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Religioso invadiu Planalto para alertar Dilma sobre evangélico.
por Michael Caceres-gospelprime-

Os debates que envolvem temas políticos e religiosos são sempre acalorados, especialmente quando ambos os temas se confundem. Nesta quinta-feira (27) esses temas ganharam proeminência quando um pai de santo, identificado como Pai Uzêda, invadiu o Palácio do Planalto para tentar alertar Dilma sobre Eduardo Cunha, evangélico que preside a Câmara dos Deputados.
Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que trocou a igreja Sara Nossa Terra pela Assembleia de Deus em Madureira, ocupa o segundo cargo na sucessão da presidente Dilma Rousseff, atrás apenas do vice-presidente da República, e é considerado um rebelde na bancada governista.
O pai de santo Uzêda invadiu o Planalto tentando entregar uma carta para a presidente Dilma Rousseff, informando que o conteúdo era para orientá-la a se proteger de alguns políticos, principalmente do peemedebista, que segundo Pai Uzêda seria a própria besta, cujo objetivo é destituir Dilma do cargo.
“O Eduardo Cunha é a besta. O trabalho dele é destituir a Dilma. Ele é um pai de santo de mão cheia, ele entende do canjerê. Basta olhar para a sua aura (…). Se deixar, ele vai ser o presidente do Brasil. Ele é protegido pelo povo de rua, ele tem o poder sobre o mal”, disse o pai de santo.
O pai de santo teria conseguido acesso ao prédio com autorização de uma funcionária da Secretaria de Relações Institucionais e chegou a subir ao quarto andar, onde permaneceu por meia hora, até ser retirado por seguranças.
O gabinete da presidente Dilma Rousseff fica no terceiro andar e o quarto andar é ocupado pelos ministros da Casa Civil, Relações Institucionais e Secretaria Geral. O religioso teria procurado a presidente por “questão de ética e amor”.
Na carta, ele diz ter identificado três trabalhos contra a saúde de Dilma, sete contra ministros e duas macumbas com caveira de burro em frente ao Palácio da Alvorada. O curioso é que ele atribuiu a maior parte destes trabalhos ao evangélico que ocupa a presidência da Câmara.
“Ela está desprotegida, mas ainda está em tempo de se recuperar. Sou fã dela, mas ela precisa ser mais humilde. A mosca azul mordeu ela. Ela mexeu nos direitos dos trabalhadores. Ela não pode desfazer o que Lula, seu mentor, fez antes”, disse. Ele explicou que ser mordida pela mosca azul significa que “Dilma não se importa mais com o povo”.
Uma cristã paquistanesa vem passando por momentos de provação severa, mas afirmou que jamais negará a Deus ou abandonará sua fé.
Aysha Bibi, que vive em Shamsabad, na província de Punjab, foi acusada de roubo, espancada por policiais e teve um de seus braços quebrados enquanto era “interrogada”.
A acusação contra Aysha era de que ela teria roubado objetos de ouro no valor de 35 mil rúpias (equivalente a pouco mais de R$ 1 mil) da casa de seu patrão no dia 24 de fevereiro, enquanto a família estava em um casamento.
De acordo com informações do Christian Post, Aysha foi chamada no dia 03 de março à casa do patrão, onde ela fazia serviços de limpeza. Achando que seria chamada para mais um dia de trabalho, a cristã foi ao local e terminou por ouvir acusações de roubo.
Detida, os policiais a torturaram para confessar o crime, porém Aysha se defendia das acusações dizendo que o último dia que havia estado na casa do patrão antes de 03 de março tinha sido no dia 20 de fevereiro, quando havia limpado a residência.
Os policiais, contrariados com a ausência de confissão da mulher, foram à casa de sua irmã e pegaram seu filho mais velho, Zubair Rashid Masih, de 20 anos. Na delegacia, os policiais espancaram o rapaz na frente de sua mãe para extrair uma confissão, mas Aysha se manteve firme negando ter cometido o crime.

“Quando eles chegaram, meu filho mais velho foi detido. Eles estavam batendo nele, e ele gritava de dor. Eu pensei que deveria confessar as acusações do roubo para salvar meu filho”, disse Aysha. “No entanto, em um momento, pararam de bater no meu filho e me disseram para sair da prisão e voltar para casa. Mais tarde, eles torturaram meu filho até a morte”, acrescentou.
A Associação Cristã Britânico-paquistanesa revelou que cinco dias depois, o corpo de Masih foi jogado em frente à casa de Aysha: “Eu quero justiça, mas eu sei que o tribunal vai ignorar o nosso caso. O nosso sistema judicial é corrupto, apesar das tentativas de impedi-lo. Nós forçamos a Polícia para apresentar um [inquérito] contra os policiais envolvidos na morte do meu filho. A acusação já foi registrada após um protesto, mas nenhum dos assassinos da Polícia foram presos. A Polícia está se protegendo, colocando o crachá antes de suas funções”, protestou a cristã.