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Templos são destaques na arquitetura e na história de Istambul

MARINA DELLA VALLE
ENVIADA ESPECIAL A ISTAMBUL

Lado a lado na área de Sultanameh, em Istambul, a antiga basílica de Santa Sofia e a mesquita Azul provavelmente são as duas principais atrações de cunho religioso na cidade.

Após uma longa história como centro religioso, passando pelo cristianismo e o islamismo, Santa Sofia hoje é um museu que ecoa as inúmeras mudanças culturais que moldaram a história de Istambul. A mesquita Azul continua funcionando como local de orações e admite visitantes até certo ponto para não atrapalhar os fiéis.

Essa mesma história religiosa agitada da cidade permite buscá-la em suas igrejas, sinagogas e no grande número de mesquitas que pontilha sua silhueta com minaretes.

Uma das mais conhecidas é a mesquita de Süleymaniye, que se sobressai na paisagem urbana por seu tamanho. Parcialmente inspirada em Santa Sofia, une os estilos bizantinos e otomanos, com grandes domos combinados a outros menores e minaretes –quatro, o que indica sua posição de mesquita real, pois só um sultão poderia chegar a tal número.

A construção teve início em 1550, a mando do sultão Suleiman, o Magnifico (1494-1566), o que explica a opulência da construção: foi sob seu reinado que o Império Otomano atingiu seu ápice.

O site Saudi Aramco World tem um tour virtual pela mesquita com imagens em 360 graus.

Marina Della Valle/Folhapress

Pátio da Nova Mesquita, em Istambul, que teve sua construção iniciada em 1597

Pátio da Nova Mesquita, em Istambul, que teve sua construção iniciada em 1597

A Nova Mesquita, ao lado do mercado de especiarias, em frente ao lado da ponte Gálata no bairro de Fatih, tem a vantagem de sua localização –é fácil combinar uma visita com tours por outros pontos turísticos.

Além disso, ela costuma estar menos cheia que a Azul e a de Süleymanyie, sempre fervilhando de turistas. Sua construção teve início em 1597, mas ela só foi finalizada mais de 50 anos depois.

As igrejas bizantinas foram, em sua maioria, transformadas em museu, a exemplo de Santa Sofia. No pátio do palácio Topkapi fica um exemplo de igreja bizantina que nunca foi transformada em mesquita, Hagia Irene.

Já a igreja de São Salvador em Chora , cujo edifício atual remonta a 1077, foi transformada em mesquita no séc. 16 e hoje é um museu. O destaque são os mosaicos e afrescos bizantinos. O mosaico mais famoso é o de Cristo Pantocrator.

Entre as sinagogas, a Ashkenazi é a única em funcionamento da linha ashkenazi em Istambul a receber fiéis e visitantes. Foi fundada por judeus de origem austríaca em 1900 e fica próxima da torre Gálata, facilitando um tour combinado.

A Neve Shalon é a maior sinagoga sefardita da cidade e foi inaugurada em 1951. Já a sinagoga Ahrida, no quarteirão judeu em Fatih, é uma das mais antigas da cidade.

As visitas às sinagogas devem ser agendadas previamente com o Rabinato de Istambul .

06-06-16 013

Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria,A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.

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Artigos

Justiça dá a estudante adventista direito de faltar a aulas

 

REYNALDO TUROLLO JR.
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Uma estudante adventista matriculada numa universidade católica do interior de São Paulo conseguiu na Justiça, na semana passada, o direito de não ir às aulas às sextas à noite e aos sábados de manhã.

Quielze Apolinario Miranda, 19, é da igreja Adventista do Sétimo Dia, que prega o recolhimento da hora em que anoitece nas sextas-feiras até o fim do dia dos sábados.

Aluna do 1º ano do curso de relações internacionais da USC (Universidade Sagrado Coração), instituição fundada por freiras católicas em Bauru na década de 1950, Quielze nunca foi às aulas noturnas às sextas e aos sábados e corria o risco de ser reprovada por faltas.

Ela diz ter tentado negociar com a reitoria para apresentar trabalhos alternativos. A USC, de acordo com a estudante, negou em várias instâncias o pedido.

"Geralmente, em outras faculdades é mais fácil. O pastor entrega uma cartinha falando sobre liberdade religiosa e o aluno consegue a dispensa", afirma. "Aqui, não consegui."

TRABALHO EXTRACLASSE

No último dia 16, o advogado da aluna, Alex Ramos Fernandez, entrou com mandado de segurança na Justiça Federal de Bauru.

Solicitou a substituição das atividades das 18h das sextas às 18h dos sábados por "prestações alternativas", como trabalhos extraclasse.

"O que ela estava buscando era uma igualdade para preservar o sentimento e a intimidade religiosa dela", diz.

"Nesses casos o aluno até estuda mais, pois os professores dão trabalhos mais elaborados do que assistir a uma aula. Não há uma quebra de isonomia entre os alunos."

Arquivo Pessoal

Quielze Miranda, 19, estudante adventista que ganhou na Justiça o direito de faltas às aulas nos finais de semana

Quielze Miranda, 19, estudante adventista que ganhou na Justiça o direito de faltas às aulas nos finais de semana

AMPARO LEGAL

O juiz da 3ª Vara Federal de Bauru, Marcelo Zandavali, concedeu uma liminar que obriga a USC a oferecer atividades alternativas.

De acordo com o texto, a USC alegou que faltava ao requerimento da aluna "amparo legal".

O magistrado discordou da instituição e baseou sua decisão nos artigos 5º e 9º da Constituição e na lei paulista nº 12.142, de 2005, que assegura ao aluno esse direito em respeito à sua religião.

A USC informou que só vai se manifestar depois de ser oficialmente notificada.

Segundo o advogado de Quielze, que é adventista e se especializou em casos como o dela, a Justiça vem atendendo, nos últimos anos, aos pedidos de alunos adventistas e judeus, que também guardam os sábados.

A igreja Adventista do Sétimo Dia, religião cristã que surgiu nos anos 1840 nos Estados Unidos, tem como doutrina a crença que Jesus voltará -o advento- e que os mortos dormem, inconscientes, até a ressurreição. Existe no Brasil desde 1894.

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Maias previam retorno de um deus em 2012, e não o fim do mundo, diz estudo

 

 

DA EFE

As previsões dos maias para dezembro de 2012 não se referem ao fim do mundo, mas ao retorno do deus Bolon Yokte, que voltaria ao término de uma era e ao começo de outra, segundo uma nova interpretação divulgada nesta quarta-feira (30) pelo Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) do México.

Os especialistas Sven Gronemeyer e Barbara Macleod, da Universidade da Trobe (Austrália), divulgaram uma nova interpretação das inscrições maias do sítio arqueológico de Tortuguero, durante a 7ª Mesa Redonda de Palenque, realizada no estado mexicano de Chiapas.

A data de 21 de dezembro de 2012 citada nas inscrições do povo indígena maia gerou diversas especulações sobre supostas "profecias maias do fim do mundo", versão que foi rejeitada pelos arqueólogos e epigrafistas.

Segundo os especialistas, os maias criaram um calendário com base em um período de 400 anos, denominado Baktun. Cada era é composta por 13 ciclos de 400 anos, que somavam 5.125 anos, e, segundo a conta, a era atual concluiria em dezembro de 2012.

Efe

Representações gráficas do deus maia Bolon Yokte

Representações gráficas do deus maia Bolon Yokte

Gronemeyer explicou que, de acordo com a visão maia, no final de cada era, completava-se um ciclo de criação e começava outro. Nesta inscrição, menciona-se que 21 de dezembro "seria investida a deidade Bolon Yokote", um deus vinculado à criação e à guerra, que participou do começo da atual era, iniciada em 13 de agosto do ano 3.114 a.C.

O epigrafista alemão indicou que essa inscrição está ligada à história da cidade maia de Tortuguero, na qual se cita o governante Bahlam Ajaw (612-679 d.C.) como futuro participante de um evento do final da era atual.

O texto de caráter narrativo, segundo Gronemeyer, mostra que os governantes maias deveriam "preparar o terreno para o retorno do deus Bolon Yokte, e que o Bahlam Ajaw seria o anfitrião de sua posse".

Conforme este prognóstico, o deus Bolon Yokte presidiria o nascimento de uma nova era, que deverá começar em 21 de dezembro de 2012, e supervisionaria o fim da era atual.

"A aritmética do calendário maia demonstra que o término do 13º Baktun representa simplesmente o fim de um período e a transição para um ciclo novo, embora essa data seja carregada de um valor simbólico, como a reflexão sobre o dia da criação", comentou Gronemeyer.

O epigrafista mexicano Erik Velásquez disse que, para os escribas maias, a história como uma narração de eventos humanos foi uma preocupação secundária. Eles se centravam nos rituais de qualquer tipo, por isso, "as inscrições mostram relações complexas entre o tempo, as esculturas e os prédios".

"Na antiga concepção maia, o tempo se construiu tal como as esculturas e os prédios que as continham, os períodos tinham consciência, vontade, personalidade e se comportavam como humanos", acrescentou Velásquez.