Arqueólogos encontram anzol mais antigo da história

 

Objetos encontrados em caverna tem 11 mil e 16 mil anos.
Pesca em alto mar teria começado antes do que cientistas pensavam.

Do G1, em São Paulo

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Arqueólogos australianos divulgaram ter encontrado o que acreditam ser os anzóis mais antigos já descobertos, em uma caverna ao norte do Timor Leste. As imagens foram apresentadas na edição desta sexta-feira (24) da revista “Science”.

Os anzóis foram feitos de concha. Um deles tem aproximadamente 11 mil anos, segundo as análises. O outro, entre 16 mil e 23 mil anos.

Anzol de 11 mil anos encontrado no Timor Leste (Foto: Cortesia/Susan O'Connor)Anzol de 11 mil anos encontrado no Timor Leste (Foto: Cortesia/Susan O’Connor)

Além deles, foram encontrados 38 mil ossos de peixes, de atum a tubarões e arraias. Alguns com idade de 42 mil anos. Boa parte deles, de espécies de mar aberto, que não ficavam perto da costa.

O achado indica que a humanidade já pescava longe das praias bem antes do que os cientistas imaginavam. Os registros mais antigos até agora datavam de 5,5 mil anos atrás, mais ou menos a mesma época do início da agricultura na região.

Arqueologia: o DNA Romano

Quando listamos as descobertas científicas da década segundo a revista Science, um dos itens falava que biomoléculas podem sobreviver milhares de anos, possibilitando que o genoma de mulheres neandertais fosse sequenciado, por exemplo.  Mais um desdobramento dessa descoberta é o projeto Roman DNA Project (Projeto DNA romano). Nele, cientistas estão usando diversos esqueletos de pessoas comuns encontrados em sítios arqueológicos das regiões dominadas pelo império romano para entender mais sobre a formação de sua população. Esse tipo de análise pode esclarecer questões sobre imigração e escravos entre os romanos. A tecnologia de análise do DNA mitocondrial irá, assim, trazer dados muito mais precisos sobre a história nesse período – até então conhecida apenas por registros feitos pelos romanos ricos (que deixavam de lado detalhes sobre essa outra parte de sua sociedade).

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Mugabe chama Cameron de satânico por defender direitos dos gays

 

 

DE SÃO PAULO

O ditador do Zimbábue, Robert Mugabe, classificou de "satânicas" ações do premiê britânico, David Cameron, pelo Reino Unido defender que os países recebendo ajuda financeira britânica deveriam respeitar os direitos dos homossexuais, de acordo com o jornal sul-africano "Times Live".

"Isso se torna pior e satânico quando você tem um primeiro-ministro como Cameron dizendo que os países que desejam ajuda britânica devem aceitar a homossexualidade", disse o zimbabuano em discurso na quarta-feira.

Mugabe afirmou ainda que a declaração de Cameron era uma "sugestão diabólica", que tornava a oferta de ajuda financeira "estúpida", de acordo com o jornal estatal local "Herald".

Ao fim de uma cúpula de líderes da Comunidade Britânica (Commonwealth) em Perth, na Áustrália, o premiê do Reino Unido disse que países recebendo ajuda financeira britânica deveriam respeitar os direitos humanos, incluindo os direitos dos homossexuais, em outubro.

O assunto voltou à tona em um momento em que o Zimbábue discute uma nova Constituição, debatendo se deve ou não seguir o modelo sul-africano e incluir os direitos de homossexuais em suas leis.

Grant Lee Neuenburg/Reuters

Robert Mugabe, ditador zimbabuano, em foto de arquivo de janeiro de 2010, durante visita a Moçambique

Robert Mugabe, ditador zimbabuano, em foto de arquivo de janeiro de 2010, durante visita a Moçambique

Mugabe há décadas discursa contra os gays e, em seu discurso mais recente, ameaçou puni-los. "Não se sinta tentado por aquilo [homossexualidade]. Se vocês forem para essa direção, nós vamos puni-los severamente", afirmou.

"Isso é condenado pela natureza. É condenado pelos insetos, e por isso digo que os gays são piores que porcos e cachorros", disse, citado pelo "Herald".

O primeiro-ministro zimbabuano, Morgan Tsvangirai, que formou um governo de unidade com Mugabe em 2009, disse que apoia os direitos dos homossexuais, mas que eles devem fazer "suas coisas na privacidade".