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Reality global já perdeu 25% de merchandising após escândalos

BBB NA CORDA BAMBA

 

A audiência não foi tão impactada, mas as finanças do "Big Brother Brasil 12" (Globo) parecem ter sido atingidas com a suspeita de crime sexual envolvendo um participante da atração.

Segundo levantamento da Controle da Concorrência, que monitora inserções comerciais para o mercado, o reality sofreu queda de 25,3% em ações de merchandising em relação ao "BBB 11".

De 10 de janeiro a 2 de fevereiro, o "BBB 12" teve 50 ações de produtos dentro da casa, ante 67 do "BBB 11" no mesmo período.

A queda impressiona uma vez que o formato é conhecido por faturar milhões com merchandising, batendo recorde de demanda a cada edição. O "BBB 11", um dos piores em audiência na Globo, passou da casa dos 20 produtos anunciados em merchandising e faturou cerca de R$ 380 milhões.

A Folha apurou que os anunciantes do "BBB 12" estão preocupados com a polêmica que culminou na expulsão do modelo Daniel Echaniz, e que muitos não querem mais ter sua imagem associada ao programa. Os patrocinadores não quiseram se manifestar oficialmente.

Procurada, a Globo diz que do "BBB 1" para o "BBB 12" houve um aumento de 25% no volume de merchandising e que ainda há dois meses de programa pela frente.

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Pastor americano é coroado rei por rabino durante culto

 

Em carta, o bispo Eddie Long afirma que não é rei, apenas um servo do Senhor.

 

Pastor americano é coroado rei por rabino durante culto

O bispo Eddie Long, líder da Igreja Batista Missionária do Novo Nascimento, em Atlanta, Georgia, recentemente se envolveu em um processo por ter supostamente abusado sexualmente de quatro adolescentes de sua igreja. Ele teria feito um acordo com as famílias dos envolvidos e desembolsado cerca de 20 milhões de dólares para encerrar o caso, que foi aberto em 2010.

Depois de ter pedido uma licença da igreja por algumas semanas para tentar evitar o divórcio pedido por sua esposa, ele voltou às suas atividades normalmente.

Porém, já se envolveu em outra polêmica. Durante um culto de sua megaigreja, realizado em 29 de janeiro, ele foi “coroado” rei pelo rabino messiânico Ralph Messer, líder do “Simchat Torah Beit Midrash”, autointitulada “congregação facilitadora de discussões religiosas entre vários grupos, culturas e denominações em todo o mundo”.

Messer é amigo de Long e um dos pregadores da “Conferência para Ampliação Econômica”, organizada pela igreja do Novo Nascimento, que possui mais de 25 mil membros.

Sendo o pregador convidado para o culto, Messer decidiu homenagear o bispo Long e fez uma espécie de ritual, entregando ao bispo um pergaminho hebraico de 312 anos. Explicando sobre  o principio do reinado bíblico, colocou um manto judaico sobre seus ombros e explicou que aquela era a vontade de Deus.

Diante da igreja lotada, Long sentou-se em uma cadeira similar a um trono. O rabino passou então a explicar que aquele homem pertencia a duas cortes diferentes, a da justiça e a das bênçãos. Os fiéis presentes aplaudiram enquanto Long permanecia calado.

O vídeo foi postado na internet alguns dias depois e tornou-se um viral, com mais de 600 mil acessos em poucos dias.

Críticas foram publicadas por dezenas de pastores em sites e blogs. Centenas de comentários nas redes sociais ajudaram a aumentar os acessos do vídeo e as criticas ao bispo. Will Gafney, professor de estudos judaicos e hebraico bíblico, escreveu um longo artigo para o Huffington Post enumerando todas as contradições e erros da, agora famosa, cerimônia de coroação.

Ele questiona todas as menções a textos bíblicos e conclui que tudo foi uma cena inventada por alguém que não conhece nem respeita o judaísmo.

Long só veio a se pronunciar ontem (5/2) após ser duramente repreendido pela Liga Antidifamação, organização que defende os direitos dos judeus em todo o mundo.

Bill Nigut, líder da Liga, afirma que o ritual criado por Messer não tem qualquer ligação com os ensinos do judaísmo e que Messer não é reconhecido como rabino pelos judeus americanos.

Em uma carta aberta, o bispo Long afirma que ele não sabia nem incentivou o evento e diz saber que sabe não ser um rei: “Rejeito qualquer ação que tente retrata-me como um rei, pois  sou simplesmente um servo do Senhor”.

O rabino Messer insiste que não houve desrespeito em suas ações: “Foi simplesmente uma maneira de honrar um homem que deu sua vida para o Senhor, para sua igreja, e para todo o mundo”. Perguntado sobre os eventos que quase puseram fim ao ministério de Long, Messer afirmou que os incidentes eram “apenas uma maneira de Deus chamar a atenção de Long… Toda crise produz oportunidade. Você precisa passar por uma descida antes de uma subida”.

Ele não quis se pronunciar sobre as condições em que se tornou rabino, mas já surgiu na internet outro vídeo onde ele fez o mesmo tipo de ritual no pastor Randy White, de uma megaigreja da Florida, em 2009.

Assista:http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=AVkoQHCXSK8

Traduzido e adaptado de Christian Post, Huffington Post e News One

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Cristãos usam linguagem inapropriada na internet, dizem pastores

 

PorJussara Teixeira | Correspondente do The Christian Post

Pastores, líderes religiosos e até políticos cristãos estão chamando a atenção em seus blogs e redes sociais para o problema da linguagem ofensiva utilizada pelos autodenominados evangélicos na internet.

  • boca

    (Foto: REUTERS/Tony Gentile)

    Cristãos usam linguajar inapropriado na internet

 

Muitas vezes tomados pela indignação, revolta ou até ira, evangélicos despejam na web palavras de baixo calão, imagens pornográficas e mensagens que resvalam grosseria.

O doutor em Teologia, escritor, e Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Reverendo Augutus Nicodemus, publicou em seu blog que se depara muitas vezes, nos comentários de leitores, com os mais diferentes tipos de linguagens.

“De vez em quando leio os murais e comentários de alguns dos mais de 3 mil ‘amigos’ que tenho no Facebook e não poucas vezes me deparo com murais compartilhando fotos meio-eróticas, para não falar de comentários cheios de palavras chulas e palavrões do pior tipo.”

Ele enfatiza que se refere aos que se identificam como crentes e lembra que “a pureza e a santidade requeridas na Bíblia para os cristãos abrange não somente seus atos como também seus pensamentos e suas palavras.”

Também vítima da agressividade linguística de ditos evangélicos, o pastor Renato Vargens, que tem um blog em que denuncia modismos teológicos e heresias, postou um texto em que se disse “amaldiçoado” por pessoas que defendem algumas bandas evangélicas ou personalidades do mundo gospel.

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“Nos últimos dias fui chamado de falso irmão, blasfemos, maldito, além é claro de ter sido aviltado com palavrões impublicáveis”, disse, em post de 19 de janeiro.

Vargens ainda diz que se diz desanimado com manifestações desse tipo, mas todavia, crê na soberania de Deus: “confesso que ao testemunhar manifestações a favor desse falso evangelho, além da violência verborrágica por parte de alguns que insistem em agredir àqueles que defendem a verdade, tenho vontade de desistir”.

“O que consola meu coração”, continuou ele, “é a certeza de que o Soberano tem tudo sobre suas mãos e que absolutamente nada foge ao seu controle”.

O deputado federal evangélico Marco Feliciano (PSC/SP) também falou sobre o tema em sua conta no Twitter.

Após chamar os evangélicos à mobilização para temas em favor da vida e família, ele reclamou do ‘nível cultural’ e das palavras utilizadas na respostas recebidas: “Agradeço a opinião de todos incluindo as mais descabidas, isso é democracia e tais respostas refletem o nível cultural destes cristãos.”

Em outro post ele comentou: “Deixemos de futilidade, transformemos o Twitter numa ferramenta do reino! Obrigado!”.

O Reverendo Nicodemus resumiu o assunto fazendo uma análise do movimento evangélico brasileiro.

“Acho que a vulgarização do vocabulário dos evangélicos é simplesmente o reflexo do que já temos dito aqui muitas outras vezes: o cristianismo brasileiro é superficial”, disse ele afirmando que muitos se dizem evangélicos sem realmente serem praticantes.

“Muita gente que se diz evangélica nunca realmente experimentou o novo nascimento”, continuou, “as igrejas evangélicas estão cedendo ao mundanismo e ao relativismo da nossa sociedade. em vez de sermos sal e luz estamos nos tornando iguais ao mundo no viver, agir, pensar e falar”.