Brasileiro dá testemunho de fé em prêmio da FIFAe

Wendell Lira venceu o favorito Messi no Puskás

por Jarbas Aragão-gospelprime-

 

Brasileiro dá testemunho de fé em prêmio da FIFABrasileiro dá testemunho de fé em prêmio da FIFA

O (até então) desconhecido jogador brasileiro Wendell Lira surpreendeu o mundo ao vencer o prêmio Puskás, com o “gol mais bonito de 2015”. Em votação pela internet, o então jogador do Goianésia teve 46,7% dos votos. A eleição contabilizou 1,6 milhão de votos. Aos 27 anos, o atacante venceu o favorito Lionel Messi, do Barcelona, que teve 33,3%, e Alessandro Florenzi, da Roma, com 7,1%.

Nesta segunda (11), Lira recebeu o troféu na cerimônia realizada pela Fifa em Zurique, na Suíça. O gol que lhe rendeu fama mundial foi uma “meia-bicicleta”, marcado dia 11 de março quando o Goianésia enfrentou o Atlético-GO, na primeira fase do Campeonato Goiano.

A carreira de Lira foi marcada por um início promissor, sendo destaque no Goiás e convocações pela Seleção Brasileira sub-20. Por causa de constantes lesões, acabou perdendo espaço e jogou por times de pequena expressão com Trindade, Anapolina e Goianésia.

Atuou pelo Tombense na última Série C. Estava sem clube quando soube da indicação ao Puskas. Dois meses atrás assinou com o Vila Nova (GO), e disputará o Campeonato Goiano e a Série B este ano.

Na festa da FIFA ele estava ao lado de jogadores como Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar. Mas seu discurso de agradecimento foi impactante pela demonstração de fé. Iniciou agradecendo a Deus, depois aos que votaram nele. Por fim, lembrou da mulher e da filha.

Então comparou sua situação com a história de Davi e Golias.  “Queria deixar uma passagem bíblica. Creio eu que quando o gigante Golias apareceu, disseram: ‘Ele é muito forte, é muito grande, não tem como ganhar dele. Davi quando olhou para Golias disse: ‘Ele é muito grande, não tem como errar’. É assim que temos de enfrentar os problemas do dia a dia em nossa vida e é dessa forma que agradeço”, discursou.

Evangélico, em sua página do Facebook, o jogador rotineiramente posta versículos e fala da sua fé. Na última mensagem antes do sucesso mundial, escreveu: “Que seja feito a vontade de Deus nessa premiação e que antes de mais nada toda honra e glória seja do Senhor”.

Nas outras edições o Puskas premiou jogadores consagrados do futebol mundial como Cristiano Ronaldo, Neymar, Zlatan Ibrahimovic e James Rodriguez. Com informações das agências.

Assista:

https://www.youtube.com/watch?v=7Y2GkTMWgYI

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O diabo e a maturidade cristã

Quando abro minha Bíblia, vejo que o cristão, em sua caminhada de peregrino nesta Terra, possui 3 inimigos espirituais a…

por Leandro Bueno-gospelprime-

 

O diabo e a maturidade cristã

Quando abro minha Bíblia, vejo que o cristão, em sua caminhada de peregrino nesta Terra, possui 3 inimigos espirituais a serem vencidos, a saber: a) o diabo (Efésios 6:12-18, Lucas 4:1-2); b) o mundo (I Jo 2:15, João 17:16) e; c) a carne (Romanos 7: 14-21, Gálatas 5:17).

Neste contexto, fico hoje bastante impressionado como em muitas igrejas, principalmente neopentecostais, mas não só nelas, o foco dos cultos parece se resumir ao diabo. É como se este ser personalizasse todas as mazelas que os fiéis destas igrejas passam na vida. Uma espécie de “popstar” às avessas.

Assim, se o casamento vai mal, a culpa é do diabo. Mas, a pessoa não pára para pensar como trata a mulher, que não respeita ou que até agride quando chega em casa. Se este fiel não é benquisto no trabalho, também é culpa do diabo, mas a pessoa não se pergunta se ele é agradável neste ambiente para com seus semelhantes, se não é do tipo de crente, que simplesmente por ser cristão, se coloca em uma situação de superioridade moral, rotulando os outros como “aqueles do mundo “. Se as finanças vão mal, a culpa também é do “diabo-gafanhoto”, independentemente de como essa pessoa gere seu orçamento familiar ou a crise pela qual o país atravessa e atinge a todos.

Ou seja, os exemplos são vários, mas o que aparentemente fica bem claro, é uma falta de MATURIDADE CRISTÃ. E o que é maturidade?

Como nos explica Anthony Melo, a maturidade emocional não surge do nada; exige trabalho, esforço, boa vontade e o desejo de olhar para dentro e se conhecer melhor, com a cabeça e o coração em perfeita sintonia. Em outras palavras, amadurecer significa encarar a realidade como ela é, muitas vezes bem mais dolorosa do que gostaríamos.

E é exatamente por isso, que a Bíblia, na Carta aos Hebreus viu um paralelo entre a alimentação de um bebê e o desenvolvimento do cristãos. Ali, alguns são reprovados por não terem crescido na vida cristã, por continuarem como se fossem criancinhas tomando “leitinho”, sendo incapazes de suportar alimentos sólidos, ou seja, necessitando de um aprofundamento espiritual, eis que não tinham progredido na fé (Hebreus 5.11-14). Assim, colocar a culpa de tudo ou quase tudo no diabo é, em outras palavras, continuar no “leitinho” espiritual, não querer amadurecer como cristão.

Por outro lado, que fique claro, eu, em nada, duvido da permanente atuação do diabo neste mundo caído.

Porém, refletindo nisso, acho pouco crível essas sessões de exorcismos/descarrego que passam na televisão. Não que eu duvide que haja, sim, ali pessoas realmente endemoninhadas. O próprio Jesus em sua caminhada no nosso mundo enfrentou o diabo no deserto em tentações, expeliu inúmeros destes seres imundos de pessoas, etc. Porém, isso nunca foi a centralidade do seu ministério.

Ocorre que nestes “exorcismos midiáticos”, acredito que muitos ali possivelmente possuem graves transtornos mentais, quando não vemos, infelizmente, apenas um “mise-en-scène”, ou seja, uma encenação teatral usada por pastores espertos aptos a quererem capitalizar em cima da vergonha alheia.

Ora, sejamos honestos em reconhecer que infelizmente muitas pessoas em suas vidas vivem pautadas em cima do MEDO. E o medo do diabo e o que ele pode produzir em nossas vidas é algo que, na cabeça de um líder mal-intencionado, pode ser algo extremamente danoso para os membros da igreja, como forma de manipulação e de criar uma espécie de dependência psicológica, que só seria curada por meio de mais correntes que aquele cristão participasse naquela igreja, mais dinheiro ofertado, sob pena do “diabo” vir com toda a fúria para cima da pessoa.

Tempos atrás, estive, a convite, em uma igreja que até a música mudava totalmente nesta hora do exorcismo para uma melodia do tipo filme de terror, tocada no teclado, buscando criar um “clima”, apto a sugestionar determinadas pessoas para aquele “momento triunfal”, de “vitória sobre o diabo. Sempre me perguntei também porque em muitas destas igrejas SEMPRE OU QUASE SEMPRE os demônios aparecem só com nomes de orixás. Por coincidência ou não, muitos dos líderes destas denominações são oriundos de cultos afros, antes de fundarem suas igrejas, e abusam de elementos dali, como sal-grosso, copo com água, etc.

Com efeito, a Bíblia é inquestionável com relação à realidade do diabo, que diz: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas, resisti ao diabo e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7)

Como se vê o ponto central aqui é a SUJEIÇÃO À DEUS. Comentando esse versículo, a Bíblia de Estudo de Genebra explica que tal sujeição se traduz como um ato voluntário de aceitação da autoridade de Deus, isto é, obediência, não se confundindo com aquele comportamento que fica “repreendendo o diabo 24 horas” ou dizendo que tudo de mal que ocorre nas suas vidas é obra do maligno.

Ademais, o diabo é uma entidade extremamente sutil, que busca uma espécie de simbiose, de “link” com os nossos sentimentos mais baixos, nosso pecado. O que quero dizer com isso?

Pense como o diabo pode trabalhar sutilmente na vida de uma pessoa que guarda rancores, indiferença, mágoas, sentimentos ruins, ressentimentos contra outras pessoas. Ou na vida de alguém que possui baixa auto-estima, muitas vezes com pensamentos de mutilação e auto-destruição. O diabo pode ser aquele “gatilho” que faltava para fazer sua obra, a saber: “roubar, matar e destruir” (João 10:10).

Pois é muito mais fácil atribuir ao diabo todas essas mazelas, que reconhecer que, mesmo convertidos, o pecado continua dentro de nós, causando desgraças as mais variadas possíveis. Daí, a necessidade de nos apegarmos a Cristo e buscarmos santificação, que é um processo que vai por toda a vida, e não um passe de mágica como os que Harry Houdine fazia.

Por fim, não podemos esquecer que biblicamente é herético afirmar que um cristão convertido esteja endemonhiado, mas isso já é assunto para outra oportunidade.

Concluindo, que possamos estar a cada dia, buscando em Deus, maturidade como cristãos, sabendo discernir os nossos inimigos espirituais daquilo que é a nossa própria natureza pecaminosa, o nosso duro e obstinado coração. Que saibamos dar testemunho de pessoas equilibradas na graça de Deus, onde a tônica do amor e da esperança na cruz estejam presentes.

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A glória denominacional e o esquecimento da unidade

O fato de sermos filhos de Deus, deveria nos valer para a unidade.

por Fernando Pereira-gospelprime-

 

A glória denominacional e o esquecimento da unidade

No mundo, nós, seres humanos, vivemos separados da seguinte maneira: cômodos da casa, quintas, casas, ruas, quadras, bairros, zonas, cidades, estados, regiões, países, continentes e hemisférios. Percebe-se por aí que o paradigma separatista é uma evidencia incontestável. E ele está presente também no modo de ser, estar e fazer das pessoas. Nem todo mundo torce por um time de futebol da mesma maneira, nem todos desejam a mesma coisa ou fazem as mesmas escolhas vivendo dentro de uma mesma realidade.

Um exemplo disso é que na favela tem traficante, mas também tem gente trabalhadora, e que optaram por ganhar a vida honestamente. Se formos olhar, e olha que nem precisar ser de maneira mais acurada, perceberemos que o separatismo no meio religioso é muito mais do que um status co de natureza imposta pelo que já nascemos sendo, mas pelas opções que fazemos. Estou falando do Brasil, e com experiência de causa, primeiro, por viver aqui e, também, por ser cristão.

O conceito de unidade ensinado por Jesus, repassado pelos apóstolos, e que deveria ser retransmitido pelos pastores, é o de que a união deve prevalecer entre os irmãos em Cristo, e não apenas entre os irmãos de denominação. E o repasse desta informação, que estabelece padrão de vida dentro do Evangelho, só está sendo feito com omissões e adaptações, e isto, em virtude das disputas econômicas e teológico-doutrinárias, que traz falso prestigio, desnecessária fama e vã sensação de superioridade.

Nada contra a construção de mega-templos, abertura de centros acadêmicos religiosos e suntuosidade denominacional, desde que a razão de ser não tenha base na disputa religiosa, mas que seja para a glória de Deus. Uma coisa que os cristãos e, principalmente, os lideres deveriam ter em mente é o que o apostolo Paulo ensinou e praticou como cristão e líder que era: “Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus” (1 CO 10.32).

Lógico que escrevo sem generalizar, mas a maioria de nós está buscando não a glória de Deus, que nos uniria nos propósitos do ser, ter e fazer, mas a glória denominacional, da liderança, do método de evangelização, do potencial arrecadador-financeiro-denominacional, e este último, para bancar luxuosidade desavergonhada para alguns poucos. Estas coisas estão nos unindo localmente, como partidários, e nos afastando universalmente como irmãos em Cristo.

O salmista disse no Salmo 133 que “é bom e suave que os irmãos vivam em união”, e depois ratifica que a união atrai a “benção do Senhor”. Nem sempre riqueza é sinal de benção do Deus, pois o ateu também pode conquistar com esforço e trabalho. Um dos sinais da benção do Senhor, diz respeito ao aproveitamento que fazemos da própria benção que é a unidade. A partir da daí o Senhor nos cobrirá com bênçãos mais.

Embora estejamos divididos dentro da nação, o fato de pertencermos à nação, nos une. Embora estejamos separados por denominações, pontos teológicos primários (na maioria dos casos), a teologia da salvação cristocêntrica, nos une. Embora separados em congregações, a denominacionalidade nos une. Embora separados pelos continentes, a humanidade nos une. E o fato de sermos filhos de Deus, deveria nos valer para a unidade. Não prego a união das denominações do cristianismo, até porque  creio que Deus trabalha nessa diversidade; mas prego a unidade entre nós, filhos de Deus, e também entre nós, criaturas Dele.