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Igreja Internacional da Graça de Deus comemora 40 anos

Jair Bolsonaro discursou e dançou durante sua participação no evento que atraiu cerca de 100 mil pessoas

Unção dobrada – Igreja da Graça comemora 40 anos. (Foto: Isac Nóbrega/PR)
Neste sábado sábado (15), a Igreja Internacional da Graça de Deus realizou um grande evento na Enseada de Botafogo, no Rio de Janeiro (RJ), para comemorar os 40 anos da denominação.

Liderada pelo missionário R.R. Soares, a igreja convidou diversas personalidades políticas e religiosas para esta festividade, inclusive o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, e o presidente Jair Bolsonaro.

lsonaroEm seu discurso, Bolsonaro agradeceu ao apoio dado nas urnas e declarou: “O Brasil é laico, mas o presidente é cristão”.

Jair Bolsonaro e RR Soares. (Foto: Carolina Antunes/PR)

Sendo ovacionado pelo público de aproximadamente 100 mil pessoas, o presidente citou os números positivos da economia e declarou que o país está mudando não só pela política econômica, mas porque “respeita a família”.

Em parte da festa, Bolsonaro foi até Crivella e o puxou para dançar a música “Volta da Vitória”, cantada pelo missionário R.R. Soares.

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Ciência

Casos de ‘doença do beijo’ aumentam depois do Carnaval

Mononucleose pode ser transmitida até um ano após a contaminação; médica recomenda evitar beijos e compartilhamento de copos neste período
    • Aline Chalet, do R7*

Mononucleose, herpes, sífilis e caxumba são doenças transmissíveis pelo beijo

Mononucleose, herpes, sífilis e caxumba são doenças transmissíveis pelo beijo

Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo – 9.2.2016

Carnaval e blocos de rua costumam atrair um público que, além da música, busca também beijar na boca.

É nesta época que aumenta a incidência da chamada ‘doença do beijo’ e de outras infecções transmissíveis pela saliva, afirma a infectologista Raquel Muarrek.

A mononucleose, uma contaminação viral, é conhecida como doença do beijo por ser transmitida pela saliva. Raquel lembra que compartilhamento de copos e talheres também pode transmitir a doença.

Os sintomas podem levar até três dias para se manifestarem após a contaminação, o que facilita a transmissão de uma pessoa para outra neste período.

A doença causa dor de garganta, fadiga, cansaço, febre, perda de peso e aumento dos gânglios linfáticos. É causada pelo vírus Epstein-Barr. O tratamento consiste em hidratação e repouso.

“A gente recomenda que não compartilhe copo e não beije. A pessoa pode ficar até um ano transmitindo a doença”, afirma a médica.

Outra doença transmissível pela saliva é o citomegalovírus, que possui quadro clínico muito parecido, com a diferença de não apresentar dor de garganta e ter um quadro de febre prolongado.

Segundo o Manual Merck de Diagnóstico e Tratamento, o vírus fica hospedado no corpo do por toda a vida e os sintomas podem reaparecer com queda da imunidade.

Herpes

Outro vírus que permanece no corpo após a contaminação é o da herpes. “O tipo 1 é que podemos pegar pela boca.”, afirma Raquel.

A transmissão pode acontecer mesmo quando as lesões características da doença não estão aparentes, de acordo com o Manual Merck.

A infectologista explica que a pessoa que foi contaminada pode levar até sete dias para apresentar a primeira infecção e até 30 dias para apresentar virologia positiva no exame de sangue.

Segundo Raquel, apenas 15% dos contaminados apresentam herpes recorrente — o restante das pessoas só vai apresentar sintomas quando a imunidade estiver baixa.

Sífilis

Apesar de a transmissão pelo beijo ser incomum, aumentam os registros de casos de sífilis após o Carnaval. A bactéria também pode ser transmitida por sexo oral.

Diferente das outras, virais, esta doença é causada por uma bactéria, Treponema pallidum. Ela é dividida em três estágios.

“No primário, o sintoma é a ferida na região genital. Apesar de incomum, já vi na boca também”, afirma.

A sífilis secundária apresenta manchas na pele e na mucosa da boca e pode apresentar febre. No terciário pode levar à meningite ou miocardite. O tratamento é feito com antibióticos (injeções de penincilina).

Por último, Raquel lembra da caxumba. “Apesar de ser uma doença com vacina, tivemos um surto em 2018 e 2019. Por isso é importante manter a carteira vacinal em dia”, afirma.

A doença pode ficar até 25 dias incubada e começar a ser transmitida até sete dias antes dos primeiros sintomas. O mais conhecido é o inchaço na região do pescoço, mas também apresenta cansaço e febre.

“É uma doença grave, pode levar a orquite [aumento da bolsa escrotal], pancreatite, meningite e até perda auditiva e da visão, já que afeta a parte neurossensorial.”

*Estagiária do R7 sob supervisão de Fernando Mellis

Herpes pode ser contraída em copos mal lavados. Entenda a doença:

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Cultos Noticias

“Se vai ter Jesus, vai ter Satanás nas escolas públicas”, diz líder de marcha

Movimento é inspirado no Templo Satânico.

Marcha para Jesus. (Foto: Reprodução / Youtube)

No dia 29 de março um grupo pretende realizar em Belo Horizonte, Minas Gerais, a “Marcha para Satanás”, movimento inspirado no Templo Satânico e na Global Order of Satan.

Ao BHAZ, o líder do movimento, que prefere o anonimato, afirmou que o objetivo é lutar contra o “conservadorismo medieval” e diz que “se vai ter Jesus nas escolas públicas, vai ter Satanás nas escolas públicas”.

“Se os imóveis de igrejas não pagam impostos, as casas daqueles que se declaram satanistas também tem que estar isentas”, defende.

A proposta visa combater o cristianismo, defendendo ideias contrárias e ridicularizando os evangélicos e católicos.

A ideia é fazer algo como a “Marcha para Jesus”. Os líderes do movimento fazem críticas aos cristãos e tentam se equiparar.

“[A Marcha para Jesus] infelizmente é marcada por figuras que dizem defender a Família enquanto na verdade disseminam valores opostos ao amor e aceitação (que deveriam ser a base da Família), com atitudes de homofobia, ódio, exclusão, propagando mentiras e criando inimigos imaginários e teorias malucas da conspiração para perpetuar os seus projetos de poder”, atacou.

Segundo disseram ao site, os organizadores querem mostrar à população que “religiões bíblicas não são soberanas e que o Estado é laico”.