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Religiões Comparadas: o Budismo

 

budismo

por João R. Weronka
INTRODUÇÃO

O budismo é uma religião de abrangência e importância mundial. Está presente em todos continentes, com evidente predominância na Ásia, a ponto de ser designado como a “Luz da Ásia”. Já foi a religião oficial da Índia – pátria mãe do budismo – durante o século III a.C., onde praticamente desapareceu.

É importante destacar que embora o budismo possua profunda característica religiosa nos dias atuais, é um movimento “sem deus ou deuses”, o que faz muitos budistas afirmarem que se trata apenas de uma filosofia de vida ou então um simples caminho de crescimento espiritual, através dos ensinos deixados por Buda.

Sidharta Gautama – ou Gautama Buda – o fundador do budismo, não acreditava em deuses, o que fez da literatura monástica budista um movimento onde o conceito de divindade seja insignificante ou até mesmo nulo.

Interessante é notar que com o tempo o próprio Gautama foi endeusado por seus seguidores, a ponto de ser visto, sejam em templos ou nas casas de seus seguidores, estátuas que simbolizam Buda, sejam estas minúsculas ou colossais que remetem os budistas à idolatria e adoração ao fundador deste sistema de crença/filosofia.

SIDHARTA GAUTAMA

A origem do budismo está totalmente ligada à vida de Sidharta Gautama. Este homem nasceu em torno de 563 a.C. vivendo até 483 a.C.. Ele nasceu na região noroeste da Índia, nas planícies de Lumbini, que hoje pertence ao Nepal, ao sul deste país.

As histórias a respeito do budismo – segundo a tradição – apontam Gautama como um príncipe que teve a vida severamente protegida por seu pai, chamado Sudodana, um importante governante/nobre.

Aos 16 anos Gautama já era dono de três palácios, o que evidencia sua vida aristocrática. Aos 19 anos casou-se.

A GRANDE RENÚNCIA

Com aproximadamente 29 anos de idade, Gautama decide conhecer o mundo que se encontrava além das muralhas que o cercava. Ele pode contemplar quatro cenas até então desconhecidas: ele se deparou com um ancião, em seguida com um doente, um defunto e um asceta, cada um em determinado momento. Tais encontros o levaram a um profundo período de reflexões sobre o real sentido da vida, até que decidiu abandonar sua vida de conforto e luxo, bem como sua família, para então integrar um grupo de monges.

Vale lembrar que a expressão Buda não corresponde a um nome próprio, mas a um título aplicado a Gautama. Buda significa Iluminado, Sábio, O Bem Aventurado.

Este título foi aplicado a Gautama devido a sua insatisfação com a vida material que o levou a abandonar todo mundo que o rodeava, fato este conhecido por “A Grande Renúncia”.

Ao abandonar tudo, Gautama se tornou um asceta errante à procura de iluminação. Conta a tradição budista que após 6 ou 7 anos de peregrinações, Gautama encontrou o chamado “Verdadeiro Caminho” após profunda meditação abaixo de uma figueira designada por árvore bodhi (Árvore da Sabedoria) onde Gautama Buda atingiu o Nirvana e a partir deste instante desenvolveu todo corpo doutrinário do budismo. Não vamos nos ater aos ensinos budistas propriamente ditos neste momento, mas sim ao aspecto histórico.

EXPANSÃO

Após a morte de Gautama, o budismo avançou pela Índia e enviou missionários para diversos países asiáticos. É justamente no continente asiático que o budismo concentra o maior número de praticantes.

No ocidente consta o registro da construção do primeiro templo budista nos Estados Unidos, no ano de 1898 na cidade de São Francisco. Em 1906 é fundada na Inglaterra a Sociedade Budista da Inglaterra. Na França, no ano de 1929 foi fundada a Sociedade dos Amigos dos Budistas. No Brasil o budismo chegou na década de 20.

O NIRVANA

Sidharta Gautama atingiu o Nirvana após profunda meditação. Este estado onde Gautama adentrou o levou a profunda compreensão da realidade, que é mais que transitória, ou seja, é uma realidade absoluta além do tempo e espaço. Neste estado, Gautama pode dominar seu desejo de viver, e isso não mais o prenderia à matéria. O benefício que Gautama descobriu foi que não haveria mais necessidades de retornar ao corpo material em novas encarnações: o ciclo de reencarnações estaria encerrado.

Gautama descobriu que o caminho ficou aberto para que ele pudesse abandonar o mundo e atingir o Nirvana Final. O Nirvana Final é como um eterno apagar de luzes. No seu entendimento, a alma não é eterna. Sendo assim, a alma, após sofrer inúmeras reencarnações se tornaria como o fogo de uma lamparina, que se passa de uma para outra, até finalmente extinguir-se. O Nirvana Final não é um estado de gozo e alegria eterna, mas sim um triste fim de inúmeros ciclos de vida que não levaram a lugar algum. É simplesmente, no entendimento budista, o fim da reencarnação.

ENSINOS: BASE DOUTRINÁRIA

Após a iluminação, Gautama (a partir de agora “Buda”) fez seu primeiro sermão, conhecido como Sermão de Benares, pois foi feito na localidade de Benares, atual Varanasi, cidade ao norte da Índia. Este sermão é conhecido como As 4 nobres verdades.

As 4 nobres verdades sobre o sofrimento:

1) A verdade santa sobre o sofrimento:

Tudo no mundo é sofrimento. Nascer, envelhecer, morrer, estar unido às coisas que não trazem satisfação, separar de coisas agradáveis, não conseguir aquilo que queremos. Tudo isso corresponde a sofrimento intenso. Para o Budismo, como tudo é passageiro, a vida é marcada pelo sofrimento.

2) A causa do sofrimento:

Buda afirma que todo sofrimento humano tem como causa comum o desejo. Como o desejo pelas coisas acarreta obstinação, o homem nunca conseguirá saciar por completo seus desejos, e isso produz sofrimento.

3) A suspensão; a cura do sofrimento:

Para encerrar o sofrimento, os desejos devem ser dominados. Após dominar o desejo, o estopim do Nirvana é aceso. O homem precisa enfrentar sua ignorância para se libertar dos desejos. A ignorância produz desejo, o desejo produz atividade, a atividade traz renascimento e este produz mais ignorância. Vencer a ignorância rompe o círculo vicioso.

4) O caminho para cura do sofrimento:

Para Buda, a cura para o sofrimento e libertação dos ciclos de renascimento é possível ao seguir-se o Caminho das Oito Vias, ou Nobre Caminho Óctuplo, este pode ser resumido assim:

Nobre Caminho Óctuplo

1. Crença justa ou livre de superstição e de engano;

2. Resolução justa, não causando dano a nenhum ser vivo;

3. Palavra justa, bondosa, franca e verdadeira;

4. Ato justo, honesto, pacífico e puro;

5. Visão justa, elevada e digna de um homem inteligente e sincero;

6. Esforço justo, para desenvolvimento e domínio próprio;

7. Pensamento justo, ativo e vigilante;

8. Meditação justa, profunda sobre a realidade da vida.

ADEPTOS NO MUNDO

O budismo é uma religião de abrangência mundial, com predominância em países asiáticos como China, Mongólia, Mianmar, Tailândia, Camboja, Nepal e Japão.

Estima-se que cerca de 5,9% da população mundial (algo em torno de 380 milhões de pessoas) confessem o credo Budista. No Brasil existe a estimativa de que 0,15% da população (cerca de 280 mil pessoas) sejam budistas.

ESCOLAS BUDISTAS

O budismo possui divisões que são chamadas de “Escolas”, conforme a doutrina seguida. Originalmente o budismo era formado por cerca de 18 escolas. Com o passar dos anos muitas destas escolas deixaram de existir ou foram absorvidas pelos movimentos hoje existentes. Os demais grupos ou partidos que confessam variações do budismo são frutos destas correntes principais, a Maaiana e Teravada.

BUDISMO MAAIANA (OU MAHAYANA)

A Escola Maaiana teve origem em 185 a.C., sendo designada como “Escola Maior”, “Veículo Maior” ou “Caminho de Muitos”. Em contraste com a Teravada (Escola mais tradicional), a Maaiana é um segmento budista mais liberal. Sua presença é marcante nos países do norte asiático, como Coréia, Japão, China, Tibet, Nepal, Indonésia e Vietnã.

Para os Maaianas, Buda é considerado um ser divino, pois acreditam que ele optou em abdicar do Nirvana Final para ficar por mais tempo na Terra ensinando os sofredores. Para esta Escola, o amor e compaixão são considerados fundamentais, sendo assim, para os Maaianas, aquelas pessoas que buscam a iluminação (no campo pessoal/individual), são considerados seres egoístas.

Esta Escola possui características particulares que a levou a posição de destaque em relação à Teravada. Isso se dá por sua capacidade de adaptação cultural, às questões do cotidiano, à compaixão e amor e ao sincretismo religioso. A Maaiana é contrária e rejeita o asceticismo extremo dos Teravadas, crendo que toda e qualquer pessoa, mesmo sendo leiga, possa alcançar a iluminação.

ESCOLA TERAVADA (OU THERAVADA / HINAYANA)

A palavra Hinayana significa “Pequeno Veículo”, em contraste com a Escola vista anteriormente. É a segunda grande divisão do budismo, prevalecendo ao sul asiático, em países como Sri Lanka, Mianmar, Tailândia, Laos e Camboja. É considerado o lado mais conservador do budismo, cuja expansão significativa ocorreu em torno do século III a.C.

Diferente dos Maaianas, os Teravadas crêem que leigos não podem atingir a iluminação, sendo assim, apenas os monges podem alcançar este objetivo final. A dádiva maior para um leigo é poder reencarnar como um monge numa futura existência.

O asceticismo é marca desta corrente. No entanto vale a ressalva que ambas as Escolas prestam grande reverência a pessoa de Buda (Sidharta Gautama).

DEMAIS GRUPOS BUDISTAS

O budismo possui outras facções que surgiram ao longo da história, como por exemplo, o budismo Nichiren-Shoshu, Soka Gakkai e o Zen-Budismo.

ZEN-BUDISMO

É muito comum nos dias de hoje ouvirmos a expressão “Zen”. Quando uma pessoa está ou é quieta e pensativa, logo surge alguém para rotulá-la como alguém Zen. De onde vem tal costume?

Os grande pioneiros do Zen-Budismo no Japão foram Eisai, que fundou a seita Rinzai em torno de 1191 e Dogen, que fundou a seita Soto em 1227.

O vocábulo Zen significa algo como “meditação”. O Zen-Budismo tem sido propagado de forma crescente no ocidente, desde sua chegada entre o entre os séculos XIX e XX através de D.T. Suzuki.

O Zen é uma mistura eclética de várias correntes. Possui, por exemplo, a característica Maaiana de que todas as pessoas podem ser iluminadas. Possuí também traços do panteísmo, crendo que o cosmos é “um no todo”. A ioga é prática comum para os zen-budistas.

Não existe concepção do divino para o Zen. Os praticantes devem se submeter a intenso esforço próprio, meditação e muito treinamento em direção à iluminação.

Assim como tem acontecido com os fenômenos espiritualistas do Movimento Nova Era, o ingresso de tantas pessoas nas Escolas Budistas se dá pela combinação de frustração com o materialismo e o fascínio pela espiritualidade oriental.

PARALELOS E PERPENDICULARES

Algumas escolas e faculdades teológicas trazem em sua grade curricular uma disciplina chamada “Religiões Comparadas”. Faremos exatamente isso aqui: comparar aquilo que cremos e praticamos em matéria de fé (cristianismo) com o budismo. Focamos até o momento os estudos no aspecto histórico do budismo. Agora faremos a comparação com o Cristianismo.

TENTATIVAS DE TRAÇAR PARALELO

É um fato que os ecumênicos de plantão sempre farão esforço para traçar paralelo forçado entre as religiões e crenças. Por mais que os propósitos e crenças sejam totalmente incompatíveis, haverá sempre alguém disposto a gritar com toda força que todos os caminhos levam a Deus, ou que todas as religiões são boas, ou que somos todos filhos do mesmo Pai. Os que tentam fazer paralelo entre cristianismo e budismo, normalmente trabalham no seguinte eixo, comparando Jesus Cristo com Buda:

a) os discursos: ambos se levantaram na sociedade de sua época e seu povo, em dado momento, para trazer seus ensinos iluminados, formando assim discípulos e tornando-se grandes mestres e exemplos para posteridade;

b) ensinos espirituais: ambos buscam levar o homem ao desprendimento material e a voltar-se para o lado espiritual. A busca desenfreada pelos prazeres materiais leva a frustração;

c) o amor: dentro do cristianismo o amor é fundamental. O ensinamento de Jesus (segundo grande mandamento) é que os seus devem amar o próximo como a si mesmo; amar os inimigos é um ensino moral do Cristianismo. Para os budistas, principalmente da Escola Maaiana, o amor e compaixão são dois alvos, duas virtudes, dois objetivos a se alcançar. O budista que vive uma vida regrada nos ensinos de Buda procura uma vida correta e amorosa.

A REALIDADE PERPENDICULAR

Apesar das grandes tentativas de harmonizar Jesus com Buda, a mistura não é possível. É água e óleo.

Embora os princípios de boa moral, vida regrada, amor ao próximo e misericórdia estarem presentes no budismo e no cristianismo, cada caminho é um caminho, cada qual ensina pontos fundamentais distintos e não é possível transitar em duas estradas ao mesmo tempo. A fé cristã é completamente divergente do que se apregoa no budismo.

É preciso traçar um comparativo doutrinário para, de forma resumida e eficaz, verificar se a base doutrinária cristã – Deus, Jesus Cristo, Espírito Santo, Bíblia e Salvação – é a mesma base doutrinária do budismo. Vejamos se há compatibilidade (para informação adicional, leia os ensaios “O exclusivismo cristão”, “Pluralismo Religioso”):

Quadro Comparativo Doutrinário: Budismo e Cristianismo

Foco
Budismo
Cristianismo

Deus
No Budismo existem dois entendimentos sobre Deus; ou Ele é ignorado, pois não pode interferir na vida das pessoas; ou Deus é tudo e tudo é Deus (panteísmo). Apesar de não glorificarem a Deus, Buda foi “endeusado” por seus seguidores.
Deus é soberano, é o Todo-poderoso, Pai bondoso. É o único Deus e Se revela e Se relaciona com os que O buscam – Gn 1.1;Êx 3.14; Sl 47.2,7,8; Sl 139; Is 40.12-18; Is 43.11; Is 44.6; 1Jo 4.8.

Jesus
Jesus foi um grande mestre, professor puro da mais alta moral, uma reencarnação de um buda. Alguns crêem que Ele peregrinou até o Tibet e Índia.
Jesus Cristo é Deus Filho, a segunda pessoa da Trindade – Is 9.6; Mt 1.23; Jo 1.1; Jo 10.30; Jo 14.9; Jo 20.28; Rm 9.5; 2Co 4.4; 1Ts 2.3; Cl 1.15; Cl 2.9; Fp 2.5-7; 1Jo 5.20.

Espírito Santo
Não possui nada formulado ou entendido sobre o Espírito Santo.
O Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade Divina – Sl 139.7-12; Sl 143.10; Jo 16.7-14; At 5.3-4; At 10.19-20; 2Co 3.17; Ef 4.30; 1Ts 5.19.

Bíblia
Despreza a Bíblia como Palavra de Deus; seus ensinos estão estruturados num conjunto de três obras literárias chamadas deTriptaka.
A Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus inspirada – Sl 19.7-10, Sl 119; Jo 17.17; 1Tm 4.9; 2Tm 3.16;Hb 4.12-13; 2Pe 1.20-21.

Salvação
Não existe vida eterna com Deus; não há alegria ou gozo eterno, apenas o encerrar das reencarnações e o “apagar de luzes” do Nirvana Final.
Salvação pela graça, mediante a fé em Jesus Cristo. A morte reserva a vida eterna ao lado de Deus. A crença está em torno da ressurreição dos mortos, não existindo possibilidade de reencarnação – Jo 3.16; Jo 14.6;At 14.12; Rm 3.23-26; Rm 10.9-10;Gl 2.16; Ef 2.8-9; Tt 3.4-5.

CONCLUINDO

Por mais nobre que sejam as motivações, não há como tentar conciliar a prática budista com a fé cristã. As cosmovisões são opostas, completamente divergentes.

Concordo com a afirmação incisiva de Josh McDowell:

Há divergências radicais entre o budismo e o cristianismo que tornam impossível qualquer tentativa de reconciliação entre as duas crenças.1

Como vimos, o entendimento sobre os pilares elementares do cristianismo é muito avesso no budismo; apesar do segundo ensinar muitas coisas nobres, diverge significativamente do primeiro.

O cristianismo é uma fé baseada em Jesus Cristo exclusivamente, e como Ele afirmou ser o único caminho e único mediador (Jo 14.6; 1Tm 2.15), pela fé e pela razão, confiamos nossas vidas apenas em Jesus Cristo:

E você?

Notas:1 MCDOWELL, Josh. Respostas convincentes. São Paulo: Editora Hagnos, 2006. p.312

27-5-16-a 006

Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria,A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.

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Existem super crentes?

 

Imagem do avatarPor josicleyton fiuza (perfil no G+ Social) em 20 de junho de 2011

ou no facebook

Existem super crentes?

Durante muito tempo eu andei observando o comportamento de determinados crentes que levam a principio uma vida santa. Mas vendo de perto, tive a certeza que essas pessoas colocam obstáculos achando que estão fazendo isso para Deus. Mal sabem que estão na verdade sendo prejudicados espiritualmente por não conhecer de fato as escrituras, e a graça de Deus. Paulo sempre falou em suas cartas as igrejas, que o reino de Deus não é a comida que se come ou o que se veste ou o que se toca e sim, a Salvação pela fé em Jesus Cristo. No período da lei era necessário cumpri-la toda e alguém fez isso? Não! Foi preciso que Deus pelo seu amor, mandou seu filho único para primeiro cumprir a lei por toda a humanidade e depois entrega-lo a morte de cruz por nós. Então por que o homem insiste em colocar cargas pesadas nas vestes, nos cabelos, na comida (com exceção do sangue e comida oferecida a ídolos) para o crente cumprir e eles mesmos não a cumprem? Pelo simples fato de aprisionar as ovelhas ao seu comando autoritário ou por não conhecer de fato as escrituras (Mt 22:29). Nesse estudo de maneira nenhuma passar a idéia de se voltar contra a igreja A ou B, mas sim que venha evitar esse tipo de ensinamento que gera desunião e meninice dentro de nossas igrejas. Mike Murdoc, um pastor americano disse “Quando Deus fez o homem ele o colocou como dominador dos animais e plantas na terra, menos dominador sobre outro homem”. Que esse estudo venha ser instrumento de edificação em sua vida com Cristo e que saiba aproveitar a liberdade cristã sem fazer péssimo uso dela.

Introdução

No século XXI a igreja do Senhor Jesus vem passando por um processo em que muitas doutrinas absurdas vêm entrando com sapatinho de lã para gerar contenda e divisão no meio do povo de Deus. Isso não é de agora, pois já tinha nos tempos de Jesus com os fariseus, que eram homens religiosos que seguiam a lei de Moisés ao pé da letra (pelo menos na frente dos sacerdotes). Jesus advertia aos discípulos sobre o ensinamento hipócrita deles. Nos dias de hoje não é diferente. Muitos crentes hoje em dia têm um comportamento “santo demais” que são chamados de “santarrões”. Esse comportamento às vezes é conseqüência de uma doutrina errônea que ao invés preparar o crente para a caminhada ao céu de uma forma saudável, Cria nele um caráter de separação extrema entre os demais irmãos e os instrui a ver pecado em coisas que nem a palavra de Deus fala. Já houve casos de novos convertidos deixarem os caminhos do Senhor, graças à falta de sabedoria dessas pessoas. Em uma determinada igreja, uma jovem nova convertida estava no banco de uma igreja assistindo a um culto e no final uma senhora dessas que é “santa demais”, chegou para essa jovem e disse: “pega esse pano pra fazer o restante da saia”. Resultado: nunca mais ela voltou pra igreja. Jesus mesmo fala que é melhor colocar uma pedra amarrada em nosso pescoço e jogar no mar, do que prejudicar a caminhada de um Cristão. Se fosse feito um levantamento do por que muitas pessoas se desviaram do caminho, muitos vão dizer que foi por causa da acepção de alguns “falsos irmãos” que se intrometeram no processo de crescimento espiritual colocando costumes criados por homens que são inexistentes nas Escrituras Sagradas para os gentios (não judeus) e até costumes de outras décadas, incompatíveis com os dias de hoje (Oséias 4:6).

Características dos chamados “Super crentes” e o que eles pregam.

• São doutrinados a falar que só a sua denominação é a verdadeira e as outras vão para o inferno.

Refutação: A bíblia fala que o povo de Deus deve viver em união (Sl 133:1) e placa de igreja não salva ninguém e Deus não é propriedade de denominação e sim o crente tem que ser propriedade de Deus, pois no dia do arrebatamento só existirão duas igrejas: uma que vai e a outra que fica. Esse negócio de dizer que só igreja tal salva, é muito a cara de seitas que existem por aí. O que salva não é a denominação e nem seu líder e sim, Jesus Cristo.

• Falam que jamais pecaram ou pecam.

Refutação: O texto básico em I João 1:10 já fala por si. Se eles não pecam por que não foram pro céu ainda? O crente vive em luta constante entre carne e espírito assim como esta no livro de Gálatas 5:1-24 e Romanos 7: 14-25. Certa vez eu estive em uma igreja que hoje está com outro nome e vi um pregador que falava que não tinha pecado nem na ponta da unha. Só de ele ter falado isso já pecou. Foi uma hora e dez minutos de tamanha heresia e o camarada chegou até dizer que era o dracula (até que ponto chega à ignorância humana)

• Ensinam que certos hinos não devem ser louvados devido à vida de alguns cantores que os cantam e também que certos ritimos foram criados pelo inimigo.

Refutação: A bíblia nos ensina a olhar para as coisas do céu. Muitos hinos são edificantes e inspiradores como os dos hinários e os de adoração. Agora, se o cantor não vive o que louva em um momento da vida dele, o que canta ou prega não vai deixar de ser verdade. Se for Assim, ninguém mais vai louvar na igreja não é? E no caso dos ritimos? Nosso país tem uma variação de ritimos como forró, musica baiana, Reggae, MPB, pagode e entre outros. Já ouvi falar que quem criou esses gêneros foi satanás. Ora vejam só! A bíblia fala que todas as coisas foram criadas por Deus e para Deus. Satanás não tem nada (a não ser a mentira. João 8:44) e nem criou nada. Tudo foi criado para louvar a Deus. Exemplos os africanos louvam a Deus com ritimos tribais e tambores, os japoneses usam instrumentos orientais e os brasileiros usam os variados ritimos para louvar a Deus.
• Não são obrigados a cumprir determinados deveres do estado que é: servir as forças armadas, voto, formação acadêmica (principalmente direito) e pagamentos de impostos.

Refutação: Em romanos 13:1 e 2 mostra que todos os crentes estão sujeitos a autoridades superiores (presidentes, governadores, deputados, vereadores juízes e pastores), pois todas elas foram Deus quem determinou. Devemos sim cumprir nosso dever como cidadão em tudo, principalmente pra dar bom testemunho para aqueles que não têm Cristo. A bíblia mostra isso quando um fariseu interroga Jesus se é certo pagar imposto a Cesar e ele respondeu: “Daí a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus”. Com relação ao magistrado, ele só mete medo em quem faz o mal e não pra quem faz o bem (versículo 13) tem muitos defensores públicos que são crentes. Paulo advertiu a igreja de Roma principalmente na questão do pagamento de impostos, já que por achar que a igreja era separada do estado, não tinham o dever de pagar imposto, mas, Paulo ensinou que como cidadãos deveriam pagar os impostos, assim como nos dias de hoje.

• Eles só cumprimentam crentes de sua igreja e as outras só “oi tudo bom?” Como se fossem incrédulos.

Refutação: É costume dos crentes saudar uns aos outros com a paz do Senhor que vêm do hebraico, “Shalom Adonai”, outros com a graça e paz (cumprimento bíblico usado por Paulo e usado pelos batistas renovados). Aqui estou me referindo a um desses super crentes em que só saúdam somente os dele e os outros são tratados como incrédulos (pessoas que não crêem em Jesus) A bíblia é enfática quando diz que se você saudar com a paz e a pessoa não responder, a paz volta para si (aqui se refere a paz interior). (Mt 10:13) E sem contar que é falta de educação e pecado, pois está fazendo acepção de pessoas. (At 10:34,35; Tg 2:2)

Exemplo: Vem uma crente de uma determinada igreja com bíblia, harpa e tudo, mas há uma diferença no vestuário e em seu caminho vem um desses super crentes que “arrotam” santidade e a vê com indiferença e nem se quer cumprimenta ou diz somente um seco “oi”. Infelizmente até dentro de nossas igrejas existem os tais. Mas o que a bíblia ensina? Romanos 14:10 diz: “por tanto por que você que come verduras e legumes condena o seu irmão? E você que come de tudo despreza o seu irmão? Pois todos nós estaremos diante de Deus para ser julgados por ele”.

Observação: Os tradicionais (batistas e presbiterianos) não usam a saudação “paz do Senhor” e nem “graça e paz”, devido ao costume tradicional, mas mesmo assim quando um crente pentecostal o saúda com a paz do Senhor ele não deixa de responder também com a paz mostrando educação e respeito. Afinal de contas todos nós servimos ao mesmo Deus e fomos lavados pelo mesmo sangue.

• Pregam em não utilizar escovas, pranchas, fazer sobrancelhas ou depilações (no caso as mulheres) dizendo que é vaidade! Usa o texto de I Timóteo 2:9 e I Pedro 3:3 como argumento. E no caso de maquiagem e adornos? Eles usam Isaias 03 como argumento

Refutação: O texto de I Timóteo falava das mulheres ricas daquela época que usavam roupas, jóias e penteados caros para humilhar as irmãs mais simples da igreja e Paulo falou para que essas “dondocas” daquela época não se vestirem daquela maneira para não causar constrangimento e brigas. A bíblia mostra que devemos cuidar bem do nosso corpo, pois ele é templo e morada do Espírito Santo. Em provérbios fala que a mulher virtuosa é a coroa de seu marido! Qual a esposa que não quer ficar bonita para o marido? Ou para si? A mulher que não se cuida me desculpe não tem homem que queira. Muitas das “santarronas” e legalistas usam o texto de I Pedro 3:3 para abolir tais praticas e preferem ser comparados a um “flufi” ou primo “itti” da família Adams. Observe que Pedro falava para a mulher não colocar o exterior acima do interior e não excluir o exterior como os “super santos” falam. Se for assim a mulher teria que: Não usar penteado frisado, não usar adorno e chamar o marido de “senhor” qual é a esposa que faz isso? Nem a esposa do maior legalista no mundo faz. E no caso de maquiagem, A bíblia menciona a maquiagem em II Reis 9:30 quando Jezabel (aquela coisa ruim mesmo!) pintava os olhos e esperava Jeu e em seguida seria morta e em Gênesis 24: 22 Rebeca recebeu jóias do empregado de Abraão. Nos tempos bíblicos as mulheres egípcias, assírias e hebréias, pintavam as unhas com hena e pintava os olhos. A maquiagem é usada mais pelas ocidentais (batom, sombra, lápis e etc.) e ao usar o texto de Isaias 03 como argumento, tem que ver o contexto e o fato narrado. Deus estava condenando as mulheres não pelo o que usavam e sim como foi comprado todas aqueles jóias, vestes, bolsas, perfumes, etc. Isaias 3:14 fala que as autoridades estavam roubando o povo e as mulheres se deleitavam com jóias compradas de corrupção. É isso que Deus condenava naquele instante(a corrupção). Os homens também se adornavam nos tempos bíblicos com anéis, filactérios e ornatos para a cabeça (keppar) e os judeus ortodoxos fazem até hoje, menos os homens cristãos que usam anel e uns um cordão ou pulseira.
• Pregam que o homem de maneira alguma deve transitar pelas ruas ou ambientes abertos (praia ou clube) de bermuda ou camisa de manga curta, pois mostra a sensualidade (sensualidade?) masculina e a mulher só roupas que cubram tudo (saia até a canela e blusa longa). Se vir com bermuda ou a mulher com a saia um pouco acima da canela vai logo dizer: “ta desviado irmão?” E também a respeito do comprimento do cabelo.

Refutação: muitos usam a passagem de I Ts. 5:22 para argumentar as vestes do homem. A bíblia não mostra quais são as vestes exteriores que o homem deve usar. Isso varia com a cultura de cada país. No exemplo o escocês usa skilt (saia masculina) para o brasileiro é escândalo, mas para a cultura deles não. Na áfrica as mulheres não usam blusas ou roupas que cubram os seios (isso varia de tribo) Nosso país é tropical e acho judiação o crente andar de blusa manga longa e calça o tempo todo, principalmente se for criança. Coitado do menino usando uma roupa dessas num estado quente como Piauí ou Ceará. E a menina? Nem se fala. Isso é pedir pra criança pegar uma desidratação, ou uma doença mais grave Deve usar esse tipo de traje sim! Mas na casa do Senhor. Fora da casa do Senhor o homem deve se vestir de um testemunho de crente, sendo humilde, bom marido, bom pastor (O mesmo vale para a mulher que deve se vestir com modéstia. Nem longo demais e nem curto demais). Nem a bíblia Sagrada menciona a respeito de cabelos. É uma pratica dos “super crentes”, pregar sobre o cabelo da mulher e do homem. Qual a medida do cabelo? Se a mulher nascer com cabelo curto por natureza, está em pecado? Lógico que não! Se for assim, ta ruim desse povo fazer missões “transculturais” porque é preciso se despir de sua cultura para ganhar almas pelo mundo afora.

• Os santarrões não aceitam o controle de natalidade (contraceptivo) porque acham que devemos povoar a terra e usam o capitulo de Genesis 38: 9 e 10 como argumento.
Refutação: Texto sem contexto é pretexto pra heresia. É o que diz a hermenêutica (ciência da interpretação bíblica). No versículo 08 do mesmo capitulo mostra que Onã não queria dar continuidade à descendência de seu irmão Er, (ambos filhos de Judá) e por conta disso o Senhor lhe tirou a vida. E isso foi no inicio da criação do povo de Israel e não tem nada a ver com os dias de hoje. A terra está densamente povoada e até demais. E outra coisa, Deus deu ao homem o livre arbítrio e não é pecado você ter o controle em sua família e o Senhor Jesus abençoa. Pecado é você colocar uma “penca de filhos” e eles passarem fome por causa da ignorância pregada por certos lideres que não se preocupam em estudar a fundo as escrituras.
Detalhe: para se tornar doutrina cristã é necessário repetir o mesmo versículo no novo testamento e tem que ter contexto bíblico. Se o contexto for isolado, não é considerado doutrina. No caso de Onã e Er é fato isolado e não pode ser considerado doutrina Cristã.
• Se o crente adoece ou passa por uma situação financeira, vai logo falando: “o irmão fulano ta em pecado”.

Refutação: Isso é conversa de triunfalista ou praticante da confissão positivista que não aceita que o crente passe por luta. A bíblia mostra em João 16:33 que o crente passará por aflições. Isso foi Jesus quem falou, mas também falou para termos animo, pois assim como ele venceu o mundo, nós também venceremos em seu nome. E agora tem uma novidade! Muitos agora pregam que há um demônio que não sai nem com jejum e oração. É o devorador que só sai com a contribuição de ofertas e os dízimos. E o que Jesus falou em Marcos 16:17 e em Lucas 10:17-20? Cuidado pra não criar heresia nova por ai! Nem toda adversidade é consequência de dizimo e oferta. Pois o dizimo na graça é dado pela fé e não por obrigação e também nem toda doença é fruto de desobediência mas sim, permissão de Deus pra provar o ser humano.

• Se alguém se desvia ou vai para outra igreja, eles são orientados a não terem contato com o desviado (ainda sofre disciplina pode isso?) ou se tiver em outra igreja é tratado como incrédulo .

Refutação: A bíblia mostra que quando alguém se afasta dos caminhos do Senhor é como uma ovelha que se ausenta do rebanho e o pastor vai atrás dela e não enxotá-la. No caso de ir para outra igreja, ele não vai deixar de ser crente por isso. Prefere o que? Deixá-lo servir o Senhor em outro lugar, ou que a ovelha vai pro mundão ser marionete do diabo? Entre as seitas existentes, As testemunhas de Jeová, são instruídas para não ter contato com o “desassociado” que é assim que eles chamam seus adeptos e os santarrões fazem o mesmo. Cadê o amor no meio desse povo?
Detalhe: há uma exceção em caso de rebeldia. Ou seja, a ovelha se rebelar contra a igreja ou o pastor sem motivo algum ou cometeu escândalo. Nesse caso ocorre a disciplina, mas não devemos ignorá-lo e sim encorajá-lo a buscar ao Senhor!

• Segundos eles (santarrões), é pecado o crente usufruir a tecnologia, principalmente a televisão por ser a imagem da besta (imagem da besta?), internet (Orkut, MSN e sites) por levar ao ócio e não ter nada edificante.
Refutação – A bíblia mostra que devemos julgar todas as coisas, mas devemos reter o que é bom (I Ts. 5:21) a tecnologia pode ter muita coisa boa para o servo de Deus, por exemplo: pregações na TV e internet, louvores, sites evangelísticos, filmes evangélicos, (desenhos e estudos bíblicos). As igrejas usam recursos hoje em dia nos seus templos como: Data Show, DVD, Blu-Ray, computador e outros recursos. A IPDA tem vídeos no you tube (e olha que pregam contra a televisão. Pode isso?) algumas igrejas pregam que seus membros não usarem nenhum tipo de cartão de credito, porque leva ao endividamento. Como se não tivessem controle de seus gastos (I Co 11:28).

• Os “super santos” pregam que seus filhos não podem freqüentar escola, aprender a ler e escrever. Pois acham que se ficarem inteligentes, podem se afastar de Deus (porque a letra mata, mas o espírito vivifica. II Co. 3:6b)

Refutação: Meu Deus do céu! Quanta ignorância espiritual! Desde quando aprender a ler e freqüentar escola são pecados? Os pais devem criar e dar a melhor educação aos filhos. Eles devem aprender a ler e escrever, freqüentar uma escola, pois isso é direito garantido por lei e estamos debaixo da autoridade dos homens (Rm 13:1). Se o pai ou a mãe não der esse direito para o filho, os pais perdem a guarda da criança por abandono intelectual de incapaz (artigo 133 do código penal brasileiro cuja pena é de seis meses a três anos de prisão e em caso de morte, quatro a doze anos) e sem contar que é pecado! (“Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente”. I Tm 5:8). Eu lamentavelmente quando comecei a fazer teologia, fui tachado de herege e incircunciso de coração e que eu iria me desviar dos caminhos do Senhor. Realmente eu me desviei, mas foi do mundo e não de Cristo que é a rocha, meu Senhor e meu Salvador.

Detalhe: A letra em que se refere à passagem citada é a lei de Moisés. Pois se ela não era cumprida por completo, tirava a vida e a graça de Cristo veio para salvar o pecador. A lei foi sempre o motivo de discórdia entre judeus e gentios. Paulo defendeu a salvação pela graça e fé e não pela lei (Rm 3:21-26).

• Em suas orações os santarrões determinam, profetizam e amaldiçoam o diabo (amaldiçoam quem?) falam que tem ele aos seus pés, vão ao terreno do inimigo e tomam tudo que ele roubou.

Refutação: Agora foi o fim! Acham-se os super tudo e na verdade são super nada! Bom, vamos à bíblia. 1º Os discípulos falavam a Jesus a respeito dos feitos realizados por eles. Porem Jesus falou: “Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus (Lucas 10:20)” por nós mesmos, não teríamos força e autoridade, mas sim, é autoridade no nome de Jesus. 2º Só quem profetiza é quem tem o dom de profecia dado pelo Espírito Santo!(I Co capitulo 12 por completo) 3º como amaldiçoar o diabo se ele é a própria maldição? 4º Só quem determina algo na vida do crente é Deus. 5º e ultimo. O terreno do inimigo é o inferno e as regiões espirituais. É pura infantilidade o crente falar esse tipo de abobrinha.
Obs: O crente não tem o inimigo debaixo de seus pés e sim ele está debaixo dos pés de Jesus. Falar isso é uma interpretação errônea de Marcos 16 e Lucas 10:19. Que diz que os discípulos pisarão em serpentes e escorpiões. Na verdade o texto quer dizer é que nós estaremos protegidos e preparados contra as investidas de satanás. (contexto figurado e não literal)

Conclusão

Infelizmente muitas destas pessoas que pregam santidade demais, legalismo extremo e impedindo de outras pessoas de adorarem ao Senhor Jesus, tiveram um fim trágico. Uns se desviaram e outros se apostataram da fé. Paulo em sua carta os Gálatas, relata muito na liberdade Cristã e na graça em que vivemos, pois afinal de contas, nós temos a liberdade de cultuar a Deus e servir ao Senhor Jesus pela fé. O Pastor Silas Malafaia da Assembleia de Deus da Penha falou a seguinte frase “Sabe o que sustenta uma igreja hoje? A palavra de Deus e não um conjunto de regras e dogmas feito pelo homem”. Adore ao Senhor Jesus quer seja pentecostal, metodista, batista ou presbiteriano. A graça do Senhor em que vivemos permite uma adoração livre e sem cargas, pois fomos chamados para ser livres e não escravos de leis e costumes anti-biblicos, que geram opressão a ovelha.
(“Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino”. I Co 13:11)

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Lennon, retrato desde la fe del artista adolescente

TES

José de Segovia Barrón

 

Lennon, retrato desde la fe del artista adolescente

Una película narra los años de adolescencia de John Lennon, el beatle que tuvo más relación con el cristianismo.

7 de junio de 2011

En Nowhere Boy ( Chico de ninguna parte ), la directora londinense Sam Taylor-Wood lleva a la pantalla la desorientación de este joven atormentado, que lucha por encontrarse a sí mismo. A partir del libro de su hermanastra, el artista encarnado por Aaron Johnson busca su lugar en el mundo, en medio de una familia desestructurada. Kristin Scott Thomas interpreta a la religiosa tía Mimi, que hace que Lennon vaya cuatro días a la semana a la iglesia.
Escribo este artículo en Italia, donde estoy en una conferencia sobre la teología en el sur de Europa, convocada por Paul Wells, decano de la Facultad de Aix-en-Provence en Francia. Wells se crió a pocas calles de la casa donde vivía el músico con su tía Mimi, en el depauperado Liverpool de los años cincuenta. Su colega Peter Jones –ahora profesor de Nuevo Testamento en Westminster, Filadelfía– era compañero de clase de Lennon. Y aunque Paul es más dylaniano que beatlemano, me cuenta algunos de sus recuerdos de aquellos años…
EDUCACIÓN RELIGIOSA
Lennon nunca tuvo miedo de hablar de su educación religiosa. “Señor Lennon” –le preguntó un periodista en una rueda de prensa en Chicago– “¿son todos los Beatles cristianos? Tras una breve pausa, John comenzó a hablar: “Todos crecimos…”. Cuando de repente cambió la frase, para referirse sólo a sí mismo: “No soy un cristiano practicante, como me educaron, pero no tengo ideas que no sean cristianas”.
Es como si Lennon estuviera a punto de decir que “crecieron como cristianos” o “en la iglesia”, cuando se dio cuentaque aunque los cuatro Beatles habían sido bautizados de niños –él y Ringo como anglicanos, Paul y George como católicos–, sólo él podía decir que había “crecido” en la iglesia.  Días después de esas declaraciones, John le dijo a Leroy Aarons del Washington Post que su educación fue la “normal en la Iglesia de Inglaterra, yendo a la escuela dominical y a la iglesia”.
El resto de los Beatles tuvieron periodos de contacto con la religión organizada, pero no tuvieron presión familiar alguna para seguir el camino cristiano. Paul y George  eran hijos de católicos, casados con agnósticos de origen protestante. Se criaron en casas donde la religión no tenía ninguna importancia. Sus padres eran trabajadores del norte de Inglaterra, que veían la Iglesia como un instrumento de poder de los ricos.
La madre de Ringo  perteneció sin embargo un tiempo a la Orden de Orange, una organización protestante que tiene todavía mucha influencia en Irlanda del norte, pero que Paul Wells me comenta que era muy fuerte entonces en Liverpool. La iglesia anglicana, donde iba Ringo a la escuela dominical (St. Silas en la calle High Park de Toxteth Park), era de orientación evangélica (el edificio se demolió, cuando cerró en 1952). Aunque “iba allí, porque era un sitio donde podía jugar con bloques y pintar” dice Ringo –que se unió luego al coro de la iglesia, porque “pagaban bien”–.
Aunque varió su educación religiosa, todos perdieron el interés en la iglesia al llegar a la adolescencia. Ninguno de sus padres era particularmente religioso. Creían que la iglesia era para la gente mayor (que necesita consuelo), mujeres (que buscan ayuda emocional) y niños (que necesitan dirección). John se muestra sin embargo particularmente irritado, cuando habla de religión. Ya que él pasó más tiempo en la iglesia que ningún otro Beatle .
Una de las primeras cosas que Lennon hizo cuando estaba “aclarándose sobre Dios” –como lo describió después–, fue investigar el cristianismo en que había sido educado. Habla de meditar como “adorar en tu propio templo interior” y leyó la Biblia toda su vida. “Crecí como cristiano” –dice poco antes de su muerte, en 1980–, “pero sólo ahora entiendo algunas de las cosas que Cristo decía en las parábolas”.
La figura de Jesús aparece una y otra vez en el pensamiento de Lennon. “Veía la Biblia como un drama simbólico universal, que se representa cada día delante de nuestros ojos” –dice Frederic Seaman, su asistente personal a finales de los años setenta–. “En particular a John le fascinaba la vida de Jesucristo”. Es como si no pudiera librarse de su influencia, a pesar de ser agnóstico. Volvía a él, una y otra vez…
FAMILIA DESESTRUCTURADA
Lennon es sin duda quien más influencia religiosa tuvo. Su abuelo era un católico irlandés que se casó con una chica de Liverpool. Tenía incluso un hermano cura, aunque el padre de John es bautizado en la Iglesia anglicana , a pesar de que ninguno de su familia iba ya a la iglesia.
La familia de la madre era muy protestante. Su abuelo era de la tradición metodista calvinista de Gales. Al casarse sin embargo su hija con alguien que no iba a la iglesia, la moral de la madre ya no está determinada por la fe. Tras ser abandonada por su marido vive con varios hombres. Su hermana Mimi le ofrece entonces cuidar de John. Ya que considera que no es una buena educación para él, vivir con una pareja que no está casada. La madre muere en un accidente, al ser atropellada por un conductor borracho, cuando John es todavía adolescente.
Si la madre de Lennon era moderna y liberal, la tía con la que vive es todo lo contrario. Mimi era anticuada y estricta. Su religión no se basaba sin embargo en la prohibición del alcohol o las diversiones –bebía ginebra y jugaba al bridge –, sino en las aspiraciones sociales de alguien que quería pertenecer a una clase media, donde la cultura y la religión jugaban un papel importante. La iglesia anglicana de St. Peter en Woolton –donde Mimi lleva a John–, representa la decencia y corrección que Lennon va a rechazar finalmente.
LA IGLESIA DE LENNON
La respetabilidad que el cristianismo significa para John fue unida siempre a la experiencia de haber estado yendo cuatro días a la semana a la iglesia, que era el centro de su vida adolescente. Allí conoce a su primera novia, los futuros miembros de Quarrymen , su primer manager y el amigo de Paul McCartney, Ivan Vaughan. Era la congregación donde iba el obispo de Liverpool. No era particularmente evangélica, pero tampoco anglo-católica. Era la típica iglesia anglicana de aquella época.
En un campo delante de la iglesia de Lennon, actuaron los Quarrymen el verano de 1957. Allí estaba la tumba de Eleanor Rigby, que inspiró la famosa canción de los Beatles.  Y en el salón de la iglesia se encontraron John y Paul por primera vez, después de la actuación de los Quarrymen.  El pastor era un galés soltero, Pryce Jones, que estudió teología en Londres y era más valorado por su capacidad para levantar fondos que por su dones de predicación. Era un gran organizador, cuya motivación había convertido la iglesia en el centro de la vida de Woolton. El grupo de jóvenes de la iglesia de Lennon tenía como 170 miembros, cuando John se incorporó a los 15 años.  Para la escuela dominical se reunían en varias salas de la iglesia. Seguían las Notas Diarias  de la Unión Bíblica . “Nos sentábamos y comentábamos el texto del día”, dice David Ashton, que se solía poner al lado de John en el coro. “Hablábamos de lo que significaban las Escrituras”.
El problema es que la mayoría de aquellos chicos asistían porque eso es lo que querían los padres. Las doctrinas cristianas eran algo abstractas para ellos. Lo que les gustaba era estar con sus amigos. “Ninguno de nosotros era profundamente religioso”, dice otro de aquellos jóvenes, Rod Davis. El director musical de la iglesia, Eric Humpriss, era de hecho ateo. Le encantaba la música religiosa, pero cuestionaba doctrinas cristianas fundamentales. “Pienso que John puede haber sido influenciado por algunas de sus ideas”, dice Ashton.
Para tener una idea de lo vacío y aburrido de los sermones de Pryce Jones, basta leer sus meditaciones en el boletín mensual de la iglesia. En octubre de 1950, el pastor escribe sobre “el deterioro del carácter, la conducta y las normas, de las que tantos se quejan”. Se lamenta que “hay una grave falta de sentido acerca de por qué no se debe tomar una determinada acción, si nos da placer, aunque no sea moralmente, particularmente respetable”.
Es a esa fe moralista, que John es confirmado “voluntariamente” a los 15 años, dijo Mimi al primer biógrafo de los Beatles, Hunter Davies. Para eso siguió unas clases con el pastor, que seguía el catecismo bastante libremente. Su frase favorita, recuerda David Ashton, era que “el mundo era como un libro ilustrado que nos enseña el amor de Dios”. Le preocupaba más enseñar a los chicos cómo juntar las manos al recibir el pan en la comunión, que entender la doctrina cristiana.
Al llegar así a formar parte de la iglesia, iba a unas clases bíblicas que se daban en una capilla lateral del edificio. Las daba un hombre llamado Jack, “que realmente creía en Dios”, dice Ashton. Aunque en un ensayo que hace a principios de los años cincuenta sobre Feuerbach, John dice ya que la religión es una proyección de la naturaleza humana. Sin embargo, él había tenido algunas experiencias místicas de niño. Esas alucinaciones le llevaron a pensar que tenía un don especial. Ese es el trasfondo de Strawberry Fields Forever , aunque escoge el hogar infantil del Ejército de Salvación  en Woolton, como si fuera el lugar donde tuvo esa experiencia.
EL ROCK COMO RELIGIÓN
Las dudas de Lennon sobre la religión que conoció, se unen así a su particular misticismo en una combinación típica de El evangelio según los Beatles, que explica Steve Turner en su interesante libro. “La gente tiene la imagen de que yo soy anticristiano o antirreligioso, pero no es así en absoluto” –dice John en 1980–. “Soy una persona muy religiosa, desde luego que no soy ateo”.
Igual que muchos de su generación, John y sus amigos no tuvieron una crisis de fe, que les hizo abandonar la Iglesia. Simplemente se alejaron de ella, llenando su vida de otras actividades. En ese sentido, la aparición de la televisión en los años cincuenta vació más iglesias en Inglaterra que las obras completas de Darwin, Nietzsche, Freud y Bertrand Russell.
Para Ashton, fue al comenzar a trabajar, cuando rompe con la iglesia. Para Davis, el día que su padre le compró un coche. Para otros amigos de Lennon, fueron las chicas, las que se volvieron más interesantes que las historias de la Biblia. Y para John, fue sin duda el rock´n´roll  lo que llegó a su corazón. “Cuando lo oí y me metí en ello, descubrí que eso era la vida” –dice Lennon–. “No hay otra cosa”, recuerda en 1975.
El rock les lleva de Liverpool a Hamburgo. Allí “fuimos bautizados”, dice McCartney en 1997. Su música produce una verdadera conversión. Ocurrió en 1956, cuando John escucha a Elvis en Radio Luxemburgo , cantando Heartbreak Hotel . No había visto nunca su foto, ni sabía de dónde venía esa música. Su tío George acaba de morir de una hemorragia, tras caerse de una escalera. Tenía sólo 52 años. John estaba de vacaciones en Escocia. Y al volver a casa, su tía le dio la noticia. La soledad de la que cantaba Elvis, por ese amor perdido, conmovió a Lennon.
“Nada ocurría en la iglesia”, dice John. Elvis, “es lo que estaba pasando”. En la iglesia, “nada realmente nos tocaba”. El rock´n´roll  era “lo único que me llegaba”, recuerda. Si en la iglesia se hablaba de cosas abstractas, “el rock´n´roll  era real”. Si en la iglesia se insistía en la necesidad de controlar nuestra mente para dominar el cuerpo, “el rock´n´roll  unía mente y cuerpo por la música”.
Elvis transformó la vida de John de una forma que la religión no pudo hacerlo. “Era mayor que la religión en mi vida”, dice. “Yo adoraba a Elvis, como la gente adoró a los Beatles”. Y cuando su cabeza se llenó de música, dejó de ir a las clases bíblicas de Gibbons. Se acabó su relación con la iglesia de St. Peter. Otro afecto llenó el vacío de una religión moralista, que nada tenía que ofrecer para un espíritu inquieto como el de John. Un nuevo ídolo ocupó su corazón.
DIOS Y LOS ÍDOLOS
Es imposible entender la cultura sin discernir sus ídolos. La idolatría no es simplemente una forma de culto ritual, sino una sensibilidad y modo de vida basado en valores finitos, haciendo de las cosas creadas absolutos divinos. Todos creemos, confiamos y admiramos a algo o a alguien. La Biblia nos llama por lo tanto a volver de los ídolos a Dios porque hemos “cambiado la verdad de Dios por una mentira, y adorado y servido a cosas creadas, en vez de al Creador”  ( Romanos 1:25 ).
¿Qué es lo que realmente esperas de la vida?, ¿en quién o en qué buscas estabilidad, seguridad y aceptación?, ¿dónde está realmente tu felicidad? Tu respuesta te revelará el ídolo oculto de tu corazón. La idolatría es fuente de todos los males que hay en nuestra vida, pero ¿cómo podemos ser libres de ella? El moralismo y la presión social o familiar es incapaz de librarnos de ella, como demuestra la vida de Lennon.
“La única forma de desposeer al corazón de un viejo afecto es por el poder expulsador de uno nuevo”, dice el predicador escocés del siglo XIX, Thomas Chalmers, co-fundador de la Alianza Evangélica. Es apreciando, gozando y descansando en lo que Jesús ha hecho por nosotros, que encontramos verdadera liberación. El creyente es llamado por eso a “poner la mente y el corazón en las cosas de arriba”, allí donde está “tu vida escondida con Cristo en Dios” ( Colosenses 3:1-3 ).
Jesús tiene que ser más atractivo en tu corazón y maravilloso para tu imaginación, que el ídolo al que sirves. “Prueba el amor de Aquel que es mayor que el mundo”–dice Chalmers–, “intentando por todo medio legítimo que tenga acceso a tu corazón”. Cuando Cristo se convierte en algo más importante que la vida misma, has descubierto el bien supremo del Evangelio, que es contemplar y deleitarse en la belleza y valor de Dios, que llamamos su gloria.
¡Imagina!, ¡imagina que hay un Cielo!, cuya satisfacción puede colmar todas las frustraciones de la vida. Pues allí donde está Dios, allí está el Cielo…

Autores: José de Segovia Barrón

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