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A renovação da mente

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Por Claudio Santos

 

A renovação da menteA renovação da mente

“ROGO-VOS, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.  E não sedeconformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.(Rm. 12:1-2).

O texto acima vai revelar o modelo de transformação que Deus espera de nós seres humanos.

E esta transformação vem de dentro para fora. Ela nasce no entendimento das coisas espirituais e materializa-se através do comportamento, das ações e atitudes que tomamos aos expressarmos a nossa fé em Jesus, seguindo a sua cultura e modelo de vida em sociedade. O Apóstolo Paulo nos ensinou aqui sobre como seguir esta experiência.

Em primeiro lugar, a apóstolo ensinava e orientava aqui a apresentarmos um culto racional, aquele em que se ora no espírito, mas também ora com a mente. Nenhuma forma de adoração a Deus poderia vir a ser ininteligível, pois como o indouto poderia vir a dizer “amém”, se nada estivesse entendo num culto de uma igreja ou numa reunião de oração?

Para reforçar o texto, veja o que mais o Apóstolo Paulo falou sobre isso, porém, agora é para a igreja de Corinto, lá em Cor. 14, verso 15 em diante:

“Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto. 5  Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento. 16  De outra maneira, se tu bendisseres com o espírito, como dirá o que ocupa o lugar de indouto, o Amém, sobre a tua ação de graças, visto que não sabe o que dizes? 17  Porque realmente tu dás bem as graças, mas o outro não é edificado”.

Devemos lembrar que somos corpo, alma e espírito (na visão tricotômica, a mais bem revelada na Bíblia), e, que isso fará sentido, quando cultuarmos coletivamente. Todos precisam ser edificados.

Em segundo lugar, que é a essência desta meditação, somos orientados a NÃO nos conformarmos com o curso deste mundo. Em outras palavras, devemos andar na direção contrária ao mundo, nadar contra a maré do mundo, e seguir a direção oposta ao mundo. É uma conversão radical. Parece loucura, mas é assim que deve ser de acordo com a Palavra de Deus.

Conheço um homem na Bíblia, que era considerado como um louco. Um homem, que de acordo com a psiquiatria, poderia vir a apresentar sintomas de esquizofrenia aguda e avançada ao máximo para a sua época. João Batista era um homem que andava pelo deserto, alimentava-se de mel silvestre e gafanhotos, se vestia de forma muito peculiar. Quando aparecia publicamente nas vilas, bradava de forma “inconformada” e, alto som, coisas contrárias à cultura de sua sociedade, tipo: “arrependam-se”; ou “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura?

“Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento.  E, também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo”(Mt. 3:8-10).

Parecia ser muito esquisito falar isto para os fariseus e saduceus, isso era contrário à religião daquele século. Mas, João não se intimidava a cumprir o seu chamado. Ele não era conformado com aquele século. Andar na contramão do mundo é, definitivamente, o dever de cada cristão. (Rm. 12:2)

Veja bem, podemos ser felizes, agradecidos, sim, porém, conformados não. Deus sempre tem mais para revelar aos povos, e João Batista, considerado um louco por sua sociedade, sabia disso.

Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação. Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes” (I Cor. 1:21 e 27)

O cristão é diferente do mundo. É preciso coragem e determinação para ser diferente. Mas, esta coragem é fruto da fé no Senhor Jesus. Se o jovem cristão soubesse que ele já foi aceito pelo céu, quando de um simples ato de fé, deixaria de tentar impressionar a terra no afã de encontrar desesperadamente a aceitação de algum grupo. Essa aceitação deve estar em si mesmo, na nossa mente através de uma renovação, arrependimento, regeneração, batismo e sua entrada na igreja de Cristo. É metanóia mesmo.

O processo de regeneração é uma decisão do homem por aquilo que foi ensinado por Cristo, mas que tem a sua ênfase na atuação do Espírito Santo, que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo.  O batismo de João, não representa uma troca de religião, mas ratifica fisicamente o ato regenerador e renovador da forma espiritual e, passa a ser um testemunho de fé de que houve arrependimento e regeneração pelo indivíduo que deseja ter uma nova vida e um relacionamento direto e verdadeiro com Cristo. Não basta estar numa igreja ou ser de uma igreja (instituição), é necessário nascer de novo da água e do espírito.

Quando éramos escravos deste mundo, andávamos no curso deste mundo, mas depois que nos libertamos das gaiolas dos enganos da riqueza, das ilusões, dos prazeres e vaidades deste mundo, agora, sim, que somos conhecidos por Deus, somos livres de verdade!

Para reforçar este pensamento, leiamos o versículo de Gálatas 4:3,8 e 9 logo abaixo:

Assim também nós, quando éramos meninos, estávamos reduzidos à servidão debaixo dos primeiros rudimentos do mundo”.  Quando não conhecíeis a Deus, servíeis aos que por natureza não são deuses.  Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir?

Em terceiro lugar, o Apóstolo Paulo, continuava falando em Roma sobre a mudança da velha vida para uma nova vida. Ele falava sobre experiência com Deus (vs 2). “… transformem-se e renovem a mente para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Como podemos chegar nesse nível de fé? Através da metanóia, uma mudança radical na forma de pensar acerca de Deus e seus atributos visíveis e invisíveis.

Ele não é uma pessoa comum. Ele é o Senhor Deus Todo Poderoso. Merece culto, glórias e honras de seus adoradores. Para experimentá-lo em sua plenitude faz-se necessário aproximação do céu e distanciamento da terra.

Para termos experiências com Deus é necessário se retirar do mundo, apartar-se dessa crueldade que estamos vivendo neste século. Quanto mais aproximação com o mundo, menos experiências com Deus. Quanto mais impureza do mundo, menos relacionamento com Deus.

Talvez você esteja lendo isso aqui, com algum tom de zombaria ou incredulidade, mas a Palavra de Deus não falha. A Bíblia faz um excelente diagnóstico sobre a enfermidade mental pela qual vive a nossa sociedade neste últimos dias. Senão vejamos o que diz em 2 Timóteo, capítulo 3:

SABE, porém, isto : que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.

2  Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,

3  Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, 4  Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,

5  Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.

6  Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências;

7  Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade.

8  E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé.

9  Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario, como também o foi o daqueles.

Não dá para brincar com Deus, né verdade? Os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados. Tenho a plena certeza de que esta não seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus para a sua vida. Não confie nos argumentos humanos. Confie na irrefutável e infalível Palavra de Deus. Santidade e pecado não andam de mãos dadas. Pecado é pecado e ponto final.

Sem mais delongas, e, para ser mais objetivo aqui, lembro, porém, como sempre, o Senhor nos convida para uma reconciliação. Ele nos chama de volta para o centro de sua vontade, cheia de alegria, graça, e misericórdia. Temos vários exemplos desse chamado para a reconciliação de Deus para com o seu povo Israel. Mas, para facilitar, basta continuar no mesmo contexto do texto de Timóteo acima (vs. 14, 15, 16 e 17):

“Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, 15  E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.

16  Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;

17  Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra”.

Obviamente, que isso que acabamos de ler não se trata de nenhum sistema religioso de  lavagem cerebral, mas é a mais plena, pura e sagrada Palavra de Deus para salvar as nossas almas deste mundo tenebroso.

Conclusão

Nestes dias temos que levar a nossa mente e o nosso coração a refletirem em uma série de coisas como por exemplo se o mundo está influenciando a igreja com as coisas do mundo. Se a igreja tem aceitado as “novidades santas” em seus cultos. Se somos luzes ou vivemos em cavernas. Se a igreja é sal, ou não faz mais diferença neste mundo.

A maldade na terra se multiplicou? A terra chora os seus mortos todos os dias. O pecado no mundo ampliou as dores, elevou-se o ódio e multiplicou-se a perversão? O mundo já não dá mais valor algum à vida humana? Almas aflitas, sobrecarregadas de terror? Oprimidas? Wow acordemos! Enquanto se fala em várias línguas diferentes, edificando-se apenas a si mesmo, existem pessoas que estão sofrendo em depressão e, não estão entendendo o evangelho de salvação. E, enquanto se canta e se dança de olhos fechados, tem gente morrendo de fome por todos os lados!!

E, quanto às famílias, os valores e a essência de família criada por Deus estão sendo desvirtuados ou invertidos? Deixa quieto? Qual o papel da igreja? Qual o papel do cristão? Vamos ficar só olhando? Tá tudo bem assim mesmo?

Jesus olhava distante, além da média. Ele não se conformava com as trevas. Como filhos de Deus somos o sal desta terra e a luz deste mundo! Então, precisamos sair da caverna mental. Oremos (e marchemos) também para que saiamos deste “quadradinho” mental e espiritual, larguemos a vaidade, abramos mão desse tolo egoísmo e orgulho religioso e denominacional.

Jesus não estava interessado em religião. Ele rompeu barreiras, questionou paradigmas, curou no sábado, falou com os samaritanos, etc. Ele levou os seus discípulos a mudarem de mente. Ser apenas “gente boa” não é o suficiente. Os judeus não estavam entendendo a verdadeira língua do reino, nem as orações que se faziam nas esquinas, nem nas sinagogas. O discipulado precisava ser mais claro, inteligente, e eficiente. Pescar só num mesmo lado do barco, levariam os peixes a acostumarem com as redes e anzóis. Faz-se necessária a mudança de hábito. Lancemos as redes para o outro lado do barco também!! (ver LUCAS 5). Nenhum de nós pode ter mais dúvidas sobre o nosso papel nesta embaixada do céu, amém?

Reflexão

Pensemos amplamente e “fora da caixa”, como Jesus pensou, para que de fato experimentemos qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus para Jerusalém, Judéia, Samaria, Brasil e até os confins da terra.

Qual a mudança que ainda se faz necessária para renovar as nossas mentes?

Até uma próxima amados irmãos!

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A família de Ló

 (extraído do jornal árvore da Vida)

Ao falar do final dos tempos e da vinda do Senhor Jesus, o Evangelho de Lucas menciona não apenas a família de Noé, como também a de Ló: “O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do Homem se manifestar” (Lucas 17:28-30).

Ló, que era sobrinho de Abraão, viveu em uma época que precedeu o julgamento de Deus sobre as pessoas, assim como Noé. Ló era considerado um homem justo e sentia-se afligido pelo comportamento libertino de seus contemporâneos em Sodoma, cidade onde vivia (2 Pedro 2:7). Apesar disso, não vemos nele um testemunho de alguém que tinha uma aliança com Deus e uma vida comprometida com Ele. Tampouco vemos em Ló a mesma busca por Deus e por fazer Sua vontade como vemos em seu tio. Não fosse  pela intercessão de Abraão, talvez Ló nem mesmo escapasse da destruição de Sodoma (Gênesis 18:16-33; cf. 19:29).

Gênesis 13 mostra que ele seguia Abraão e com ele se tornou rico, mas não mostra que em toda sua vida tenha erigido um altar e invocado o nome do Senhor como fazia Abraão (vs. 4-5). Um dia, houve contenda entre os pastores de Ló e os pastores de seu tio; este sugeriu que ambos se apartassem. Seria razoável Ló deixar Abraão escolher antes dele para onde ir, mas em vez disso, ele “escolheu para si” toda a campina fértil do Jordão (vs. 10-11). Sua escolha indica que ele era egocêntrico e que queria viver uma vida mais fácil, fazendo o que lhe era mais conveniente. Ló não se importou com seu tio já idoso e muito menos em saber qual era a vontade de Deus. Por fim o caminho que ele escolheu levou-o a Sodoma, um lugar onde os homens eram maus e grandes pecadores contra o Senhor e ali passou a morar (vs. 12-13).

Ló estava à porta da cidade, lugar de honra para quem era juiz, quando dois anjos foram enviados para resgatá-lo (Gênesis 19:3, 9). Os anjos recusaram o convite de pernoitar em sua casa, pois somente queriam cumprir sua missão de tirá-lo dali o mais rápido possível. Mas, pela insistência de Ló, eles entraram em sua casa onde se banquetearam. Vieram, então, os moradores da cidade para abusar de seus hóspedes. Ló procurou preservar-lhes a vida, oferecendo suas filhas, virgens, para que os homens fizessem com elas o que bem quisessem (vs. 5-8). Que confusão!

Ló se acostumou com o “estilo” de vida de Sodoma e se tornou insensível à maldade e perversidade da cidade. Resultado, mesmo tendo mantido suas filhas virgens, ele as expôs a situações tão constrangedoras. Isso tudo mostra que a escolha de Ló afetou não somente a ele como também toda a sua família. Seus futuros genros não foram convencidos por ele a sair daquela cidade e escapar de seu julgamento, pois pensaram que Ló gracejava com eles. Isso revela que as palavras de Ló não eram levadas a sério por eles (v.14). Que situação lamentável!

Ao serem levados para fora da cidade, mesmo puxado pela mão, Ló apresentou certa resistência em sair, dizendo: “Assim não, Senhor meu” (vs.16-18), mas foram advertidos pelo anjo a nem olhar para trás, mas a fugir para o monte, a fim de não perecerem. Infelizmente, sua esposa não lhe deu ouvidos e olhou para trás, para onde seu coração estava apegado, e tornou-se uma estátua de sal. A menção desse fato pelo Senhor Jesus indica que ela se tornou um sinal de vergonha e advertência para todas as gerações. Já as filhas de Ló decidiram, após embriagá-lo, cometer incesto com ele para dar-lhe descendência. Isso revela que Ló não conseguiu colocar nelas alguns princípios divinos quanto ao modo de viver que agradava a Deus. Por não serem instruídas nos caminhos do Senhor, não tiveram temor a Deus, e o resultado desse incesto foi o surgimento de dois povos, amonitas e moabitas, que se tornaram grandes inimigos do povo de Deus e tiveram o mesmo fim de Sodoma e Gomorra (Sofonias 2:9).

Das experiências de Ló aprendemos que não é suficiente ficarmos indignados com a situação atual do mundo, mas devemos ter um coração de aprender lições de fé e dependência de Deus, vistas em Abraão, seu tio. Precisamos também contabilizar as consequências de nossas escolhas, e para isso orar antes de tomar qualquer decisão, pois, se não negarmos a nós mesmos, podemos pôr em risco toda nossa família.

Também vemos que não podemos nos acostumar com as coisas do mundo e permitir que as práticas mundanas façam parte de nossa família, pois elas podem se tornar um tropeço na hora de querer fugir das tentações. Precisamos fugir para a vida da igreja, onde muitos de coração puro invocam o Senhor (2 Timóteo 2:22)! Precisamos nos consagrar ao Senhor e invocar Seu nome e não somente ficar perto de quem tem esse viver. Quando estamos em Sua presença e buscamos fazer Sua vontade, nossa família inteira é beneficiada, poupada de destruição e de situações vergonhosas e podemos ser úteis a Deus. Que o Senhor tenha misericórdia de nós e não permita que nossa casa seja como a de Ló!

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Shemitá: Padrão bíblico que indica colapso financeiro em 2015

Profile photo of Raquel ElanaPor Raquel Elana em 28 de agosto de 2015

Shemitá: Padrão bíblico que indica colapso financeiro em 2015Será que um mistério que é de 3.500 anos de idade têm a chave para o que vai acontecer com os mercados financeiros globais em 2015? Poderia ser possível que o calendário de grandes crises financeiras não seja apenas uma questão de coincidência?

Em artigos anteriores, eu tenho discutido algumas das principais teorias do ciclo econômico, financeiro e seus proponentes. Por exemplo, em um artigo intitulado “Se teóricos dos ciclos econômicos estejam corretos, de 2015 a 2020 será um verdadeiro inferno para os Estados Unidos”, examinei uma série de teorias de ciclo econômico que parecem indicar que a segunda metade desta década vai ser um pesadelo economicamente. Mas o ciclo que eu vou discutir neste artigo é muito mais controverso do que qualquer um desses. Em seu mais recente livro, Jonathan Cahn demonstrou que quase todas as principais crises financeiras da história dos EUA estão muito intimamente ligadas a um padrão de sete anos que encontramos na Bíblia conhecida como “a Shemitá”.  Desde que o livro foi lançado, eu fui perguntado sobre isso várias vezes durante as aparições da rádio. Assim, neste artigo vou tentar explicar o que o Shemitá é, e que esse padrão bíblico parece indicar o que pode acontecer em 2015.

Se você é um ateu, agnóstico, ou é geralmente cético por natureza, este artigo pode revelar-se bastante um desafio para você. Gostaria de pedir que você retenha o julgamento até ter examinado as provas.  Quando eu ouvi pela primeira vez sobre essas coisas, eu tive que ir verificar os fatos por mim, porque eles são verdadeiramente extraordinários.

Então, precisamente o que é “o Shemitá”?

Na Bíblia, o povo de Israel foi ordenado a deixar a terra repousar cada sete anos. Não haveria semeadura e colheita não, e isso é algo que Deus levou muito a sério. De fato, a inobservância destes anos do sábado foi uma das principais razões citadas nas Escrituras por que o povo judeu foi exilado para a Babilônia em 586 aC.

Mas havia mais para o ano Shemitá que simplesmente deixar a terra repousar.

No último dia do ano Shemitá, o povo de Israel fora instruído a realizar a liberação de dívidas.  Encontramos o seguinte em Deuteronômio capítulo 15.

Ao fim de cada sete anos, você deve conceder uma renúncia de dívidas. Esta é a maneira do abandono: todo credor que emprestou alguma coisa a seu vizinho deverá cedê-lo. Ele não o exigirá do seu próximo ou do seu irmão, porque ele é chamado renúncia do Senhor.

Isso aconteceu no final de cada sete anos – o direito dia antes de Rosh Hashanah no calendário bíblico.

Então, o que isso tem a ver com a gente hoje?

Bem, se você voltar para o último dia do ano Shemitá em 2001, você vai achar que houve um crash da bolsa absolutamente horrível.

Em 17 de setembro, 2001 (que foi Elul 29 no calendário judaico), assistimos a maior crash da bolsa na história dos EUA até aquele momento. A Dow Jones caiu uma espantosa 684 pontos, e foi um recorde que realizou durante precisamente sete anos, até o fim do próximo ano Shemitá.

No final do próximo ano Shemitá em 2008, outro crash da bolsa horrível ocorreu. Em 29 de setembro de 2008, a Dow Jones caiu 777 pontos, que ainda hoje continua a ser o maior acidente de um dia de todos os tempos do mercado de ações. Acontece que o 29 de setembro de 2008 correspondia com Elul 29 no calendário judaico – o dia exato em que a Bíblia chama para uma liberação de dívidas.

Assim, no último dia dos últimos dois anos Shemitá, o mercado acionário caiu tanto que definiu um novo recorde histórico.

E agora estamos em outro ano Shemitá. Tudo começou no ano passado, e terminará em Setembro próximo.

Poderia ser possível que veremos mais uma queda histórica do mercado?

Autor Jonathan Cahn justamente destacou que nunca devemos colocar Deus em uma caixa. Só porque algo aconteceu no passado não significa que isso vai acontecer novamente.  Mas não devemos descartar nada.

Talvez Deus está usando o seu calendário para fazer um ponto. Cahn acredita que, se nós estamos indo para ver algo acontecer, ele provavelmente irá ocorrer como o ano Shemitá chega ao fim.

Cahn assinalou que, de acordo com sua pesquisa, o pior do pior geralmente acontece no final do ano Shemitá, não no início.  Na verdade, o último dia do ano, Elul 29 no calendário hebraico, que ocorrerá em 13 de setembro de 2015, é o dia mais temido.

O padrão revelado em “O Mistério do Shemitá” é que o início do impacto do Shemitá muitas vezes é sutil, mas leva a um clímax dramático.

“O início pode marcar uma mudança de direção, mesmo um prenúncio do que virá  crescendo no final do Shemitá”, disse ele.

E desta vez, muito mais pessoas estão prestando atenção. Já em 2001 e 2008, a maioria dos americanos não tinha absolutamente nenhuma ideia do que era um “ano Shemitá”.  Mas agora ele está sendo falado sobre alguns dos mais proeminentes websites alternativos de notícias na Internet. Por exemplo, o seguinte é o que Joseph Farah de WND tem a dizer sobre o ano Shemitá …

Farah acredita que a data de 13 de setembro de 2015 – embora ele seja rápido para admitir que ele não tem ideia do que, se alguma coisa, vai acontecer algo na América.

“Um claro padrão foi estabelecido”, diz ele. “Eu não acredito que seja uma coincidência que aconteceu nos Estados Unidos em 29 de Elul, em 2001 e 2008. Seria tolice ignorar a possibilidade de que um julgamento pode ser maior nas obras – especialmente se a América continua a afastar-se de Deus e Sua Palavra “.

O ano Shemitá que estamos agora, acaba se em 13 de setembro de 2015 – e que cai em um domingo onde os mercados estão fechadas.

Mas o que se trata da Shemitá, não estamos apenas olhando para um dia especial.

E é muito interessante notar que também haverá um eclipse solar no dia 13 de setembro de 2015. Ao longo do século passado, houve apenas duas outras vezes, quando um eclipse solar tem correspondido com o fim de um ano Shemitá. Essas duas vezes foram em 1931 e 1987, e como Jonathan Cahn disse a WND, esses eclipses solares prenunciaram grandes catástrofes financeiras.

Em 1931, um eclipse solar ocorreu em 12 de setembro – o fim de um “Shemitá” ano.  Oito dias depois, a Inglaterra abandonou o padrão-ouro, desencadeando falhas de mercado e falências de bancos ao redor do mundo. Ele também inaugurou a maior queda percentual do mercado de ações monthlong na história de Wall Street.

Em 1987, um eclipse solar ocorreu em 23 de setembro – novamente ao fim de um “Shemitá” . Menos de 30 dias depois, veio “Black Monday” a maior queda percentual na história de Wall Street.

Cahn está prevendo a desgraça e tristeza em 13 de setembro, 2015? Ele é cuidadoso para evitar uma previsão, dizendo: “No passado, este inaugurou os piores colapsos da história de Wall Street. O que ele vai trazer esse tempo?  Mais uma vez, como anteriormente, o fenômeno não tem de se manifestar na próxima convergência.  Mas, ao mesmo tempo, e mais uma vez, é aconselhável tomar nota”.

Então, o que vai acontecer desta vez?

Nós apenas temos que esperar e ver.

Mas, sem dúvida, muitos dos mesmos padrões que testemunhamos pouco antes do crash financeiro de 2008 estão acontecendo novamente diante dos nossos olhos.

Tem sido dito que aqueles que não aprendem com a história estão condenados a repeti-la.

Talvez você acredita que há algo para “o Shemitá”, ou talvez você pense que é tudo um monte de bobagens.

Mas pelo menos agora você sabe o que todo mundo está falando. O que você escolhe fazer com esta informação é com você.

Fonte: Um Novo Despertar

“As opiniões ditas pelos colunistas são de inteira e única responsabilidade dos mesmos, as mesmas não representam a opinião do Gospel+ e demais colaboradores.”
Profile photo of Raquel Elana

Por

Raquel Elana, formada em Teologia, Pós Graduação em Jornalismo Político/ (Jornalista – MTb 15.280/MG) e Ministérios Criativos pelo IBIOL de Londres, é autora de 3 livros, entre eles: Anjos no Deserto – uma coletânea de testemunhos dos seus quase 10 anos de trabalho no Oriente Médio. Desde o ano passado está envolvida com o trabalho de atendimento aos refugiados da guerra civil da Síria. Veja este vídeo de divulgação para conhecer mais sobre nossas famílias e como desenvolvemos o serviço.