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O Poder do ódio no ser humano

Leandro Borges

biblia

“Manter a mente aberta significa não tentar afunilar os pensamentos em afirmações que implicarão julgamentos, como em brigas em que o ódio transborda agressividade. Não sabendo como, ORE. Simplesmente, LOUVE”.

(Rev. Davi Rodrigues – Superintendente Regional, Secretário, e Pastor títular na Igreja do Evangelho Quadrangular).

‎”NUNCA OLHE PARA TRÁS, A NÃO SER QUE VOCÊ QUEIRA IR NAQUELA DIREÇÃO”.

(Rev. Pedro Almeida – Conferencista, Superintendente Regional, e Pastor titular na Igreja do Evangelho Quadrangular).

“A AMBIÇÃO UNIVERSAL DOS HOMENS É VIVER COLHENDO O QUE NUNCA PLANTARAM”.

(Rev. Herminio Guimenes – Pastor tilular na Igreja do Evangelho Quadrangular).

“O SENHOR Deus diz: – O meu povo é malicioso, e com as suas mentiras eles enganam o rei e os governadores. Todos eles são traidores. O ódio queima neles como fogo no forno, que o padeiro não atiça até que a massa tenha crescido e esteja pronta para assar. No dia da festa do rei, eles deram tanto vinho a ele e aos governadores, que eles ficaram bêbados, e o rei fez todo tipo de tolices. O ódio continuou a queimar nos corações deles, enquanto planejavam intrigas contra o rei. A noite toda, abafaram o seu ódio, mas de manhã ele acendeu como fogo. Queimando a raiva, eles mataram os seus chefes; todos os seus reis foram mortos, um do outro. Mas não há ninguém que ore a mim”. (Oséias cap.7 vers.3 á 7).

Uma das maneiras do ódio chegar á mente e ao coração de uma pessoa é através do rancor e da raiva: Mas para que você entenda melhor mais esta matéria de mensagem e estudo bíblico, você precisa primeiro aprender que existe uma certa diferença entre o ódio, o rancor, e a raiva. Observem:

ÓDIO: É um sentimento de conflito, de tempestade, de força, e de arrogância. O ódio é um combustível que alimenta a violência, o ciúme, a inveja, o sentimento, o desejo, a loucura, o medo, e a vingança.

RANCOR:  É um Ressentimento profundo e reservado decorrente de mágoa, que se sofreu sem protesto; aversão não manifestada.

RAIVA:  É um sentimento de protesto, insegurança, timidez ou frustração, contra alguém ou alguma coisa, que se exterioriza quando o ego se sente ferido ou ameaçado. A intensidade da raiva, ou a sua ausência, difere entre as pessoas. A raiva aponta o desenvolvimento moral e psicológico do indivíduo como determinante na maneira como a raiva é exteriorizada.

No caso de um ministério (igreja), o ódio, o rancor, e a raiva, trazem divisões e facções, que se resultam em um grande banquete oportuno no qual Satanás entra como principal convidado.

Observe que em (Oséias cap.10 vers.1,2,4,7,8), fala sobre a destruição dos altares pagãos em Israel, quando o profeta denunciou a idolatria e a falta de justiça, e logo depois ele avisa que os altares pagãos seriam destruidos. Observem abaixo:

“O povo de Israel é como uma parreira cheia de uvas. Quanto mais ricos ficaram, mais altares construíram; e, quanto mais a nação progredia, mais colunas do deus Baal foram levantadas. Eles não são fiéis a Deus e agora eles terão de pagar pelo seu pecado. O SENHOR quebrará os seus altares e derrubará as colunas do deus Baal. Eles só dizem mentiras; todos juram falso e fazem acordos que não pretendem cumprir. E aquilo que chamam de justiça é tão perigoso como a erva venenosa que cresce em campo arado. O rei de Israel será levado embora, como um cisco que é carregado pela correnteza. Os altares dos montes de Avém, onde o povo adora ídolos, serão destruídos e ficarão cobertos de mato e de espinhos. O povo dirá às montanhas: “Caiam em cima de nós!” e aos montes: “Caiam em cima de nós!”

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Já no novo testamento, o apóstolo Paulo, mais precisamente nos livros de (Gálatas) e (2ª Coríntios) classifica o ódio como (inimizades) resultado de (obras da carne).

No grego, (ódios), no plural, significam: “Antipatias, falta de amor, produzindo contendas e dissensões”.
O apóstolo Paulo, também nos mostra que todos nós estamos debaixo do julgamento de Deus. Observe que em (Romanos cap.3 vers.19,20), diz o seguinte: “Nós sabemos que tudo o que a lei diz é dito para os que vivem debaixo da lei. Isso a fim de que todos parem de se justificar e a fim de que todas as pessoas do mundo fiquem debaixo do julgamento de Deus. Pois ninguém é aceito por Deus por fazer o que a lei manda, porque a lei faz com que as pessoas saibam que são pecadoras”.

A palavra (ódio), é o oposto da palavra (agape) que significa: (amor).

O ódio é vingativo, retaliatório, produzindo rancor e mágoa em relação às outras pessoas. Além de causar dano às outras pessoas, é prejudicial para aquele que o nutre no coração. Torna-o amargurado e o corrói por dentro. Praticar essa obra da carne é possuir as qualidades que produzem inimigos. Podemos ter inimigos, mas eles não podem surgir por causa da nossa malfeitoria. Observe bem a lição que o apóstolo Paulo diz em (Romanos cap.12 vers.18): “No que depender de vocês, façam todo o possível para viver em paz com todas as pessoas”. (Romanos cap.12 vers.18).

As seitas e as facções brotam das inimizades. Os problemas nas congregações muitas vezes se atribuem a “conflitos de personalidade”. Isso também pode ser chamado de “inimizades”.

Em (Deuteronômio cap.19 vers.4,5,6,11,12,13) também nos traz uma outra situação fundamental para esta matéria de mensagem e estudo que vocês estão lendo agora, observem: “Se um homem, sem querer ou por engano, matar alguém que não era seu inimigo, poderá fugir para uma dessas cidades, onde ninguém poderá matá-lo. Por exemplo, dois companheiros entram no mato para cortar lenha. Um deles, ao cortar uma árvore, dá um golpe tão forte com o machado, que o ferro salta do cabo e bate no companheiro, e ele morre. Então aquele homem irá para uma dessas cidades, e ali ninguém poderá matá-lo. Ora, se houvesse somente uma cidade para fugitivos, ela poderia estar tão longe, que o parente estaria tão furioso, que mataria o homem, embora este não merecesse a morte, pois foi sem querer que matou o companheiro. Mas pode acontecer que um homem tenha ódio de outro. Ele fica de tocaia e ataca e mata o inimigo. Aí ele vai para uma dessas cidades a fim de não ser morto. Nesse caso, os líderes da cidade em que ele mora mandarão buscá-lo e o entregarão ao parente encarregado de vingar aquela morte, e o criminoso será morto. Não tenham dó nem piedade. Tirem do meio de Israel o criminoso a fim de que tudo corra bem para vocês”.
Iras, surtos, ou ataques de raiva, estas obras da carne são perigosas para os cristãos como o é o cabo solto do machado numa floresta cheia de homens trabalhando.
Nos ataques de raiva, a língua se solta e as coisas são ditas sem que se possa voltar atrás. Observe que em (Tiago cap.3 vers.5,6), a língua é comparada ao fogo, do qual uma só faísca pode causar um grande incêndio: “É isto o que acontece com a língua: mesmo pequena, ela se gaba de grandes coisas. Vejam como uma grande floresta pode ser incendiada por uma pequena chama. A língua é um fogo. Ela é um mundo de maldade, ocupa o seu lugar no nosso corpo e espalha o mal em todo o nosso ser. Com o fogo que vem do próprio inferno, ela põe toda a nossa vida em chamas  ”.

A pessoa que se ira com facilidade age tolamente, atiça a contenda e transborda na transgressão. Algumas pessoas se orgulham de ser iracíveis, achando que isso denota resistência ou força, mas preste atenção no que o escritor de Provérbios afirmou no (cap.16 vers.32): “Melhor é o langânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade”.

Outras pessoas justificam os seus acessos de raiva dizendo: “Eu sou assim mesmo, nasci desse jeito”, passando a culpa para Deus, que os fez, os para os antepassados de quem pensam ter herdado esse traço. Mas podemos controlar-nos observando (Colossenses cap.3 vers.8), onde diz que nós devemos despojar-nos da ira: “Mas agora livrem-se de tudo isto: da raiva, da paixão e dos sentimentos de ódio. E que não saia da boca de vocês nenhum insulto e nenhuma conversa indecente”. Não nos seria mandado fazer algo de que não fôssemos capazes.
As obras da carne e o fruto do Espírito não se combinam. Não é possível produzirmos o fruto do amor e ao mesmo tempo nutrir inimizades no coração, e não podemos exercer o domínio próprio, um fruto do Espírito, e ter acessos de raiva. Mas o amor, fruto do Espírito, eliminará as inimizades, e o domínio próprio nos impedirá de “estourar”.

Os cristãos jovens devem crescer nisso bem como em outras áreas. Antes de relacionar as obras da carne e o fruto do Espírito, o apóstolo Paulo disse: “Quero dizer a vocês o seguinte: deixem que o Espírito de Deus dirija a vida de vocês e não obedeçam aos desejos da natureza humana”. (Gálatas cap.5 vers.16).

Alguém que por um instante fracasse na questão das inimizades e da ira pode encontrar o perdão de Deus por meio do arrependimento, da confissão e da oração.

QUE DEUS TE ABENÇOE…

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Jesus, um profano

Por Maria Amélia

 

Jesus, um profano (para alguns)

Calma, não é o que você está pensando. Não estou me desviando, ou afirmando heresias, mas, era exatamente assim que Jesus era visto pelos religiosos da sua época.

Vejamos algumas definições:

Profanar> Tratar com irreverência as coisas sagradas; desrespeitar a santidade de.Profano> Que viola a santidade de coisas sagradas.

Fariseus

Para os religiosos, Jesus profanou o sábado curando, pois deveria curar nos outros dias, consentia que seus discípulos trabalhassem no sábado, gostava de festas, de andar com pecadores,  conversava com mulheres e da pior espécie, jantava com publicanos, enfim, Jesus não se enquadrava no perfil de um santo. Um santo deveria estar o tempo todo no templo, junto apenas de outros santos, não frequentar lugares onde houvesse pecadores, muito menos ter amizade com eles. Para eles, Jesus desrespeitava a santidade de Deus.

Mulher samaritana

Um diferencial na vida de Jesus para os “santos” da sua época, era que ele gostava de gente, coisa que a maioria deles de fato não gostava. Ele gostava de estar junto, não se importando com o pecado delas. Ele gostava tanto de estar junto, que foi isso que o fez descer e ser Emmanuel. A situação moral daquele tempo não era das melhores, melhor, era a pior possível. Penso que era um tempo em que, ou Deus destruía de novo a terra ou a salvava. Ele preferiu salvar e não se salva à distância, ele veio pra perto, tocar no homem, comer com ele, dormir junto, conversar, chorar. Jesus comia até com seus inimigos, Ele era exemplo quando nos mandou amar os nossos… Jesus não se importou com nossa sujeira, não fechou as narinas perto de nós. Ele veio onde estávamos e não poderia ser o contrário.

Hoje a igreja tenta agir diferente do seu Mestre, pensa que sabe mais, quer ser mais santa do que Ele. Não vai ao encontro dos pecadores onde estão e ainda condena quem vai, chamando-os de profanos, assim como os religiosos da época de Jesus.

Chegando onde quero

Diante do Trono

Estava lendo um post sobre a ida do Diante do Trono ao Caldeirão do Huck e que falava sobre protestos a respeito. Uma das coisas que citaram foi sobre as assistentes semi-nuas que dançavam. Fui dar uma olhadinha no vídeo pois não tive interesse nenhum em assistir no dia.

Bem, o grupo foi tocar no Caldeirão, não em uma igreja. Por que a admiração? Se estivessem dançando daquele jeito em uma igreja, aí sim, era o fim (se bem que é só isso que está faltando em algumas).

Pregador Luo

“O Pregador Luo dançou com uma das figurantes”, disseram. Fui ver. Dançou com alguém do público. Mas, não vi malícia. É o jeito dele.  Jesus estava conversando sozinho com uma mulher samaritana  que tinha uma vida não muito correta. De que o acusariam hoje? Bem, tudo é puro para os puros… Quero dizer aqui que não sou uma fã do Pregador Luo, falar a verdade nem gosto do estilo dele, gosto mais do estilo do Diante do Trono, mas isso não me impediria de expor uma opinião contrária se eu achasse necessário.

Olhando mais fundo, qual a diferença de estar cantando no Caldeirão para aqueles que assistem como fãs de carteirinha, não somente esse programa como outros do mesmo porte ou piores, mas condenam aqueles que, prefiro pensar assim, foram tentar colocar um pouco de sal naquele açougue?

Quero afirmar também que estar envolvido nessa área é algo muito delicado. Não podemos fechar os olhos para o perigo da secularização, de realmente profanar o que é santo, e isso vai muito mais além de uma apresentação musical, diz respeito às  vidas deles nos bastidores.

Precisamos fazer diferente dos outros que se apresentam. Precisamos apresentar Jesus não apenas nas canções mas, na nossa influência pessoal. Precisamos ter cuidado com a soberba, a cobiça e isso em qualquer lugar.

O assunto é vasto mas procurei colocar aqui, em poucas palavras, minha vista do ponto.

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A CAMÔRRA DE CIMA ……

"Somente os líderes corruptos e ineptos servem a MAÇONARIA E A ISRAEL”

“Para se candidatarem e conduzirem os destinos do país como FANTOCHES nas mãos do KAHAL ou do

GOVERNO MUNDIAL INVISÍVEL”

Miquéias 3 – 1 ao 7

1 E DISSE eu: Ouvi, peço-vos, ó chefes de Jacó, e vós, príncipes da casa de Israel; não é a vós que pertence saber o juízo?
2 A vós que odiais o bem, e amais o mal, que arrancais a pele de cima deles, e a carne de cima dos seus ossos.
3 E que comeis a carne do meu povo, e lhes arrancais a pele, e lhes esmiuçais os ossos, e os repartis como para a panela e como carne dentro do caldeirão.
4 Então clamarão ao SENHOR, mas não os ouvirá; antes esconderá deles a sua face naquele tempo, visto que eles fizeram mal nas suas obras.
5 Assim diz o SENHOR acerca dos profetas que fazem errar o meu povo, que mordem com os seus dentes, e clamam paz; mas contra aquele que nada lhes dá na boca preparam guerra.
6 Portanto, se vos fará noite sem visão, e tereis trevas sem adivinhação, e pôr-se-á o sol sobre os profetas, e o dia sobre eles se enegrecerá.
7 E os videntes se envergonharão, e os adivinhadores se confundirão; sim, todos eles cobrirão os seus lábios, porque não haverá resposta de Deus.
                     Miquéias 7 – 1 ao 12
1 AI de mim! porque estou feito como as colheitas de frutas do verão, como os rabiscos da vindima; não há cacho de uvas para comer, nem figos temporãos que a minha alma deseja.
2 Já pereceu da terra o homem piedoso, e não há entre os homens um que seja justo; todos armam ciladas para sangue; cada um caça a seu irmão com a rede,
3 As suas mãos fazem diligentemente o mal; assim demanda o príncipe, e o juiz julga pela recompensa, e o grande fala da corrupção da sua alma, e assim todos eles tecem o mal.
4 O melhor deles é como um espinho; o mais reto é pior do que a sebe de espinhos; veio o dia dos teus vigias, veio o dia da tua punição; agora será a sua confusão.
5 Não creiais no amigo, nem confieis no vosso guia; daquela que repousa no teu seio, guarda as portas da tua boca.
6 Porque o filho despreza ao pai, a filha se levanta contra sua mãe, a nora contra sua sogra, os inimigos do homem são os da sua própria casa.
7 Eu, porém, olharei para o SENHOR; esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá.
8 Ó inimiga minha, não te alegres a meu respeito; ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei; se morar nas trevas, o SENHOR será a minha luz.
9 Sofrerei a ira do SENHOR, porque pequei contra ele, até que julgue a minha causa, e execute o meu direito; ele me tirará para a luz, e eu verei a sua justiça.
10  E a minha inimiga verá isso, e cobri-la-á a vergonha, que me diz: Onde está o SENHOR teu Deus? Os meus olhos a contemplarão; agora será ela pisada como a lama das ruas.
11  No dia em que reedificar os teus muros, nesse dia estará longe e dilatado o estatuto.
12  Naquele dia virá a ti, desde a Assíria e das cidades fortificadas, e das cidades fortificadas até ao rio, e do mar até ao mar, e da montanha até à montanha.
Os Homens que governam, politizam, e administram são verdadeiros títeres nas mãos da FORÇA OCULTA. Por isso, certos homens não caem nunca, derrubados hoje pela conveniência do momento, são reabilitados amanhã pela imprensa obediente ao poder ignorado e novamente guindados as posições. O povo Brasileiro vê todos esses Médicos, Engenheiros, e Bacharéis e doutores da BUCHA OU MAÇONARIA OU SATANISTAS e suas congêneres, não as vê, porém, e elas tudo manobram……
A CAMÔRRA DE CIMA tem dominado o país da seguinte maneira: A soberania nacional reside no "SENADO e na CÂMARA". Ora, a associação secreta introduz nos locais os números de BUCHEIROS, MAÇONS, SATANISTAS para sugestionar os outros, dominando-os e dirigindo-os.
Em pesquisa descobrimos uma confissão do Irmão SR. BLATIN, Deputado em 1888:
" ORGANIZAMOS NO SEIO DO PARLAMENTO UM VERDADEIRO SINDICATO DE MAÇONS E JÁ ME ACONTECEU, NÃO DESTA VEZ, MAIS CEM VEZES, OBTER INTERVENÇÕES VERDADEIRAMENTE EFICAZES JUNTO AOS PODERES PÚBLICOS."
A camôrra invade também a justiça e é este o triste quadro. Quando se tem um processo contra o Estado, contra uma autoridade arbitraria, contra um membro da Bucha ou Maçonaria, é um juiz Bucheiro ou Maçônico que vai julgar.
O público ignora a existência dessa COMPARSARIA SECRETA. O interessado no pleito não pode saber que o MAGISTRADO veio de uma FACULDADE onde se escravizou ao poder oculto que o encarreirou e o protege.
Que garantia pode ter o Povo Brasileiro contra essa monstruosa CAMÔRRA???? Sua mão oculta está em todas as intrigas, conchavos e revoluções. A invisível mão, a do poder oculto….. e por aí eles resolvem nos matar, engessar e fazer de nós os próprios artífices da nossa ruína…… Nossas almas, privadas do antigo ideal, se abaixam para o solo.
Infelizmente vivemos em um universo em que as fábulas, as mentiras e as calúnias têm sido a ferramenta de trabalho de inescrupulosos mercantilistas. O mais Sábio de todos os sábios conhecidos pela humanidade revelou a fórmula secreta:
"E CONHECEREIS A VERDADE E A VERDADE VOS LIBERTARÁ (JOÃO 8.32), PALAVRAS DO SENHOR JESUS CRISTO!!!!
“A CAMORRA DE CIMA”
Toda evolução política do Brasil vem há muito tempo sendo controlada e impulsionada por uma Associação Secreta que hoje ameaça novamente sugjulgar o povo brasileiro, suicando todo o anseio de liberdade das massas.
Esta Associação, fundada nos moldes da já existente desde 1815, na Alemanha, aqui foi criada pelo exilado político Julius Frank, fugido da Alemanha e perseguido por suas idéias sociais Marxistas, amigo de Carlos Marx, é o seu túmulo venearado na Fraculdade de Dreito de São Paulo, pois foi nesse meio que ele escolheu para estabelecê-la, como uma associação de estudantes. É a cópia fiel da Associação Alemã. Até o nome foi conservado. Por ele vê-se perfeitamente a sua finalidade: BRUSCHENSCHAFT, que quer dizer CONFRARIA DE CAMARADAS. Camaradas foi sempre a designação usada pelos adeptos do comunismo. A sua estrutura é a mesma da Associação alemã: Conta três gáus: Catecumenos, Crentes e Apóstolos, dos quais são eleitos três para a sua suprema direção, que é vitalícia.
Os estudantes são selecionados nos seus dois primeiros anos de curso iniciado geralmente no terceiro ano. É uma sociedade rigorosamente secreta. O estudante escolhido para fazer parte da confraria é convidado para assistir a sua festa por dois ou três colegas, e a vir trajado a rigor. No dia determinado os colegas vão buscá-lo e aí tomam o compromisso sagrado pelo qual respondem com a vida, se por ventura fale sequer sobre o que lhe vai ser revelado. Mesmo que, uma vez exposto os seus fins, dela não queria ser parte.
Os fins aparentes são resumidos na sua fórmula fundamental de abertura das seções: FÉ – ESPERANÇA – CARIDADE.
FÉ, na ciência e a divulgação; fé na socieade para a qual pelo resto da vida estará ligado, sob terríveis juramentos; fé na sua proteção, pois terão para consquista de posições todas as facilidades.
ESPERANÇA, em serem sempre os senhores deste maravilhoso tonel e desta enorme população de ignorantes, onde eles são a verdadeira aristocracia.
CARIDADE, auxílio mútuo, em todas as emergências da vida, ao camarada.
Com o correr do tempo, simplificou-se o nme da confraria e ficou conhecida pelo nome de “BUCHA”
A “BUCHA” dirigia os estudantes através do Centro XI de Agosto. Todos os seus presidentes foram bucheiros, pertencentes ao apostolado e ao conselho dos doze, até que oposição acadêmica conseguiu vender a “BUCHA”, elegendo a direito do Centro para 1926 e trazendo para o domínio público o conhecimento da existênci dessa terrível camorra.
Tem ela em ela em suas mãos todos os altos poderes do Estado.
A ela devemos algumas campanhas na evolução política do Brasil, até 1922; assim a palavra de ordem foi dada para a campnaha abolicionista, para a proclamação da República, para o serviço militar obrigatório.
Quando se fundou o Centro Acabdêmico compunham a suprema direção da “BUCHA” os senhores: Pedro Lessa, Frederico Vergueiro Steidel, e Raphael Smapio, todos catedráticos da Faculdade; era chefe supremo o sr. Pedro Lessa. Por morte deste assumiu a direção o sr. Steidel.
Com a extraordinária expansão do país, achou Vergueiro Steidel conveniente fazer a explansão da “BUCHA”, estabelecendo-a em outras Escolas Superiores. Assim, propagou-se para a Esocla Politécnica e Faculdade de Medicina de São Paulo.
Foi ela quem fechou a Universidade de São Paulo.
Parte dela a oposição movida contra os engenheiros do Mackenzie College que encontram todos os entraves possíveis para venderem na vida. Vem cuminar esta oposição com o recente decreto do Governo Provisóiro invalidando diploma de engenheiro fornecido por esta escola.
Resolveu também Vergueiro Steidel criar um corpo externo que combatesse pleo programa da “BUCHA”. Fundou-se então a Liga Nacionalista propagando o voto secreto.
Já os anseios do povo brasilerio eram fortes para a sua libertação política e social: a “B UCHA”, com a fundação da Liga Nacionalista e Campnha do Voto Secreto, lançava uma máscara ao povo, tapenado-o na sua revolta contra os dominadores. Era o voto secreto para a Liga Nacionaista, a panacéia que haviera de regenerar as imoralidades administrativas e políticas, quase todas praticadas por membros da camorra.
O polvo bucheiro dominava discrecionariamente o Brasil todo. Tal o seu poder que o Barão do Rio Branco, homem de maior veneração dos brasileiros no período republicano, teve de vir a São Paulo responder perante a “BUCHA” por ter inconscientemente conversado sobre ela com um amigo que julgou ser também da confraria. Isto em 1905;
O grande Pinheiro Machado, pagou com a vida o ter-se oposto ás ordens da “BUCHA”. Foi por esta assassinado. Manso Paiva não foi mais que instrumento inconsciente.
O ridículo e o oprobio cobriram o Marechal Hermes da Fonseca: era um Presidente não bucheiro. Teve que suportar todo o peso da camorra.
A “BUCHA” mata quem se lhe opõe ou divulga o seu conhecimento!
Moacyr Pisa quis enfretá-la e foi por ela morto. Seu irmão silenciou por conveniência política.
Quando algum profado alegava imprevistamente ter conhecimento da “Bucha”, era forçado a calar-se ou ser iniciado, dizendo-se, então, na gíria bucheira, que tinha entrado pela janela. Foi o que aconteceu ao atual chefe de polícia, Thyrson Martins, que, quando ofi pela primera vez chefe de polícia em São Paulo, teve ciência, por seus inspetores de que havia reuniões secretas na rua da Liberdade; estávamos já em pleno período de intranquilidade. Abava de realizar-se a greve dos operários do Bras e da Moóca, greve que foi sufocada a metralhadora. Era presidente do Estado do bspo civil de São Paulo, Altino Arantes, representante do cleo junto a “BUCHA”.
Thyrson Martins, homem corajoso, quis pessoalmente dirigir a diligência. Dado o cerco a casa, ele em pessoa fez abrir a porta em nome da polícia e qual não foi o seu espanto, quando lhe apareceu o secretário da justiça, o estão Elou Chaves, encasacado e também o beatífico queixo do sr. Altino Arantes, presidente do Estado.
Caira o Sr. Thyrson Martins em cheio na “BUCHA”. Resultado: entrou pela janela, sendo iniciado nessa mesma noite; depois de ter dispensado os seus inspetores. A grei estava toda reunida: Steidel, Rapahel Sampai, Reynaldo Porchat. Quem deu as boas vindas ao neófito, foi o orador oficial da “BUCHA” na época, o dr. Lino Moreira, genro do atual interventor de São Paulo, Pedro de Toledo. Vejam bem por aí a missão de Pedro de Toledo em São Paulo. Como bom bucheiro restabeleceu o domínio absoluto da “BUCHA”.
É hoje o sr. Thyrson Martins um dos seus apóstolos. Os anseios de liberdade do povo são sempre abafados pela camorra e de uma maneira magistral.
Fazem com que as oposições sejam chefiadas pelos bucheiros; assim o povo, na sua ignorância, julga ter chefes quando não tem mais do que traídores. A campanha da Liga Nacionalista pelo voto secreto é o princípio de tomada de posições para desviar os anseios do povo.
Chegamos em pleno regime revolucionário. Temos a revlução de 1924 em São Paulo. parece como um de seus chefes civis o Dr. José Carlos de Macedo Soares, influenciando e anulando o bravo e generoso general Izidoro Dias Lopes. Para valizarmos a hiporcrisia deste bucheiro graduado, ex-presidente do Centro Acadêmico, basta notarmos que, sendo ele chefe civil de uma revolução, foi quem escondeu em sua cas Sylvio de Campos e irmandade. Foi desde então o fiscal destacado pela Câmara conta Izidoro e vemos como, depois de 1930, consegue anular a ação do general Izidoro, incotestavelmente um dos ídolos de São Paulo. Acabada a obra de destuição de Izidoro; ei-lo gozando as delícias de uma embaixada. “
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   O desavisado que perambular pelo térreo da Faculdade de Direito da USP, no Largo de São Francisco, centro de São Paulo, por certo estranhará um obelisco plantado em meio ao mais ermo e silencioso de seus pátios. Curioso, notará as alegorias funerárias: tochas em cantaria e demais elementos em bronze, como a placa em latim anunciando que, sob aquelas pedras centenárias, encontra-se enterrado o corpo de um professor, morto de pneumonia em 1841. Júlio Frank, nascido em 1808 — e não em 1809, como consta no túmulo —, seria o criador da
Burschenschaft Paulista, também conhecida como Bucha, ou simplesmente B. P., uma organização formada por estudantes da velha São Francisco. Nascida como uma maçonaria estudantil cujos membros, com o tempo, vieram a ocupar postos-chave no governo, a Bucha passou a atuar fortemente na política brasileira até a queda, em 1930, de Washington Luís (1869-1957), o último presidente bucheiro do Brasil, ao menos que se saiba…
Júlio Frank era um estudante universitário alemão que veio fugido para o Brasil. Envolvera-se em brigas e dívidas durante seu curso na Universidade de Göttingen. Chegou ao Rio de Janeiro em 1831, logo após a abdicação de d. Pedro I. Em 14 de julho partiu para São Paulo. Estabeleceu-se, inicialmente, na colônia alemã da Real Fábrica de Ferro São João do Ipanema, atual Iperó, de onde seguiu para Sorocaba. De caixeiro, passou a dar aulas particulares aos jovens que queriam prestar concurso para o Curso Anexo da Academia de Direito de São Paulo, espécie de preparatório para a faculdade. Protegido pelo influente político liberal sorocabano Rafael Tobias de Aguiar (1795-1857), mudou-se para São Paulo. Deu aulas em repúblicas estudantis até ser contratado em 1834 pelo próprio protetor, presidente da Província, como professor de História e Geografia no Curso Anexo.
O contato diário com os alunos influenciou a formação da sociedade secreta estudantil Burschenschaft (Sociedade de Camaradas). Embasada em ideais liberais e antiabsolutistas, com os quais Frank teve contato no seu tempo de estudante, a Bucha, inicialmente, auxiliava estudantes sem recursos, mas com potencial e vontade de estudar, de modo velado, sem que se soubesse quem eram seus protetores. Com o passar do tempo, a organização extrapolou as arcadas do velho convento franciscano: conforme iam se formando, granjeando cargos importantes, os ex-alunos buscavam colocações para os que estavam terminando o curso. O ideal inicial também foi sendo modificado: no início, a organização era liberal, abolicionista e republicana; porém, arrefecendo-se os ardores juvenis e conforme seus integrantes eram absorvidos pela burocracia governamental, passou a contar com membros conservadores, escravocratas e monarquistas.
Os discípulos de Frank criaram uma estrutura dividida em graus e assim organizaram a Bucha dentro e fora da São Francisco: na faculdade, ela era constituída por Catecúmenos, Crentes e Doze Apóstolos; fora, por Chefes Supremos e o Conselho dos Divinos. Seus membros eram escolhidos entre os estudantes que se destacassem por sua firmeza de caráter, espírito filantrópico, amor à liberdade e aos estudos.
Durante a República Velha, acredita-se, não havia ministro, juiz, ou mesmo candidato à presidência da República, que tomasse posse, ou fosse indicado, sem prévia deliberação pelo Conselho dos Divinos.
O líder estudantil da Bucha era o chaveiro, um estudante do quinto ano. Próximo ao final do período letivo, uma velha chave era pendurada, a cada dia, em um pilar das Arcadas. No último, acontecia uma grande festa, que durante a República Velha contava com a presença do presidente da República, do presidente da Província, do prefeito, de ministros e juízes do Supremo. O jornal O Estado de São Paulo, cujo diretor, Júlio Mesquita Filho (1892-1962), foi um chaveiro, dava ampla cobertura. A banda da polícia tocava, havia banquete, e nessa ocasião a chave era passada do estudante que estava se formando para um do quarto ano.
A história da faculdade revela que mais de um estudante, por diversos motivos, ao não conseguir completar seus exames, transferia-se para a faculdade de Recife — também criada pela lei de 1827 e trazida de Olinda. Para lá teriam levado os princípios da Bucha, influenciando a criação da Tugendbund (União e Virtude).
Durante algum tempo, no subsolo do prédio construído para ser a sede do Liceu de Artes e Ofícios, onde hoje está a Pinacoteca do Estado, foram realizadas reuniões da Bucha, onde políticos de influência nacional prestavam-se aos rituais românticos da sociedade das Arcadas. Conta-se que durante a 1ª Guerra um delegado, vendo a estranha movimentação no Jardim da Luz, e pensando tratar-se de espiões alemães, invadiu uma reunião, dando voz de prisão a um grupo fantasiado. A ordem foi rapidamente revogada pelo próprio presidente da Província, um dos presentes a essa reunião da Bucha, juntamente com o prefeito. O delegado foi iniciado como bucheiro para preservar o segredo da instituição.
Os bucheiros atuaram na criação da Liga Nacionalista, inspirada nos ideais do poeta Olavo Bilac (1865-1918). A Liga, entre outras coisas, pregava a melhoria e a ampliação da instrução pública no Brasil. Fundada em 1917 pelo professor Vergueiro Steidel (1867-1926), da São Francisco, e tendo como presidente honorário o “Príncipe dos Poetas”, a Liga colaborou ativamente, até mais que o próprio governo, durante a catastrófica passagem de Washington Luís pela prefeitura paulistana. O período ficou conhecido como os cinco gg: Gripe, Guerra, Greve, Geada e Gafanhoto.
A Liga ajudou a montar hospitais e cuidar das viúvas e órfãos durante a epidemia da Gripe Espanhola. A Liga Nacionalista, braço da Bucha perante a sociedade paulista e brasileira, aglutinou na sua direção membros da Faculdade de Medicina e da Politécnica. Estas possuíam também suas próprias organizações estudantis, coirmãs da Bucha: a Jungendschaft (União da Mocidade), na Medicina, e a Landmanschaft (sociedade das pessoas de um mesmo campo), na Politécnica.
A decadência da Bucha começou com a ordem do presidente Arthur Bernardes (1875-1955) de proibir o funcionamento da Liga Nacionalista, após a revolução tenentista de 1924 em São Paulo. Tanto a Liga quanto a Bucha, aliadas à Associação Comercial de São Paulo, chefiada então pelo ex-chaveiro José Carlos Macedo Soares (1883-1968), tiveram importante papel na proteção do povo e na tentativa de abastecimento da capital durante o cerco das tropas legalistas, e foram punidas por isso. Outro fator que causou a decadência da Bucha foi a distorção dos seus valores iniciais. Dentro das Arcadas, com a criação do Centro Acadêmico XI de Agosto, uma instituição forte, com dotação própria, a benemerência da Bucha transformou-se em moeda de troca: quem votasse na chapa de membros bucheiros para a diretoria do grêmio receberia boas indicações e facilidades para sua vida profissional extramuros; quem não apoiasse a chapa estaria fora dos conchavos políticos. Isso causou indignação de uma facção de alunos, que passaram a combater a Bucha dentro do local de seu nascimento. O Partido Republicano Paulista, órgão político dominado pelos bucheiros, rachou em 1926 com a criação do Partido Democrático Paulista, formado em grande parte por ex-integrantes da Liga Nacionalista, que se colocariam ao lado da Aliança Liberal contra o PRP, em 1930.
A importância dos membros da Bucha na política, na diplomacia e no direito pode ser resumida em uma história. Quando a polícia política do Estado Novo invadiu a Faculdade de Direito, apreendeu documentos da Bucha e os enviou a Getúlio Vargas (1882-1954). Este, ao tomar conhecimento das pessoas envolvidas, teria resolvido deixar a questão de lado: não seria possível governar o Brasil sem eles. Outro político famoso, Carlos Lacerda (1914-1977), ao ter acesso a documentos da Bucha, afirmou, a respeito da história dessa sociedade, que “ou se tem o mínimo de documentação, ou não adianta contar, porque vão pensar que é um romance”.
Carlos Martins