucificado e até apedrejado na rua”, disse ele falando sobre o filme.

O senador é contra a “lei da palmada” e acredita que estão confundindo espancamento com correção e que quando chegar ao Senado o debate será outro e que ele se posicionará contra

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Líderes ortodoxos culpam drag queen barbada por enchentes nos Bálcãs

A região tem sofrido com fortes chuvas que deixaram mais de 40 mortos e provocaram 3.000 deslizamentos de terra

por Leiliane Roberta Lopes

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Líderes ortodoxos culpam drag queen barbada por enchentes nos Bálcãs
Religiosos culpam drag queen barbada por enchentes nos Bálcãs

A drag queen barbada Conchita Wurst, 25 anos, está sendo acusada por líderes religiosos dos Bálcãs de ser a responsável pela forte enchente que devastou a região nas últimas semanas. O patriarca de Montenegro, Amfilohije, disse que a enchente não é coincidência.

“Deus enviou as chuvas como um aviso para que as pessoas não apoiem o pecado”, disse ele se referindo a cantora que ganhou o concurso Eurovision. O patriarca da Igreja Ortodoxa da Sérvia, Irinej, também falou sobre pecado e vícios dizendo que a “tempestade é o castigo divino” para a região. “Deus está limpando os nossos pecados”, disse ele que estendeu a culpa para a comunidade gay.

Os líderes religiosos citados falaram em entrevista ao jornal “The Telegraph”, a reportagem citou que a igreja ortodoxa russa descreveu Conchita, cujo nome real é Thomas Neuwirth, como uma “abominação” após a repercussão de sua vitória. Sobre a premiação, a igreja teria afirmado que se trata de “um passo a mais para a rejeição da identidade cristã na cultura europeia”.

Destruição e riscos de explosões

A região Bálcãs é formada pelos países Albânia, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Grécia, República da Macedônia, Montenegro, Sérvia, Kosovo, Croácia, Romênia, Eslovênia e Áustria. Nos últimos cinco dias choveu na região o esperado para três meses, causando 40 mortes. Esta é a pior inundação que aconteceu nos últimos 120 anos.

Só na capital da Sérvia, Belgrado, foram encontrados 12 mortos. Na Bósnia o número de vítimas chegou a 19 pessoas e acredita-se que esta quantidade de corpos cresça com o passar dos dias em todos os países da região. Além das mortes e dos prejuízos das fortes chuvas há riscos das milhares de minas terrestres da Guerra da Bósnia serem deslocadas.

Os conflitos entre sérvios, croatas e muçulmanos que aconteceu entre 1992 e 1995 deixou diversos explosivos terrestres que podem ser deslocados a centenas de quilômetros até o Mar Negro. São cerca de 120 mil minas com explosivos na Bósnia, o que tem preocupado ainda mais as autoridades.

Fora isso ainda há o problema com os deslizamentos de terra, foram mais de três mil em toda a região dos Bálcãs nos últimos dias, devastando cidades e aldeias. Dezenas de milhares de pessoas tiveram que deixar suas residências e muitas precisaram da ajuda de helicópteros por estarem presas nos telhados de suas casas.