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"Ex-gays" tentam mostrar que é possível mudar a homossexualidade

 

 

ERIK ECKHOLM
DO "NEW YORK TIMES", EM LOS ANGELES

Durante a maior parte de sua vida, conta Blake Smith, "meu corpo todo ansiava por contatos sexuais masculinos".

Smith, 58, que diz acreditar que comportamento homossexual seja errado por motivos religiosos, tentou resistir ao máximo. Dedicou 17 anos a um casamento fracassado, combatendo suas necessidades dia a dia, conta, e sonhando com elas a cada noite.

Mas nos últimos anos, ao avaliar sua infância em seu processo de terapia e em encontros de final de semana com grupos com nomes como "as pessoas podem mudar" e "jornada para a masculinidade", ele descobriu que "meus sentimentos homossexuais praticamente desapareceram".

Monica Almeida/The New York Times

Blake Smith, que está casado com uma mulher, e diz que "sentimentos homossexuais desapareceram"

Blake Smith, que está casado com uma mulher, e diz que "sentimentos homossexuais desapareceram"

Smith concedeu a entrevista em sua casa em Bakersfield, na Califórnia, onde vive com sua segunda mulher, que se casou com ele oito anos atrás, conhecendo sua história. "Depois dos 50 anos, pela primeira vez consigo olhar para uma mulher e achá-la realmente gostosa."

Smith é um dos milhares de homens americanos, muitas vezes definidos como ex-gays, que acreditam que conseguiram mudar seus desejos sexuais mais básicos por meio de alguma combinação entre terapia e oração -algo que a maioria dos cientistas diz jamais ter sido provado empiricamente, e que provavelmente representa uma ilusão.

Os homens ex-gays muitas vezes vivem no armário, temendo ser ridicularizados pelos militantes homossexuais que os acusam de se autoiludirem, e também temem a rejeição de suas comunidades religiosas, que podem repudiar seu passado maculado.

Na Califórnia, essa sensação de pressão se intensificou depois de setembro, quando o governador Jerry Brown assinou uma lei que proíbe o uso de "terapias de conversão" sexual, desacreditadas por quase todos os estudiosos, por menores de idade o que, na opinião de alguns dos ex-gays, representa uma contestação à sua validade pessoal.

Ao assinar a lei, o governador Brown repetiu a posição assumida pelo sistema psiquiátrico e organizações médicas, afirmando que "esta lei proíbe ‘terapias’ não científicas que levam os jovens à depressão e ao suicídio", acrescentando que essas práticas "agora ficarão relegadas à lata de lixo da história".

Mas muitos ex-gays continuam a buscar ajuda desses terapeutas e dos grupos de auxílio para homens, afirmando que sua experiência pessoal é prova suficiente de que o tratamento pode funcionar.

Muitos ex-gays guardam seu segredo mas se reúnem discretamente em grupos de apoio em todo país, compartilhando ideias sobre como evitar tentações ou, talvez, como revelar seu passado a mulheres com quem estejam saindo. Alguns deles estão tentando salvar casamentos heterossexuais. Alguns esperam um dia casar com uma mulher. Outros optam pelo celibato como alternativa superior ao que veem como vida de pecado homossexual.

Tendo passado por terapia reparadora formal ou não, a maioria dos ex-gays concordam com seus preceitos, ainda que estes sejam rejeitados pelos cientistas convencionais.

As teorias, que também foram adotadas pelos religiosos conservadores que se opõem ao casamento gay, afirmam que o homossexualismo masculino deriva da dinâmica familiar – por conta de um pai distante ou de uma mãe dominadora – ou de abusos sexuais sofridos na infância. Confrontar essas feridas psíquicas, afirmam, pode causar mudança no desejo sexual, se não necessariamente uma "cura total".

(Embora algumas mulheres também enfrentam problemas de identidade sexual, o movimento dos ex-gays é quase exclusivamente masculino.)

Cameron Michael Swaim, 20, diz estar no estágio inicial de seu esforço para superar o desejo homossexual. Swaim não trabalha e vive com os pais no condado de Orange, Califórnia, onde seu pai é pastor da Igreja dos Amigos Evangélicos do Sudoeste.

Ele tentou a vida gay, "mas não me acomodei a ela", diz, e por fim decidiu que "tem de haver um meio de curar esse mal".

Por meio de reuniões de final de semana e de sua participação em um grupo de apoio no sul da Califórnia, Swaim começou a estudar seus relacionamentos familiares, o que vem sendo doloroso mas parece estar ajudando.

"Estou criando confiança no convívio com homens", disse, "e isso aumenta minha confiança quando estou em companhia de mulheres".

Dentro de cinco anos, Swaim espera estar noivo ou casado. Enquanto isso, ele está tentando juntar dinheiro para começar a se consultar com um terapeuta "reparador".

Tradução de PAULO MIGLIACCI

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Igreja Católica poderá aceitar pastores luteranos como sacerdotes em breve

 

Aproximação deve seguir os moldes do que ocorreu com os anglicanos.

por Jarbas Aragão

  • Igreja Católica poderá aceitar pastores luteranos como sacerdotes em breveIgreja Católica poderá aceitar pastores luteranos como sacerdotes em breve

    Perto do adversário de 500 anos da Reforma Protestante, que dividiu a Igreja Católica na Idade Média, pode parecer estranho ouvir-se as declarações do cardeal Kurt Koch. Ele é presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, e durante a XIII Congregação Geral do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização, deu uma entrevista que está repercutindo em vários círculos teológicos.

    Ele afirmou que o Vaticano analisa a possibilidade de ocorrer com pastores luteranos o mesmo que ocorreu com os pastore anglicanos em 2009.

    Desde então, cerca de 100 ex-pastores e 8 ex-bispos anglicanos foram recebidos e re-ordenados para servir as congregações católicas, cuidando de um rebanho de aproximadamente 4000 fieis.

    Na época do aceite, o documento papal Anglicanorum coetibus estabeleceu as condições de os sacerdotes da Igreja Anglicana serem reconhecidos pelos católicos. “O santo padre buscou uma solução que, na minha opinião, foi bastante aberta, levando em conta que as tradições eclesiásticas e litúrgicas dos anglicanos foram levadas em consideração. Se desejos semelhantes são expressos pelos luteranos, então precisamos refletir sobre eles. No entanto, a iniciativa cabe aos luteranos”.

    Caso seja levado adiante, as comunidades anglicanas que desejarem poderá entrar em plena comunhão com a Santa Sé. O movimento de aproximação ocorre principalmente na Alemanha. O cardeal lembra que a “Declaração conjunta sobre da outrina da justificação”, assinada em Augusta, em 1999, por católicos e luteranos foi um grande passo à frente no diálogo.

    “Resta-nos agora a tarefa de discutir o aspecto eclesiológico desta declaração conjunta. Sabemos que os evangélicos têm um entendimento diferente dos católicos sobre a Igreja. Não basta simplesmente reconhecermos uns aos outros como Igreja. Precisamos de um amplo diálogo teológico sério sobre o que constitui a essência da Igreja”, disse Koch.

    Koch anunciou que, para 2017, aniversário de quinhentos anos da Reforma, o Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos está preparando um comunicado conjunto com a Federação Luterana Mundial.

    O cardeal destacou ainda que há um bom diálogo com os membros das igrejas ortodoxas, que estão bastante envolvidos na preparação de um sínodo pan-ortodoxo. “Pessoalmente, estou convencido que, quando isso ocorrer, será um grande passo à frente no diálogo ecumênico. Por isso nós temos que apoiar os esforços dos ortodoxos e ter paciência. Nas comissões ecumênicas, continuamos o diálogo teológico sobre a relação entre a sinodalidade e o primado”, reafirmou.

    Durante a entrevista, comentou o cinqüentenário do Concílio Vaticano II, que trouxe algumas mudanças na compreensão vigente de que a Igreja Católica é a única igreja. “Tento ver o Conselho igualmente como uma ruptura, mesmo que de uma maneira muito diferente. O santo padre tem questionado essa compreensão da hermenêutica conciliar e propôs uma hermenêutica da reforma, que une a continuidade e renovação”.

    Traduzido e adaptado de Catholic Culture, Zenit e Anglicanink

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    Regresa al hogar la ‘tribu perdida’ de Israel

    Jerusalén

     

    Regresa al hogar la ‘tribu perdida’ de Israel

    Judíos etíopes leyendo la Torá

    "Operación Alas de Paloma" es una iniciativa del gobierno para acelerar el regreso a Israel de los judíos etíopes.

    30 DE OCTUBRE DE 2012, JERUSALÉN (ISRAEL)

    Como es bien sabido, la sociedad israelí está conformada por inmigrantes judíos provenientes de todo el mundo. En los 64 años del establecimiento del Estado han inmigrado a Israel alrededor de tres millones de personas .
    La población israelí hoy es de 7.88 millones de habitantes, de los cuales 5.9 millones son judíos. Aunque 70% de esta población nació en Israel, la gran mayoría son hijos o nietos de inmigrantes. Entre todas las comunidades migratorias, una de las más singulares es la de los judíos etíopes.
    OPERACIÓN ALAS DE PALOMA
    Un avión fletado con unos 240 inmigrantes de Etiopía llegó a suelo israelí este pasado lunes. Es el primero de una serie de vuelos de periodicidad mensual previstos como parte de la "Operación Alas de Paloma", una iniciativa del gobierno para acelerar el regreso a Israel del resto del grupo “Mura Falasha”.
    “Mura Falasha” está formado por miembros de la comunidad judía que reside en Etiopía, y a pesar que por momentos históricos se han convertido al cristianismo o al Islam, su cultura mantiene muchas de las costumbres judías, como la circuncisión, la forma cashrut (kosher) de sacrificar los animales para su consumo y la prohibición de comer carne de cerdo.
    Desde 1991 hasta hoy, la gran mayoría de esta comunidad ha llegado a Israel logrando reencontrarse con sus familias. En total , hablamos de alrededor de 75 mil judíos nacidos en Etiopía que, con sus hijos ya nacidos en Israel, forman una comunidad de 150 mil personas.
    Los retos que han enfrentado los judíos etíopes que llegaron a Israel fueron enormes ya que aparte de haber estado separados de sus familias y que la estructura social a la cual pertenecían se vio fragmentada, la mayoría de los inmigrantes llegaron de aldeas sin agua corriente y energía eléctrica, y una buena parte de ellos eran analfabetos.
    A pesar de todas estas dificultades, han logrado integrarse a la sociedad israelí; y actualmente hay judíos etíopes activos en varias esferas de la vida política, económica y social, habiendo logrado algunos de ellos convertirse en modelos a seguir.
    AUTÉNTICOS JUDIOS “DIFERENTES”
    Aunque parezca extraño para algunos, los miembros del grupo " Mura Falasha" son aceptados como auténticos judíos por el gobierno israelí, a pesar de su color de piel diferente y que deben pasar generalmente por un proceso de conversión religiosa.
    Aunque los judíos más ortodoxos a veces tienen dudas acerca de que el pueblo etíope y la tribu Lemba de Zimbabwe tengan parte en la profecía, las pruebas de ADN han demostrado que son miembros de los descendientes "perdidos" y por lo tanto forman parte del pueblo judío .
    Según la tradición los Lemba, por ejemplo, tuvieron como antepasados a siete Judios que dejaron a Israel unos 2.500 años atrás, mucho antes de la destrucción del Segundo Templo. Cruzaron África es una población de alrededor de 80.000 personas que viven en Zimbabwe y Sudáfrica.
    LOS JUDÍOS ETÍOPES Y LAS PROFECÍAS
    Para los interesados en las profecías de lo que los cristianos llaman Antiguo Testamento, la interpretación judía es que es necesario que los judíos dispersos hagan "alía" (regresen) a la casa de sus padres, los patriarcas. Los estudiosos de la Torá afirman que antes de que llegue para ellos el Mesías a Israel, todos los judíos tendrían que hacer "aliá" a la tierra de sus antepasados.
    Este año 2012, el flujo de "retornados" será un 16% superior al del año anterior. Y si hacemos una comparación con el año 2009 entonces sólo 140 etíopes hicieron aliá. Este año también ha habido un crecimiento importante de "olim" (inmigrantes judíos) que llegaron de América del Sur, la mayor parte de Venezuela.
    Jerusalén sigue siendo la ciudad más deseada por los expatriados para vivir y se afirma que esto es el cumplimiento de las profecías que hablan del regreso de los judíos en los últimos días. "Voy a traer tu descendencia desde el este, y te recogeré el extremo oeste de la tierra …" (Isaías 43).

    Fuentes: Entrecristianoscom, ProtestanteDigitalcom

    Editado por: Protestante Digital 2012

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