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‘Jesus pensaria assim?’ Estudo indica que cristãos hoje têm opinião diferente do que Jesus teria

 

PorJussara Teixeira | Correspondente do The Christian Post

Uma pesquisa liderada pelo professor de psicologia da Universidade Norte-Americana de Stanford, Lee D. Ross, mostrou que as opiniões de grupos protestantes e católicos, liberais e conservadores, são muitodiferentes da opinião que o próprio Jesus teria atualmente.

  • Manifestantes na Marcha para a Vida, em Washington, DC

    Foto: Kevin Lamarque / Reuters

O estudo, publicado pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, utilizou uma escala de 100 pontos, que vão desde “mais liberal” a “mais conservador”. Para cada assunto, uma nota seria atribuída para identificar onde Jesus estaria na escala e outra para onde o entrevistado se enquadra.

Os principais temas abordados como discordantes entre os fieis e Jesus seriam distribuição de impostos, casamento homossexual e aborto.

De modo geral, os entrevistados disseram que Jesus teria uma postura mais rígida nas questões morais.

Os grupos conservadores disseram que o Salvador poderia ser mais compassivo em questões de convivência, como o tratamento com relação a imigrantes ilegais.

Já para os liberais, Jesus penderia para a esquerda em questões sociais, como redistribuição de renda.

O relatório destaca ainda a diferença de pensamento nas duas vertentes religiosas. Enquanto os liberais deram mais importância a tópicos relacionados à comunhão, conservadores deram mais peso aos ensinamentos sobre moralidade.

“Os liberais admitem que estão longe de Jesus em seus pontos de vista sobre questões morais e os conservadores revelam que discordam de Jesus sobre questões de convivência,” explica Ross.

Outra tendência averiguada aponta que os liberais apresentam mais dificuldade em conciliar suas opiniões com o Antigo Testamento, enquanto que os conservadores alegam que muitas vezes os ensinamentos do Novo Testamento entram em conflito com suas opiniões políticas.

Em entrevista sobre o assunto ao site americano U.S. News, Michael Nielsen, estudante das novas tendências da religião e catedrático de psicologia da Georgia Southern University, discorda que a Palavra pode ter duas interpretações e destacou que os ensinamentos de Jesus são apresentados firmemente nas Escrituras e sermões nas igrejas.

"Raramente Seus ensinamentos são apresentados de forma ambivalente", afirmou. "Isso fornece uma fonte potencial de dissonância para a grande maioria das pessoas, cuja opinião sobre um assunto não é polarizada".

A pesquisa foi realizada pela internet com um grupo de 1.256 pessoas, mas o foco se deu sobre as 787 pessoas que se disseram cristãs, sendo classificadas entre conservadores e liberais. As respostas foram compiladas e separadas entre os pontos de vista pessoais e os pontos de vista atribuídos a Jesus.

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A Lei da Cobiça e da Ganância (ops! Quero dizer “da Oferta e da Demanda”)

 

Em Economia, a Lei da Oferta e da Demanda é a que estabelece a relação entre a procura de um produto e a quantidade oferecida no mercado. A partir dela, é possível descrever o comportamento dos consumidores na aquisição de bens e serviços, em função de quantidades e preços. Há períodos em que a oferta de um produto é muito maior do que a procura. Nesse caso, o preço do produto tende a cair. Quando a procura passa a ser maior que a oferta, a tendência é o aumento do preço. O equilíbrio acontece quando oferta e procura se ajustam: o preço estabiliza. Um novo concorrente no mercado pode desequilibrar essa relação, provocando alterações de preço, e assim por diante. Existem outros elementos a serem considerados nesta equação, mas esta é a lógica geral.

Contudo, por mais bela que seja essa doutrina, o que vale na prática é a chamada teoria do valor-utilidade(visão utilitarista). Por ela aprendemos que o valor de um bem se forma pelo lado da demanda, pela satisfação que o bem representa para o consumidor (a isso chamarei aqui de COBIÇA). Ou seja, o setor produtivo/comercial/empresarial possui um radar que detecta rapidamente qualquer movimento dos consumidores para adquirir/comprar (COBIÇA) e essa “disposição em consumir” é diretamente proporcional ao preço do produto, não importando se a oferta suporta ou não a demanda (a isso chamarei aqui de GANÂNCIA).

COBIÇA é o desejo sôfrego, veemente, de possuir bens materiais, avidez, cupidez. GANÂNCIA é a ambição de ganho, usura, avareza (de acordo com os dicionários de Língua Portuguesa).

Trocando em miúdos, o que determina o preço das coisas é a loucura e a pressa do consumidor em adquiri-las (COBIÇA). Não importa se os meios produtivos estão ou não preparados para suportar a demanda, se o fornecedor desconfiar que o cliente deseja muito aquele bem, ele vai usar isso na relação para tentar extrair o máximo de dinheiro na transação (GANÂNCIA).

E quando a COBIÇA não está tão evidente, ela é testada. Tente contratar algum serviço pouco usual, como o conserto de um sapato ou a confecção de um terno sob medida. A atitude do vendedor provavelmente será, no primeiro momento, pôr o preço na estratosfera – principalmente se ele descobrir que seu endereço é nobre e seu cargo é bem remunerado. Depois, dependendo de sua disposição em pagar, ele baixará o preço devagar até onde puder. Exemplo: o preço inicial do conserto seria R$ 80,00, mas depois de um minuto de conversa o preço chega a R$ 50,00. Ora, se a criatura considera que R$ 50,00 paga o serviço, por que não deu logo o preço e pronto? Simples, ele sempre tentará ganhar o máximo possível, mesmo que o preço seja injusto. Se você aceitar, de primeira, pagar os R$ 80,00, fique certo de que na próxima ele tentará emplacar R$ 100,00 em algum lesado. Ou seja, a GANÂNCIA dele não pode encontrar a sua COBIÇA. A sua COBIÇA estimulará a GANÂNCIA dele.

Por isso um produto recém-lançado custa tão caro. O lojista aposta na COBIÇA dos consumidores na novidade, o que os torna suscetíveis a pagar muito mais do que realmente vale (por algo de que provavelmente nem precisem).

Perdoem-me os economistas por eventuais impropriedades aqui aventadas. O objetivo não é dar aula de Economia, mas demonstrar que a relação de consumo está intrinsecamente ligada à natureza humana, corrompida, devendo ser compreendida além de gráficos e estatísticas. Mas para essa conduta há um preço, pois o Senhor tudo vê… 

(Provérbios 28.8) – O que aumenta os seus bens com usura e ganância ajunta-os para o que se compadece do pobre.

(Provérbios 21.26) – O cobiçoso cobiça o dia todo, mas o justo dá, e nada retém.

(Eclesiastes 6.9) – Melhor é a vista dos olhos do que o vaguear da cobiça; também isto é vaidade e aflição de espírito.

Os preços deveriam ser fixados a partir do custo. Colocam-se numa planilha os custos de produção variáveis e fixos, como impostos, salários, matéria-prima, energia, frete, etc., e a margem de lucro que remunere adequadamente os esforços de produção. Está formado o preço. O lucro virá pela venda em escala. Mais vendas, mais trabalho, mais lucros (parece justo!). Mas, ao contrário, é aqui que entra o jogo da COBIÇA x GANÂNCIA, onde prevalece a perseguição pelo maior preço possível, pelo grande lucro no menor tempo possível, prática que será desencadeada sempre que houver uma vontade inquieta de comprar do outro lado do balcão.

Esses dias assistimos matéria no canal Futura, que tratava dos camelôs no centro do Rio de Janeiro. Foi entrevistado um ambulante que se orgulhava de ter vendido uma geringonça (pirata, chegada ao Brasil em qualquer navio oriundo da China) para a esposa do Gilberto Gil, num sinal de trânsito. Quando percebeu que se tratava da celebridade, que estava ao lado do marido, deduzindo o volume de sua conta bancária, o camelô não pensou duas vezes e disparou seu preço: R$ 120,00. Ela comprou sob os protestos do marido. Para resumir, o preço da coisa era R$ 15,00; certamente já incluída sua razoável margem de lucro. Supondo que o custo do cacareco tenha sido R$ 10,00, o cara lucrou na menos que 1200 %…

Infelizmente, essa cena se repete todos os dias. É o jogo COBIÇA x GANÂNCIA. Alguns vão morrer elogiando a sagacidade desse ambulante. Outros, pelo menos vão pensar um pouco sobre a “nobreza” dessa atitude (é nesses que deposito minhas esperanças). É claro que esse foi um caso isolado, mas em maior escala a lógica é a mesma.

Uma coisa eu aprendi cedo. Meu preço deve ser um só: aquele que acho justo. O preço dos outros, não sei, e por isso mesmo vou tentar, a todo custo, pechinchar e domar minha COBIÇA, pois sei que ela lhes alimenta GANÂNCIAS. Se o preço for maior do que vale, vou tentar esperar baixar… e vai baixar. Não quero comprar nada por preço injusto (pior ainda, coisa de que talvez nem preciso tanto).

(Mateus 5.37) – Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque, o que passa disto é de procedência maligna.

(Provérbios 10.4) – O que trabalha com mão enganosa empobrece, mas a mão dos diligentes enriquece.

Boas compras!

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O Incomparável Jesus

Publicado por Everson Barbosa em 5 de fevereiro de 2012
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O Incomparável Jesus

Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos […] para que provasse a morte por todos

(Hebreus 2:9).

Durante meados do primeiro século, milhares de judeus na Palestina creram em Jesus Cristo. Logo foram cruelmente perseguidos por sua própria nação e também pelos imperadores romanos. Muitos perderam a vida, sofrendo martírio, e outros tantos se tornaram escravos. Houve também quem desanimasse, até retornando ao judaísmo.

Por intermédio da epístola aos Hebreus, os cristãos perseguidos foram confortados, obtiveram novo ânimo, e se motivaram a perseverar naquele momento difícil. A fim de renovar o zelo deles pelo Redentor, essa epístola, que toca nosso coração do começo ao final, apresenta os incomparáveis méritos do Senhor Jesus Cristo.

Cristo é revelado como maior do que todos os profetas e anjos, superior a Moisés, Arão e Josué. As inumeráveis ofertas feitas sob a lei judaica eram uma mera “sombra” do perfeito sacrifício do Senhor Jesus Cristo na cruz. Os sacrifícios do Antigo Testamento não podiam expiar um único pecado. Eram apenas um lembrete que o pecado estava no mundo e apontava para a obra da redenção que Deus iria realizar por meio de Cristo.

Deus enviou Seu Filho ao mundo; Sua vida foi vivida em incessante concordância com Seu Deus e Pai. Isso O tornou adequado para o perfeito e definitivo sacrifício, que jamais precisaria ser repetido. É suficiente para salvar os que crêem nEle e em Sua obra expiatória.

Fonte: A Paz