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FGV: País tem queda de 7,26% no número de católicos em 6 anos

 

Queda também é expressiva entre jovens de 15 a 19 anos, público alvo da Jornada Mundial da Juventude, que será realizada no Rio em 2013

23 de agosto de 2011 | 12h 43

estadão.com.br

Pouco depois do anúncio oficial do papa da realização da Jornada Mundial da Juventude de 2013 no Rio de Janeiro, uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra uma expressiva queda no número de católicos no País.

 

Cidade de Aparecida, em SP, ainda é símbolo do catolicismo no País - Luciano Coca/AE

Luciano Coca/AE

Cidade de Aparecida, em SP, ainda é símbolo do catolicismo no País

O mapa das religiões no Brasil mostra uma queda de 7,26% no número de pessoas que se declararam católicas em 6 anos (passando de 73,79%, em 2003, para 68,43%, em 2009). A pesquisa também apresenta um significativo aumento no número de brasileiros que se declararam "sem religião": 1,59 ponto percentual, chegando a 6,72% em 2009.

Queda também é expressiva entre jovens de 15 a 19 anos, público alvo do evento que será realizado no ano que vem. Católicos nessa faixa etária passaram de 75,22% em 2003 para 67,49% em 2009.

O levantamento também aponta a evolução recente de outras crenças para os grupos sócio-demográficos e geográficos brasileiros. A pesquisa realizou 200 mil entrevistas sobre composição religiosa no final da década passada.

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A REDE GLOBO, A BABILÔNIA E A PÉRSIA

 

| autor: Pr. Luiz Fernando

Quando soube da sedução da Rede Globo pensei em escrever alguma coisa, mas lembrei-me que já havia escrito algo. Veja aqui. Agora publico o excelente texto do Bispo Moreno sobre o assunto. Creio que o Bispo Moreno foi muito feliz em suas colocações. Boa Leitura.

A REDE GLOBO, A BABILÔNIA E A PÉRSIA

Conheço bem o pastor Gustavo Bessa e a pastora Ana Paula Valadão Bessa. Tive a feliz oportunidade dada por Deus de conviver com eles (embora não tão intimamente quanto eu gostaria) durante muitos anos em Belo Horizonte. Além dessa convivência, tenho para com eles uma dívida de gratidão impagável, devido ao incondicional apoio que me deram em momentos difíceis do meu ministério nas Alterosas. Até onde é possível saber-se isso, sei que são pessoas de Deus, consagradas ao reino de Deus, dedicadas à salvação dos perdidos.

Entretanto, não apoio o envolvimento da pastora Ana Paula com a Som Livre e com a Rede Globo. Primeiro, porque a graça de Deus na vida dela torna desnecessária qualquer ajuda humana e também porque ela sozinha (mas não sem a Graça) já demonstrou ser capaz de juntar centenas de milhares de pessoas para ouvi-la. Deus a tem usado e a Globo não tem nada a ver com isso.

Entendo essa investida da Globo como um laço, uma armadilha. É a velha serpente tentando seduzir a noiva de Cristo – e por “noiva” não me refiro apenas à pastora Ana Paula, mas à igreja do Senhor. A história demonstra sobejamente que toda vez que a igreja capitulou diante dos poderes seculares, os prejuízos para nós foram grandes. Isto, obviamente, nunca impediu – e jamais impedirá – que Deus continue agindo em todas as coisas para o bem dos que o amam e que ele transforme o mal em bem. Como escreveu Jó, os planos de Deus nunca podem ser frustrados. O decreto de Deus foi escrito antes da fundação do mundo e nada pode alterá-lo – e também nada pode ajudá-lo.

O pastor Gustavo escreveu no blog da Ana Paula um artigo intitulado: “A Rede Globo, a Babilônia e a Pérsia”, no qual compara a Globo a Ciro e pergunta se Deus não teria poder para usar a Rede Globo para que a mensagem do evangelho fosse proclamada, o nome de Jesus fosse levantado e a identidade da igreja fosse reafirmada. A única resposta a essa pergunta retórica, é: “Sim, pode”. Claro que pode; mas a questão não é se Deus pode. Será que Deus quer?

No seu artigo, o pastor Gustavo afirma que Ciro não pensava religiosamente, mas sim politicamente. O texto bíblico, porém, me leva a ter outra opinião e, respeitosamente, quero declará-la: “O Senhor, o Deus dos céus, deu-me todos os reinos da terra e designou-me para construir-lhe um templo em Jerusalém, na terra de Judá” (2 Cr 36.23). Ciro sentia ser a reconstrução do templo uma ordem de Deus. A bem da verdade, naquela época remota, não havia essa dicotomia religião-estado que há em nossos dias. Os reis se sentiam emissários divinos, quando não se sentiam deuses mesmo. O versículo anterior declara que Deus tocou no coração de Ciro; em Esdras 1.1, “o Senhor despertou o coração de Ciro”; em Isaías 44.28, Deus nomeia Ciro como “meu pastor”. Além disso, a ação de Ciro foi “para que se cumprisse a palavra do Senhor anunciada por Jeremias” (2 Cr 36.22).

Quanto à Globo, não há nada parecido com Ciro. Deus não deu à Globo, como a Ciro, “todos os reinos da terra” (2 Cr 36.23); não depende da Globo, como dependia de Ciro – humanamente – a reconstrução do templo de Deus. Esse templo, a igreja, está sendo construído sobre a Rocha e as portas do inferno não prevalecerão contra ele. A Globo não tem, dados por Deus, como tinha Ciro, os recursos necessários para a reconstrução. Tais recursos são do Espírito Santo e estão nas mãos da igreja, portanto, nas mãos da pastora Ana Paula e do Diante do Trono.

Se, como escreveu o pastor Gustavo, a intenção da Globo é meramente comercial, porque os milhões de evangélicos se tornaram uma força consumidora, e a Globo tem o propósito de conseguir ganhos de audiência, por que, pergunto abismado, a igreja tem que fazer parte dessa estratégia, fortalecendo essa empresa e dando-lhe condições de continuar veiculando o que de mais imundo existe: adultérios, falcatruas, homossexualismo, prostituição, feitiçaria, mentira, idolatria? A reconstrução do templo em Jerusalém não visava o fortalecimento da Babilônia, mas a sua destruição, ou pelo menos, a destruição do seu poderio.

Se o Senhor Jesus fosse convidado para cantar na Globo, ele iria? Ele nunca se associou com os poderosos de sua época, nunca transigiu diante de suas investidas, nunca cedeu. Ao contrário, ele sempre se posicionou ao lado dos excluídos, dos marginalizados, tanto pelo poder político quanto pelo poder religioso.

A Igreja não precisa da Globo para reafirmar a sua identidade; a nossa identidade nós a temos em Cristo, o Senhor. Além disso, gozando das benesses da Globo (do mundo) nenhum cristão poderá denunciar as suas maldades. A amizade com o mundo é inimizade contra Deus.

Espero que Cristo, que é a Luz do mundo e que como Deus habita na luz inacessível, ilumine a todos os envolvidos nessa saga. No fim, ele será glorificado, ainda que permaneçamos no erro.

(Leia o artigo do Pr. Gustavo AQUI)

+Bispo José Moreno

Fonte: Alem da Letra

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Rir é o melhor remédio

Veja.com

Mayana Zatz

Genética

 

Rir é o melhor remédio

Dizem que há muita sabedoria nos ditados populares. Esse é um bom exemplo. Todo mundo concorda que uma das melhores coisas na vida é dar umas belas gargalhadas. E em grupo melhor ainda, mesmo porque o riso é contagioso e um fator de agregação social. Todos nós já passamos por situações onde rimos às vezes até as lágrimas e muitas vezes não sabemos nem o porquê. A explicação biológica para a sensação de bem estar advinda do riso seria a liberação de neurotransmissores, em particular a endorfina. De acordo com um estudo recente publicado noProceedings of The Royal Society, não é o prazer intelectual associado ao humor, mas sim o ato físico de dar risadas que seria o responsável por esse efeito. A pesquisa, realizada por Robert Dunbar junto com cientistas do Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos, comprovou que é quando damos gargalhadas que liberamos endorfinas, aquele mesmo neurotransmissor que liberamos durante o exercício físico, principalmente corridas de grande distância. Além da sensação de bem estar, um dos conhecidos efeitos da endorfina é também aumentar o limiar da dor.

Como saber se liberamos endorfinas?
As endorfinas são produzidas pelo sistema nervoso central (SNC), mas não é possível medi-las no sangue porque elas não atravessam a barreira hemato-encefálica (do cérebro para o sangue). Uma maneira indireta de analisar a liberação de endorfinas é através do seu papel anestésico, ou seja, medir o nosso limiar a dor. Essa propriedade pode ser muito potente. Não é raro ouvir casos de pessoas que sofreram uma fratura durante uma maratona ou perderam as unhas do pé e só perceberam depois da corrida. E foi isso que os pesquisadores avaliaram para concluir o que acontecia como consequência do ato de rir: a tolerância à dor antes e depois do experimento.

Como foi feita a pesquisa?
Sem entrar em muitos detalhes, os cientistas dividiram os voluntários em diferentes grupos que assistiam três tipos diferentes de vídeos: cômicos (tais como Os Simpsons, Friends, South Park ou de comediantes conhecidos), neutros (tais como histórias sobre treinamento de cães ou de golfinhos) e filmes positivos mas não cômicos (geralmente relacionados com a preservação da natureza). Todos os voluntários eram submetidos a um experimento (uma cinta de gelo em torno do braço) e media-se quanto tempo eram capazes de tolerar a dor. Como a tolerância à dor é muito individual, cada um dos participantes foi analisado antes e depois de assistir ao vídeo. E o resultado foi surpreendente. Os indivíduos que haviam visto os filmes cômicos e dado boas gargalhadas tinham aumentado significativamente a sua resistência à dor. Viva os Doutores da Alegria, aqueles profissionais fantásticos cujo papel é exatamente esse: provocar o riso em crianças doentes em hospitais.

Gargalhadas ao invés de exercicio físico?
Para os preguiçosos de plantão – que são contra qualquer tipo de exercicio aeróbico e não usufruem do prazer da endorfina – essa também é uma excelente alternativa. É claro que há outros benefícios associados à atividade física além da liberação desse neurotransmissor. Mas se você é daqueles que odeia se exercitar, junte uma turma de amigos bem humorados e dê umas boas gargalhadas. Aproveite suas férias e ria muito.

Boas festas e um 2012 super feliz, querido leitor.

Por Mayana Zatz