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Pessoas tentam comprar “passagens” em Arca de Noé com medo

FIM DO MUNDO

 

O milionário holandês Johan Hubiers afirma ter tido um sonho em 1992, onde via a Holanda sendo inundada pelas águas. “Naquela manhã, acordei decidido a me preparar para a pior das possibilidades”. Cristão convicto, passou a dedicar seu tempo livre para construir uma “Arca de Noé” com metade do tamanho descrito pela Bíblia.

A arca tornou-se uma espécie de “cartão postal” da região. Ele calcula que teve 600.000 visitantes. Foi então que ele percebeu que a embarcação, que misturava zoológico (embora os animais sejam de plástico e resina) e museu, era uma maneira de ele compartilhar a sua fé.

Em 2008, Hubiers começou a construir outra arca, dessa vez do tamanho exato descrito pela Bíblia. Ele investiu um milhão e meio de dólares e edificou a réplica da Arca de Noé com uma estrutura de aço e coberta de madeira. Ele e sua equipe soldaram as estruturas de 25 barcos e depois usaram “pinho sueco” para envolver o alicerce metálico.Pesando cerca de 3.000 toneladas, a embarcação contém quarto de dormir, um teatro, restaurante e salão de conferências com assento para 1.500 pessoas. Medindo cerca de 135 metros de comprimento, 22,5 metros de largura e 13,5 metros de altura, o navio tem quatro andares. Foram quatro anos e três meses de dedicação.

O holandês tentou colocar sua Arca para navegar no rio Tâmisa, em Londres, durante os Jogos Olímpicos. Ele pretendia usar como um instrumento de evangelização, mas as autoridades inglesas não permitiram, alegando que a embarcação não segue os regulamentos exigidos pela lei. ”Queremos falar sobre Deus para as pessoas. Nós queríamos criar algo que pode ajudar a explicar a Bíblia em termos reais.” Mesmo assim, o barco continua chamando atenção. Deborah Venema-Huibers, filha do empresário e “gerente” da Arca, disse que eles foram contatados por várias pessoas ao redor do globo interessadas em “comprar” uma passagem na Arca. Entre risos, ela explica que a maioria dessas pessoas acredita nas profecias maias de que o mundo acabará este ano.

Por enquanto, Huibers não pretende vender passagens para quem deseja fugir de um novo dilúvio, mas já avisa que começou a trabalhar em um novo projeto: impedir que o Mar Morto seque totalmente. Para isso, ele já projeta um sistema de encanamento que levará água do Mar Mediterrâneo para o rio Jordão. Por enquanto, as autoridades israelenses ainda não se manifestaram se darão permissão para isso.

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Calendário Maia desmente profecia de apocalipse em 2012

 

 

Estrelas da cultura maia encontradas no México e na Guatemala evocam datas que vão além do ano 4.000, o que desmente a suposta profecia do fim do mundo em dezembro de 2012, destaca nesta terça-feira o historiador mexicano Erik Velásquez.

"O mundo de hoje tem uma mentalidade apocalíptica herdada da religião judaica-cristã. Os maias não, para eles não havia fim do mundo, tinham uma contagem infinita dos anos. Podemos dormir tranquilos, evocaram datas milhares de anos à frente".

O filme "2012", do diretor Roland Emmerich, e o livro "O testamento maia", de Steve Alten, que narram uma série de catástrofes naturais e o fim do planeta supostamente previsto pelos maias, popularizaram a versão de que tudo acabará em dezembro próximo.

Velásquez explicou que os maias, uma cultura pré-hispânica que tinha profundos conhecimentos de matemática e astronomia, possuíam um sistema para medir o tempo cuja maior unidade era o "baak t’uunes", referente a 144 mil dias.

Os cálculos que deram origem à versão do fim do mundo em dezembro de 2012 partem de estelas maias que evocam "o rito de renovação do universo", após um ciclo que começou em 13 de agosto do ano 3114 antes da nossa era.

A ideia do "fim do mundo" deriva de apenas uma das mais de 5 mil estelas maias estudadas, a do monumento 6 do sítio Tortuguero, em Tabasco, sudeste do México.

Esta estela estabelece que o ciclo iniciado em 3114 antes da nossa era será concluído após 13 "baak t’uunes", ou 1.872.200 dias, que terminam no "4 ajaw, 3 k’an’kiin", ou 23 de dezembro próximo.

"Ela fala apenas que se completaram 13 baak t’uunes, mas de nenhum modo é o fim da longa contagem do calendário maia, que é infinita mas dividida em segmentos. Começa um novo ciclo, é apenas isto", destacou Velásquez.

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Apocalipse – Paulo Júnior