Imagens de satélite revelam civilização perdida na Líbia

 

Descoberta mostra que os Garamantes são uma civilização muito mais complexa do que se acreditava anteriormente

07 de novembro de 2011 | 14h 55

estadão.com.br

SÃO PAULO – Imagens de satélite revelaram novas evidências de uma civilização perdida no Saara da Líbia, afirmaram pesquisadores da Universidade de Leicester, no Reino Unido.

Desde a queda do ditador Muamar Kadafi, arqueólogos têm conseguido explorar as riquezas pré-islâmicas do país, ignoradas durante o regime. Usando satélites e fotografias aéreas, os cientistas identificaram os restos de uma civilização em uma das partes mais inóspitas do deserto. Mais de 100 fazendas fortificadas foram descobertas, além de vilas com estruturas semelhantes a castelos e diversas cidades, a maior parte delas datadas de 100 a 500 d.C.

Essas "cidades perdidas" foram construídas por uma civilização antiga pouco conhecida chamada de Garamantes, cujo estilo de vida e cultura era muito mais avançado e historicamente significativo do que se pensava até agora. Os Garamantes eram considerados bárbaros nômades da época do império romano, mas mostraram ser altamente civilizados.

A equipe de pesquisadores identificou os restos de tijolos de complexos semelhantes a castelos, com paredes ainda existentes e de até quatro metros de altura, além de traços de habitações, cemitérios, poços e sistemas de irrigação.

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Evangélicos dão emenda padrão mesmo sem voto

 

Três nomes ligados à Igreja Universal dirigem verbas de R$ 150 mil de emendas a cidades de SP onde são praticamente desconhecidos

08 de novembro de 2011 | 3h 06

FERNANDO GALLO – O Estado de S.Paulo

Três deputados da bancada evangélica na Assembleia Legislativa seguiram um padrão na indicação de emendas parlamentares em 2010: destinaram mais de 90% de suas emendas para recapeamento asfáltico, quase todas no valor de R$ 150 mil – limite para que a licitação possa ser feita com uma simples carta-convite – e para cidades do noroeste paulista onde quase não tiveram votos.

O habitual é que os deputados destinem emendas a cidades onde são bem votados, como forma de atender às necessidades de seus eleitores e retribuir votos.

Os três parlamentares são o deputado estadual Gilmaci Santos (PRB), o atual deputado federal Otoniel Lima (PRB) e o ex-deputado estadual João Barbosa (DEM), todos ligados à Igreja Universal.

De acordo com os dados publicados pelo governo paulista na semana passada, Gilmaci destinou todas as suas emendas para recapeamento em ruas do interior paulista – um total de R$ 2,1 milhões. Dos 12 convênios assinados no ano passado com a intermediação do deputado, apenas um extrapola os R$ 150 mil. Em nove das 11 cidades beneficiadas ele teve menos de 25 votos nas eleições de 2006. Em duas delas não teve nenhum.

Como revelou o Estado em 3 de outubro, quem realiza as obras de asfalto na maioria das cidades para as quais Gilmaci destina verbas é a Demop Participações Ltda, empresa que domina o ramo no noroeste paulista.

O governo estadual também pagou em 2010 R$ 2,1 milhões em emendas de Otoniel Lima, colega de partido de Gilmaci. Das 14 indicações que ele fez, 13 foram no valor de R$ 150 mil. Até este valor, as prefeituras conveniadas podem convidar três empresas para disputar a obra, em vez de permitir uma concorrência mais ampla. Dessas 13, 12 se destinam a recapeamento asfáltico. Em 2006, Otoniel não conseguiu mais do que seis votos nas 14 cidades. Em cinco delas, não teve nenhum

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Asteroide passa perto da Terra na terça; não há risco de colisão

 

O asteroide 2005 YU55 passará nesta terça-feira bem perto da Terra, às 21h28 (horário de Brasília), a uma distância inferior à da Lua.

Asteroide passa a uma distância menor que a da Terra à Lua
Nasa monitora asteroide que se aproxima do nosso planeta

Sem representar risco de colidir com o planeta, o asteroide representa uma rara oportunidade para os cientistas de estudar esse tipo de corpo celeste sem gastar tempo e dinheiro com sondas lançadas no espaço.

O asteroide ficará a cerca de 324 mil quilômetros da Terra. "É a primeira vez desde 1976 que um objeto desse tamanho passa tão perto da Terra. Isso nos dá uma grande e rara chance de estudar um objeto como esse", disse o astrônomo Scott Fisher, da Fundação Nacional de Ciências dos EUA.

A rocha cósmica tem cerca de 400 metros de diâmetro, e sua órbita e posição são bem conhecidas, acrescentou o pesquisador Don Yeomans, do JPL (Laboratório de Propulsão a Jato, da Nasa, sigla em inglês), em Pasadena, na Califórnia.

Milhares de astrônomos profissionais e amadores irão acompanhar com seus telescópios a passagem do YU 55, que será visível apenas no Hemisfério Norte.

Mas ele estará apagado demais para ser visto a olho nu, e rápido demais para ser acompanhado pelo telescópio espacial Hubble.

Os cientistas suspeitam que há milênios o YU 55 esteja visitando a Terra, mas, devido à atração gravitacional dos planetas, que ocasionalmente altera sua rota, é impossível dizer com certeza há quanto tempo o asteroide percorre a sua órbita atual.

Estudos anteriores mostram que o asteroide, mais preto que carvão, se enquadra entre os asteroides da classe C, possivelmente composto de materiais à base de carbono e algumas rochas de silicato.

Mais informações sobre sua composição e estrutura devem ser fornecidas por imagens de radares e estudos químicos da sua luz quando da passagem rente à Terra.

"Li que seremos capazes de ver detalhes até um tamanho de cerca de 15 pés (4,5 metros) na superfície do asteroide", disse Fisher.

A Nasa trabalha atualmente em uma missão para recolher em 2020 amostras de um asteroide conhecido como 1999 RQ36 e para enviar uma tripulação a outro asteroide em meados da próxima década.

O Japão também pretende lançar em 2018 uma missão para recolher amostras de um asteroide.