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Vasos Quebrados

Coloquemos nossas vidas nas mãos do oleiro e sejamos transformados.
"Desci, pois, à casa do oleiro, e eis que ele estava ocupado com a sua obra sobre as rodas. Como o vaso, que ele fazia de barro, se quebrou na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme pareceu bem aos seus olhos fazer. Então veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel"? (Jr.18.3-6).
Algumas vezes, ouvimos mensagens extremamente positivas que nos ensinam que tudo vai dar certo para nós, e que vamos crescer, prosperar, experimentar vida abundante, etc. Depois, a realidade cotidiana pode trazer decepções por não parecer coerente com toda a expectativa criada.
A mensagem pode ter sido correta ao falar dos resultados, mas incompleta por desconsiderar os meios, os caminhos, e o tempo de Deus. Pode também ter sido exagerada quanto ao cenário idealizado, principalmente se teve ênfase materialista.
A verdade é que Deus tem um tratamento específico, muitas vezes árduo, para cada um de nós e, enquanto um irmão está próximo de sair desse processo, o outro está apenas começando. Portanto, mensagens que generalizam correm sério risco de serem incorretas.
Assim como um apelo para a salvação pode não se aplicar a todos os presentes numa reunião, pois muitos ali já se entregaram a Cristo, o mesmo ocorre com outros tipos de mensagens, principalmente no que tange ao alcance imediato dos resultados propostos, e estamos considerando agora apenas as que têm fundamento bíblico e resultam da correta interpretação das Escrituras.
Muitas vezes, passamos por sofrimentos nesta vida, ainda que não os tenhamos causado, mas por permissão de Deus para que se realizem em nós os seus soberanos propósitos.
Somos como vasos de barro que se quebram, mesmo estando nas mãos do oleiro (Jr.18). Tal acontecimento nos deixa perplexos e questionamos: "Se sou filho de Deus, se minha vida está em suas mãos, por quê ele permite que estas coisas aconteçam"?
Deus permite dificuldades, ou mesmo fracassos, para nos quebrarem até percebermos que não somos coisa alguma por nossa própria capacidade, inteligência, merecimento ou posse.
Mesmo tendo sido moldados pelo Senhor, ainda precisamos ser quebrados e reconstruídos para que tenhamos consciência clara da nossa condição de pó e da nossa total dependência do Pai.
Algumas pessoas quebram-se por seus próprios erros. Outras são quebradas pelos homens, por Satanás ou até mesmo por Deus (Salmo 2.9; Pv.29.1; Jr.48.38; Ap.2.27).
Muitos já foram quebrados, mas seus pedaços ainda estão muito grandes. O orgulho ainda prevalece. Mesmo estando em dificuldades, não são capazes de pedir ajuda ou conselho. Então, serão quebrados novamente.
"E ele o quebrará como se quebra o vaso do oleiro, despedaçando-o por completo, de modo que não se achará entre os seus pedaços um caco que sirva para tomar fogo da lareira, ou tirar água da poça" (Is.30.14).
Exemplos bíblicos
Jacó era enganador e usou sua esperteza contra o irmão Esaú e o pai Isaque. Depois de ter sido abençoado pelo pai, ao contrário do que se poderia esperar, começou a ser quebrado por Deus. Certamente, a bênção viria, mas não imediatamente, não antes que o seu caráter fosse transformado pelas mãos do oleiro através de várias experiências dolorosas. Perdeu o convívio familiar, nunca mais viu os pais, foi enganado no casamento, explorado pelo sogro no trabalho, mas aprendeu, afinal, que precisava e dependia de uma aliança com Deus.
Em Êxodo 2.11 encontramos Moisés no auge de sua glória humana: com status de príncipe, jovem, forte e irado. Considerando-se superior, matou um egípcio. Ele precisava ser quebrado. Seu tratamento foi tão rigoroso que, 40 anos depois, não acreditava que poderia libertar o povo de Israel. Em Êxodo 3.11, encontramos um Moisés moído, mas Deus começava a reconstruí-lo. Por tudo isso, ele veio a tornar-se o homem mais manso da terra: resultado da obra de Deus em sua vida (Nm.12.3).
Outro exemplo clássico é Jó. Ele foi quebrado e moído até o pó (Jó 9.17; 16.12; 19.2). Naquele árduo processo, todos os seus conceitos de justiça própria foram destruídos.
A história de Nabucodonozor nos mostra a ação de Deus contra a soberba do homem. Aquele rei foi retirado do seu trono e do convívio humano, passando a comer a relva com os animais durante algum tempo (Dn.4.25).
No início de Atos 9, Paulo encontrava-se no auge do seu poder político e religioso. Então, encontrou-se com Jesus e foi quebrado. Foi humilhado e ficou cego. Paulo foi esvaziado de si mesmo. Muito tempo depois, estava pronto para afirmar: "Não sou eu quem vivo, mas Cristo vive em mim" (Gal.2.20). "Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus" (2Co.3.5).
Somos quebrados para que somente Cristo seja exaltado.
A quebra pode incluir perdas, humilhações e a desconstrução de uma imagem pessoal que esteja acima do propósito de Deus (Dt.8.2-3). Quando reconhecemos que nada somos, aprendemos a reconhecer o que Cristo pode ser em nós.
Muitos querem prosperar, no sentido de verem tudo dando certo, mas estão no tempo de serem quebrados. Portanto, isto pode gerar um grande conflito e decepção, a não ser que aprendam a compreender o momento em que se encontram.
Queremos sair do Egito e entrar direto em Canaã, mas não é assim que as coisas de Deus funcionam. Ainda temos um deserto para atravessar e muitos de nós estão apenas entrando nele.
Queremos que Deus nos ajude na realização dos nossos planos, mas o mais importante e necessário é que o plano de Deus prospere. Precisamos viver a prosperidade da cruz, conforme escreveu o profeta Isaías.
"Todavia, foi da vontade do Senhor moê-lo, fazendo-o enfermar. Quando ele se puser como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias, e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos" (Is.53.10).
O texto fala sobre Jesus, mas, se ele mesmo disse que os seus seguidores deveriam tomar suas cruzes, era porque, em alguma medida, haveríamos de experimentar algo semelhante.
Alguns fracassos são resultado do pecado, mas até esses, embora indesejáveis, podem ser usado por Deus para nos moldar. Alguns reveses da vida podem ser necessários, mas não representam o objetivo final de Deus para nós. Não se trata de destruição individual, mas de uma limpeza que precede a nova edificação.
As tribulações são comparadas ao fogo e têm papel purificador em nossas vidas. Tal afirmação pode ser questionada por alguns, pois pensam que toda purificação ocorre através do sangue de Jesus. Não é bem assim. O sangue de Jesus nos purifica dos pecados cometidos, mas o sofrimento nos ajuda a abandonar a prática pecaminosa. Portanto, nos purifica também, aperfeiçoando o nosso caráter, como disse o salmista:
"Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a tua palavra!" (Salmo 119.67).
Vejamos o que escreveu Pedro:
"Ora pois, já que Cristo padeceu na carne, armai-vos também vós deste mesmo pensamento; porque aquele que padeceu na carne já cessou do pecado" (IPd.4.1). O apóstolo escreveu para cristãos que estavam sofrendo. Ele estava tentando demonstrar que o sofrimento pode ter um efeito santificador, embora isto não signifique que alguém possa ser salvo pelo sofrimento.
Algumas pessoas precisam de um tratamento de choque contra determinados pecados que, somente assim, serão desarraigados. A idolatria de Israel foi extirpada pelo cativeiro babilônico. Nunca mais houve ídolos em Israel. A nação é hoje um ícone do monoteísmo no mundo.
A palavra de Oséias expressa a experiência daquele povo:
"Vinde, e tornemos para o Senhor, porque ele despedaçou e nos sarará; fez a ferida, e no-la atará. Depois de dois dias nos ressuscitará: ao terceiro dia nos levantará, e viveremos diante dele." (Os.6.1-2).
Aqueles que contendem com Deus e resistem ao trabalho do oleiro serão despedaçados de modo definitivo e irreparável (ISm.2.10; Jr.19.10-11; Pv.29.1), mas a vontade do Senhor é que não sejamos assim: rebeldes, inflexíveis e intratáveis.
Depois de sermos quebrados e reconstruídos, por mais que cresçamos, será mais difícil que a vaidade nos domine. Teremos superado muitos pecados e adquirido resistência para a jornada. Quem foi quebrado, não se ressente mais dos arranhões da vida. Depois do grande problema com Absalão (2Sm.15), Davi não revidou aos insultos de Simei (2Sm.16.7).
Depois do duro tratamento a que foram submetidos, muitos homens na bíblia foram restaurados, alcançando bênçãos maiores do que as anteriores. Jacó tornou-se Israel. Moisés libertou o povo de Deus. Jó recebeu o dobro do que antes possuía. Nabucodonozor, ao dar glória ao Deus do céu, recuperou o trono da Babilônia. Paulo foi usado poderosamente por Deus para levar o evangelho a vários lugares do Império Romano e escrever cartas que estabeleceriam a doutrina da igreja em todos os tempos.
Coloque sua vida nas mãos de Deus, o oleiro supremo, para que ele possa moldá-lo conforme a sua vontade. O processo é difícil, mas o resultado será glorioso.
Pr.Anísio Renato de Andrade
www.anisiorenato.com
Twitter @anisiorenato

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Visita del Papa: unos todo y otros nada

Wenceslao Calvo

 

Visita del Papa: unos todo y otros nada

La visita del papa a Madrid con motivo de la celebración del Día Mundial de la Juventud ha ocupado grandes espacios en las cadenas de televisión y en todos los medios de comunicación.

17 DE AGOSTO DE 2011

Se trata de un acontecimiento de grandes dimensiones y para que lo sea, en los tiempos que vivimos, ha de estar sustentado por un gran despliegue mediático. Así que, en cuanto a protagonismo y relevancia el éxito está asegurado, al contar con la atención de tales medios.
Otra cosa diferente es si esta visita será un revulsivo que estimule a la Iglesia católica en España o simplemente será un macro-acontecimiento multitudinario que pasará sin dejar huella para el futuro.
En el barrio donde vivo se han habilitado los colegios públicos y las dependencias institucionales del ayuntamiento para albergar a los peregrinos que en estos días han venido de todo el mundo para el acontecimiento. No deja de sorprenderme el hecho, porque una de las luchas que hemos tenido los evangélicos durante años ha tenido que ver con el acceso a los recursos públicos. Si estaban en el poder los de un bando había que tener cuidado para no dar la impresión de que lo que se hacía era algo religioso, ya que su predisposición de no simpatía, o incluso antipatía, hacia la religión podía perjudicar la solicitud; pero si estaban en el poder los del otro bando la situación no era mejor, porque no éramos de los suyos. En ambos casos, planeaba en el ambiente la sombra de que algo sectario y proselitista se intentaba hacer.
Así es como se llegó a una solución para intentar sortear los obstáculos que de uno y otro lado teníamos los evangélicos. Esta solución fue la de la dimensión social. Si se quería organizar algo en el que bienes o recursos públicos pudieran ser usados, sin levantar sospechas, tenía que llevar el marchamo de lo social.
Para los de un bando era garantía de que no se trataba de algo escabroso sobre creencias a ser impuestas sobre los demás y para los del otro bando era salvaguarda de que no se promovía nada que favoreciera a la competencia. De este modo, había que buscar un lenguaje lo más neutral posible para presentar cualquier proyecto, resaltando, por encima de todo, el aspecto de lo social.
Pero he aquí que llega el papa, en una visita de marcado carácter confesional y religioso, y de pronto todos los recursos habidos y por haber se ponen a su disposición , a fin de asegurar el éxito de la convocatoria. Aquí no hace falta un lenguaje especial para explicar el asunto, ni tampoco hay temor a levantar suspicacias por atreverse abiertamente a publicar lo que las jornadas son realmente. No es necesario recurrir al subterfugio de lo social.
¿Por qué a unos todo y a otros nada? En el mes de mayo hubo una concentración de evangélicos para solicitar al ayuntamiento de Madrid que cesen los expedientes y cierres de lugares de culto evangélicos en la capital de España. La normativa que se aplica a tales lugares es tan exigente que muy pocos pueden cumplirla.
Una normativa que es propia de discotecas, bares y otros centros de aglomeración pública, donde el ruido y las molestias son continuas hasta altas horas de la noche. Nada de eso tiene que ver con las iglesias evangélicas que, no obstante, están encuadradas en la misma categoría que esos establecimientos. Hasta la fecha, que yo sepa, el ayuntamiento no ha respondido a la demanda de los evangélicos para que se les aplique una normativa apropiada.
Me pregunto cuántos edificios públicos cumplen las normativas. He estado haciendo trámites en una embajada en Madrid de cierto país, del que no diré el nombre para no avergonzarlo, en la que había que tener cuidado con los cables eléctricos que estaban sueltos por el suelo no fueras a tropezar con alguno, en la que por la puerta de entrada apenas cabía una persona (no quiero imaginar qué sucedería si hubiera un incendio u otra emergencia) y la escalera que comunicaba la estancia inferior con la superior era empinada a más no poder y estrecha como ella sola.
Por supuesto nada de facilidades para minusválidos. Todas las dependencias están destartaladas y la precariedad es quien primero te da la bienvenida. Allí hay todos los días varias decenas de personas para hacer sus trámites y la embajada funciona con toda normalidad. ¿Irá el ayuntamiento a hacer una inspección y cerrar la sede diplomática o a levantar un expediente de apercibimiento o sancionador?
Me alegro por el papa y sus seguidores de que tengan tantas facilidades para realizar este acto. Sería de justicia que otros tuviéramos también las mismas.

Autores: Wenceslao Calvo

©Protestante Digital 2011

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Es inminente la venta de la Catedral de Cristal

 

Es inminente la venta de la Catedral de Cristal

La junta directiva de la megaiglesia organizó sin éxito una “campaña de milagros” para evitar perder el edificio.

17 DE AGOSTO DE 2011, ESTADOS UNIDOS

Los acreedores de la Catedral de Cristal, la inmensa iglesia de paredes de cristal en el condado de Orange, no retroceden y han dejado en claro que la propiedad se venderá a pesar de lo que diga la familia Schuller.
Después de la restitución del derecho a voto a Robert Shuller en la junta directiva de La Catedral de Cristal, se puso en marcha una “campaña de milagros” en la que se afirmó que las instalaciones no se pondrían en venta. Sin embargo los acreedores han presentado un plan en el tribunal federal de quiebras en Santa Ana, California, el martes 9 de agosto, lo que hace inminente la venta del inmueble.
Según informó el registrador del Condado de Orange County, los acreedores quieren que se recauden al menos 50 millones de dólares. El plan permitiría a la megaiglesia arrendar el edificio de 3.000 asientos al comprador.
CANDIDATOS A LA COMPRA
Ya existen interesados en la adquisición de las instalaciones. Entre ellos están la arquidiócesis católica de Orange County, lider en la puja pues ha ofertado 53,6 millones. y la Universidad de Chapman, que ha aumentado su oferta a 50 millones.
Los acreedores han decidido darle el privilegio a la Junta de la Catedral de Cristal para que elija el futuro dueño de las instalaciones, siempre y cuando la oferta alcance o supere los $ 50 millones.
La próxima audiencia ante la corte está programada para el próximo 14 de septiembre.

Fuentes: Entrecristianos

© Protestante Digital 2011