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Justicia modifica la representación legal de los musulmanes en España

Para desbloquear sus luchas internas

 

Justicia modifica la representación legal de los musulmanes en España

La mezquita de la M30 en Madrid (España)

El real decreto perjudica a las entidades afines a Marruecos y desata una gran polémica.Un tercio de los islámicos están excluidos del órgano que les representa.

06 DE NOVIEMBRE DE 2011, MADRID

  El Gobierno español ha reorganizado, mediante un real decreto publicado hace diez días en el BOE, la representación de los musulmanes ante el Estado (establecida hace casi veinte años mediante un acuerdo de cooperación) desatando una gran polémica.

Para la Federación Española de Entidades Estatales Religiosas Islámicas (FEERI) se trata de "una intromisión inadmisible en cuestiones religiosas" con el objetivo, entre otros, de mermar el peso del islam de inspiración marroquí. Va a recurrir el decreto ante la sala de lo contencioso de la Audiencia Nacional. La FEERI es minoritaria y, según el CNI (servicio secreto español), es "la principal herramienta de control" de Rabat sobre los musulmanes en España.

Para el Ministerio de Justicia y para el resto de las asociaciones islámicas de España (una gran mayoría) se trata más bien de hacer cumplir a la FEERI el acuerdo de 1992, con rango de ley, y de democratizar el órgano de representación de los musulmanes  permitiendo así gozar de sus derechos a cientos de comunidades arbitrariamente excluidas.

LOS PROBLEMAS CON LA FEERI

En España hay aproximadamente 1,2 millones de musulmanes , de los que 800.000 son marroquíes. Entre ellos el porcentaje de españoles está en auge porque a los conversos se añaden los inmigrantes que adquieren la nacionalidad. Los más devotos se agrupan en 1.080 comunidades religiosas inscritas en el registro de entidades religiosas del Ministerio de Justicia. Pero solo unas 723 forman parte de la Comisión Islámica de España (CIE), el órgano de representación e interlocución con el Estado.

Las comunidades integradas en la CIE se dividen entre las afiliadas a la FEERI (73), que encabeza el ceutí Mohamed Ali, y las adscritas a su rival, la Unión de Comunidades Islámicas de España (UCIDE, 650), considerada como más afín a los poderes públicos y que dirige Riad Tatary,  español de origen sirio. Las decisiones en su seno no se toman por mayoría, sino por unanimidad. La mala relación entre ambas ramas, que ni siquiera se reúnen, ha impedido el ingreso en la Comisión de 357 comunidades creadas en los últimos 20 años.

  Entre ellas están asociaciones con auténtico arraigo como, por ejemplo, el Centro Cultural Islámico de Valencia, que dirige una mujer, Amparo Sánchez; la Federación Musulmana de España del converso Yusuf Fernández; o las fundadas por subsaharianos en Zaragoza, Jaca (Huesca) o Soria.

El ministro de Justicia, Francisco Caamaño, ha querido acabar con este bloqueo . "La única razón por la que la CIE puede rechazar la adhesión de una comunidad islámica es de índole religioso", y no a causa sus disfunciones internas, explica José Manuel López Rodrigo, director de la Fundación Pluralismo y Convivencia, vinculada a Justicia. "De ahí que, tras esperar en vano más dos años que la CIE resolviera sus problemas, se haya promulgado el decreto tras consultar al Consejo de Estado", añade el director. El bloqueo sobre todo es achacable, según otras fuentes de Justicia, a la pro marroquí FEERI, que teme quedar aún más en minoría con la ampliación de la CIE.

El decreto estipula que las comunidades inscritas en el registro de Justicia podrán pedir su adhesión a la CIE y esta dispondrá de diez días para aceptarla o formular su oposición motivada . Contra dicha decisión Justicia podrá interponer recurso de alzada.

La aplicación del decreto generará una gran pelea , porque el presidente de la FEERI tiene la intención de rechazar todas las solicitudes como medida de protesta ante la inmisión del Gobierno en sus asuntos. "Es como si se pusiera a organizar la Conferencia Episcopal", argumenta. La FEERI se dispone a recurrir el decreto y pedir su suspensión cautelar  ante la sala de lo contencioso de la Audiencia Nacional. "Es un escándalo; es un caso inédito en nuestra historia", asegura el abogado Iván Jiménez Aybar, defensor de adolescentes escolarizadas con hiyab (pañuelo islámico). "Se atenta contra el principio de autonomía interna de las confesiones religiosas", añade. Es "un gran paso para acabar con las desigualdades que impedían a muchas asociaciones islámicas una presencia normalizada", replica desde Valencia la conversa Amparo Sánchez.

Fuentes: El Pais

© Protestante Digital 2011

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Carol Celico: Minha Igreja Hoje É Minha Casa

FOTO - CAROL CELICO

Por Jussara Teixeira|Correspondente do The Christian Post

Carol Celico, a esposa do mundialmente famoso jogador de futebol Kaká, mostra que passou por profundas transformações depois que ela e o esposo decidiram sair da Igreja Renascer em Cristo.

Mais madura e centrada, Carol diz que agora a igreja é sua casa. “Por enquanto não tenho vontade de estar em alguma igreja. Hoje minha igreja é minha casa, é o Kaká, são meus fihos, é onde temos paz”, disse, em entrevista a Jô Soares em seu programa.

Ela explica que não quer ter nenhum rótulo: “não estou mais na Igreja Renascer, não me considero evangélica, mas sim cristã, não quero ter nenhum rótulo. Sou Cristã porque eu sigo a Cristo”.

Mas Carol ressalta que não quer influenciar ninguém com sua opinião: “não quero influenciar, falar para ninguém sair da igreja, acho que temos que estar bem no lugar em que nos encontramos”, esclarece.

As atenções dela estão agora voltadas para um projeto beneficente, o Amor Horizontal, uma plataforma online em que os usuários podem oferecer doações em forma de compras de alimentos e produtos de higiene para a entrega em instituições beneficentes.

Carol também comentou sobre o CD e DVD que acaba de lançar, que foi gravado entre a Europa, Estados Unidos e Brasil e traz doze faixas. As músicas tiveram grande popularidade na internet, sendo baixadas cerca de 2 milhões de vezes no último ano. Kaká participa da faixa Presente de Deus e Claudia Leitte (31) cantou Mesma Luz.

Mas ela não quer ser chamada de cantora. “Não quero fazer show e não que cantar. Eu cantei”, explicou.

Sobre a profissão do marido, ela explicou que é dura a rotina de treinamentos e jogos. “Não é só entrar em campo e jogar, exige sacrifício, não tem domingo, feriado. São apenas quatro dias de folga no Natal, e no Ano Novo, no dia 1o. já tem que estar treinando. Segundo ela, o jogador tem 30 dias de férias por ano, quando o casal vem ao Brasil ficar com os familiares.

Kaká, que havia sido convocado pelo técnico Mano Menezes para o jogo amistoso contra Gabão e Egito ainda este mês, acabou sendo cortado neste domingo (6), depois que ficou comprovado que haviam lesões no exame de imagem enviado pelo Real Madrid ao departamento médico da seleção, segundo informou nota da CBF.

Perguntada sobre a recuperação das lesões a que o jogador se submeteu, ela afirmou que isso serviu para mostrar que o futebol é muito importante, mas a família é mais, pois ela é que realmente fica.

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Padre não deixa que evangélico seja enterrado em terreno no RS

CEMITÉRIO CATÓLICO

 

Por um impasse religioso, o evangélico luterano Irineu Wasen, 60 anos, teve de ser enterrado fora do cemitério católico do município de Poço das Antas, RS, onde a mulher, Eunice Teresinha Ely, 58 anos, e a sogra Carmelita Maria Ely, 78 anos, foram sepultadas. Os três morreram em um acidente de trânsito na rodovia Tabaí-Lajeado (BR-386) no feriado de Finados, na quarta-feira.

Abalada pela perda trágica de três pessoas da família, a filha de Irineu, Paola Wasen, queria que todos fossem sepultados no Cemitério Católico em Poço das Antas, cidade de origem das mulheres. Porém, só elas puderam ser enterradas no local, na manhã de ontem.

De acordo com o padre João Paulo Schäfer, responsável pela paróquia e pelo cemitério católico, Irineu era evangélico e, portanto, não poderia ser enterrado junto à mulher.

"É uma norma da igreja que não podemos quebrar. Só podemos sepultar em nosso cemitério pessoas católicas que contribuem e estejam em dia com a taxa anual. Expliquei isso para a família, e eles entenderam", disse o padre, que ainda afirmou não poder abrir exceções.

Evangélico foi enterrado em Teutônia com os avós.

A negativa e a busca por outro local para sepultar Irineu abalou ainda mais a família.

"Foi uma espera angustiante. A filha queria muito que os pais fossem enterrados no mesmo local", disse Cleris Elizabete Flach, parente das vítimas.

"Com uma tristeza dessas, três pessoas da mesma família perdem a vida, e não há quem se sensibilize por isso", afirmou Marlise Meyer, amiga da família.

Sem poder ser sepultado junto à mulher, o corpo de Irineu foi levado para a cidade natal do empresário, Teutônia, no Vale do Taquari. Na tarde de ontem, a família acompanhou a cerimônia fúnebre no Cemitério da Comunidade de Linha Clara, interior do município, mesmo local em que os avós de Irineu já estão sepultados.

Irineu, Eunice e Carmelita moravam na capital e passaram o feriado de Finados em Poço das Antas para visitar a família e também prestar homenagens a parentes já falecidos. Retornavam para Porto Alegre quando o carro em que estavam bateu em uma caminhonete no km 377 da rodovia Lajeado-Tabaí, perto do trevo de acesso ao município de Paverama.

Data: 7/11/2011 08:57:00
Fonte: Paulopes