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Confirmada a passagem do Pr. Russel Fillip Shedd

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CONFIRMADA A MORTE DO ILUSTRE TEÓLOGO E PASTOR RUSSEL FILLIP SHEDD

SEPULTAMENTO SERÁ NA PRÓXIMA QUARTA-FEIRA, À TARDE, O CULTO FÚNEBRE ACONTECERÁ NA IGREJA EVANGELICA BÍBLICA DA COMUNHÃO/LAPA-SP

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Igrejas alemãs proíbem a evangelização de judeus

Sínodo afirma que “a eleição da Igreja não tomou o lugar da eleição do povo de Israel”

por Jarbas Aragão

 

Igrejas alemãs proíbem a evangelização de judeusIgrejas alemãs proíbem a evangelização de judeus
A Igreja Evangélica da Alemanha (EKD), denominação mais antiga e mais numerosa do país, representando quase um terço da população, anuncio que seus membros não devem mais tentar converter os judeus à fé cristã.
A EKD é uma federação, que reúne igrejas luteranas, reformadas e protestantes. Em um sínodo que durou quatro dias, foram debatidos várias questões, entre elas a evangelização.

Após décadas debatendo sobre a ética envolvida na tentativa de tentar converter o povo judeu após séculos de antissemitismo, o Sínodo decidiu que os cristãos “não são chamados a mostrar a Israel o caminho para Deus e sua salvação”.

Os delegados argumentaram que se baseiam na perspectiva teológica da “eleição permanente de Israel”. Ou seja, a convicção de que Deus fez primeiro uma aliança com o povo de Israel, e lida com eles de maneira diferente do que o faz com os cristãos.

O documento do Sínodo reafirma que “a eleição da Igreja não tomou o lugar da eleição do povo de Israel. Deus é fiel ao Seu povo. Quando nós, cristãos, aderimos à Nova Aliança, que Deus fez em Jesus Cristo, também nos apegamos ao fato de que a aliança de Deus com Seu povo Israel continua válida”.

Também foi levado em conta o argumento histórico de que a missão aos judeus ficou prejudicada após o Holocausto. Admitindo que havia “responsabilidade cristã” enquanto os nazistas assassinaram pelo menos seis milhões de judeus. Para a EKD, a negligência da igreja na época “têm consequências até hoje no testemunho cristão diante dos judeus”.

Essa resolução considera ser necessário levar em conta que alguns partidos políticos europeus estão divulgando o ressurgimento do antissemitismo na sociedade. No início do mês, o Arcebispo de Canterbury Justin Welby, maior autoridade da Igreja Anglicana mundial, afirmou que a igreja do Reino Unido deve admitir sua história de antissemitismo e tratar disso.

A questão é particularmente sensível na Alemanha pois se aproxima à data do 500º aniversário da Reforma Protestante, em 31 de outubro de 2017. A postura de Martinho Lutero era sabidamente antissemita. “Em seu livro ‘Os Judeus e Suas Mentiras’, ele chama os judeus de bestas venenosas, víboras, escória nojenta e demônios encarnados”, lembra o historiador Mark Woods.

Em sua resolução, a EKD assevera que já se distanciou dos insultos de Lutero contra os judeus e afirma que essa visão do judaísmo “é incompatível com o testemunho bíblico de Deus para Seu povo”. No ano passado, o Sínodo identificou a necessidade de novos passos de arrependimento e renovação, o que levou a examinar sua missão junto aos judeus.

O Sínodo se reunirá novamente dentro de três anos quando esta e outras questões serão reavaliadas e até mudadas, se for o caso.

Na internet, paradoxalmente, crescem campanhas de evangelização de judeus, como a I Met Messiah, que mostram como judeus praticantes reconheceram Jesus como seu messias.Com informações do Gospel Prime.

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Pregação em declínio, púlpitos em crise e igrejas sedentas

“A pregação se esvai dos púlpitos a cada dia. Já não vemos, com frequência, pregações centradas nas Escrituras”

por Roberto Campista

 

Pregação em declínio, púlpitos em crise e igrejas sedentasPregação em declínio, púlpitos em crise e igrejas sedentas
A pregação se esvai dos púlpitos a cada dia. Já não vemos, com frequência, pregações centradas nas Escrituras, expostas com organização, isto é, de maneira inteligível ao público. O que vemos é um analfabetismo bíblico tanto dos pregadores como do povo em geral. Pregações sem compromisso com a verdade; sem sistema organizacional algum, isto é, com início, meio e fim. O que se nota – não generalizando – são exposições que começam no sul e acabam no norte. Pregações sem hermenêutica, fundamentadas na emoção.

Pregação em declínio

Por observar o quanto tem caído a “qualidade” da pregação, propus refletir sobre a temática, por ser a pregação uma ferramenta de suma importância para a vida e o crescimento da igreja.

Deus, em sua sabedoria, deu à igreja homens com dotação especial para edificação do corpo de Cristo (Ef 4.11). Percorrendo a Escritura, é sabido que Deus vocacionou pessoas. E dos vocacionados se requer esmero (2Tm 2.15; Rm 12.7). Por isso, a posição assumida pelo pregador diante de Deus, Sua Palavra e da igreja a qual se dirigirá, é de fundamental importância.

Ao manusear o texto bíblico, veremos também a importância da pregação (neste caso, evangelística) na ordem expressa do Cristo, ao comissionar seus discípulos para anunciarem o evangelho: “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém! (Mt 28.19-20 – ARC). Marcos, ao redigir o texto conhecido como “A Grande Comissão”, escreve: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15 – ARC).

Acerca dos textos citados acima, vejamos: “Na grande comissão, dada por Jesus a seus discípulos, segundo o registro de Mateus 28.19-20 temos configurada a função de mestres (fazer discípulos), mas segundo o registro de Marcos 16.15, a configuração é a de pregador (pregai o evangelho)”. [1]

Sendo assim, sem uma pregação de qualidade fica debilitada a tarefa da igreja de edificar seus membros como também de comunicar as verdades do Evangelho aos que, ainda, não nasceram de novo.

Cabe ressaltar o que diz o texto bíblico: “Porque, se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha?” (1Co 14.8 – ARC). Neste versículo, podemos entender que, sem clareza ao se expressar, a palavra do pregoeiro fica sem objetivo.

Púlpitos em crise

Nesse sentido, a falta de consagração e habilidade do pregador é, em geral, denunciadas por sua exposição, testemunhando, assim, contra si mesmo. Precisa-se de pregadores urgente, não de animadores de plateia. Chega de tanta emoção. Os púlpitos estão em crise; neles são poucos os que assumem compromisso com Deus, com Sua Palavra e com os ouvintes.

Vale salientar que, quando “o púlpito perde seu poder”, certamente, a igreja sofrerá prejuízo.  Sem pregadores ungidos, cheios do Espírito Santo, de nada adiantará o domínio de disciplinas teológicas como a hermenêutica e a homilética.

Dessa forma, podemos assim resumir a importância de se ter pregadores com uma mensagem cheia de poder e graça: “A Presença da mensagem inspirada é fator de fundamental importância para o crescimento da igreja (conversões), para o seu maior conhecimento espiritual (firmeza doutrinária) e para o aperfeiçoamento do seu corpo (consagração de cada crente)”. [2] Do pregador se espera preparação nos estudos e na oração, para que seus sermões sejam inteligíveis e cheios de poder. Sem isso, não há êxito na pregação do evangelho.

Igrejas sedentas

O resultado da falta de esmero nos estudos e da consagração do pregador são igrejas sedentas, pois estas não estão sendo alimentadas com a Palavra de Deus. A igreja sem o alimento nutritivo das Escrituras perde a saúde e o vigor espirituais. Ovelhas não vivem sem pastos verdejantes, nem sem águas mansas e cristalinas.

Sabemos, entretanto, que existem igrejas com ouvidos viciados, que gostam de se alimentar de “coisas velhas”. Se contentam com os chavões dos pregadores e ensinadores modernos, com as famosas frases de efeito, do tipo: “Eu tenho uma palavra profética para sua vida!”, “Receba aí algo de Deus!”, “Você foi chamado pra ser cabeça e não calda!”. Mas, em meio a essa avalanche de pregações e ensinos falsos, existem aqueles que estão sedentos por ouvir a verdade, a voz do Eterno.

Conclusão

Não foi nosso intento esgotar a temática, mas lançar luz sobre o assunto e fomentar a reflexão sobre a qualidade da pregação, e como esta influência de forma positiva ou negativa a vida da igreja. Em geral, percebo nossos “púlpitos em crise”. E, infelizmente, como resultado disso, igrejas e mais igrejas permanecem sedentas pela Palavra. No entanto, há nesse meio, aqueles cristãos viciados por jargões que traz em sua essência doutrinas estranhas como: confissão positiva, teologia da prosperidade e humanismo, etc.

Somos cônscios do estado atual que vive a igreja brasileira. E, por via de regra, seu estado não é dos melhores. É preciso resgatar sua saúde e vigor espiritual através do ensino sadio das Escrituras. É preciso orar para que o Senhor da seara mande mais despenseiros fiéis, que não sonegam o ensino nutritivo da Palavra de Deus.

NOTAS 

[1] SILVA, Plínio Moreira da. Homilética: A Eloquência da Pregação. Curitiba, PR: AD Santos Editora, 1999, p. 44.
[2] GONÇALES JÚNIOR, Almir dos Santo. Quando o Púlpito Perde o Poder: Uma Realidade Preocupante. 2.ed. Rio de Janeiro, RJ: JUERP, 2000, p. 94.