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Crise afeta igrejas na França e prédios são vendidos

 

A Igreja Católica sofre pela diminuição no número de fiéis e também na quantidade de doações

por Leiliane Roberta Lopes

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    Algumas igrejas estão sendo vendidas na França anunciando que a crise na zona do Euro tem atingindo até mesmo as finanças de grandes instituições como a Igreja Católica.

    Os prédios estão sendo passados adiante pela falta de fiéis, já que o secularismo está cada vez maior na Europa e também pela falta de capital, já que os fiéis estão doando menos para as igrejas. Estes fatores estão prejudicando até as despesas regulares dos templos que estão sendo fechados em diversas partes do país conforme cita a reportagem da BBC.

    “Há cada vez menos fiéis e menos doações. O fenômeno de venda de igrejas está aumentando”, diz o corretor imobiliário Patrice Besse que tem visto a necessidade das igrejas em vender essas propriedades.

    O porta-voz do Observatório do Patrimônio Religioso, Maxime Cumunel, afirma que a situação é crítica. “As dioceses estão em uma situação financeira crítica, com cada vez menos fiéis”. O Observatório é uma entidade civil que tenta preservar o patrimônio histórico religioso.

    A corretora de Besse está trabalhando na venda de seis igrejas, esses prédios estão avaliados entre 50 mil e 500 mil euros o que daria aproximadamente 130 mil e 1,3 milhão de reais.

    Um pianista anglo-taiwanês de 21 anos comprou uma igreja na cidade de Soissons, no norte da França, por 125 mil euros. Patrice agora tenta negociar outra igreja na mesma cidade, uma propriedade no valor de 350 mil euros.

    “A manutenção custa caro, e muitas paróquias preferem vender seus bens para não ter de arcar com despesas de obras”, disse o corretor.

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    Profeta uruguaio diz que veio ao Brasil como “mensageiro de Deus”

     

    João Mensageiro quer alcançar ateus e céticos

    por Jarbas Aragão

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  • Profeta uruguaio diz que veio ao Brasil como “mensageiro de Deus”

    Profeta uruguaio diz que veio ao Brasil como “mensageiro de Deus”

    Nelson Ademar Benitez é mais conhecido como “João Mensageiro de Deus”. Nascido no Uruguai, há anos peregrina tentando mostrar, por meio científicos, a existência de Deus. Calcula que já percorreu 140 mil quilômetros na América do Sul, a maior parte a pé.

    Afirma ter 16 anos, tempo em que nasceu de novo e foi “batizado com a missão”. Ele não revela a idade do “homem da carne”, mas os cabelos e barba brancos demonstram que ela é muito mais avançada.

    Seu objetivo é falar sobre a existência de Deus apenas para os ateus. “Não tem nada de provar pela fé, pela teologia. Provo pela ciência. Como o magnetismo, você não vê, mas através de outra matéria fica sabendo que ela existe”, justifica.

    Recentemente, foi agredido em Curitiba por um bêbado, que lhe gerou grande transtorno. João dormia sob a marquise na Rua XV e foi acordado abruptamente. “Ele chegou achando que eu era gay, dei um empurrão nele e tomei um soco na cara. Foi a primeira vez que sofri agressão. E eu não posso ter relações nenhuma”, explica.

    Mesmo assim, continuará alertando as pessoas sobre a existência real de Deus e os falsos profetas. Sim, ele se preocupa com isso, mas esclarece que é um profeta “na essência”, pois não deseja nenhum proveito da situação.

    Ao ser perguntado sobre Inri Cristo, é categórico: “Quando me perguntaram dele em 1997, disse que não conhecia, mas que o achava charlatão por dizer que é Jesus. Mas quando o vi na tevê, acrescentei: é um palhaço. E um mal educado também”.

    Ele empurra um carrinho, usado como armário, onde guarda suas apostilas de ensinamentos, roupas e alguns mantimentos. Embora ande vestido com um colete de saco de estopa, não ignora a tecnologia. Desde que ganhou um celular o utiliza para manter contatos e profetizar usando o MSN também. Com informações Parana On-line.

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    Cardeal escocês renuncia após acusação de atos impróprios

     

    Keith O’Brien deixou o comando da Igreja na Escócia nesta segunda.
    Ele não vai participar de conclave que vai eleger sucessor de Bento XVI.

    Da Reuters

    g1.com

    O chefe da Igreja Católica da Escócia, cardeal Keith O’Brien, pediu demissão nesta segunda-feira (25) como arcebispo de St. Andrews e Edimburgo após ser acusado de "atos impróprios" cometidos há 33 anos. Segundo o Vaticano, o Papa Bento XVI aceitou o pedido de demissão do cardeal por ‘motivos de idade’.

    O’Brien deveria participar do conclave que elegerá o novo pontífice, após a renúncia de Bento XVI. Entretanto, o cardeal informou nesta segunda, junto com o anúncio de sua demisão, que não irá ao Vaticano para a eleição do novo chefe da Igreja Católica. Ele seria o único britânico a participar do conclave.

    O’Brien disse que não quer ofuscar a atenção da mídia. "Eu não vou me juntar a eles (outros cardeais) para este conclave, não desejo a atenção da mídia em Roma. O centro das atenções deve ser o Papa Bento XVI e seu sucessor", disse ele em um comunicado.

    A saída, paralela à de outro cardeal de baixa por doença, deixará um total de 115 cardeais à frente da eleição do novo pontífice dos 117 que tinham direito a voto.

    Keith O'Brien nega acusações feitas por três padres e ex-religioso (Foto: Scott Campbell/AP)Keith O’Brien nega acusações feitas por três padres e ex-religioso (Foto: Scott Campbell/AP)

    O cardeal O’Brien, 74 anos, nega as acusações feitas por três padres e um ex-religioso, que foram transmitidas a Roma uma semana antes da renúncia de Bento XVI, anunciada em 11 de fevereiro.

    Os quatro demandantes, da diocese de St Andrews e Edimburgo, na Escócia, afirmaram ao núncio apostólico no Reino Unido, o arcebispo Antonio Mennini, que O’Brien cometeu "atos impróprios" há 33 anos, segundo o jornal britânico "The Observer".

    Um dos padres afirma que foi vítima de atenção não desejada por parte do cardeal. Outro afirma que O’Brien aproveitava as orações noturnas para ter contatos impróprios.

    Os demandantes, que pedem a renúncia do cardeal, temem que as acusações não sejam examinadas da maneira devida caso o cardeal seja autorizado a viajar a Roma para participar no conclave.

    "A Igreja tem a tendência a acobertar e proteger o sistema a qualquer preço", afirmou um dos demandantes ao "Observer".

    As opiniões conservadoras sobre o homossexualismo de O’Brien, que deveria deixar o cargo em março, provocaram revolta da comunidade gay. Em 2012, foi designado "hipócrita do ano" pela associação de defesa dos gays e lésbicas Stonewall.

    O cardeal O’Brien declarou recentemente que o casamento entre pessoas do mesmo sexo "seria prejudicial para o bem-estar físico, mental e espiritual dos contraentes". Ele também é contrário à adoção de crianças por casais gays.

    Além de arcebispo em St Andrews e Edimburgo (Escócia) desde 1985, o cardeal britânico, nascido em Ballycastle (Irlanda do Norte), é presidente da Conferência de Bispos da Escócia.