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A Cruz que falou

da folha.com

31/03/13 – 20:00
POR RLOPES

Bastante atrasado, mas ainda a tempo de casar com a data, gostaria de compartilhar com o dileto leitor outro curioso trecho dos apócrifos. Desta vez, do chamado Evangelho de Pedro, o qual, ao menos na forma que chegou até nós, é apenas uma narrativa da Paixão e da ressurreição de Jesus. Falando nela, a propósito do dia de hoje, veja como o evangelho apócrifo a narra:

“Na aurora do sábado, veio uma multidão de Jerusalém e das regiões vizinhas para ver a cripta selada. Mas, durante a noite anterior ao dia do Senhor, enquanto os soldados montavam guarda dois a dois, uma grande voz veio do céu. Eles [os soldados] viram os céu se abrirem e dois homens descerem de lá; eles brilhavam muito e se aproximaram do túmulo. A pedra que tinha sido colocada sobre a entrada rolou-se dali sozinha e se moveu para o lado; a tumba estava aberta, e os dois jovens entraram.

Quando os soldados viram essas coisas, acordaram o centurião e os anciões, pois eles também estavam de guarda. Enquanto explicavam o que tinham visto, viram três homens saíram do túmulo, dois deles apoiando o outro, e uma cruz os seguia. As cabeças dos dois chegavam até o céu, mas a cabeça do que eles traziam estava acima dos céus. E ouviram uma voz dos céus: ‘Pregaste para aqueles que dormem?’. E veio a resposta da cruz: ‘Sim’.”

Caso se trate de fato de um texto tardio em relação aos evangelhos canônicos — há controvérsias –, a passagem ilustra uma característica comum da tradição sobre Jesus, que vai ficando cada vez mais detalhada e espetacular conforme as narrativas escritas se distanciam dele ao longo do tempo.

Feliz Páscoa pra todos!

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Feliciano diz que comissão era ‘dominada por Satanás’ antes de sua chegada

Daniel Carvalho

DO RECIFE

Alvo de protestos contra sua permanência na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o deputado federal e pastor evangélico Marco Feliciano (PSC-SP) afirmou que o colegiado era “dominado por Satanás” antes de sua chegada ao posto.

Ex-presidentes da Comissão de Direitos Humanos repudiam declaração de pastor

Feliciano fez as declarações na sexta-feira à noite, durante um culto num ginásio de Passos (348 km de BH), no sul de Minas Gerais.

Marco Feliciano


Alan Marques – 12.mar.13/Folhapress

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Deputado Marco Feliciano foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara; ele vem sofrendo pressão de grupos socias para deixar o cargo desde então

Ao comentar um protesto contra ele que ocorria do lado de fora, afirmou: “Essa manifestação toda se dá porque, pela primeira vez na história desse Brasil, um pastor cheio de espírito santo conquistou o espaço que até ontem era dominado por Satanás”.

Criada em 1995, a comissão já foi presidida por 15 parlamentares antes de Feliciano.

O deputado e pastor vem sendo alvo de protestos desde o dia que foi escolhido por seu partido para presidir o colegiado, no início de março.

Ativistas o acusam de ser homofóbico e racista. Citam declarações e mensagens que ele postou no Twitter. Feliciano diz ser mal interpretado.

A fala sobre Satanás na comissão foi divulgada no YouTube. Na sequência, ele criticou a realização de um seminário sobre “diversidade sexual na primeira infância” feito pelo órgão em 2012. “Eu morro, mas não abandono minha fé”, gritou.

O deputado, que se disse “perseguido” e alvo de uma “ditadura”, pediu apoio dos fiéis contra os manifestantes. “Se é para gritar, tem um povo que sabe o que é grito. […] Nós (evangélicos) sabemos qual é o poder da nossa fé.”

Feliciano disse ainda que igrejas estão desmarcando participações dele em eventos em razão dos protestos. Ele afirmou que 23 dos 30 compromissos de março foram cancelados.

Editoria de Arte/Folhapress

“A natureza deles é gritar, xingar, falar palavras de ordem. É dar beijos no meio da rua, tirar a roupa. A natureza deles é expor um homem como eu, pai de família, ao ridículo”, disse.

O PSC calcula que a repercussão em torno do deputado deverá triplicar os 211 mil votos que ele obteve em 2010.

Feliciano também usou o culto para criticar a mídia (“tendenciosa”) e as atrizes Fernanda Montenegro e Camila Amado, que se beijaram na boca na semana passada num ato de repúdio ao pastor.

“Mal sabem elas que não estavam me atormentando. Estavam mostrando ao povo brasileiro –que ainda é um povo família, que respeita o ser humano–, que o que eles lutam não é por direitos, mas é por privilégios.”

Procurada ontem pela Folha, a assessoria de Feliciano disse que as declarações foram dadas na função de pastor e no contexto da igreja, e não como parlamentar.

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Israel adopta la dieta de langostas y miel de Juan el Bautista

Debaten si es o no ‘kosher’

Israel adopta la dieta de langostas y miel de Juan el Bautista

Moshe Basson, cocinero de referencia en Israel / ‘The Eucalyptus Restaurant’, Jerusalén
Los restaurantes israelíes convierten la plaga de langostas en una aventura del paladar para exquisitos ¡si Juan el Bautista levantara la cabeza!

29 DE MARZO DE 2013, JERUSALÉN

Desde principios de marzo, Israel está sometido a la llegada incesante de langostas que, en cinco oleadas diferentes, ha llenado sus cielos con más de 30 millones de insectos.

Procedentes de Egipto y justo antes de la Pascua que celebran esta semana (como en las plagas bíblicas que liberaron al pueblo judío del yugo del faraón), las langostas se han convertido en un problema serio para el campo, sobre todo para la patata y el maíz, donde encuentran alimento. Las pérdidas se cuentan por millones de euros, según el Ministerio de Agricultura, pero los israelíes han sabido encontrar la cara buena de esta crisis: la gastronómica.

Familias enteras se han echado al desierto del Negev, la zona más afectada, para recolectar esta especie de saltamontes y echarlos a la cazuela, rescatando viejas recetas de Yemen o Marruecos, los países donde con más naturalidad se comen estos bichos.

Chefs de referencia como Moshe Basson, del restaurante The Eucalyptus (Jerusalén), han pagado cifras inconfesables por lograr unos cuantos kilos y cocinarlas en cenas privadas, para algunos ricos privilegiados. Empanadas, fritas o caramelizadas, son la sensación culinaria del momento. La langosta dulce, al estilo de la que tomaba con miel el profeta Juan el Bautista en el desierto, es ahora sin embargo una receta mucho más sofisticada: se rocían de caramelo, o se ponen cubiertas de chocolate negro, dulce de leche, merengue o crema batida de coco y hojas de remolacha, generalmente para servir de entrante. Claro que Basson tampoco viste con piel de camello.

CERRADO POR PESAJ
El chef Basson, que tiene su restaurante frente a la muralla jerosolimitana, junto a la ciudad vieja, reconoce que ha tenido un “golpe de suerte”, aunque se siente “triste” por lo mal que lo están pasando los agricultores “y los hermanos de Sudán o Eritrea, donde también están llegando los insectos, y donde ya apenas hay nada que comer”. Aunque por ahora la plaga ha dejado en paz a la región, algo que no afecta al Eucalyptus, porque ha cerrado estos días.

El cierre no es por las vacaciones, sino por la prohibición kosher de cocinar con harina y levadura en estos días de pascua. Por eso al Pesaj (en judío, o Passover en inglés) se le conoce también como “la fiesta del pan ácimo”. Ni una miga de pan puede haber en las cocinas particulares y profesionales. Se recuerda a los israelitas que se marcharon a toda prisa de Egipto y, siguiendo las órdenes de Dios a través de Moisés, la masa de pan la hornearon en forma de matzah, pan ácimo. Con la Pascua festejan el fin a 400 años de esclavitud.

¿COMÍA “KOSHER” JUAN EL BAUTISTA?
“No saben a nada, en realidad, pero la textura es una mezcla suave y crujiente que engancha”, explica Nimrod Azulay, un vendedor del mercado de Mahane Yehuda, nacido en Argelia. Mientras ha tenido provisiones, ha vendido el medio kilo a unos 100 euros. No ha expuesto las langostas, por temor a tener problemas con los rabinos centroeuropeos, que no tienen muy claro que sean kosher, es decir, un alimento conforme a las reglas del kashrut, la ley alimentaria judía.

Los rabinos de las comunidades árabes insisten en que son puras, que la Torá reconoce expresamente que se pueden comer cuatro tipos de ellas, las rojas, amarillas, grises moteadas y blancas, pero aquellos de zonas más frías, donde estas plagas son menos comunes, nunca han tenido la oportunidad de cocinarlas y por eso tienen dudas.

Para el chef Basson mantener su etiqueta de kosher en el Eucalyptus es vital, basando como basa su carta en la cocina bíblica, que retoma alimentos y procesos tradicionales muy apreciados por la comunidad judía más observante.

Fuentes: CADENA SER

Editado por: Protestante Digital 2013

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