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QUANDO SERÁ O FIM DO MUNDO?

 

Pastor adventista diz que a Bíblia não se refere ao calendário maia

     Quando o assunto é evangelismo e profecia, o pastor Luís Gonçalves é um verdadeiro especialista. Apaixonado pelos dois temas, ele respira ações evangelísticas há mais de 20 anos. Gonçalves aceitou o desafio de falar, pela primeira vez, em um programa pela web com uma linguagem diferente voltado especialmente a jovens em setembro. O orador oficial do Contagem Regressiva (que será transmitido pelos sites www.esperanca.com.br e www.esperanzaweb.com), da Igreja Adventista do Sétimo Dia, é autor da apostila “Tudo que você sempre quis saber sobre o Apocalipse” e das séries de estudos proféticos em VHS e DVD “Apocalipse, a resposta”, “O Grande Conflito” e “Os Dez Mandamentos”. Formado nos cursos, Estudos em Teologia e Estudos em Religião pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo, (UNASP), organizou conferências proféticas em todo o Brasil e vários outros países. Hoje coordena a área de evangelismo da sede sul-americana adventista e é apresentador do programa Arena do Futuro, da TV Novo Tempo. A seguir, bate-papo rápido com ele, exclusivo para a ASN (Agência Adventista Sul-Americana de Notícias) sobre profecias, uma prévia do que será o Contagem Regressiva de 20 a 23 de setembro em português e de 27 a 30 de setembro em espanhol.

     ASN – Na sua opinião, por que tanta gente tem medo do assunto fim do mundo ou profecias bíblicas?
     Pr. Luís Gonçalves – A sociedade criou uma imagem errada acerca do Apocalipse. Para muitos, esse nome está ligado somente às tragédias e a pessoas fanáticas que praticam suicídio coletivo. A falta de conhecimento é que leva as pessoas a ter essa postura. Como dizia um professor da faculdade “a ignorância é atrevida!”. Ou seja, não estudar as profecias bíblicas é um atrevimento cego que pode custar muito caro, pois estamos tratando da vida ou morte eterna.

     ASN – É verdade que os livros do Apocalipse e Daniel, por exemplo, podem ser entendidos com um estudo feito na própria Bíblia usando outros trechos? Dê um exemplo.
     Pr. Luís –  Sim, a Bíblia explica a si mesma! Essa é uma regra conhecida e aceita pelos teólogos. Existe na própria bíblia uma tabelinha de conversão profética que é a chave para entender as principais profecias de Daniel e Apocalipse. Vamos a alguns exemplos:
*Água = povos. Apocalipse 17:15.
*Mulher = Igreja. Efésios 5:23 e 32.
*Animal = Rei ou Reino. Daniel 7:17 e 23.
*Cauda = Falsidade, falso profeta. Isaías 9:15

     ASN – Existe algum fundo de verdade nessa profecia maia que possa ser harmonizado com a Bíblia? Qual sua opinião?
     Pr. Luís – Veja, a Palavra de Deus afirma que Jesus breve voltará a este mundo. Para  isso, veja, por exemplo, Lucas 21:25 a 28. Esse evento glorioso é chamado na Bíblia, também, de fim do mundo, conforme Mateus 24:14. Quando a Bíblia fala em fim, está se referindo ao fim deste mundo mal e o inicio de um novo céu e uma nova terra que serão implantados a partir da volta de Jesus. Em nenhum momento ou lugar a Bíblia, refere-se ao calendário Maia, nem a uma data para o fim ou para a volta de Jesus. Pelo contrário, em Mateus 24:36 está escrito que o dia e a hora da volta de Jesus e do fim ninguém sabe, somente Deus tem tal conhecimento. Existem três importantes acontecimentos na vida, que Deus não revelou o dia ao homem: (1) O dia da morte (2) O dia do fechamento da porta da graça (3) O dia da volta de Jesus. Por isso devemos estar preparados todos os dias!

     ASN-   Qual sua profecia preferida? E por quê?
     Pr. Luís – Minha profecia preferida é aquela que está em Apocalipse 21:4, onde diz que Deus enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. Porque essa profecia está relacionada com a volta de Jesus (João 14:1-3) e com a promessa de um Novo Céu e uma Nova Terra (Apocalipse 21).

Data: 29/8/2012
Fonte: Advir

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O púlpito do templo como palanque eleitoral

 

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Ao se aproximar o dia de votar, líderes cristãos são procurados por assessores de candidatos políticos com solicitações pare que permita que se faça discurso aos membros de suas igrejas. Se a resposta é "sim", o cristão precisa analisar a situação com bastante cautela, sabedor que seu voto é algo inegociável, que ele é uma pessoa livre para decidir quem é merecedor de seu voto.

Nós sabemos, mas é sempre bom relembrar que a casa de Deus não é construída por seres humanos. Por mais que os templos evangélicos sejam bem construídos e belos, eles não são moradia e nem  templos de Deus.

"O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens" – Atos 17.24.

"Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?" – 1 Coríntios 6.19.

Esses detalhes não nos faz deixar de lembrar da necessidade de tomar cuidado com pessoas envolvidas com política, que se aproximam de igrejas apenas em período eleitoral, desejosas de ser favorecidas com votos de crentes em Cristo. Essa gente vem, faz promessas aos cristãos e voltam para suas rotinas de pecados no mundo. E se eleitas, raramente cumprem o que prometeram.

O povo de Deus deve vigiar para não ser massa de manobra de quem não tem nenhum compromisso com o Senhor. Analisar o passado que cada um, se pautar pelo que eles e não por suas promessas.

E.A.G.

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William Blake, profeta místico de la contracultura

José de Segovia Barrón

William Blake, profeta místico de la contracultura

El diablo, para Blake, ya no es el “gran engañador” de la Biblia, sino el “verdadero hombre”.

28 DE AGOSTO DE 2012

Las visiones místicas de William Blake (1757-1827) han llegado al CaixaForum de Madrid. La exposición de la Tate Gallery  de Londres nos muestra la turbadora obra de este poeta, artista y grabador. Rechazado en su época, fue recuperado por prerrafaelitas y simbolistas, hasta convertirse en el profeta de la contracultura de los años sesenta. Sin embargo, gran parte de su obra está basada en la Biblia. ¿Era Blake un cristiano heterodoxo?, ¿o un pensador esotérico?
Sus versos místicos –publicados ahora en una edición bilingüe de Alianza–, aparecieron ya con el título de Visiones en una obra de la Editorial Era de México en 1974. Su literatura es bastante hermética, pero tiene imágenes deslumbrantes. En sus libros proféticos (1788-1896), Blake crea un sistema cosmológico que nos transporta a un reino mítico, donde las fuerzas del bien y del mal chocan entre sí en un conflicto eterno, cercano al maniqueísmo o catarismo.

  En el Libro de Urizen (1794) –magníficamente traducido por José Luis Palomares para una edición de Hiperión, acompañada por las ilustraciones originales y una erudita introducción–, Blake entiende que vivimos en un mundo dominado por el Dios de la ley, opresor, pero en última instancia impotente. Urizen encarna la figura divina de ese gobierno racional –al que se enfrenta Orc–, que protagoniza también el Libro de Ahania y el de Los –su equivalente femenino, que crea a la mujer, bajo la forma de Enitharmon, que simboliza la piedad–.
EL DIOS DEL ANTIGUO TESTAMENTO
Blake separa, como Marción, el Dios del Antiguo Testamento del Dios de Jesús, que encontramos en los Evangelios . Es más, contrapone el nombre de Elohim –que presentaría la faceta más dura de la justicia de Dios–, con Jehová, –que correspondería a su cara misericordiosa–. La Naturaleza y la Ley son fruto para él de la Caída, que se produce cuando el hombre es obligado a salir del reino espiritual, recibiendo un cuerpo.
El Dios del Antiguo Testamento para él es falso, porque en términos gnósticos, el poeta ve la creación como errónea . La verdadera realidad es espiritual. Por lo que “si las puertas de la percepción se limpiarán, todo se le aparecería al hombre cómo es, infinito”. Esas puertas que inspiraron el libro de Aldous Huxley y el nombre de los Doors, reciben en los años sesenta una interpretación psicodélica, que originalmente no tenía nada que ver con la droga.
Blake vive una vida gris, muy diferente a la de otros poetas románticos, conocidos por sus excesos . Bautizado, casado y sepultado por la iglesia anglicana, el artista no es la figura amoral que algunos sugieren con algunas de sus frases. Si “el mal activo es mejor que el bien pasivo”, es porque adora la imaginación caótica como esencia de la vida, del gozo, y del Ser esencial. A ello enfrenta Urizen como un ser duro, viejo y barbado, el Señor del Libro, que como el super-ego de Freud, nos restringe y limita constantemente.

PROFETA DE LA CONTRACULTURA
En los años sesenta, el pensamiento de Blake se empieza a relacionar con el de otro poeta simbolista, Arthur Rimbaud (1854-1891), que sigue impresionando a muchos todavía hoy. Ambos parecen sugerir que la forma de vencer el lado oscuro de nuestra vida que la Biblia llama pecado , es entregándose a él, para disfrutándolo, robarle su poder negativo . Este autor francés decía que para “cultivar el alma” era necesario trastornar los sentidos. Por eso “intenta descubrir todas las formas de amor, de sufrimiento, de locura”, escribía Rimbaud: “Apura todo veneno, para poder quedarte con su quintaesencia”.
Influidos por estas ideas, artistas como Bob Dylan, cantan sobre un “paraíso”, donde la moralidad y la realidad son de tu propia elección. Ya que, para ellos, tras Las Puertas del Edén (1965) no hay moralidad (“no hay pecados”), ni realidad (“no importa lo que sea verdad, o lo que no”), ni juicio (“no hay procesos”).
El diablo, para Blake, ya no es el “gran engañador” de la Biblia, sino el “verdadero hombre”, libre ya de toda tradición o código moral . Es el sueño romántico al que profesan su simpatía los Rolling Stones  en 1968. Los Proverbios del Infierno  de Blake son como una revelación para Jim Morrison de los Doors , en los que encuentra una nueva religión, donde “el camino del exceso lleva al palacio de la sabiduría”. Su indulgencia con el mal se convierte en un ritual de purificación espiritual, por “el que desea algo, y no lo hace, apesta”.
RELIGIÓN VISIONARIA
La mística de Blake es una religión visionaria, que sigue atrayendo a músicos como Van Morrison, que vive obsesionado por este tipo de experiencias. Álbumes como Hermosa visión, el habla inarticulada del corazón, Sin gurú, método, ni maestro , o canciones como Un nuevo tipo de hombre , están dedicadas por eso a William Blake, al que relacionan muchos ahora también con el pensamiento esotérico, al que desemboca la teosofía con Alice Bailey y Krishnamurti.
Lo absurdo de algunas de estas creencias, lo vemos en una de las obras de la exposición.  Su amigo, el artista y astrólogo John Varley, cuenta cómo el poeta tuvo una visión espiritual del fantasma de una pulga, cuyo espíritu le dijo que todas las pulgas estaban ocupadas por almas de hombres que “por naturaleza son excesivamente sedientos de sangre”. Ideas como ésta no están basadas en la Biblia, sino que son una mezcla de ocultismo con filosofías orientales al estilo de Nueva Era .
Es en definitiva el problema de una religión desligada del Libro, donde la Escritura es sustituida por nuestras propias experiencias . Se pierde entonces el rumbo y la guía, en un mundo espiritual en el que no debemos introducirnos si no es bajo la dirección segura de la Palabra de Dios. No es sorprendente por eso que su última obra, El Evangelio Eterno, sea una reinterpretación de la figura de Cristo. Según ella, Jesús odia a sus enemigos, porque, dice Blake, esa es la única manera de amarlos.

FE Y MISTICISMO
Es interesante que cuando el apóstol Juan habla en su primera carta de cómo podemos saber si somos cristianos, no recurre al testimonio de una experiencia mística de Dios, sino que pone en evidencia las consecuencias que ha de producir la fe en la vida de una persona .
“En esto conocemos que permanecemos en él, y él en nosotros, en que nos ha dado de su Espíritu” (1 Jn.  4:13). Y ¿cuáles son los efectos de la obra del Espíritu de Dios? No son visionarios, sino confesionales (“todo aquel que confiese que Jesús es el Hijo de Dios, Dios permanece en él, y él en Dios”, v.15) y morales (“el que permanece en amor, permanece en Dios, y Dios en él”, v. 16).
Pero ¿cómo se muestra ese amor? “Este es su mandamiento: Que creamos en el nombre de su Hijo Jesucristo y nos amemos unos a otros, como nos lo ha mandado . Y el que guarda sus mandamientos, permanece en Dios, y Dios en él. Y en esto sabemos que él permanece en nosotros, por el Espíritu que nos ha dado” (1 Jn . 3:23-24).
Esto no es una experiencia extática o emocional. No podemos juzgar nuestro estado espiritual por meros sentimientos. Estos pueden ser fácilmente falsificados, puesto que su intensidad depende siempre de nuestra personalidad y carácter. La prueba es por eso finalmente doctrinal (4:2-3). Y eso es una buena noticia, ya que no hace falta ser místico para ser cristiano.

Autores: José de Segovia Barrón

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