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ALGUMAS DAS PRINCIPAIS FALSAS DOUTRINAS PERIGOSAS PARA AS IGREJAS EVANGÉLICAS DA ATUALIDADE

índpiceAs seguintes são algumas das principais falsas doutrinas que são um perigo particular para igrejas bíblicas dos nossos dias; são acompanhadas de uma concisa refutação bíblica das mesmas.

ALGUNS FATOS BÍBLICOS SOBRE FALSOS ENSINADORES

1. Jesus alertou acerca de falsos ensinadores (Mat. 7:15-17).
2. Paulo alertou acerca de falsos ensinadores (Atos 20:29-30; 2 Tim. 3:13; 2 Tim. 4:3-4).
3. Pedro alertou acerca de falsos ensinadores e disse que muitos os seguiriam (2 Ped. 2:1-2).
4. João alertou acerca de falsos ensinadores (1 João 2:18-20).
5. Judas alertou acerca de falsos ensinadores (Judas 3-4).

ALGUNS FATOS SOBRE DOUTRINA

1. A Bíblia é dada para doutrina (ensinar) (2 Tim. 3:16-17).
2. Temos que continuar na doutrina dos apóstolos (Atos 2:42).
3. Os pregadores devem se dedicar à doutrina (1 Tim. 4:13).

4. Nenhuma doutrina falsa deve ser permitida (1 Tim. 1:3).
5. Nossa doutrina deve ser incorrupta (Tito 2:10).
6. Temos que nos desviar/ separar da falsa doutrina (Rom. 16:17).

ALGUMAS DAS DOUTRINAS FALSAS COM QUE A IGREJA DE HOJE SE CONFRONTA

1. O ENSINAMENTO FALSO QUE SALVAÇÃO É POR GRAÇA MAIS OBRAS (ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA, TESTEMUNHAS DE JEOVÁ, IGREJA DE CRISTO, IGREJA CATÓLICA ROMANA)


A Bíblia responde:

a. A Bíblia diz que salvação é pela graça sem obras e que as obras seguem após a salvação (Rom. 4:1-6; Efe. 2:8-10; Tito 3:4-8).
b. A Bíblia diz que graça e obras não podem ser misturadas (Rom. 11:6).
c. Graça significa um dom gratuito. Salvação é chamada um dom 16 vezes no Novo Testamento. Se salvação requer algum tipo de obras, então não é verdadeiramente um dom (a palavra dom vem do Latim donu e significa presente, dádiva). O dom de Deus é gratuito para o pecador porque Jesus Cristo adquiriu-o com grande preço através de Seu sangue e morte na cruz.

2. O ENSINO FALSO QUE JESUS NÃO É DEUS (TESTEMUNHAS DE JEOVÁ)

A Bíblia Responde:

a. A Bíblia claramente diz que Jesus é Deus:

(1) Isaías chama Jesus Deus (Is. 7:14; 9:6).
(2) Mateus chama Jesus Deus (Mat. 1:23).
(3) Jesus chamou-se Deus (João 5:17-18; 8:58-59; 10:30-33; Apoc. 1:8).
(4) João chama Jesus Deus (João 1:1; 1 João 3:16; 5:20).
(5) Tomé chama Jesus Deus (João. 20:28).
(6) Paulo chama Jesus Deus (Atos 20:28; Phil. 2:5-6; 1 Tim. 3:16; Titus 2:13).
(7) Deus Pai chama Jesus Deus (Heb. 1:8-10).

b. Na Sua encarnação o Senhor Jesus Cristo “… fez a Si mesmo de nenhuma reputação, havendo tomado perfil de servo, havendo-se tornado em semelhança de homens; (Phil. 2:7, Bíblia LTT). O Grego  do verbo “fazer de nenhuma reputação” (na expressão”fez a Si mesmo de nenhuma reputação “) é “kenoo” significando “esvaziar-se, humilhar-se, tornar-se de nenhum efeito”(Strong). Jesus não cessou de ser Deus.  Fil. 2:6 claramente afirma que Ele é Deus, mas o Filho de Deus voluntariamente pôs de lado Sua glória com o propósito de redimir o homem pela cruz.
c. Existe uma ordem na Trindade. Deus Filho submete-se a Deus Pai, mesmo sendo eles iguais.

3. O ENSINAMENTO FALSO QUE DEUS NÃO É UMA TRINDADE (TESTEMUNHAS DE JEOVÁ)

A Bíblia Responde:

a. O termo “trindade” não está na Bíblia, mas a doutrina está (Mt. 28:19; João 14:16,26; 16:7-15; 2 Co. 13:14; Efe. 4:4-6; 1 João 5:7).
b. O A.T. ensina que Deus é um em pluralidade. Embora o Antigo Testamento não revele totalmente a doutrina da Trindade, ensina-nos que Deus é uma pluralidade. É deixado para o Novo Testamento revelar claramente a doutrina.
Génesis 1:1 A palavra Hebraica para Deus aqui é elohim. É um nome plural, mas o verbo é singular, ensinando que existe um Deus em pluralidade.
Génesis 11:6-7 Mais uma vez aqui Deus está falando no plural e no singular ao mesmo tempo.
Deuteronómio 6:4 Este verso podia ser traduzido “Jeová nosso elhoim é um Jeová unido”. A palavra “um” refere-se à sua unidade. A mesma palavra para um é usada em Génesis 2:24, falando da unidade de marido e mulher. Este verso sumariza o ensinamento Bíblico acerca de Deus. Ele é um mas existe em três Pessoas.
Salmo 45:6-7 De acordo com Heb. 1:8-9, é Deus Pai quem está falando no Salmo 45, e Ele está-se referindo ao Filho como Deus. Por vezes as pessoas perguntam, “Se Jesus era Deus, porque se dirigia ao Pai como Deus?” A resposta é que Jesus se dirigia ao Pai como Deus, pela mesma razão que o Pai se dirigia ao Filho como Deus – pois ambos são Deus!

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4. O ENSINO FALSO QUE O BAPTISMO É NECESSÁRIO PARA A SALVAÇÃO (IGREJA DE CRISTO)

A Bíblia Responde:

a. Paulo ensina que o baptismo simboliza a morte, sepultamento e ressurreição de Cristo (Rom. 6:3-4). É o sangue e a morte de Cristo que tira os nossos pecados, não a água ou os rituais religiosos.
b. Paulo diz que o baptismo não é o evangelho (1 Cor. 1:17). O evangelho é a morte, sepultamento e ressurreição de Cristo pelos nossos pecados (1 Cor. 15:1-4). O baptismo somente simboliza o evangelho.
c. O livro de Actos ensina-nos que o baptismo segue a salvação (Atos 8:36-38; 16:30-33; 18:8).
d. Actos 2:38 não ensina que baptismo é parte da salvação, pois Pedro mais tarde ensinou que o baptismo é um símbolo (1 Ped. 3:21). Actos 2:38 ensina que somos baptizados porque fomos perdoados de nossos pecados e não para sermos perdoados.

5. O ENSINAMENTO FALSO QUE OS BEBÉS DEVEM SER BAPTIZADOS (CATÓLICOS ROMANOS, LUTERANOS, PRESBITERIANOS, METODISTAS)

A Bíblia Responde:

a. O baptismo é somente para quem crê (Marcos 16:15; Atos 8:36-38). Quando uma criança é crescida o suficiente para crer em Jesus Cristo como Senhor e Salvador, então pode ser baptizada. Mas um bebé não pode fazer isto
b. Nenhum bebé foi baptizado no Novo Testamento.

Alguns dizem que devia haver bebés em casa de Cornélio pois seus criados e amigos estavam presentes (Actos 10:24, 47). Pelo contrário, Actos 11:17 diz que aqueles que foram salvos e baptizados com Cornélio foram aqueles que acreditaram no Senhor Jesus Cristo. Obviamente estes não eram bebés.
E o caso de Lídia e sua casa (Actos 16:14-15). Nada é dito acerca de bebés nesta passagem, e é altamente improvável que esta ocupada mulher mercadora tivesse bebés. Não existe aqui qualquer evidência para a prática de baptismo de bebés.
E o carcereiro Filipos e sua casa(Atos 16:30-34). Esta passagem claramente diz que Paulo falou a Palavra de Deus para toda a casa (v. 32) e que toda a casa “creu” (vv. 32-33). Isto não podia ter sido dito acerca de bebés.
E acerca da casa de Crispo (Actos 18:8)? Aqueles que foram salvos e baptizados na sua família eram todos crentes, pois é-nos dito ” E Crispo … creu no Senhor com toda a sua casa…” Obviamente não eram bebés.
E acerca da casa de Estéfanas (1 Cor. 1:16)? Mais uma vez, nada é-nos dito acerca de bebés estarem presentes ou baptizados. Em 1 Co. 16:15 é-nos dito que sua casa  se dedicava ao ministério. Isto não podia ser dito acerca de bebés.

6. O ENSINAMENTO FALSO DO MOVIMENTO CARISMÁTICO-PENTECOSTAL (ASSEMBLÉIAS DE DEUS, ETC.)

6A. A FALSA DOUTRINA QUE FALAR LÍNGUAS É PARA A ACTUALIDADE
A Bíblia Responde

a. A Bíblia mostra que línguas eram uma linguagem real (Actos 2:3-11).
b. A Bíblia diz que línguas eram um sinal para os Judeus incrédulos (1 Cor. 14:21-22). Depois de Israel rejeitar o sinal de línguas dado por Deus e Jerusalém ter sido destruída em 70 d.C. e os Jesus terem sido espalhados por toda a terra, a necessidade de línguas como sinal terminou.
c. Línguas Bíblicas tinham que ser usadas de acordo com os ensinamentos dos apóstolos, no entanto os Pentecostais e os Carismáticos não se submetem a essas restrições:

(1) Às mulheres não lhes é permitido falar em línguas (1 Cor. 14:34)
(2) Línguas eram para ser faladas ordeiramente (1 Cor. 14:27)
(3) Línguas devem ser interpretadas (1 Cor. 14:27)
(4) Não é para haver confusão (1 Cor. 14:33)
(5) Tudo deve ser decente (1 Cor. 14:40)
(6) Tudo deve ser ordeiro (1 Cor. 14:40)

d. Línguas não eram faladas por todos os crentes mesmo no tempo dos apóstolos (1 Cor. 12:28-30).
e. Línguas Bíblicas não eram buscadas mas eram soberanamente dadas por Deus (1 Cor. 12:11).
f. Não existe instrução na Bíblia acerca de COMO falar em línguas. Aqueles que acreditam em falar línguas para a actualidade  dizem que podem ensinar as pessoas como fazer.
g. A Bíblia diz que falar línguas, profetizar e palavra de conhecimento passarão (1 Cor. 13:8). Quando o Novo Testamento ficou completo, não havia mais necessidade para estes dons particulares.

6B. A FALSA DOUTRINA QUE CURAR ESTÁ PROMETIDO NA EXPIAÇÃO
A Bíblia Responde:

a. A Bíblia diz que nem todas as enfermidades são curadas (2 Cor. 12:97-10; 1 Tim. 5:23; 2 Tim. 4:20).
b. A Bíblia diz que a parte física da nossa salvação é para o futuro (Rom. 8:17-25).
c. Pedro diz que Isaías 53:5 refere-se à cura espiritual da alma (1 Ped. 2:24-25).

6C. A DOUTRINA FALSA QUE MILAGRES DEVEM SER BUSCADOS
A Bíblia Responde:

a. Jesus alertou que não é bom procurar milagres (Mat. 12:39).
b. Os milagres efectuados pelos apóstolos eram especiais (2 Cor. 12:12). Nem todo o Cristão pode realizar milagres.
c. A fé não provém de milagres mas da Palavra de Deus (Rom. 10:17). Multidões testemunharam grandes milagres de Jesus, mas a maioria não acreditava.

6D. A FALSA DOUTRINA QUE O BAPTISMO NO ESPÍRITO SANTO É POSTERIOR À SALVAÇÃO
A Bíblia Responde:

a. Jesus prometeu o baptismo do Espírito Santo (Atos 1:5); e foi cumprido em Actos 2 para os Judeus e em Actos 10:44-47 para os Gentios.
b. Depois disso, cada crente recebe o Espírito Santo quando ele crê [no instante de sua salvação] (Efe. 1:12-14).
c. O livro de Actos é um livro de transição. Nem tudo o que aconteceu é padrão para o resto da era das igrejas.
d. Nas epístolas, a recepção do Espírito Santo é sempre mencionada como tendo ocorrido no passado (os verbos estão no tempo passado) (Rom. 8:9-10; 1 Cor. 12:13; 2 Cor. 1:21-22; 5:5; Efe. 1:13).

6E. A FALSA DOUTRINA QUE DEVEMOS EXALTAR O ESPÍRITO SANTO
A Bíblia Responde:

a. O Senhor Jesus Cristo predisse qual seria o papel que o Espírito Santo teria na era das igrejas (João 16:13-15). Nesta passagem aprendemos que o Espírito Santo não se exalta a Si mesmo e o Espírito Santo não atrai atenção para Si.
b. Não existe nenhum exemplo no N.T. de orar ao Espírito Santo. O Senhor Jesus Cristo ensinou-nos a orar ao Pai e não ao Espírito Santo (Mat. 6:6,9; João 16:23). O apóstolo Paulo ensinou-nos a orar a Deus Pai através do Senhor Jesus Cristo pelo Espírito Santo (Rom. 1:8; 7:25).
c. Não existe exemplo no Novo Testamento de convidar o Espírito Santo a trabalhar. Nem Jesus nem os apóstolos  fizeram isso.

6F. A FALSA DOUTRINA QUE NÃO DEVEMOS TESTAR O ESPÍRITO SANTO COM A BÍBLIA
A Bíblia Responde:

a. A Bíblia avisa-nos que existem falsos espíritos e que os demônios tentam enganar (2 Cor. 11:4; 1 João 4:1). Portanto,devemos testar tudo cuidadosamente, ou seremos enganados.
b. A Bíblia ordena-nos a provar todas as coisas (1 Tess. 5:21).
c. A Bíblia elogia, louv os Bereanos pois eles testavam tudo pelas Escrituras (Atos 17:11)

6G. A FALSA DOUTRINA QUE O CRENTE PODE LIVRAR-SE DA SUA NATUREZA PECAMINOSA [AINDA AQUI NA TERRA, NESTA VIDA]
A Bíblia Responde:

a. Paulo ensina que o crente ainda tem que lutar com o pecado (Rom. 7:14-21; Gal. 5:16-17).
b. João ensina que o crente ainda tem pecado (1 João 1:8, 10).

6H. A FALSA DOUTRINA QUE A VITÓRIA NA VIDA CRISTÃ VEM ATRAVÉS DE EXPERIÊNCIAS E BAPTISMOS INVULGARES.
A Bíblia Responde:

a. A Bíblia não nos exorta a fazermos saltos espirituais através de experiências invulgares. Em vez disso, exorta-nos a CRESCER em Cristo (1 Ped. 2:1-2; 2 Ped. 3:18).
b. Os apóstolos escreveram muitas epístolas instruindo os crentes como lidar com pecado e problemas espirituais, mas nunca instruíram os crentes a procurarem um segundo baptismo ou outras experiências especiais

6I. A FALSA DOUTRINA QUE VISÕES E PROFECIAS SÃO PARA A ATUALIDADE
A Bíblia Responde:

a. A Bíblia diz que a fé (neste caso a fé é o corpo doutrinário) estava completa nos dias dos apóstolos (Jude 3).
b. A Bíblia diz que as Escrituras são suficientes (2 Tim. 3:16-17).
c. A Bíblia diz que as Escrituras são mais fiáveis que visões (2 Ped. 1:16-21).
d. A Bíblia diz que as profecias passarão (1 Cor. 13:8).


7. O FALSO ENSINAMENTOS QUE A MORTE É UM SONO E NÃO UMA JORNADA (ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA)


A Bíblia Responde

a. O Antigo Testamento claramente diz que a morte é uma jornada (Gen. 25:8; 35:18; Nu. 27:13; 2 Sa. 12:23; 1 Re. 17:21-22).
b. O Novo Testamento claramente diz que a morte é uma jornada:

(1) Jesus disse que a morte era uma jornada (Lc. 16:19-23; 23:42-43). Que Lucas 16:19-31 não é uma parábola é evidente pelo facto que Jesus mencionou os nomes de Abraão e Jesus. Ele nunca mencionou nomes quando estava ensinando parábolas. Ademais, mesmo sendo ela uma parábola, estaria ensinando verdade literal.
(2) Paulo diz que a morte é uma jornada (2 Cor. 5;6-7; Fil. 1:23; 2 Tim. 4:6).
(3) Pedro diz que a morte é uma jornada (2 Ped. 1:13-15).
(4) O facto que os santos mortos retornam com Cristo dos céus na altura do arrebatamento mostra que os mortos santos vão para o Céu na morte (1 Th. 4:14).
(5) As visões celestiais de João mostram que os mortos santos estão conscientes no céu antes da ressurreição e durante a Grande Tribulação na terra (Re. 6:9-11).
(6) O aparecimento de Moisés e Elias no Monte da Transfiguração prova que os mortos têm uma existência consciente entre a  morte e a ressurreição. Moisés e Elias, embora mortos, foram permitidos por Deus aparecerem em tempo naquele monte e conversarem acerca de eventos que iriam acontecer em breve (Mt. 17:1-3; Lc. 9:30-31).

c. A Bíblia não fala de morte como um “sono”, mas é o corpo que dorme não o espírito (Tiago 2:26).
d. Eclesiastes por vezes fala da morte como nada (i.e., Ecc. 9:5), mas isto é porque Eclesiastes é escrito na perspectiva do homem “debaixo do sol” (Ecc. 1:3, 9, 14, etc), a perspectiva do homem olhar para a vida da maneira que aparenta aparte da revelação divina. Para o homem natural que não possui a revelação das Escrituras, a morte aparenta ser o fim de todas as coisas. Mas outras porções da Bíblia dizem-nos que isto não é o caso. Mesmo o livro de Eclesiastes, na sua conclusão, diz-nos que a morte é uma jornada (Ecc. 12:7).
e. O Antigo Testamento fala de “espírito” como a respiração uma ou outra vez, mas usualmente o “espírito” do homem é aquela parte imaterial que separa-se do corpo e que vive depois da morte (1 Tess. 5:23). Falsos ensinadores fazem o erro de recusarem permitir o contexto definir palavras na Bíblia e, em vez disso, eles colocam suas próprias definições sobre as palavras e forçam essa definição em todos os contextos.

8. O FALSO ENSINAMENTO QUE O INFERNO NÃO É UM TORMENTO ETERNO
(TESTEMUNHAS DE JEOVÁ, ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA)

A Bíblia Responde:

a. A doutrina da morte e inferno não foram totalmente reveladas no Antigo Testamento; estas foram trazidas à luz na vinda de Cristo (2 Tim. 1:10).
b. O Novo Testamento claramente ensina que inferno e o lago de fogo são lugares de tormento eterno:

(1) Jesus disse que o inferno é um lugar onde os vermes não morrem (Marcos 9:43-44).
(2) Jesus disse que o homem rico estava em tormento no inferno (Lc. 16:24). Isto não é uma parábola, pois Jesus nomeou os nomes de Lázaro e Abraão.
(3) Apocalipse diz que aqueles que receberem a marca do anticristo serão atormentados para sempre (Apoc. 14:10).
(4) Apocalipse diz que Satanás, o Anticristo, e o falso profeta, serão atormentados para sempre (Apoc. 20:10).
(5) Apocalipse diz que todos os não-salvos serão lançados para o lago de fogo (Apoc. 20:15), e, como o anticristo e o falso profeta não foramaniquilados [queimados até serem reduzidos a nada, à inexistência], mas são atormentados para sempre no lago de fogo, é óbvio que os outros pecadores alí lançados terão a mesma experiência.

c. A Bíblia diz que o castigo para os não-salvos será pior que morte violenta (Marcos 9:42). Isto prova que o castigo não é aniquilação, mas sofrimento eterno. Jesus disse que era melhor que Judas nunca tivesse nascido (Mt. 26:24). As palavras de Jesus não fazem sentido se Judas iria ser somente aniquilado.

9. O FALSO ENSINAMENTO QUE O SÁBADO PARA ADORAÇÃO É PARA AS IGREJAS DE HOJE (ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA)

A Bíblia Responde

a. O sábado, embora mencionado em Gen. 2:2-3, não foi dado ao homem até que foi dado a Israel no deserto (Neh. 9:13-14).
b. O sábado não foi dado para a humanidade em geral, mas somente para Israel, como um sinal especial da aliança entre Israel e Deus (Ex. 31:13,17).
c. Jesus observou o sábado pois ele nasceu debaixo da lei para cumprir os requisitos da lei (Gal. 4:4-5).
d. Os apóstolos e as igrejas primitivas reuniam-se ao Domingo.

(1) No primeiro dia Jesus ressuscitou dos mortos e primeiro apareceu aos seus discípulos (Marcos 16:9). O sábado está associado com a velha criação; o primeiro dia está associado com a nova criação.
(2) No primeiro dia Jesus encontrou-se com os discípulos em diferentes lugares e repetidamente (Marcos 16:9-11; Mt. 28:8-10; Lc. 24:34; Marcos 16:12-13; João 20:19-23).
(3) No primeiro dia Jesus ascendeu ao Céu, sentou-se à direita do Pai e foi feito Cabeça de tudo (João 20:17; Efe. 1:20).
(4) No primeiro dia, o Espírito Santo desceu (Atos 2:1). Pentecostes era 50º (quinquagésimo) depois do sábado que se seguia à oferta movida (Lev. 23:15,16). Portanto, o Pentecostes sempre foi num domingo.
(5) Os Cristãos encontravam-se para adorar no primeiro dia da semana (Atos 20:6,7; 1 Cor. 16:2).
e. O Novo Testamento claramente ensina que os Cristão não estão debaixo da lei do Sábado (Col. 2:16-17).

10. O FALSO ENSINO QUE AS PROFECIAS DE MATEUS 24 E APOCALIPSE 6-22 NÃO SÃO PARA O FUTURO, MAS ESTÃO-SE CUMPRINDO NA ATUALIDADE (CATÓLICOS ROMANOS, E A MAIORIA DAS DENOMINAÇÕES PROTESTANTES TAIS COMO OS PRESBITERIANOS E LUTERANOS, ETC.)

A Bíblia Responde:

a. O tempo dos acontecimentos de Mateus 24 são claramente revelados:

(1) Jesus disse que as profecias de Mateus 24 pertencem ao fim da era e ao tempo do Seu retorno. Isto inclui o reinado do anticristo (v.15) e a Grande Tribulação (v.21).
(2) Jesus disse que os eventos de Mateus 24 ocorrerão justamente antes do Seu retorno (Mat. 24:29-30).

b. Paulo também ensinou que o anticristo é um homem real que governará o mundo antes do retorno de Cristo (2 Tess. 2:2-9).
c. O julgamento de Apocalipse são a ira de Deus (Apoc. 6:16; 15:1), ora Paulo disse que os crentes na era da igreja não estão apontados para a ira (1 Tess. 5:9-10).

11. O FALSO ENSINAMENTO QUE DEUS TERMINOU COM A NAÇÃO DE ISRAEL; QUE A IGREJA SUBSTITUIU ISRAEL (CATÓLICOS ROMANOS, E A MAIORIA DAS DENOMINAÇÕES PROTESTANTES TAIS COMO OS PRESBITERIANOS E LUTERANOS, ETC.)

A Bíblia Responde:

a. As alianças de Deus com Israel são eternas (Jer. 31:31-37).
b. Paulo disse que Israel foi posta de lado temporariamente, e que Deus irá cumprir Suas promessas a Israel depois de ter completado seus plano para a Igreja (Rom. 11:25-29).

12. O FALSO ENSINAMENTO QUE DEUS ESCOLHE OS QUE IRÃO SER SALVOS E QUE SOMENTE OS ESCOLHIDOS PODEM SER SALVOS (CALVINISMO)


A Bíblia Responde:

a. A Bíblia diz que Deus quer que todos os homens se salvem (1 Tim. 2:3-5; 2 Ped. 3:9).
b. Jesus morreu pelos pecados de todos os homens, não somente pelos pré-escolhidos (1 João 2:1-2).
c. Deus ordenou que toda a pessoa que crê em Cristo seja salva (João 6:40).
d. Deus ordenou que o evangelho seja pregado a toda a pessoa (Marcos 16:15).
e. O Espírito Santo convence todos os pecadores e Jesus traz e dá luz a todos os pecadores (João 1:9; 12:32; 16:7-8).
f. Os crentes são os eleitos de Deus, mas isso não significa que Deus escolheu alguns para serem salvos e outros para não serem salvos. Eleição é baseada na presciência de Deus (1 Ped. 1:2).

13. O FALSO ENSINAMENTO QUE OS CRENTES SÓ PODEM COMER CERTAS COISAS (ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA)


A Bíblia Responde

a. Lei dietéticas no Novo Testamento são marca de falsos mestres (1 Tim. 4:1-5).
b. O crente no Novo Testamento têm liberdade em tais coisas (Rom. 14:1-4; Col. 2:16).

14. O FALSO ENSINAMENTO QUE DEVE EXISTIR SOMENTE UMA IGREJA EM CADA VILA, CIDADE


A Bíblia Responde

a. A idéia não tem suporte na Bíblia. Não existe tal mandamento no Novo Testamento.
b. A idéia é contrária à Grande Comissão de Jesus. Jesus ordenou a todos os crentes pregarem o evangelho e baptizarem cada nação e indivíduo (Mat. 28:19-20; Marcos 16:15). Este mandamento não foi dado somente a uma igreja em cada área. Crentes não precisam pedir permissão a outras igrejas para pregarem o evangelho, baptizarem e estabelecerem igrejas. Temos autoridade de Jesus Cristo.
c. Se esta idéia é verdade, como pode ser conseguida? Tal princípio significaria que uma igreja deveria proibir outras igrejas de pregarem, mas Jesus disse que não devemos proibir outros (Lc. 9:49-50).
d. Se existe somente uma igreja em cada cidade, que igreja seria? Quem teria o controle para dizer qual igreja deveria ser? Isto é o que a Igreja Católica Romana reivindica para si própria, e seitas tais como os Testemunhas de Jeová reclamam para si próprios.

David Cloud
November 3, 2005 (David Cloud, Fundamental Baptist Information Service, P.O. Box 610368, Port Huron, MI 48061, 866-295-4143, [email protected]; for instructions about subscribing and unsubscribing or changing addresses, see the information paragraph at the end of the article)
Traduzido e ligeiramente adaptado por
Humberto Rafeiro


Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).
(Copie e distribua ampla mas gratuitamente, mantendo o nome do autor e pondo link para esta página de http://solascriptura-tt.org)
(retorne a http://solascriptura-tt.org/ SeparacaoEclesiastFundament/
retorne a http:// solascriptura-tt.org/ )

A ilustração foi inserida pelo autor do site

06-06-16 013

Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria, A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.

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Maçons negros famosos

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Famosos maçons negros: Francisco Ge Acaiaba Montezuma, Joaquim Saldanha Marinho, José do Patrocínio, Francisco de Paula Brito

Novo estudo da historiadora paulista Célia Maria Marinho de Azevedo revela o papel central que maçons negros tiveram nas lutas por cidadania e igualdade de direitos para as ‘pessoas de cor’, que aconteceram quando o Brasil ainda estava em formação. E, como importantes protagonistas do processo abolicionista, o que fazem, atualmente, os negros vinculados a essa ordem para ajudar a população negra a superar os problemas decorrentes da existência do racismo em nosso país?

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Marco José da Silva, grão-mestre geral

Fortemente influenciada pelo iluminismo, a maçonaria moderna adota o lema Liberdade, Igualdade, Fraternidade, imortalizado pela Revolução Francesa. Em suas lojas, que são seus organismos de base, os ‘irmãos’ se reúnem regularmente para discutir os mais variados temas e, de alguma forma, tornar-se melhores cidadãos e contribuir para uma sociedade melhor.
Presente no país desde o período colonial, a maçonaria por longo tempo exerceu forte influência sobre os rumos políticos do país. O que havia de comum entre André Rebouças, José do Patrocínio; João Maurício Wanderley – Barão de Cotegipe, Luiz Gama; Antonio Carlos Gomes, Rui Barbosa de Oliveira, Francisco Glicério, Nilo Peçanha e Castro Alves? Todos eram afrodescendentes e maçons: a presença de muitos homens negros de elite entre os maçons brasileiros do século XIX chamou a atenção da historiadora Célia Maria Marinha de Azevedo, que percebeu a importância de estudar de uma forma articulada as histórias da maçonaria e das ‘pessoas de cor’ na época da escravidão.
Desse estudo nasceu o livro Maçonaria, Anti-Racismo e Cidadania, lançado pela editora Annablume. A obra coloca seu foco em três personagens:

Francisco Ge Acaiaba Montezuma, o Visconde de Jequitinhonha; Francisco de Paula Brito – tipógrafo, jornalista e editor, fundador da afamada sociedade literária Petalógica; e Joaquim Saldanha Marinho – líder republicano e grão-mestre do Grande Oriente do Brasil. “Foi pesquisando as vidas e os escritos de maçons ilustres que percebi haver uma dimensão antirracista importante em suas lutas pelos direitos de cidadania”, diz Célia, acrescentando que para Paula Brito, assim como para muitos outros brasileiros afro- descendentes que viveram entre 1830 e 1870, era fundamental fazer valer os direitos gravados na Constituição de 1824, que não distinguia as ‘cores’ de seus cidadãos, mas tão somente os ‘seus talentos e virtudes’. “É claro que aqui não se incluíam os escravos, ou seja, uma imensa parte da população que não tinha existência naquela constituição monárquica”, ressalva a historiadora.
A luta antirracista daqueles maçons negros de meados do século XIX procurava impedir a reafirmação de uma hierarquia racial pública, herdada dos portugueses. Eles se posicionavam contra a classificação das cores dos cidadãos justamente por temerem que esses fossem impedidos de ocupar cargos, de fazer carreiras administrativas e profissionais. “Na época dos portugueses, além dos regimentos militares segregados (pretos, pardos e brancos), era preciso pedir dispensa de ‘defeito de cor’ para ocupar determinadas posições públicas e isto, é claro, ainda estava bem fresco na memória daqueles que atuaram nessas primeiras décadas do Brasil independente”, informa Célia.

“UMA DAS COISAS QUE A MAÇONARIA PREGA É A IGUALDADE EM TODOS OS SENTIDOS, ENTÃO, NÃO HÁ QUALQUER PRECONCEITO, NÃO HÁ NADA QUE DIGA QUE HAJA UMA REJEIÇÃO OU UMA FORMA DE SE ESTEREOTIPAR”

Veja mais sobre maçonaria clicando aqui: Primeira Igreja Virtual

ANTESSALA DOS DEBATES NACIONAIS

No período conturbado da vida política do país, a maçonaria tinha um papel importante na preparação de novas lideranças de diversas tendências, numa época em que os partidos ainda não eram organizações de massas. A maçonaria – que tem uma estrutura organizativa similar ao estado democrático, dividida em executivo, legislativo e judiciário – era um espaço único para importantes discussões: “Seria interessante pensar a maçonaria como uma espécie de antessala dos debates parlamentares, onde se experimentavam cisões, aproximações, alianças, as quais, por sua vez, eram testadas publicamente no Parlamento e cujos resultados repercutiriam outra vez nos espaços maçônicos”, diz Célia.
Vale lembrar que a década de 1830 marca o surgimento de um espaço público no país, quando a atividade política deixa de ser exclusividade dos gabinetes e ganha o mundo das ruas. É a época das regências, em que a agitada vida política do país é marcada pela presença de três correntes de opinião: liberais moderados (que chegaram ao poder logo após a abdicação de Dom Pedro I); liberais exaltados (mais próximos das
reivindicações populares e divididos entre republicanos e monarquistas constitucionais); e os caramurus (que pregavam a volta de Dom Pedro I).

Francisco de Paula Brito era um exaltado. Nascido em família modesta no Rio de Janeiro, em 1809, ele se tornou tipógrafo e trabalhou em gráficas até 1831, quando abriu sua própria tipografia, aos 22 anos. Em setembro de 1833, saiu da Tipografia Fluminense, de Paula Brito, o jornal O Homem de Cor . Era o segundo título de uma imprensa militante ‘exaltada’, defensora de uma cidadania livre de restrições legais de teor racista, que começou com O Filho da Terra e prosseguiu com O Cabrito, O Meia Cara, O Crioulinho e O Crioulo .
Lembrado nos livros de história como um político importante do Segundo Reinado – mas não como negro – Francisco Montezuma nasceu em Salvador, na Bahia, em 1794. Não se sabe se sua origem africana veio da mãe ou do pai. Além de se tornar um político de oposição, Montezuma dedicou-se a introduzir no Brasil o Rito Escocês Antigo e Aceito, que aumentava o número de cargos superiores das lojas. Segundo Célia, a questão dos ritos é importante, uma vez que o cotidiano das lojas organiza-se em torno deles. O Rito Escocês expandiu-se rapidamente, possivelmente por atender os anseios de muitos maçons humildes, que poderiam assim alcançar níveis mais altos por mérito e não por nascimento.
O apoio mútuo assistencial – outra característica da maçonaria escocesa – pode também ter sido um fator de atração.

Na obra, Célia relata também o grande debate transnacional sobre as discriminações sofridas pelos maçons negros nos Estado Unidos, logo após a Guerra da Secessão, que começou 1868 quando o Grande Oriente da França apoiou a decisão do Supremo Conselho da Louisiana de admitir homens negros como irmão maçons em suas lojas. Quando esse debate chegou ao país, os maçons brasileiros estavam divididos em duas correntes políticas: Grande Oriente do Lavradio, liderada por José Maria da Silva Paranhos, o Barão do Rio Branco (que apoiou os segregacionistas norte-americanos); e Grande Oriente dos Beneditinos, liderada pelo pernambucano Joaquim Saldanha Marinho, que não hesitou em apoiar decisão antirracista do Grande Oriente Francês.

“A MAÇONARIA NÃO É UMA RELIGIÃO, MAS SIM UMA FILOSOFIA. EM TODAS AS LOJAS HÁ CATÓLICO, EVANGÉLICO, JUDEU, ÁRABE… A MAÇONARIA TRANSFORMA AS PESSOAS PORQUE É UMA FILOSOFIA BASEADA NA FRATERNIDADE”

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Sede da Grande Oriente do Brasil

E ATUALMENTE NO BRASIL…

Mais de um século e meio depois do período regencial, à frente da maior organização maçônica do país, o Grande Oriente do Brasil (GOB), com sede em Brasília, está um homem negro: o grão-mestre geral Marco José da Silva. Carioca, ex-professor de administração e funcionário aposentado do Banco Central, ele define a maçonaria como uma instituição que nada tem de secreta, voltada para o aprimoramento do homem, e afirma que o fato de ser negro não gerou problemas para sua ascensão na ordem: “Uma das coisas que a maçonaria prega é a igualdade em todos os sentidos, então, não há qualquer preconceito, não há nada que diga que haja uma rejeição ou uma forma de se estereotipar”, diz Marco. Embora se declare pessoalmente favorável à política de cotas raciais, o grão-mestre do GOB diz que a instituição não se posiciona sobre o tema: “Como nós temos maçons negros e brancos, a maçonaria não tem esse tipo de preocupação, assim como também não tem uma política para privilegiar os indígenas. O que ela procura fazer é a igualdade de oportunidade para todos os homens. Ela não tem essa preocupação, mas também não condena”, explica.
Outro homem negro em posição de destaque na maçonaria é José Renato dos Santos, grão-mestre adjunto da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo. Lembrando que foi a maçonaria que mais trabalhou pela libertação do trabalho escravo no Brasil e também pessoalmente favorável às cotas, ele considera que a maioria dos maçons hoje é contra essa política. “Não entenderam as cotas, que é uma política pública recente no país, necessária. A maior parte dos maçons não entendeu isso

Acham que é um privilégio”, explica. Ele acredita que existe certa dificuldade para o negro ingressar na maçonaria por que, no Brasil, só entra na ordem quem é convidado: “Como ele não tem contato com os maçons, não tem acesso, fica cerceado. Isso é um redutor”, afirma. Aliás, é só no Brasil que isso acontece. Nos Estados Unidos, por exemplo, é você que procura e entra na maçonaria. José Renato explica também que não existem no Brasil organismos maçônicos só de negros, porém, ele foi um dos criadores, na década de 80, de um grupo de estudos e trabalho denominado Grupo Três Pontos (G3P), integrado por negros de diversas potências maçônicas.

ESCOLAS AFRICANAS
E foi justamente o G3P que serviu como porta de entrada na maçonaria para João Carlos B. Martins, presidente do Coletivo de Empresários e Empreendedores Afro-Brasileiros (Ceabra) e também integrante da Grande Loja. Ele conheceu a maçonaria através de um grupo de negros e entrou para trabalhar socialmente pelo engrandecimento da raça. “O Ceabra treina e fornece livros adequados para professores que trabalham no resgate de crianças de periferia de qualquer cor. Vamos lá, fazemos os cursos para os meninos, que enfrentam grandes dificuldades, não têm mais muita esperança de vida. Damos um pouco de esperança a eles”, explica.
Desse grupo, surgiram três presidentes (veneráveis) de lojas: Adilson Charles dos Santos, o já falecido José Carlos de Oliveira, da loja Novos Obreiros, e o próprio João Carlos que, mesmo depois que o G3P foi ‘adormecido’, continuou com os trabalhos. “Hoje em dia nós temos na minha loja Mestre Pescador uns 10 negros em uma família de 60 irmãos, o que é muito, porque, geralmente, o normal é ter um ou dois. Acima
disso, em grau filosófico, nós temos uma loja chamada José do Patrocínio, que também presido, onde 80% são negros”, comenta João Carlos, que tem uma ligação com as Lojas Prince Hall de Oregon, Idaho e Montana, da maçonaria negra norte-americana, uma representação para intercâmbio.

A maçonaria brasileira também mantém contato com os irmãos africanos por intermédio do maestro Roberto Casemiro, dos corpos estáveis do Teatro Municipal de São Paulo. Maçom há 28 anos, ele ingressou na ordem a convite de um professor francês da Universidade Estadual Paulista (UNESP), onde estudou e se formou. Casemiro revela que, por meio de contatos conseguidos com um integrante da maçonaria holandesa que esteve no Brasil, ele teve acesso aos irmãos do Togo, Benin, Costa do Marfim e Senegal, no Golfo da Guiné. “Nosso sonho, no futuro, é trazer esse outro tipo de maçonaria, que nem os maçons aqui conhecem, por ser tão distante: as maçonarias da África e do Oriente Médio, que são fortíssimas”, especula. O maestro, que agora está no Grande Oriente de São Paulo, lembra que a maçonaria não é uma religião, mas sim uma filosofia. Em todas as lojas há católico, evangélico, judeu, árabe… “A maçonaria transforma as pessoas porque é uma filosofia baseada na fraternidade. Tudo que é oferecido para todos, nós também passamos a compartilhar. Eu vejo reflexo na minha vida profissional, por que, principalmente nas adversidades, em grandes momentos que eu passei, recebi solidariedade de muitos irmãos. O irmão tem um compromisso de socorro para contigo”, finaliza Roberto.

Fonte: http://racabrasil.uol.com.br//cultura-gente/151/artigo208161-3.asp

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Quem se habilita a passear no Egito?

 

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O Dr. Samuel Gipp, em seu livro “The Answer Book”,por mim traduzido há mais de 10 anos, escreve o seguinte a respeito do Egito:

“Quando se estuda a Escritura uma regra fundamental é a chamada ‘lei da primeira menção’. Isto significa quegeralmente é verdade que o contexto no qual alguém ou alguma coisa é primeiramente mencionado estabelece a atitude bíblica para essa pessoa ou lugar. Em nosso estudo … é impossível ignorar a atitude da Bíblia em relação ao próprio Egito”: Vejamos algumas de suas citações sobre o Egito:

O Egito é primeiramente mencionado em Gênesis 12:10 a 12:

10. E havia fome naquela terra; e desceu Abrão ao Egito, para peregrinar ali, porquanto a fome era grande na terra.

11. E aconteceu que, chegando ele para entrar no Egito, disse a Sarai, sua mulher: Ora bem sei que és mulher formosa à vista;

12. E será que, quando os egípcios te virem, dirão: Esta é a sua mulher. E matar-me-ão a mim, e a ti te guardarão em vida.

Em Gênesis 12:1-3, vemos que Deus entregou a Abraão o que se conhece como Aliança Abraâmica. Literalmente é a promessa de Deus entregar o mundo a Abraão e aos seus descendentes como sua possessão particular.

Em Gênesis 12:10 Abraão desce ao Egito para escapar da fome na terra onde habitava. No verso 12 vemos Abraão com medo de que os egípcios o matem e roubem sua esposa Sarai. Estenão é exatamente um contexto positivo. Portanto, vemos quea primeira menção do Egito é feita numa conotação negativa.

Em Êxodo 1: 11 a 14 vemos que os Judeus se tornaram escravos no Egito:

11. E puseram sobre eles maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas. Porque edificaram a Faraó cidades-armazéns, Piton e Ramsés.

12. Mas quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam, e tanto mais cresciam; de maneira que se enfadavam por causa dos filhos de Israel.

13. E os egípcios faziam servir os filhos de Israel com dureza;

14. Assim que lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro e em tijolos, e com todo o trabalho no campo; com todo o seu serviço, em que os serviam com dureza.

De fato, Faraó decretou que todos os bebês Judeus do sexo masculino fossem mortos, conforme veremos nos versos 15 e 16:

15. E o rei do Egito falou às parteiras das hebréias (das quais o nome de uma era Sifrá e da outra Puá),

16. E disse: Quando ajudardes a dar à luz às hebréias, e as virdes sobre os assentos, se for filho, matai-o; mas se for filha então viva.

Também esta é uma conotação negativa.

Em Êxodo capítulo 20:2, após ter Deus tirado os filhos de Israel do Egito, Ele com a própria voz diz o que pensa do Egito, chamando-o, no verso 2 casa da servidão.

Êxodo 20:2 – Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.

Mais uma conotação negativa neste verso, vinda diretamente dos lábios de Deus.

Em Deuteronômio 4:20, Moisés se refere ao Egito comofornalha de ferro: Mas o SENHOR vos tomou, e vos tirou da fornalha de ferro do Egito, para que lhe sejais por povo hereditário, como nesse dia se vê.

Em Deuteronômio 17:16 é dito a Israel que no futuro quando tiverem um rei, este não deve manter relações comerciais com o Egito:

Deuteronômio 4:20 Porém não multiplicará para si cavalos, nem fará voltar o povo ao Egito, para multiplicar cavalos; pois o SENHOR vos tem dito: Nunca mais voltareis por este caminho.

E, finalmente, em Apocalipse 11:8, quando Deus quer censurar Jerusalém Ele a compara com Sodoma e Egito:

Apocalipse 11:8 – E jazerão os seus corpos mortos na praça da grande cidade que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde o seu SENHOR também foi crucificado”.

Este estudo conciso mostrou o que a maioria dos cristãos já sabe. A Bíblia tem uma visão negativa sobre o Egito, um país amaldiçoado desde a era de Abraão.

Hagar, mãe de Ismael, é, portanto, a mãe da raça árabe, a qual só tem causado confusão no mundo. Mas Deus é tão misericordioso que lemos em Gênesis 21:17-21, o que Ele fez, comovido pelo choro de Hagar e seu filho:

“E ouviu Deus a voz do menino, e bradou o anjo de Deus a Agar desde os céus, e disse-lhe: Que tens, Agar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do menino desde o lugar onde está. Ergue-te, levanta o menino e pega-lhe pela mão, porque dele farei uma grande nação. E abriu-lhe Deus os olhos, e viu um poço de água; e foi encher o odre de água, e deu de beber ao menino. E era Deus com o menino, que cresceu; e habitou no deserto, e foi flecheiro. E habitou no deserto de Parã; e sua mãe tomou-lhe mulher da terra do Egito”.

Como Deus é Onisciente, Ele já sabia de antemão que os árabes (descendentes de Hagar) iriam causar sérios problemas a Israel; mesmo assim, permitiu que esse povo nascesse e crescesse, pois Ele sempre dá uma chance a todos os pecadores, a fim de que se arrependam e O reconheçam como o ÚNICO DEUS do universo.

Acredito que o novo governo do Egito vai se aliar aos árabes muçulmanos (por algum tempo este país foi amigo de Israel e do Ocidente), incorrendo numa sentença de morte decretada pelo Deus de Abraão…

Alguns brasileiros que se encontram no Egito, fascinados pela piramidologia, ficaram confinados aos hoteis onde se hospedaram, durante os conflitos das duas últimas semanas. Que eles aprendam a visitar Israel, a terra abençoada pelo Senhor nosso Deus, evitando o engodo do Egito, com as implicações satânicas de suas pirâmides, as quais guardam segredos milenares, que serão revelados, quando essas pirâmides forem destruídas, na Segunda Vinda do Senhor. Quem se habilita a passear no Egito, para transitar dentro das pirâmides cheias de mistérios e de maldição divina???

Eu… Nem pensar! Quero morrer, tranquilamente, com a Bíblia FIEL ao meu lado, deitada em minha cama, aqui mesmo em Terê…

Por: Mary Schultze