Categorias
Artigos

J`accuse: Eu acuso

Carlos Ramalhete

A função do Estado é garantir a ordem social, que não é fabricada de cima para baixo como a de um quartel. A própria legislação é, ou deveria ser, um reflexo dos costumes sociais e das regras informais pelas quais as pessoas conduzem a vida e os negócios. Para lidar com os elementos antissociais que não se adaptam à regra geral, e assim assegurar o respeito mútuo entre as pessoas, existe o Poder Judiciário.

No Brasil, o Judiciário parece ter decidido que sua missão não é mais manter a ordem, e sim construir uma sociedade diferente. Uma sociedade que nega os valores e costumes da população. Uma sociedade em que a Justiça é inimiga, não protetora, da ordem social.

Foi o Poder Judiciário federal que, de uma penada, equiparou a união homossexual ao casamento, desprezando assim a função social precípua desta instituição de direito natural, que é a geração e educação das gerações futuras de brasileiros, e fazendo com que ela diga respeito apenas ao prazer sexual e à propriedade.

Foi o Poder Judiciário gaúcho que mandou retirar de suas dependências aquilo que é, para a imensa maioria da população, a lembrança de uma Justiça mais alta, o crucifixo.

Foi, novamente, o Poder Judiciário que criou a ilógica figura da criança biologicamente viva e juridicamente morta, quando o STF despenalizou um tipo de aborto eugênico. Aliás, cabe lembrar que ainda não há sequer uma definição médica do que seja a anencefalia. Pode-se matar sem punição; só não se sabe ainda a quem.

Se um candidato a cargo eletivo prometesse fazer qualquer destas coisas, não teria chance alguma de ser eleito. Se as propusesse depois de eleito, sua reeleição seria impossível. O único congressista que apoia a maioria delas conseguiu sua vaga pelo voto de legenda, pois nem a votação que obteve como “ex-BBB” rendeu-lhe votos bastantes para consegui-la por conta própria. Sua reeleição é, no mínimo, improvável.

O Judiciário, porém, não depende de eleições. Para evitar pressões políticas e financeiras, para preservar a ordem social que ora parece ter se tornado sua inimiga, seus membros são dotados de garantias que, na prática, os tornam perfeitamente independentes.

Esta independência, contudo, foi concebida para que se pudesse ter a esperança de justiça, para que o pequeno não temesse o poderoso. Para que a ordem pacífica da sociedade fosse preservada. Para conter demagogos eleitos, não para julgar – legislar! – demagogicamente.

Em Berlim, contra o avanço nazista, havia juízes. Em Brasília, não mais.

Fonte: Gazeta do Povo.

medrado. perfil

Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria,A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.
Categorias
Estudos

Falsos ensinos a respeito de Jesus : Mórmons

Por bereshit

 

Falsos ensinos a respeito de Jesus – Mórmons

Em Gálatas 1:8 está escrito: “Mas, se alguém, mesmo que sejamos nós ou um anjo do céu, anunciar a vocês um evangelho diferente daquele que temos anunciado, que seja amaldiçoado” (Bíblia NTLH). Neste estudo, irei tratar sobre as crenças dos mórmons a respeito do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Como vocês poderão ver adiante, as doutrinas mórmons não condizem com as Sagradas Escrituras e constituem grandes absurdos teológicos. Tudo que os mórmons ensinam sobre o Senhor Jesus constitui um evangelho totalmente diferente daquele que temos em nossas Bíblias.

Em primeiro lugar, vale salientar que os mórmons adotam como regra de fé e prática, um livro chamado “Livro de Mórmon”, além da Bíblia, é claro. E é exatamente aí que está o problema: os mórmons creem que o “Livro de Mórmon” é a Palavra de Deus, do mesmo modo que a Bíblia Sagrada. Eis o que eles dizem a respeito disto: “Cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus até onde for traduzida corretamente: cremos que o Livro de Mórmon também é a Palavra de Deus” (Declaração de Fé, artigo n° 8).

Tudo isto é um absurdo. Somente a Bíblia Sagrada é a verdadeira Palavra de Deus. Inclusive, a própria Bíblia nos adverte que nada pode ser tirado ou ACRESCENTADO às Sagradas Escrituras, como podemos ver em Apocalipse 22:18,19 que diz: Eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro: Se alguém LHES ACRESCENTAR ALGUMA COISA, DEUS LHES ACRESCENTARÁ AS PRAGAS QUE ESTÃO ESCRITAS NESTE LIVRO; E SE ALGUÉM TIRAR QUALQUER COISA DAS PALAVRAS DO LIVRO DESTA PROFECIA, DEUS LHE TIRARÁ A SUA PARTE DA ÁRVORE DA VIDA, E DA CIDADE SANTA, QUE ESTÃO DESCRITAS NESTE LIVRO”. Como podemos ver, a Bíblia já está completa e não há necessidade de se acrescentar informação alguma à Palavra de Deus. A Bíblia NÃO precisa ser complementada por nenhum outro livro religioso, nem mesmo pelo Livro de Mórmon. Em resumo: o Livro de Mórmon é um “lixo teológico” que não tem e nunca terá o mesmo valor das Escrituras Sagradas (a Bíblia).

Falando em “lixo teológico”, olha o que os mórmons ensinam sobre salvação:

•“Nenhum homem que rejeita o testemunho de Joseph Smith pode entrar no reino de Deus” (Doutrinas da Salvação, Vol. I, p. 190).

Isto também é um grande absurdo, pois, o único que nos conduz a vida eterna é Jesus. NÃO NECESSITAMOS DE NINGUÉM ALÉM DE JESUS PARA SERMOS SALVOS. QUEM NOS DÁ VIDA ETERNA É JESUS E NÃO UM PECADOR CHEIO DE FALHAS, COMO FOI O CASO DE JOSEPH SMITH (FUNDADOR DO MORMONISMO). JESUS É O ÚNICO CAMINHO E NÃO HÁ OUTRO; É ISTO QUE A BÍBLIA NOS ENSINA, COMO PODEMOS VER ABAIXO:

Em João 14:6 está escrito: Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o Caminho, e a Verdade, e a Vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.

Em Atos 4:12 está escrito: E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos. Prestaram atenção neste versículo? Esta passagem diz o seguinte: SALVAÇÃO SÓ EM JESUS.

Tem mais: os mórmons dizem que a salvação vem pelas obras. Vejamos o que a Bíblia diz a respeito disto:

Em Efésios 2:8,9 está escrito: porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; NÃO VEM DAS OBRAS para que ninguém se glorie.

Em Tito 3:5 está escrito: NÃO EM VIRTUDE DE OBRAS DE JUSTIÇA QUE NÓS HOUVÉSSEMOS FEITO, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou mediante o lavar da regeneração e renovação pelo Espírito Santo.

Como pudemos ver nestes dois versículos acima, a Bíblia é enfática em dizer que a salvação é por meio da fé em Jesus Cristo e não através de boas obras, como ensinam os mórmons.

E no que diz respeito a Jesus, o que creem os mórmons?

•Para os mórmons, Jesus e Lúcifer (o diabo) são irmãos, senão vejamos:

“Lúcifer, o filho da alva, é nosso irmão mais velho e o irmão de Jesus Cristo” (Doutrina Mórmon).

Mas que absurdo sem tamanho é este. Jesus é Deus, o Criador do universo; já Satanás é apenas uma criatura. De forma nenhuma Satanás poderia ser irmão de Jesus. Jesus é o Todo-Poderoso Deus, Salvador da humanidade. Já Satanás é um derrotado que futuramente será lançado no lago que arde com fogo e enxofre e lá ficará por toda a eternidade, como podemos ver em Apocalipse 20:10 que diz: E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados pelos séculos dos séculos.

Os mórmons ensinam que Deus Pai teve relações sexuais com Maria para que pudesse gerar fisicamente Jesus. Olhem o que os mórmons dizem a respeito disto:

“Quando a virgem Maria concebeu o menino Jesus, o Pai o havia gerado à sua semelhança. Ele não foi gerado pelo Espírito Santo…Jesus, o nosso irmão mais velho, foi gerado na carne pelo mesmo indivíduo que se achava no jardim do Éden e que é o nosso Pai Celestial” (Revista de Discursos, Vol. I, PP. 50 e 51 e Princípios do Evangelho, PP. 9,15, 16, 54, 57).

Mas que grande absurdo. Jesus não foi gerado por meio de uma relação sexual. Quem gerou Jesus, no ventre de Maria, FOI O ESPÍRITO SANTO, conforme o que está em Mateus 1:18, que diz: Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, ANTES DE SE AJUNTAREM, ela se achou ter concebido do Espírito Santo.

Mais claro do que isto é impossível, não é mesmo?

Para terminar, eu gostaria de dizer o seguinte; eu não tenho nada contra os nossos irmãos mórmons. Todos os adeptos do mormonismo são vidas valiosas aos olhos de Deus e devem ser tratados com todo o respeito. No entanto, respeitar não significa concordar. Eu fiz este estudo com o intuito único de demonstrar o quão absurdas são as crenças dos mórmons a respeito de Jesus. Espero que vocês tenham gostado deste texto e até o próximo estudo, se Deus assim quiser.

27-5-16-a 006

Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria,A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.
Categorias
Artigos

Ateísmo, um caso de polícia

folha.com

POR RAFAEL GARCIA

Grupo de militantes ateus faz campanha perto de comício republicano em Washington (Foto: Rafael Garcia)

UM DOS FENÔMENOS mais curiosos envolvendo religião aqui nos EUA, algo que não se observa no mesmo grau no Brasil, é o preconceito que grande porcentagem da população religiosa nutre contra os ateus. Pesquisas de opinião indicam que 55% dos eleitores cristãos não votariam em alguém de seu partido que não acreditasse em Deus. Mais da metade dos americanos também não gostaria que seus filhos se casassem com pessoas atéias.

Supor que quem não crê em Deus carece de moralidade não é uma invenção nova, mas a polarização ideológica do país parece estar exacerbando isso. O ateísmo militante, uma prática que também é menos comum no Brasil, parece ser a reação de um grupo de pessoas que vêm se sentindo acuadas. Quem não professa nenhuma fé religiosa acaba tendo que ir para a rua e fazer campanha para ser respeitado, como o grupo da associação de ateus da foto acima, que flagrei nas proximidades de um comício republicano alguns meses atrás.

Acredito que o preconceito contra ateus seja um problema menor no Brasil, um país que já reelegeu Fernando Henrique Cardoso, candidato que em eleições anteriores se recusara a declarar sua crença (ou falta de). Nas duas eleições que venceu, contou com a decência de seu adversário Lula, que não apelou para acusações religiosas durante a campanha. Não imagino isso acontecendo aqui nos EUA, onde a desconfiança de cristãos contra ateus é até maior do que contra outras religiões.

Na tentativa de entender a raiz desse preconceito na América do Norte, uma dupla de psicólogos fez um curioso experimento em Vancouver, no Canadá. (OK. O Canadá não é os EUA, mas o país possui uma pequena amostragem da cultura conservadora que os cientistas estavam estudando.)

Ara Norenzayan e Will Gervais, da Universidade da Columbia Britânica, supõem que o preconceito contra os ateus surge da crença de que quem não teme a punição divina tende a agir de maneira egoísta e inconsequente. “Há muito tempo os ateus são alvo de desconfiança, em parte porque eles não acreditam que um Deus vigilante e julgador monitora seu comportamento”, dizem os pesquisadores.

O experimento dos cientistas consistiu em dividir um grupo de pessoas que se declaravam cristãs em dois e exibir diferentes vídeos para cada um deles, antes de submetê-los a um questionário. Um dos grupos assistiu a um filme genérico sobre turismo em Vancouver, e o outro assistiu a um vídeo do chefe de polícia da cidade relatando a eficiência da corporação.

Esse segundo vídeo, segundo os psicólogos, servia como uma mensagem subliminar para lembrar às pessoas de que a vigilância da autoridade policial também ajuda a fazer com que as pessoas andem na linha. Em outras palavras, o filme reforçava a idéia de que os ateus não temem a punição de Deus, mas devem temer a punição do Estado contra atitudes que prejudiquem outras pessoas.

Após a exibição dos filmes, os voluntários respondiam a um questionário para dizer o quanto desconfiavam do comportamento de diversos grupos minoritários, incluindo ateus, gays, judeus e muçulmanos. O resultado foi o esperado pelos psicólogos: aqueles que tinham assistido ao vídeo do chefe de polícia eram menos inclinados a declarar a falta de confiança nos ateus.

“Lembretes sobre a autoridade secular podem, então, reduzir a desconfiança dos teístas contra os ateus”, escreveram os psicólogos. “Tanto os governos quanto os deuses podem encorajar o comportamento pró-social.”

Um dado curioso do estudo de Norenzayan e Gervais é que o preconceito contras judeus, muçulmanos e, sobretudo, contra os gays, não se atenuava após os vídeos. Isso reforça a interpretação dos autores sobre os resultados, pois a orientação sexual das pessoas não está sob controle do Estado.

O LADO IRÔNICO do clima de animosidade entre ateus e teístas é que ele está deixando o ateísmo militante quase tão chato quanto o fanatismo religioso. Minha cartunista preferida, Alexandra Moraes, ilustrou isso na série “o pintinho”

Achei o estudo interessante, mas não sei o quanto pode ser útil para combater esse preconceito nos Estados Unidos. Como ateu, acho incômodo pensar que uma pessoa só depositaria sua confiança em mim se eu estiver sob vigilância da polícia. Sei que não são todos os religiosos que pensam dessa maneira estúpida, mas é triste pensar que muitos ainda têm essa mentalidade retrógrada.

Pessoalmente, tenho impressão que o fanatismo religioso ignora um mecanismo psicológico muito mais fundamental. Quando fazemos mal a alguém, há algo que faz com que nos sintamos mal.

Nós, ateus, sentimos culpa, remorso, tanto quanto qualquer outra pessoa deveria sentir. E deixar alguém feliz faz com que nos sintamos bem. Será que o preconceito contra o ateísmo diminuiria se os teístas fossem lembrados disso?

PS. O inigualável Roberto Takata corrigiu um erro que cometi no primeiro parágrafo. A rejeição contra políticos ateus no Brasil na verdade é pior que nos EUA, atingindo 59%.

27-5-16-a 006

Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria,A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.