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Mulher morre eletrocutada quando cantava em igreja evangélica

 

Por Giana Guterres | Correspondente do The Christian Post

Uma mulher de 25 anos morreu em decorrência de um choque elétrico na noite desta segunda-feira, 04 de março. A vítima cantava em uma igreja evangélica quando aconteceu o acidente. Jornais locais divulgaram que a mesma estaria ensaiando músicas para uma apresentação. A igreja está localizada em Puxinanã, na região Agreste, de Paraíba. Nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, casos semelhantes são comuns e registrados com frequência em notícias.

  • Criança morre eletrocutada por microfone

    (Foto: Divulgação)

    Criança morre eletrocutada por microfone

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Ela foi socorrida e levada para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. Segundo o G1, a vítima não resistiu à gravidade da descarga elétrica e morreu quando a equipe médica fazia os primeiros atendimentos. Na manhã desta terça-feira, até às 7h50, o corpo permanecia no hospital e seria encaminhado para o Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Campina Grande.

Recentemente, no Natal de 2012 uma criança também sofreu o mesmo tipo de incidente quando cantava no culto da Assembleia de Deus em Tarrafas, no Ceará. A criança de 12 anos sofreu uma descarga elétrica. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu às queimaduras.

Ainda no fim de dezembro do ano passado, um jovem de 25 anos, Alberto Romero Frías, liderava o louvor em um encontro de evangélicos quando levou um choque. O caso aconteceu em Mission La Paz, na Argentina. A causa da morte foi parada cardíaca ocasionada pelo choque elétrico.

Em junho do ano passado, um acidente com as mesmas características foi registrada em Parelhas, no Rio Grande do Norte. Uma mulher de 42 anos foi vítima de descarga elétrica quando segurava um microfone em um culto evangélico.

Em fevereiro de 2009, uma criança faleceu em um ensaio da igreja Assembleia de Deus de Camaragibe, região metropolitana de Recife, no Pernambuco. A menina de 10 anos participava do ensaio do grupo de jovens, quando sofreu um choque no microfone.

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‘Ela está traumatizada’, diz mãe de menina expulsa de igreja por padre

05/03/2013 11h06 – Atualizado em 05/03/2013 12h33

 

Caso aconteceu em São José das Palmeiras, no oeste do Paraná.
Menina tem 11 anos e atuava em programas da igreja há sete anos.

Adriana JustiDo G1 PR

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A mãe da menina de 11 anos que foi expulsa da Igreja Católica após discordar do padre em uma reunião em São José das Palmeiras, no oeste do Paraná, Rosane Cristina Bruno, disse aoG1, na manhã desta terça-feira (5),  que a filha "está traumatizada". A menina era coroinha e atuava na igreja através do programa de infância missionária desde os quatro anos. O caso aconteceu na tarde de sábado (2).

"Eu estou tentando fazer  ela viver normalmente, mas está difícil. Hoje mesmo ela tem uma prova e nem sei como vai conseguir se concentrar com tanta coisa na cabeça", relata a mãe.

De acordo com a coordenadora dos coroinhas Sandra Menon, a discussão começou após a menina não concordar com as responsabilidades que o grupo deveria ter com relação aos movimentos e às cerimônias. “Ela questionou o padre. Por que tanto ir à igreja. Por que tem que ir tanto na igreja? (…) E ela ainda dialogou: Padre, mas assim a gente não vai sair da igreja. Daí começou. [O padre falou] Você não precisa vir mais nem na catequese nem participar de movimento nenhum e nem na igreja porque nem Deus te quer assim".

Minha filha ficou muito mal com tudo isso. E o que ela não entende é porque o padre disse que Deus não a quer mais"

Rosane Bruno, mãe

Rosane disse ainda que após o ocorrido, a garota recebeu ligações de padres de outras igrejas para conversar sobre o assunto, mas ela [a menina] não quer falar com ninguém. "Minha filha ficou muito mal com tudo isso. E o que ela não entende é porque o padre disse que Deus não quer mais ela. Ela ficou frustrada e tenta entender se realmente cometeu algum erro ao questioná-lo", acrescenta a mãe, que afirmou ainda que está providenciando tratamento psicológico para a menina.

Depois de dizer que não queria a menina na igreja, o religioso ainda recomendou que ela procurasse uma Igreja Evangélica, segundo a mãe. "Imagina? Ela sempre participou da Igreja Católica com a família, recebeu vários convites para ajudar e até mesmo servir o padre. Esse ano ela ia participar do programa Jovem Missionário. Então, ela já estava acostumada com tudo isso, disse que não tem nada contra os  evangélicos, mas que quer continuar sendo católica. A única coisa que ela não entende mesmo, é porque o padre disse que Deus não a quer mais", explica a mãe.

Arrependimento
Rosane disse ainda que foi avisada através do bispo Dom Dirceu Regini que o padre se arrependeu  do que fez. "Só que isso aconteceu só depois da repercussão da história. No dia do acontecido ele não falou nada", aponta. "Como católica eu até acredito que ele esteja arrependido, mas como mãe, eu penso que se ele quisesse ter feito isso, teria feito na hora", conclui.

Ela disse também que o padre exagerou e que ela espera que ele faça uma retratação pública. "Eu quero que ele se desculpe perante a sociedade e à comunidade católica. Depois disso, vou pensar no que fazer", finalizou a mãe. Após o ocorrido, ela fez um Boletim de Ocorrência (B.O).

O padre foi procurado para comentar o assunto, mas até a publicação da reportagem não tinha sido localizado.

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Pastor é confirmado no comando da Comissão de Direitos Humanos

 

Religioso que atacou negros e gays é indicado oficialmente para presidir colegiado na Câmara

05 de março de 2013 | 18h 10

  • Eugênia Lopes – O Estado de S. Paulo

 

BRASÍLIA – A maioria da bancada do PSC decidiu nesta terça-feira, 5, indicar o deputado e pastor Marco Feliciano (SP) para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Pela tradição da Casa, o ato o coloca, na prática, na chefia do órgão parlamentar. Partidos governistas e da oposição, porém, não descartam rejeitá-lo em votação prevista para hoje. Feliciano é acusado de ser racista e homofóbico por causa de declarações recentes feitas na internet.

O PT, que tradicionalmente comanda esse colegiado, abriu mão da vaga em favor da sigla cristã, que faz parte da base de sustentação do governo da presidente Dilma Rousseff. O papel da comissão é analisar projetos que tratem de interesses de minorias.

Feliciano escreveu em sua página no Twitter, em 2011, que o amor entre pessoas do mesmo sexo leva "ao ódio, ao crime e à rejeição", e que descendentes de africanos são "amaldiçoados". Ontem, ele defendeu as frases. "Não neguei o que escrevi e não nego agora. Foi só um post. A maioria das informações sobre mim não são reais", afirmou.

A bancada do PSC decidiu manter a indicação de Feliciano para a Comissão de Direitos Humanos depois de quase três horas de reunião. Dos 17 deputados do partido, 13 teriam votado a favor do nome do pastor.

Preocupado com a repercussão negativa do nome de Feliciano, o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), fez um apelo nos bastidores para a bancada desistir da nomeação. Mas não adiantou.

A previsão é que a eleição hoje de Feliciano para a presidência da Comissão seja tumultuada. "Vamos fazer uma guerra. Do ponto de vista prático, essa indicação significa a inviabilidade da comissão, que passará a ser um palco de conflito permanente", afirmou o líder do PSOL, deputado Chico Alencar (RJ). "A indicação vai criar uma crise sem precedentes. Mesmo que venha a ser eleito, ele vai ter muito votos contrários. Não é uma restrição ao PSC e sim ao papel dele. É uma desmoralização para o Parlamento", disse a deputada Érica Kokay (PT-DF).

Ao ter seu nome ratificado pelo líder do partido, deputado André Moura (SE), Feliciano defendeu a discussão prioritária dos seguintes temas: imigração ilegal, terras para quilombolas e para índios. "Muitas minorias têm sido esquecidas pela comissão", disse. Feliciano tem sido um crítico do espaço dado à defesa de direitos de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais pela comissão. "Há um predomínio dos assuntos GLBT. Precisamos discutir outros assuntos", afirmou.

"O casamento de pessoas do mesmo sexo não é previsto na Constituição. O casamento civil neste país é entre homem e mulher. E ponto final", disse Feliciano, assim que sua indicação foi anunciada. Em entrevista, Feliciano aproveitou para se comparar ao pastor norte-americano e defensor dos direitos humanos Martin Luther King. "Disseram ser da idade da pedra ou dos tempos de caça às bruxas a escolha de um pastor para presidir a Comissão de Direitos Humanos. Lembro que o maior defensor dos direitos humanos de todos os tempos foi um pastor: Martin Luther King. Não me comparo a ele, mas era também um cristão."

No primeiro mandato como deputado federal, Feliciano apresentou alguns projetos de lei, como o que institui o programa "Papai do Céu na Escola" na rede pública de ensino. Outra proposta do deputado pretende sustar a decisão do Supremo Tribunal Federal que reconheceu como entidade familiar a união entre pessoas do mesmo sexo. Feliciano apresentou ainda projeto de lei para punir quem sacrifica animais em rituais religiosos, prática adotada em algumas cerimônias do candomblé. "Mesmo meu partido sendo conservador e de direita, ninguém será tolhido na comissão", afirmou.

Lobo. Para o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Carlos Magno, a indicação do pastor para a presidência do colegiado é "um retrocesso para o País". Assumindo o cargo, afirmou Magno, Feliciano tomaria as rédeas de uma comissão tida como estratégica para os gays. "Acho que a nomeação dele à presidência é um retrocesso para o País. Ele é um pastor homofóbico", disse Magno. "Não vamos aceitar. A comissão é estratégica."

O ex-presidente da associação, Toni Reis, comparou: "é como colocar lobos para cuidar das ovelhas". A ABGLT anunciou que já articula medidas de protesto à nomeação. Uma delas será mobilizar parlamentares de partidos aliados da associação para esvaziarem as reuniões do colegiado.