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Ataques a cristãos na Nigéria pode mergulhar o país em uma guerra religiosa

 

Por Jussara Teixeira|Correspondente do The Christian Post

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Cristãos do norte da Nigéria manifestaram temor de que os ataques de militantes islâmicos acabem mergulhando o país em uma guerra religiosa, após os muçulmanos realizarem uma série de ataques com bombas no dia doNatal.

O alerta foi feito nesta terça-feira em comunicado divulgado pela Associação Cristã da Nigéria (CAN), organização que reúne várias denominações, incluindo católicos, protestantes e igrejas pentecostais, segundo informado pela agência Reuters.

Os ataques deixaram cerca de duas dezenas de mortos no país mais populoso da África.

Este ano foi o segundo Natal seguido que o país enfrentou derramamento de sangue em igrejas cristãs. Ambos os ataques foram causados pela seita islâmica Boko Haram, que quer impor a lei sharia (lei islâmica) na Nigéria.

A sharia rege todos os aspectos da vida nas comunidades muçulmanas e reúne um conjunto de regras e princípios, alguns fixos e outros mutáveis, interpretados e aplicados de acordo com cada região ou governante.

Os princípios da sharia incluem penas para diferentes tipos de crimes e ofensas prescritas no Alcorão, como sexo fora do casamento, adultério, consumo de bebida alcoólica, roubo e assalto em estrada. As punições para essas ‘infrações’ vão desde chicotadas até apedrejamento, seguidos por amputação, exílio e até execução.

O secretário-geral da organização Boko Haram pediu que os líderes muçulmanos controlassem seus fiéis, antes que os cristãos fossem obrigados a se defender em ataques futuros. Ele teme que a situação se degenere para uma guerra religiosa e que o país não resista a mais esse revés.

Controverso, ele recomendou que os cristãos seguissem respeitando a lei, mas que se defendessem se assim fosse necessário.

Diante destas declarações, cresce no país o medo de que a Boko Haram esteja tentando iniciar uma guerra civil separatista em um país já dividido entre cristãos e muçulmanos, que apesar dos conflitos em algumas áreas, convivem em paz em sua maioria.

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Japoneses pesquisam micro-organismo que age como computador

 

DA FRANCE PRESSE
DE SÃO PAULO

O micetozoário detém a capacidade de raciocínio como se fosse um computador, afirma um grupo de cientistas japoneses da Universidade Hakodate que nos últimos anos se dedica a observar esse minúsculo ser unicelular parente da ameba.

Shingo Ito-10.mar.11/France Presse

Cientista observa micetozoário em microscópio; o ser unicelular escolhe as melhores rotas para obter comida

Cientista observa micetozoário em microscópio; o ser unicelular escolhe as melhores rotas para obter comida

Segundo eles, o ser primitivo, mesmo sem ter um centro de decisões avançado como é o cérebro, pode colaborar com o desenvolvimento de sistemas de transporte público mais eficientes.

De que forma isso seria feito? Pelo estudo do comportamento do micetozoário que, entre tantas possibilidades, escolhe a melhor das rotas para chegar até seu alimento, ao mesmo tempo que evita situações de estresse –no caso dele, isso equivale a fugir da luz.

A pesquisa, coordenada por Toshiyuki Nakagaki e equipe da Universidade Hakodate, não é recente. Ela já lhes garantiu dois Ig Nobel, o "prêmio" que elege bizarrices científicas, em 2008 e 2010.

O cientista Atsushi Tero, da Universidade Kyushu, que desenvolve pesquisa semelhante comenta que os micetozoários podem criar redes muito mais avançadas do que a própria mente humana.

"Os computadores não são bons para analisar as melhores rotas que se conectam entre si porque a quantidade de cálculo pode se tornar maior do que eles. Mas esses micro-organismos, sem qualquer cálculo de todas as opções possíveis, podem se mover por áreas livremente e gradualmente encontrar as melhores rotas", diz.

Tero afirma que teve êxito em simulações em laboratórios com micetozoários: os micro-organismos desenvolveram um sistema de locomoção muito semelhante ao das vias de trens e metrô que cobrem a área de Kanto no Japão –uma rede emaranhada de transporte que cobre uma das mais populosas áreas do Japão, que engloba Tóquio.

Vale lembrar que pode haver um possível ganhador do Nobel, o reconhecimento máximo das pesquisas científicas, por trás de estudos bizarros.

No ano passado, os físicos de origem russa Andre Geim e Konstantin Novoselov levaram o Nobel de Física por seus trabalhos revolucionários sobre o grafeno, mas foram indicados ao Ig Nobel dez anos antes ao estudar um sistema de levitação de rãs com um ímã.

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Feiticeiro que fazia sacrifícios humanos se converte a Cristo

 

FOTO - FEITECEIRO CONVERTIDO O ex-general genocida que matou mais de 20 mil pessoas converteu-se a Cristo. Ele fazia sacrifícios humanos mensalmente e dizia que falava com satanás.

Joshua Milton Blahyi já foi considerado um dos homens mais temidos na guerra na Libéria. Ele confessou ter matado cerca de 20 mil pessoas durante 14 anos de guerra civil naquele país. Mas hoje Joshua Blahyi afirma ser uma nova pessoa.

Recentemente ele se converteu e agora é um cristão evangélico que se diz arrependido do que fez e pediu perdão a todas as pessoas que machucou. Em uma entrevista ao jornal Daily Mail, em 2010, Blahyi disse: “Acredito firmemente que a Bíblia diz que Deus já me perdoou”. Mesmo assim, está disposto a ser julgado em Haia e possivelmente enforcado por seus crimes de guerra.

Antes de sua conversão, Blahyi, praticava magia negra e foi conselheiro espiritual do falecido presidente da Libéria, Samuel K. Doe.

Aos 11 anos foi iniciado como feiticeiro tribal e participou de seu primeiro sacrifício humano, que realizou mensalmente até os 25. Mais tarde ele foi nomeado o bruxo de sua aldeia onde afirma que reunia-se regularmente com Satanás.

Ele recebeu o apelido de “General Pelado” porque sempre ia para as batalhas usando apenas sapatos e empunhando uma arma. Ele acreditava que sua nudez impediria as balas de matá-lo.

O General afirma ter matado muitas crianças que ofereceu para Satanás. Ele tomou o sangue e comia o coração de suas vítimas antes de ir para uma batalha. Por isso todos em seu país ainda o temem, apesar de sua conversão.

Blahyi explica que em 1996 teve um encontro dramático com Jesus, durante uma das batalhas mais brutais na história da guerra na Libéria. Para muitos, seu relato é semelhante à conversão do apóstolo Paulo na estrada de Damasco.

O pastor conta que Jesus apareceu diante dele como uma luz ofuscante e disse que ele iria morrer se não se arrependerem de seus pecados. “A tradição fez-me acreditar que ao me tornar guerreiro tinha que fazer sacrifícios antes de ir para a batalha. Mas Deus me apareceu quando eu estava nu, no meio da batalha, e disse que eu estava a fazer o trabalho de Satanás”.

Logo após esse acontecimento, ele abandonou o exército e começou a defender a paz ao invés da violência. Desde então, muitos glorificaram pela sua mudança radical, porém outros ainda não acreditam que ele realmente mudou.

Hoje, ele é pastor, presidente e fundador do Ministério Evangelístico ‘Trem do Fim dos Tempos’, no país visinho de Gana. Recentemente, Blahyi foi selecionado pela Revista The Economist e o canal PBS para contar sua história através de um documentário chamado “The Redemption of General Butt Naked” (A Redenção do General Pelado) que será transmitido no dia 22 de janeiro de 2012 no Documentary Channel.

Depois de admitir à Comissão que seu grupo matou 20 mil pessoas, Blahyi espera por sua decisão, mas afirmou que “se for condenado, posso ser eletrocutado ou enforcado, mas acredito que o perdão e a reconciliação sejam os melhores caminhos a seguir.”

Fonte: Gospel Prime