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Lesbianismo, homossexualismo e BTQIA+

A Bíblia e os LGBTQIA+

LGBTQIA+ sob a Ótica Bíblica e o Destino Final

A compreensão sobre o destino de pessoas LGBTQIA+ na Bíblia varia conforme a corrente de interpretação adotada, equilibrando textos da Lei, das Epístolas e a mensagem de Graça do Evangelho.

Definição e Identidade

A sigla representa a diversidade de orientações (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Assexuais) e identidades de gênero (Transgêneros, Travestis, Queer, Intersexo). Enquanto a Visão Tradicional foca na distinção biológica de Gênesis 1:27 (“homem e mulher os criou”), a Visão Inclusiva aponta para passagens como Gálatas 3:28, que afirma não haver “macho nem fêmea” em Cristo, e a menção de Jesus aos “eunucos” em Mateus 19:12 como reconhecimento de identidades diversas.

O Embate das Passagens Bíblicas

As interpretações sobre o comportamento e a identidade divergem entre a condenação e a acolhida:

• Fundamentos da Condenação: A vertente conservadora utiliza passagens como Levítico 18:22 e 20:13, que classificam a relação entre homens como abominação, e Romanos 1:26-27, que descreve o abandono do “uso natural”. Além disso, 1 Coríntios 6:9-10 é citado para listar práticas que impediriam a entrada no Reino de Deus.

• Fundamentos da Inclusão: A vertente progressista foca no olhar divino sobre a essência, citando 1 Samuel 16:7 (“o Senhor olha para o coração”). Argumenta-se que as proibições antigas eram contextuais e que a mensagem central é o amor ao próximo e a aceitação da autenticidade individual.

O Destino Final

Na teologia cristã, o destino final é determinado pela relação do indivíduo com a divindade:

1. Pela Ótica Tradicional: O destino final de salvação está condicionado ao arrependimento e à renúncia de práticas consideradas pecaminosas, buscando uma vida em conformidade com os modelos de Gênesis.

2. Pela Ótica Inclusiva: O destino final é uma promessa de Graça disponível a todos que creem. Conforme João 3:16, a vida eterna é um presente baseado na fé e não na orientação sexual ou identidade de gênero, pois a salvação não depende de mérito ou conformidade biológica, mas da misericórdia divina.

Este panorama demonstra que, embora os textos bíblicos sejam os mesmos, as conclusões sobre o destino final dependem se a ênfase é colocada na Lei e Tradição ou na Graça e Inclusão.

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“Viver como homem não resolveu meus problemas”, diz mulher arrependida após transição

Arrependida por ter passado pela transição de sexo, a mulher disse que gostaria de ter ficado com seus seios normais e saudáveis. “Tento aceitar agora meu peito cheio de cicatrizes”, lamentou.
FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE THE CHRISTIAN INSTITUTE
Sinéad Watson, live em seu canal no YouTube. (Foto: Captura de tela/YouTube/ImWatson)
Sinéad Watson, live em seu canal no YouTube. (Foto: Captura de tela/YouTube/ImWatson)

Sinead Watson tem 31 anos e começou a se identificar como homem a partir dos 20, adotando o nome Sean e tentando esconder o peito. Porém, não achando o suficiente para “se sentir homem”, começou a tomar testosterona e passou por várias cirurgias definitivas.

A sua “confusão de gênero” como ela descreve não resolveu a situação e o desconforto que sentia. “Viver como homem não resolveu meus problemas”, admitiu a mulher que sofreu abusos sexuais durante a adolescência.

A história de Sinead é só uma entre um número crescente de pessoas que passam pela “destransição” e que se sentem arrependidas da tentativa de mudança de sexo. No final, elas descobrem que “não estavam presas no corpo errado”.

Facilidades em obter o tratamento hormonal

Em entrevista ao The Times, Sinead contou que decidiu voltar a viver como mulher depois de ter passado por momentos difíceis, tentando levar a vida de um homem. “A ideia de que eu poderia ser um homem veio da internet”, disse ao se referir ao Tumblr e YouTube.

Ela conta que cresceu se sentindo uma ‘moleca’ e quando teve sua primeira menstruação seu sentiu “enojada e envergonhada”. Insatisfeita com os seios que estavam crescendo, disse que teve a questão da disforia de gênero agravada.

Em 2014, foi encaminhada para o “Sandyford Young People’s Gender Service” — organização que facilita tratamentos médicos e cirúrgicos para pessoas trans — em Glasgow, na Escócia.

Ela explicou como foi fácil obter o tratamento hormonal. “Obviamente, estou furiosa com isso agora, mas na época fiquei muito surpresa com o quão pouco invasivas eram as perguntas. Era como uma conversa casual”, lembra.

Em Sandyford, Sinead não foi questionada sobre as possíveis causas de sua depressão, e nem sobre as agressões sexuais que sofreu antes de receber testosterona.

Sobre as cirurgias definitivas

Primeiro ela passou por uma mastectomia dupla — remoção total das mamas — e pretendia continuar com a cirurgia genital, antes que sua depressão ressurgisse e as dúvidas se instalassem.

Em 2018, passou por uma “crise de identidade”, sentiu fortes dores abdominais provocadas pela testosterona, e então decidiu parar de tomar os hormônios.

Eu deveria ter ficado com os meus seios normais e saudáveis. Perdi essa oportunidade. Agora, estou tentando aceitar meu peito cheio de cicatrizes”, lamentou.

Ao ser questionada sobre as decisões do governo escocês de aprovar reformas tão radicais na Lei de Reconhecimento de Gênero, ela disse que “as autoridades não querem ouvir os destransicionados”.

E também apontou como “repugnante” a permissão da mudança de sexo para crianças de 12 anos. Atualmente, ela trabalha como consultora do grupo de pais Genspect — uma aliança internacional de pais, mães e profissionais que ajudam crianças e jovens que questionam seu sexo de nascimento.

O grupo representa 18 organizações de 16 países, abrindo diálogos públicos sobre os problemas do movimento que envolve questões de gênero e identidade.

A diretora executiva do grupo, Stella O’Malley, disse ao The Times: “Se a Escócia continuar nesse caminho, tememos que nos próximos anos veremos um grande número de transicionados arrependidos vivendo com problemas de saúde permanentes e complexos.

Assista (em inglês):

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Pastor é denunciado ao MP por usar termo “homossexualismo” em pregação

O pastor foi obrigado a se retratar durante culto por usar o termo ao alertar sobre campanhas LGBTQIA+.
FONTE: GUIAME
Pastor Carlos César Januário, da Primeira Igreja Batista de Ipiaú, na Bahia. (Foto: Reprodução/YouTube)
Pastor Carlos César Januário, da Primeira Igreja Batista de Ipiaú, na Bahia. (Foto: Reprodução/YouTube)

Um pastor da Primeira Igreja Batista de Ipiaú, no sul da Bahia, foi acusado de homofobia e denunciado ao Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) por usar o termo “homossexualismo” durante um culto que foi transmitido pela internet.

Por causa da denúncia, o pastor teve que assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e fez uma retratação pública em um culto no dia 10 de novembro, que também foi transmitido na internet.

Em uma pregação em 30 de junho, o pastor Carlos César Januário, o pastor alertou sua congregação sobre as campanhas do Dia do Orgulho LGBTQIA+, celebrado em 28 de junho.

“Nós estamos vendo o que está acontecendo com as crianças no mundo. Olha o que essa empresa de sanduíches está fazendo e outras que já fizeram também. A [empresa de cosméticos], que também faz promoção do homossexualismo. É para a gente não comprar mais perfume da Natura”, disse o pastor.

Veja a retratação pública do pastor:

O termo homossexualismo é considerado pejorativo devido ao sufixo “ismo”, por ser associado à doenças. Por isso, foi substituído pelo termo homossexualidade.

A denúncia foi feita pelo pelo servidor público federal Mateus Cayres, de 29 anos, que não estava presente no culto, mas afirma ter recebido de um fiel que gravou a mensagem.

A promotora de Justiça Alícia Violeta Botelho determinou através do TAC que o pastor deveria ler o conteúdo do acordo durante um culto, também transmitido através do YouTube, além de divulgar o conteúdo do termo nas redes sociais da igreja.

No documento, a defesa do pastor Carlos César esclarece que “não houve qualquer intenção discriminatória nas palavras proferidas durante o culto”. Lembra ainda que “no exercício de sua liberdade religiosa, utilizou-se de exemplo em que tomava por inadequada a conduta de duas empresas que realizaram campanhas publicitárias promovendo o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, uma delas aparentemente direcionada para crianças, instando fiéis a não adquirirem seus produtos”.

O pastor Carlos César ainda rechaçou “qualquer forma de violência e de discriminação a qualquer ser humano, seja qual for sua orientação sexual ou gênero com que se identifique”.