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Como saber se somos de fato filhos de Deus?

 

Avatar de Silvio DutraPor Silvio Dutra em 6 de setembro de 2012

 

Como saber se somos de fato filhos de Deus?

“Chamando os apóstolos, açoitaram-nos e, ordenando-lhes que não falassem em o nome de Jesus, os soltaram.
E eles se retiraram do Sinédrio regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome.” (At 5.40,41)

Por que os apóstolos se regozijaram pelo fato de terem sofrido por causa do testemunho que davam do nome de Jesus?

O próprio texto responde: por terem sido considerados por Deus dignos de sofrer por causa de Cristo.

Este regozijo se explica pelo motivo de que é justamente pelos sofrimentos e perseguições sofridos por causa de Jesus, que se comprova que somos de fato eleitos de Deus.

Veja o que Paulo diz em Fil 1.28-29:

Flp 1:28 e que em nada estais intimidados pelos adversários. Pois o que é para eles prova evidente de perdição é, para vós outros, de salvação, e isto da parte de Deus.
Flp 1:29 Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele,
Flp 1:30 pois tendes o mesmo combate que vistes em mim e, ainda agora, ouvis que é o meu.

Ora, os que perseguem têm em sua perseguição uma prova evidente de que permanecem perdidos e sem salvação, mas os que são perseguidos por causa do testemunho que dão do evangelho, têm a demonstração da graça que lhes foi concedida para serem tornados filhos de Deus, porque Ele determinou antes da fundação do mundo, que todos aqueles que viessem a pertencer a Jesus, participariam também dos mesmos sofrimentos que Ele padeceu em Seu ministério terreno, porque importa que os crentes estejam em tudo conformados e identificados ao Senhor deles, quer no que se refere às aflições, à ressurreição e a glorificação.

Por isso se lê o que está em Rom 8.29,30:

Rom 8:29 Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.
Rom 8:30 E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.

Ou seja, os que são de Cristo foram eleitos segundo a presciência de Deus, para estarem em tudo identificados com Cristo, isto é, serem conformados à Sua imagem, tanto no que se refere aos Seus sofrimentos, quanto à Sua glória.

Os que participam dos sofrimentos têm neles a prova da sua filiação a Deus, e portanto a garantia que participarão também da Sua glória.

Por isso o apóstolo Paulo diz em 2 Tim 2.11,12:

2Tm 2:11 Fiel é esta palavra: Se já morremos com ele, também viveremos com ele;
2Tm 2:12 se perseveramos, também com ele reinaremos; se o negamos, ele, por sua vez, nos negará;

É pela prova das perseguições e sofrimentos que padecemos por causa do nosso testemunho do evangelho, perseverando na fé em meio a estas perseguições e sofrimentos, que temos a certeza de que reinaremos juntamente com Cristo.
Mas os que negam o nome do Senhor, no comportamento que demonstram nas aflições e tribulações, podem estar certos de que não pertencem a Ele, e que Ele também negará que os conhece no dia do grande Juízo Final de Deus.

À luz destas afirmações, podemos entender melhor o que Paulo diz em II Tes 1.3-8:

2 Tes 1.3 Irmãos, cumpre-nos dar sempre graças a Deus no tocante a vós outros, como é justo, pois a vossa fé cresce sobremaneira, e o vosso mútuo amor de uns para com os outros vai aumentando,
2Ts 1:4 a tal ponto que nós mesmos nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus, à vista da vossa constância e fé, em todas as vossas perseguições e nas tribulações que suportais,
2Ts 1:5 sinal evidente do reto juízo de Deus, para que sejais considerados dignos do reino de Deus, pelo qual, com efeito, estais sofrendo;
2Ts 1:6 se, de fato, é justo para com Deus que ele dê em paga tribulação aos que vos atribulam
2Ts 1:7 e a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder,
2Ts 1:8 em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus.

Pedro também nos ensina, aquilo que os apóstolos haviam aprendido de Cristo, e que Ele lhes havia ordenado que fosse passado à Igreja.

1Pe 2:18 Servos, sede submissos, com todo o temor ao vosso senhor, não somente se for bom e cordato, mas também ao perverso;
1Pe 2:19 porque isto é grato, que alguém suporte tristezas, sofrendo injustamente, por motivo de sua consciência para com Deus.
1Pe 2:20 Pois que glória há, se, pecando e sendo esbofeteados por isso, o suportais com paciência? Se, entretanto, quando praticais o bem, sois igualmente afligidos e o suportais com paciência, isto é grato a Deus.
1Pe 2:21 Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos,

Veja como o apóstolo declara que é grato a Deus, ou seja, que foi do Seu agrado que os crentes estivessem associados aos sofrimentos do Seu Filho Unigênito, conforme havia planejado desde antes dos tempos eternos.
Pois assim como Jesus foi submisso e amou em todas as circunstâncias difíceis, e permaneceu inteiramente fiel à vontade do Pai, assim também devem ser todos os que são Seus filhos.
Daí o dever de demonstrarem isto de modo prático, estando submissos àqueles que lhes foi ordenado por Deus, ainda que sejam perversos.
A atitude de suportar tais sofrimentos é explicada: por motivo de consciência para com Deus. Ou seja, os crentes têm consciência, ou pelos menos deveriam ter, sobre o plano eterno de Deus para que sejam mansos, obedientes, submissos, amorosos, seguindo o exemplo de Cristo, nos sofrimentos e perseguições que sofrem neste mundo, por causa do seu amor à verdade do evangelho.

E finalmente, podemos ver esse ensino de Pedro sendo reafirmado por Ele em I Pe 4.12-16:

1Pe 4:12 Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo;
1Pe 4:13 pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando.
1Pe 4:14 Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus.
1Pe 4:15 Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outrem;
1Pe 4:16 mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome.

Por isso Jesus disse que os crentes teriam o legado de sua paz, junto do legado de aflições que teriam que suportar, em razão de terem sido tornados filhos de Deus.
E daí a razão de ter declarado também que aquele que estivesse apegado à sua vida iria perdê-la, porque a filiação a Deus, demanda esta necessidade de suportar perseguições e sofrimentos, com paciência, permanecendo na paz de Deus, porque isto somente pode ser conseguido pelo poder do Espírito Santo, que será portanto a prova evidente de que não estamos de fato mais na carne, reinando o pecado em nós de forma absoluta, mas no Espírito, que destruirá progressivamente em nós o pecado e as obras da carne.

À luz destas verdades bíblicas, como você e eu, entenderemos e aceitaremos as doutrinas do “pare de sofrer”, do uso da fé para evitar o sofrimento, do se buscar a Cristo para ter apenas as chamadas bênçãos com sabor de mel e por aí afora?
Reflita bem, e considere o plano eterno de Deus para todos os que são Seus.
Por esse plano maravilhoso podemos saber afinal, se somos de fato Seus filhos, ou bastardos, porque estes, de fato, não estão sujeitos à disciplina, às correções de Deus, e nada têm que demonstrar que estão plenamente identificados com Cristo no que se refere aos Seus sofrimentos.

Pr Silvio Dutra

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“Porque somos contra o voto de cajado”, do missionário Caio Marçal para o Blog do Fale:

 

Estamos numa época realmente importante da vida política brasileira, pois chegou o tempo das eleições municipais. Sim, embora política não seja algo que se faça apenas em época de pleito eleitoral, apesar dos escândalos envolvendo autoridades escolhidas para gerirem o estado terem causado nojo e fomentado o desejo de grande parte de nossa gente a querer distância desse tema, apesar de tudo isso, cremos que a conquista do voto num país que por algumas vezes viveu longos períodos de ditadura, deve ser visto como uma avanço para nosso país.

Com o apoio da Rede FALE (cristãos que oram e agem em favor da Justiça), o grupo do Fale RJ começou a campanha “FALE contra o Voto de Cajado”, que tem como foco sensibilizar os cristãos quanto ao mau uso que alguns líderes religiosos fazem de suas funções para favorecer determinado candidato ou partido.

Agora, por que estamos realmente preocupados com isso? Será que não é perda de tempo fazer esse debate e simplesmente deixar “o circo pegar fogo”? Como cristãos e eleitores, enumeramos algumas questões que são necessárias para reflexão:

1 – Fé não se vende e não se negocia

A realidade é que estamos numa época(assim como em outros momentos) em que existem pactos espúrios com partidos ou candidatos para conseguir benefícios para igrejas ou denominações, como, por exemplo,  a doação de terrenos para templos, obter concessões de rádios e TVs ou mesmo ter tratamento diferenciado perante a lei.

Esses são apenas alguns tipos de barganha, “acertos”, acordos e composições de interesse que infelizmente costumam acontecer “por trás dos púlpitos” em tempos de campanhas eleitorais, envolvendo também políticos e candidatos evangélicos. A fé é sagrada! Não pode ser tratada como moeda para conseguir vantagens. É lamentável que a sede de poder e dominação, que tem contornos diabólicos, sejam ainda hoje uma tentação para muitos. O papel da Igreja na sociedade não é servir-se do estado, mas zelar para ser a consciência da sociedade e como bem disse o Pastor Batista Martin Luther King, “A igreja… não é a senhora ou a serva do Estado, mas, antes, a sua consciência… E nunca sua ferramenta!”.

Deus não precisa de apadrinhamento político para cumprir seus propósitos na História e é Ele quem defende sua Igreja. A Igreja, antes de desejar os tronos desse mundo, só reina pelo Serviço, na busca da Justiça e pela propagação do Amor que encontramos nos braços afetuosos do nosso Pai Eterno.

2 – Deus não tem partido e nem ideologia

Uma das verdades mais radicais sobre Deus é que Ele não é refém de uma ideologia ou partido, e a causa do Reino de Deus não pode ser instrumentalizada em favor de quem quer que seja. Tentar identificar a fé cristã com esse ou aquele partido ou ideologia é o “X” da questão. Os líderes religiosos jamais podem esquecer que com Deus não se brinca e que não o nome dEle não pode ser usado em vão! Deus, que não é manipulado por mãos humanas, não pode ser tratado como uma marionete de projetos de poder, ou para favorecer preferências políticas pessoais, por melhor que pareçam.

O pastor pode participar da formação política de suas ovelhas? Sim! Somos a favor que haja nas igrejas um processo comunitário de reflexão, oração, e investigação de temas e os pastores e líderes devem se empenhar para que os crentes votem com ética e discernimento. Porém, a bem de sua credibilidade, o pastor deve evitar transformar o processo de elucidação política num projeto de manipulação e indução político-partidário. Ademais, no debate político-partidário, a opinião do pastor deve ser ouvida apenas como a palavra de um cidadão, e não como uma profecia, e a ética pastoral indica que ele não deve favorecer sua inclinação pessoal em detrimento aos outros irmãos.

A pluralidade que hoje é marca da igreja evangélica nos convoca a que não sejamos tutelados por posicionamentos de apoio a candidatos ou partidos dentro da igreja, sob o prejuízo de não apenas constranger os eleitores, mas causar divisão na comunidade de fé.

3- Que tipo de testemunho oferecemos para nosso povo?

O proceder fala muito mais do que nossa pregação. Se desejamos mesmo que nosso país seja transformado pelos valores do Reino de Deus, precisamos nos arrepender de certas posturas também no campo do debate político e perceber o estragos causados pela relação promíscua com o poder. O que dizer quando estes espalham boatos em relação a um político com a intenção de induzir os votos dos eleitores assombrados, na direção de um outro candidato com o qual estejam compromissados? O que falar de certos políticos que são ajudados pela prática do voto de cajado quando eles fazem a “oração da propina” ou das “sanguessugas evangélicas” que desviaram verbas públicas destinadas para a saúde do nosso povo?

Enfim, poderíamos citar ainda uma série de casos escabrosos que deixaram nódoas na imagem pública da igreja, mas a questão essencial é que esse tipo de prática frequentemente tem causado mau testemunho para os não cristãos e não é incomum os evangélicos serem tratados como massa de manobra por esses.

Nesse momento especial de nossa nação, cumpramos com integridade e espírito público nossa vocação de cidadãos brasileiros. Para os nossos irmãos de fé, nosso estímulo é:

“Pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus”. Miquéias 6:8b

Em Cristo,

Caio Marçal – é missionário e Secretário de Mobilização da Rede FALE

Fonte: Gospel Mais | Divulgação: Midia Gospel

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Menonitas estão dispostos a morrer em vez de trair menina entregando-a a uma lésbica imposta pelo tribunal para ser mãe dela

Matthew Cullinan Hoffman

4 de setembro de 2012 (LifeSiteNews.com) — Os menonitas da Nicarágua dizem que estão sendo perseguidos por autoridades governamentais desde que escolheram abrigar a ex-lésbica Lisa Miller e sua filha Isabella depois que elas escaparam dos Estados Unidos, mas acrescentam que estão dispostos a sofrer e até morrer para proteger Isabella de uma transferência de custódia ordenada pelo tribunal para uma lésbica que não é sua mãe biológica.

Lisa Miller e sua filha fugiram dos EUA no final de 2009 a fim de evitar custódia conjunta de Isabella com Janet Jenkins, ex-parceira lésbica de Lisa. No passado, Lisa havia entrado em Vermont numa união civil homossexual com Janet, que não tem nenhum parentesco com Isabella, que foi concebida por meio de inseminação artificial e nunca foi adotada por Janet. Apesar disso, o tribunal de Vermont declarou que Janet é a “mãe” de Isabella.

Depois de sua separação, Lisa se arrependeu do estilo de vida homossexual e aceitou Jesus Cristo, e começou a lutar contra o acordo de custódia em comum imposto pelo tribunal. Embora testemunho de especialistas tivesse sido apresentado como evidência de que Isabella estava traumatizada com as visitas a Janet, o tribunal se recusou a cancelá-las.

Lisa Miller e sua filha Isabella

Numa carta publicada num site menonita dedicado a defender o Pastor Kenneth Miller (que não tem nenhum parentesco com Lisa Miller) e outros envolvidos na fuga de Lisa e Isabella, a Irmandade Menonita da Nicarágua descreve as pressões e tormentos por parte de autoridades dos EUA e da Nicarágua com relação à decisão dos menonitas de abrigar as duas depois que chegaram à Nicarágua.

A Irmandade diz que suas igrejas na Nicarágua têm sido “questionadas e pressionadas a dar informações” com relação à localização de Isabella. “Alguns têm sido questionados quando vão à embaixada dos EUA. Outros são interrogados em seus lares”.

“Os irmãos e vizinhos têm sido monitorados, interrogados e ameaçados”, e “Em algumas igrejas os cultos de domingo estão sendo vigiados e filmados”, escrevem eles. “A casa de um dos irmãos foi vasculhada sem mandato judicial”.

“Alguns irmãos excomungados disseram que um agente policial ofereceu vistos de graça, viagens aos EUA, ofertas de estudos e jeitos fáceis de se tornarem agentes policiais se ajudassem a encontrar a mãe e sua filha. O agente também aconselhou que eles se tornassem membros de novo da igreja, a fim de trabalharem como espiões”, escrevem os irmãos menonitas.

A Irmandade diz que perdoa seus perseguidores, mas permanecerá firme na defesa de Isabella, que está agora com 10 anos de idade e que “se tornou uma vítima inocente de uma agenda maligna”.

“Estão dando pouca ou nenhuma consideração ao bem-estar dela. De acordo com a Bíblia, cremos que Deus deu a Lisa a responsabilidade exclusiva de cuidar e proteger sua própria filha, já que ela não tem nenhum pai conhecido. De acordo com a Bíblia, é uma guerra entre o bem e o mal, uma batalha entre Deus e Satanás. Como congregação, permanecemos unidos nesta guerra espiritual contra o mal”.

A Irmandade acrescentou que está disposta a sofrer prisão ou morte na causa de proteger Isabella.

“O fato é que de repente nos achamos tendo de escolher entre obedecer a Deus e às leis feitas por homens”, escreveram eles. “Nossa decisão é obedecer a Deus. Estamos dispostos a renunciar a nossos direitos, ir para a prisão, ou até mesmo morrer, pela causa de ajudar alguém a se tornar livre de uma vida de pecado e ajudar essa pessoa a viver em obediência à Palavra de Deus”.

Kenneth Miller, pastor menonita dos EUA, já foi condenado por ajudar Lisa Miller e Isabella a fugirem dos Estados Unidos, e pode enfrentar até três anos de prisão quando for sentenciado. Janet também entrou com uma ação civil contra Kenneth Miller buscando indenização monetária, e incluiu na ação legal organizações que expressaram apoio a Lisa. Mat Staver, deão da Escola de Direito da Universidade Liberty caracterizou essa ação como um ataque à liberdade de expressão.

A carta da Irmandade Menonita da Nicarágua não especifica quais igrejas menonitas representa. Embora a data de sua publicação seja fevereiro deste ano, parece não ter sido distribuída fora dos círculos menonita. Foi citada em maio na publicação Mennonite World Review, e foi citada na ação legal de Janet.

Traduzido por Julio Severo do artigo de LifeSiteNews: Mennonites: we are willing to die rather than betray girl to court-appointed lesbian ‘mother’

Fonte: www.juliosevero.com