PARA SAIR DA SEGUNDONA
O atacante Vagner Love tem falado de fé ultimamente influenciado por sua irmã Vânia, que se batizou recentemente. Mas devido ao mau momento de seu time na tabela, resolveu apelar aos torcedores do Flamengo, independentemente da religião. “Quem tiver religião tem que ajudar agora. O que puder ser feito estará bom. Quem for de igreja tem que ir lá rezar, quem quiser ir para a macumba também. Temos é que sair dessa de algum jeito”, afirmou o jogador.
O “Artilheiro do Amor” afirma que o elenco atual tem potencial para reverter a má fase e, além de fé, é preciso muito trabalho.“O momento é complicado, mas uma hora aquele bom momento vai voltar. O futebol é assim mesmo, com oscilações. Já estivemos bem, mais ou menos e agora a fase é ruim. Mas eu acredito muito neste elenco. Só dependemos do nosso trabalho para reverter a situação”, assegurou Love.
Somando 27 pontos e na 16ª colocação no Brasileiro, o Flamengo precisa de uma vitória para se afastar da zona do rebaixamento. O time é o primeiro fora da zona de rebaixamento, quatro pontos na frente do Sport.Curiosamente o próximo jogo pelo Campeonato Brasileiro é contra o Grêmio de Zé Roberto. Evangélico, o camisa 10 tricolor também usou a fé em julho para afirmar que sua equipe reverteria a má fase. Hoje o Grêmio vive excelente fase, está em terceiro lugar e conta com tropeços dos outros para ser campeão.
BISPO CRITICA ECAD POR COBRANÇA
Walter McAlister reclama de cobrança por música em templos
Por: Danilo Aguiar – Redação Creio
Em um artigo publicado nesta semana, intitulado “Gospel de Rapina”, Walter McAlister, bispo primaz das alianças de Igrejas Nova Vida, comentou em seu site uma notificação que a igreja recebeu da Christian Copyright Licensing International (CCLI), instituição responsável por garantir os direitos autorais de músicas nacionais e internacionais executadas em lugares públicos.De acordo com o artigo, a notificação informava que as músicas tocadas nos cultos das igrejas poderiam ser taxadas em nome do direito autoral. O valor pago seria calculado levando em conta a quantidade de músicas e o número de membros participantes do culto.
Segundo o gerente de relacionamento da instituição, Jeff-Harvey, a entidade enviou um informativo para alertar sobre a fiscalização de lei autorais quanto às cópias de letras, cifras e músicas, gravações ao vivo de louvor, arranjos personalizados e projeções de letras: “o papel da CLLI é informar as igrejas sobre a legislação vigente. E a reprodução dos produtos musicais através dessas formas fica sujeita à multas mesmo a igreja não estando ciente desta responsabilidade, conforme a Lei Federal 9610/98. O nosso trabalho é fiscalizar a ajudar as diversas denominações evitar punições, dadas de acordo com as determinados estabelecidas pelo ECAD, o escritório central de arrecadação e distribuição.”
O aviso causou indignação a McAlister, que ressaltou que a Igreja não é um empreendimento com fins lucrativos: “Segundo a definição do estado brasileiro: Ela goza de certos privilégios, na compreensão de que a sua atividade é religiosa, devota e piedosa e, sendo assim, sem fins lucrativos.”
No artigo publicado no site, McALister reforça também que a situação é impulsionada pelos chamados empresários da fé: “Esses cantores e essas cantoras têm o apoio de empresários da fé. Homens que também lucram absurdamente às custas da boa-fé de pessoas. Esses cantores que se venderam para emissoras de televisão, que ganham fortunas nas suas turnês “gospel” tornaram-se mercadores da fé. Para eles, a igreja não passa de fonte de lucro, uma máquina de dinheiro.”
Para o gerente de relacionamentos da CLLI, o que é preciso entender no Brasil é que os produtos com direitos autorais reservados precisam ser respeitados: “Eu trabalhei três anos nos EUA antes de trabalhar no Brasil. Lá qualquer tipo de reprodução dos produtos é paga, seja por download ou CD e DVD. Não é lucro que se visa nisso, é uma forma de você poder ter direito de exibir um produto intelectual que não é seu.”
O gerente de relacionamentos reforçou ainda que os cantores cadastram-se de CLLI e através de um pacote as igrejas ganham o direito de reproduzir o produto deles: “um cantor registrado na lista da CLLI publicou uma vez que o dinheiro recebido pelo pagamento de direitos autoriais era pequeno que nem dava pra ele pagar um almoço. Mas ele estava satisfeito porque soube que 80 igrejas cantavam a música dele. Uma delas, inclusive, era de um país estrangeiro. Local que nem imaginava que a música era escutada.”
O CREIO tentou contato com o ECAD para saber quais os critérios utilizados para fazer a cobrança às igrejas e perguntar também louvor a Deus é uma forma de gerar renda ou de devoção, de manifestação da fé sem fins lucrativos. Mas até o final do dia não obtivemos retorno.
Como forma de acabar com o abuso atribuído pelo bispo aos empresários da fé, MCAlister disse no site pretende estimular o uso de hinos antigos e músicas cujos autores estão comprometidos com a louvor a Deus e não com o dinheiro do mercado, chamado por ele de ‘mercado de rapina’: “É possível fazer um culto fundamentado apenas nas músicas riquíssimas do Cantor Cristão e da Harpa Cristã. centenas de hinos antigos que vamos tirar das prateleiras e redescobrir. Podemos aprendê-los e retrabalhá-los para torná-los atuais aos nossos dias, com arranjos interessantes. Músicas escritas por santos e não por crianças. Músicas escritas para a glória de Deus e não para lucro sórdido. Sim, falei sórdido. Pois os atuais já lucraram com o que é legítimo.”
Data: 17/9/2012 08:23:04