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Para teólogo, a canção interpretada por Damares é anti-bíblica por trazer um pensamento vingativo
por Leiliane Roberta Lopes
- gospelprime

A canção “Sabor de Mel” da cantora Damares liderou por meses a lista das mais tocadas das rádios, mas ao mesmo tempo ganhou inúmeras críticas de teólogos e cristãos que não concordam com a letra da música.
Essa semana o teólogo e blogueiro Yago Martins postou em seu Facebook um vídeo comparando o conteúdo da canção de Damares com o sucesso “Beijinho Ombro” da funkeira Valeska Popozuda.
Mostrando trechos das duas canções, ele marcou que ambas possuem as mesmas características: falam de inimigos, fé em Deus, vitória observada, destaque e jogar na cara a vitória que recebeu. “Um pequeno comparativo didático: qualquer semelhança não é mera coincidência. Por mais cômico que seja a comparação e a apresentação da mesma, a intenção primária não é fazer rir, mas alertar a respeito de um ponto. Pensem nisso”, escreveu Yago no post.
O vídeo foi gravado para o canal do Youtube, mas acabou sendo postado apenas no Facebook para mostrar aos cristãos o que está sendo cantado nas igrejas e levá-los a refletir e se conscientizarem sobre esses erros teológicos que aparecem nas músicas evangélicas.
“‘Sabor de Mel’ é uma teologia da vingança, onde a cantora conclama os crentes a desejarem o destaque a fim de tripudiar sobre os próprios inimigos”, disse. Citando o versículo de Provérbios 24:17, ele afirma que a “a canção deseja que os que não te ajudaram antes se arrependam disso por não terem conseguido o destaque que Deus te deu. Devemos amar aqueles que são nossos inimigos, e não desejar que eles ‘nos vejam por cima’”.
Lançada em 2008 no CD “Apocalipse”, a canção “Sabor de Mel” é um dos maiores sucessos da cantora Damares, que é a artista gospel que mais vende CD no Brasil.
Para Yago Martins o sucesso da canção é explicado pela falta de conhecimento bíblico do povo evangélico.
“Não falo de teologia acadêmica ou elucubrações profundas, mas até mesmo o sermão do monte ou os ‘Bê-á-bás’ da fé. Jesus disse: ‘Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem’ (Mateus 5:43-44). Como podemos ter uma igreja evangélica que ainda não conseguiu internalizar um dos princípios teológicos básicos da fé, que é o amor? Os púlpitos fracos que prometem bênçãos e vitórias criam um monstro que tem nome de cristianismo, mas está longe da religião de Jesus”, disse.
É comum encontrarmos canções do gospel que falam sobre vitória, mas de acordo com o blogueiro nenhuma delas tem tantos erros quanto “Sabor de Mel”, escrita pelo compositor Agailton Silva.
“Existe certo tipo de sentimento de vitória sobre os inimigos que faz sentido e é até mesmo cristão. No Último Dia, os inimigos do evangelho receberão a justa paga, e seremos vitoriosos sobre eles. Uma canção que celebra a vitória final sobre os inimigos da Cruz pode ser bíblica e fiel. Nem de longe é o que encontramos na canção de Damaris, no entanto. Lá há nada mais que um ‘beijinho no ombro pras inimiga’, uma palavra de escárnio contra inimigos pessoais, o que é inadmissível”, finaliza Yago.
Assista: https://www.youtube.com/watch?v=QWhexIbutdg
Ele fez um estudo sobre as igrejas apostólicas e transformou essa pesquisa em um livro

A quantidade de igrejas apostólicas no Brasil é cada vez maior, assim como a quantidade de pastores que se autodenominam apóstolos. O reverendo Augustus Nicodemus participou de um evento na Galeria Cultura Bíblica recentemente e falou exatamente sobre isso, fazendo uma crítica a este movimento.
O reverendo presbiteriano usou dados de uma pesquisa que ele realizou por seis meses no Seminário Teológico de Westminster, na Filadélfia (EUA) juntando dados históricos e teológicos que vão se transformar em um livro a ser publicado ainda este ano.
Diversos questionamentos foram levantados por ele no início deste estudo: o que é um apóstolo de acordo com o novo testamento, quem usou o termo pela primeira vez, como explicar que o termo apóstolo é usado para diferentes pessoas, em que sentido é usado, apóstolo é um dom ou ele designa uma função ou ofício.
Durante o evento ele fez um apanhado histórico sobre as igrejas que usaram o termo até chegar aos dias atuais, citando as igrejas neopentecostais que utilizam com mais frequência o termo “apóstolo”. “Todos os apóstolos têm a mesma visão de que a igreja vai dominar o mundo através da restauração do governo apostólico”, disse o reverendo lembrando que essas ideias não são novas.
O assunto é extenso e a palestra durou mais de uma hora. Entre os apóstolos brasileiros, Augustus Nicodemus cita Renê Terra Nova, Valnice Milhomens, Valdemiro Santiago, Arles Marques, Mike Shea, Estevam Hernandes, Neuza Itioka e outros.
Ele também cita grandes erros teológicos desses pastores, incluindo a teologia da prosperidade, falsas profecias, manipulação da Bíblia, falta de conhecimento teológico e a falta de uma autoridade maior para quem eles tenham que responder.
No final da palestra ele afirma que esses apóstolos não podem ser chamados assim por uma série de questões, a primeira é que não foram chamados diretamente por Cristo. “Tinha que ser testemunha da ressurreição de Cristo, tinha que fazer sinais e prodígios inquestionáveis e não esses sinais e prodígios que você vê por ai”, afirmou o reverendo fazendo outras considerações.
Por fim ele afirma que apóstolo não é um dom, pois analisando as Escrituras nota-se que o termo é usado para descrever o ofício ou a função de alguém que foi enviado para realizar alguma coisa. “Você não precisa de apóstolo hoje, porque os verdadeiros já fizeram a sua obra”, encerra.
