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O Dinheiro ou o Céu? um estudo bíblico

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O tema “Jesus e as riquezas” nos leva, sem dificuldades, a reflexões interessantes, sobretudo em face do que ouvimos frequentemente dos púlpitos alinhados à teologia da prosperidade, cujo mote central tem sido levar os ouvintes a entenderem que o crente que não possui riquezas materiais visíveis não vive a plenitude de Deus em sua vida. Afinal de contas, temos a promessa de que Jesus dá vida, e vida em abundância (João 10.10).

A perícope de Mateus 19.16-22 (relida em Marcos 10.17-22 e Lucas 18.18-23), que trata do caso de certo “jovem rico”, é seguida por explicações preciosas que vão até o vs. 30, quando Jesus discorre sobre o perigo das riquezas.

De forma geral, o texto pode dar a entender que os ricos (conceito vago), ou melhor, aqueles que são mais bem servidos de bens materiais neste mundo, terão dificuldades a ponto de não herdarem o reino dos céus. Contudo, um olhar mais atento nos levará a concluir que isso não é verdade. Na riqueza em si não há mal algum. O dinheiro é inerte, e dele podemos fazer o bem ou o mal, a depender do lugar que para ele destinamos na vida.

Temos exemplos clássicos de homens e mulheres na Bíblia que foram ricos nos seus contextos e nem por isso deixaram de ser canais poderosos de Deus em suas respectivas gerações. É o caso de Abraão, José, Davi, Salomão, Zaqueu, Mateus e outros. Há relatos de mulheres que sustentaram o ministério de Jesus, do que se pode inferir que possuíam bens em abundância.

Portanto, o problema reside não em possuir dinheiro, mas em amá-lo a ponto de destinarmos a ele lugar proeminente na vida. O cristão desperto precisa compreender que o dinheiro é um recurso necessário para vivermos nesse mundo, e que a riqueza pode ser entendida como bênção de Deus para uma finalidade. O dinheiro foi feito para o homem e a mulher, e não o contrário.

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“Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” 1 Timóteo 6.10

Por outro lado, Lucas 8.14 ensina que os cuidados excessivos com as riquezas e os prazeres que elas podem nos oferecer são impeditivos ao fluir da vida de Deus em nós. Em Mateus 6.19-21, Jesus nos estimula a avaliarmos sempre onde está o nosso coração, nossos esforços, nossas energias. Ele alerta que as riquezas deste mundo são perecíveis, facilmente consumíveis pela “traça” e pela “ferrugem”, mas que a verdadeira riqueza reside nos valores eternos do reino de Deus. Há pessoas que gastam a vida para acumular riquezas, e infelizmente acabam perdendo a vida tentando mantê-las, num ambiente de cobiça e avareza, cercando-se de prazeres efêmeros deste mundo, alheios aos menos favorecidos.

“E a que caiu entre espinhos, esses são os que ouviram e, indo por diante, são sufocados com os cuidados e riquezas e deleites da vida, e não dão fruto com perfeição.” Lucas 8.14

“Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.” Mateus 6.19-21

O apóstolo aos gentios – Paulo – ainda nos lembra o fato de que nascemos nus, desprovidos de tudo que é material, e da mesma forma nos despediremos desta vida. A busca desenfreada por bens e riquezas, portanto, seria como loucura e cegueira, constituindo-se em verdadeira armadilha carnal, ou mesmo satânica, para manter preso aquele por quem Jesus morreu e ressuscitou.

“Mas é grande ganho a piedade com contentamento. Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. ” 1 Timóteo 6.6-9.

Por fim, dentre outras diretrizes bíblicas, Lucas ainda se ocupou em registrar as palavras de Jesus, quando investia contra os valores seculares dos seus dias, que já eram permeados pelo consumismo e pela ostentação de bens e supervalorização do dinheiro. Jesus advertiu que a verdadeira vida não está ligada à ideia de posses ou de confortos fugazes, que, mesmo obtidos honestamente e de ser legítima a sua busca, jamais deverão ser esteio em nossa vida.

“E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.” Lucas 12.15.

Devemos, pois, compreender que nossa suficiência vem de Deus e que Ele supre nossas necessidades em Cristo Jesus. A verdadeira riqueza consiste na ausência de necessidade.

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Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., é autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria, A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.

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Masonería, anarquistas y protestantismo español

Manuel de León

 
España: la segunda Reforma protestante (5)

Masonería, anarquistas y protestantismo español

Demetrio Castro analiza las conexiones entre anarquismo y protestantismo en la España contemporánea.

23 DE NOVIEMBRE DE 2011

Sobre el tema de masonería está claro que hubo bastantes pastores pertenecientes a ella y algunos de ellos siendo fundadores de logias masónicas. Sin embargo respecto al comunismo a anarquismo parecen menos abundantes los casos.
Según Brenan estos movimientos impregnaron mejor el suelo católico: “No es pues, sorprendente –dice Brenan- comprobar que la Iglesia española haya ido más lejos que cualquiera de las iglesias protestantes de su tiempo ofreciendo una plataforma que permitía la libre discusión de teorías sociales de un cierto carácter comunista”. Brenan pág.35.
En un artículo de Demetrio Castro “ Anarquismo y protestantismo [i]  analiza las conexiones entre anarquismo y protestantismo en la España contemporánea tomando como punto de partida los paralelismos establecidos por Gerald Brenan entre el furor anticlerical del campesinado anarquista andaluz y los agitadores protestantes de los siglos XVI y XVII.
Reconoce que la simpatía o el interés por el protestantismo fue una etapa en la evolución personal que llevó al anarquismo a algunos de los primeros partidarios de la A.I.T. en España.
Relata este autor el caso de Nicolás Alonso Marselau y su pasmosa evolución. “Brillante seminarista en Granada y protegido del arzobispo, entró en contacto con Matamoros y huyó a Inglaterra vía Gibraltar (quizá trabajara entonces como barbero, según pretendía Menéndez Pelayo), pero fue incluido en la causa y condenado en rebeldía a cuatro años. En Londres estaba a finales de 1860 y desde allí se carteó con Matamoros y su compañero Alhama. Octubre de 1863 abjuró en Liverpool y poco después solemnemente en Granada, pero breve fue su vuelta al seno de la iglesia romana, pues a finales de 1868 estaba en Sevilla donde editaba un periódico protestante, El Eco del Evangelio  y participaba activamente en los trabajos del partido republicano formando parte de su sector federal maximalista. Fundó después La Razón , periódico en el que lo antirreligioso ocupaba más espacio que la propaganda social, pero que convirtió en portavoz de la Internacional. De su ascendiente dentro de la rama andaluza de la organización da cuenta su condición de delegado a la conferencia de Valencia en septiembre de 1871 y un año más tarde a los congresos de La Haya y Saint Imier; fue también miembro de la Alianza de la Democracia Socialista. Sus obsesiones anticlericales dejaron huella no sólo en las páginas de La Razón, sino también en algunos de sus folletos, como El Evangelio del Obrero . Hacia 1874, tras desdecirse de su internacionalismo fue un tiempo novicio trapense; abjuró ante la corte de D. Carlos en Tolosa y en 1882 Menéndez Pelayo le hacía en un convento bórdeles.
Marselau fue uno de los más sobresalientes dirigentes internacionalistas sevillanos —"a él se debió principalmente el éxito que alcanzó la Internacional en aquella comarca" reconocía Anselmo Lorenzo [ii] , no obstante tenerle por "desperdicio humano"—, pero lo que aquí interesa evocar es la concurrencia en él, entre 1860 y 1870-71, de protestantismo, republicanismo federal e internacionalismo aliancista. Y aunque extremo, el caso no es único. El mismo Lorenzo mantuvo algunos devaneos evangélicos inmediatamente antes de incorporarse al internacionalismo. El capítulo 8 de su obra “El proletariado militante”  lo dedica a las “misiones protestantes” y sus recuerdos de los cultos protestantes que dirigían Armstrong y Campbell [iii] , asistiendo con los hermanos Castro, Pedro y el mayor Eduardo. Estos permanecerían en el Evangelio.
Para Brenan, uno de los aspectos más llamativos del anarquismo español, y de los más significativos para entender su esencia, sería su " carácter altamente idealista y moralreligioso"; los anarquistas tratarían de establecer, de una vez y por la fuerza, una utopía cuyo ascetismo la asemejaría a la judeo-cristiana, y desde ese punto de vista moral-religioso se podría interpretar el anarquismo como la herejía protestante española que la Inquisición habría hecho imposible en su día. Esa vena idealista de vez en cuando ha aparecido entre protestantes españoles pero no han encajado en el círculo de las iglesias establecidas que nunca se atrevieron a dar un salto social y moral, permaneciendo en el irenismo espiritualizante.
Esta propaganda contra el anarquismo protestante  llegaría con la misma fuerza hasta los años sesenta del siglo XX . Cita Juan Antonio Monroy [iv]  una Hoja parroquial de 3 de marzo de 1957 distribuida en Barcelona: “Las doctrinas protestantes son fácil vehículo del comunismo y eficaz germen de la división de los pueblos”. Y en otro libro se decía: “Por lo demás es sabido que en España han contado y cuentan aún como simpatizantes con todo el elemento rojo judío masónico”.


[i] Anarquismo y Protestantismo. Reflexiones sobre un viejo argumento. Demetrio Castro Alfín Departamento de Sociología y Trabajo Social, Facultad de Ciencias Humanas y Sociales, Universidad Pública de Navarra.BIBLID [(1998) 16; 197-220Stud. hist., H.a cont., 16, pp. 197-220

[ii] El Proletariado Militante (Memorias de un internacionalista ) de Anselmo de Lorenzo

[iii] Así los describe Anselmo Lorenzo: Llamábanse Amstrong el uno y Campbell el otro; el primero era alto, como de cuarenta años, moreno, con ojos azules de expresión amable que a veces producían una mirada penetrante y escrutadora, ostentaba una hermosa barba negra, y el conjunto de su persona, según decían mis compañeros, tenía los rasgos que se necesitan para caracterizar un cristo; el otro era también alto, rubio, de ojos pequeños y vivos y maneras un tanto afeminadas; su barba rala y su vocecita de mujer le hacían poco simpático y hasta causaba un efecto algo ridículo.

[iv] Defensa de los protestantes españoles . Juan Antonio Monroy. Tanger 1958

Autores: Manuel de León

©Protestante Digital 2011

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Estudo revela arte egípcia muito antes da época dos faraós

 

REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE CIÊNCIA E SAÚDE

As pirâmides e a Esfinge podem parecer antigas, mas seus milênios de existência ficam pequenos perto da idade de obras de arte egípcias que acabam de ser datadas por arqueólogos: 15 mil anos, no mínimo, e talvez mais.

São gravuras de auroques (Bos primigenius), bois selvagens comuns em boa parte do Velho Mundo na Idade da Pedra. Uma equipe liderada por Dirk Huyge, dos Museus Reais de Arte e História de Bruxelas, é a responsável por achar os desenhos em Qurta, no sul do Egito.

Editoria de arte/Folhapress

Coincidência ou não, é o mesmo período em que europeus da Idade da Pedra estavam produzindo pinturas e gravuras rupestres requintadas, em cavernas como a de Altamira, na Espanha, e a de Lascaux, na França.

Huyge e seus colegas relatam a descoberta na última edição da revista científica "Antiquity", especializada em arqueologia. É o primeiro registro confirmado de arte egípcia da Era do Gelo.

Por causa do estilo e dos temas das gravuras em pedra, os pesquisadores já desconfiavam que as imagens datavam da Idade da Pedra.

Para confirmar isso com precisão, usaram duas técnicas diferentes, com a ajuda de geólogos da Universidade de Ghent, também na Bélgica.

O que acontece é que sedimentos carregados pelo vento foram se acumulando em cima das gravuras, feitas numa escarpa de arenito perto do rio Nilo.

Uma das técnicas consegue dizer quando foi a última vez que os grãos de sedimento foram expostos à luz solar, o que dá uma idade mínima para a gravura, pois o sedimento foi parar lá depois de os desenhos serem feitos.

Além disso, havia restos orgânicos nesses sedimentos (coisas como ossinhos de camundongos e aves), os quais também puderam ser datados pelo método do carbono-14, um "relógio" radioativo que funciona justamente com matéria orgânica.

Foi daí que veio a data mínima de 15 mil anos, embora o acúmulo de sedimentos possa ter começado antes, dizem os especialistas.

Huyge e companhia levantam a possibilidade de contato cultural indireto entre os egípcios e os europeus da Era do Gelo, por causa da semelhança de temas e estilos entre a arte dos dois lugares.

Se a ideia estiver correta, o Mediterrâneo da Idade da Pedra já estava interligado. Como o nível do mar na época era 100 metros mais baixo, seria mais fácil viajar por terra ou por barco.

Divulgação

Membro da equipe de escavação ao lado das gravuras egípcias que foram encontradas em Qurta

Membro da equipe de escavação ao lado das gravuras egípcias que foram encontradas em Qurta