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Fim do mundo em 2012: o Apcalipse, segundo profecia maia?

 

PorJussara Teixeira | Correspondente do The Christian Post

Preocupações acerca do fim do mundo tem vindo cada vez mais à tona. Em diversos lugares e meios de comunicação, pastores, ateus, religiosos de todos os tipos têm comentado e especulado acerca do fim do mundo.

  • 2012, ano da profecia

    Foto: Cartaz de divulgação do filme 2012

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“Vai haver terremotos em vários lugares, está acontecendo. A Bíblia não fala que ano, mas fala que vai haver”, pregou recentemente um pastor de uma igreja em São Paulo, Edvaldo Silva, citado pelo jornal Paraíba Agora.

Especialmente para o ano de 2012, há uma atenção maior, visto que o ano é citado por muitos como a data doapocalipse, de acordo com antigas profecias maias. O fato é descrito no filme 2012, sucesso de bilheteria que descreve uma série de eventos cataclísmicos que teriam início no fatídico ano.

Entretanto, o Instituto Arqueológico Mexicano vem alertando que as profecias do povo que habitou parte do território mexicano e América Central estão sendo mal interpretadas.

Os maias, que estudavam intensamente o tempo e seus fatores, tinham conhecimentos muito avançados em matemática e astronomia. Isso foi um aspecto decisivo para a previsão de eclipses, fases da Lua ou a determinação da posição do sol. A intenção era prever os eventos que poderiam afetar a agricultura ou outras atividades econômicas.

De acordo com historiadores e especialistas em cultura maia, o povo, que foi dizimado pelos colonizadores espanhóis, tinha a idéia de tempo em ciclos. Assim não haveria “fim dos tempos” e sim o fim de uma era e começo de outra.

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“Ocidentais messiânicos distorcem a cosmovisão de civilizações antigas como a Maia”, dizem especialistas.

Segundo a previsão maia, a transição entre duas eras seria marcada pela volta de uma divindade deles – Bolon Yokte’ – que seria o deus da criação e da guerra. O comando da transição seria feito por um governante local, que reinou no século VIII. Com isso, a “profecia” seria mais política que profética.

Assim como acerca das previsões de Harold Camping, que preveu o fim do mundo para o dia 21 de maio de 2011, muitos cristãos são céticos a respeito de profecias apocalípticas diferente origens, como as maias. Ao invés disso, preferem acreditar no que diz as Escrituras, em Marcos 3:32: “Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai”.

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Ciência afirma: Vem aí o fim do mundo, mas não será neste ano

 

GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO

Resigne-se: o mundo vai mesmo acabar. Isso só não deve ser em 2012, como muita gente anda dizendo por aí.

Daqui a 1 bilhão de anos, nosso planeta estará fadado à morte certa, com um futuro de temperaturas escaldantes insustentáveis para a manutenção da vida. O culpado? O Sol, a caminho de uma espécie de velhice estelar.

"Faz parte da evolução das estrelas do tipo do Sol. Quando o hidrogênio de seu núcleo vai acabando, a consequência é a estrela aumentar. Isso interfere em seu brilho e na energia que chega à Terra", diz Gustavo Rojas, astrofísico da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).

Nasa/Associated Press

O envelhecimento do Sol fará com que os astro se expanda, colocando em risco os planetas

O envelhecimento do Sol fará com que os astro se expanda, colocando em risco os planetas

Embora a presença de vida (ao menos por enquanto) seja exclusividade do Sistema Solar, nossa estrela é de um tipo bastante comum Universo afora.

As estrelas são amontoados de gás incandescente, sobretudo hidrogênio. No núcleo, os átomos se chocam em um ambiente de altíssima pressão, desencadeando a chamada fusão nuclear. Esse processo gera muita energia e permite que a estrela tenha um tamanho estável.

O problema é que esse combustível não dura para sempre e, à medida que ele vai acabando, outro elemento, o hélio (resultado da fusão do hidrogênio) começa ele mesmo a ser fundido.

Essa substituição faz com que as camadas externas da estrela se expandam. É como se o calor se espalhasse pela extensão da estrela, que fica mais fria e, portanto, mais avermelhada. É esse futuro como gigante vermelha que espera o Sol daqui a pelo menos 5 bilhões de anos.

Seu tamanho deverá aumentar em torno de 200 vezes, o suficiente para "engolir" Mercúrio, Vênus e, muito provavelmente, a Terra.

As condições de vida por aqui, porém, irão se deteriorar bem antes disso.

"Daqui a 1 bilhão de anos, com o aumento do brilho do Sol, os oceanos já terão evaporado. Até as rochas derreterão. A vida já terá acabado", diz Carolina Chavero, do Observatório Nacional, no Rio.

Tudo isso ainda levará muito tempo para acontecer, mas já existem cientistas propondo alternativas à aniquilação da humanidade. Uma delas seria a migração.

"A zona habitável [região em que há água no estado líquido] do Sistema Solar também mudará. Regiões antes muito frias vão esquentar", diz Gustavo Rojas. Uma boa primeira parada seria Marte.

O "descanso", porém, seria temporário. O Sol logo começaria a fritar também a superfície marciana.

Em mais alguns bilhões de anos, o chamado cinturão de Kuiper, onde fica Plutão, é que terá condições ideais.

Soluções mais malucas, como um guarda-sol para barrar parte da luz estelar, e até um complexo sistema que usaria a força gravitacional de cometas para "empurrar" a Terra para outra órbita, também já foram pensadas.

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Ciência

Tormenta solar não destruirá a Terra em 2012

27/12/2011 – 12h28

 

DE SÃO PAULO

A Nasa (agência espacial norte-americana) previu alguns anos atrás a ocorrência de uma intensa tempestade solar em 2012.

Segundo as estimativas da NCAR (Centro Nacional de Investigações Atmosféricas), ela seria 30% a 50% mais forte que a anterior e também a maior dos últimos 50 anos.

Nasa/Associated Press

Atividade solar se intensifica de forma cíclica, a cada período de 11 anos, segundo estimativa da Nasa

Atividade solar se intensifica de forma cíclica, a cada período de 11 anos, segundo estimativa da Nasa

A tormenta solar não tem, porém, a capacidade de destruir fisicamente a Terra e tampouco as pessoas comuns precisam se precaver contra o fenômeno. Há sites na internet que chegam ao ponto de indicar guias de sobrevivência para a tormenta solar.

O calor que é emitido nas tempestades solares não chega à Terra, mas a radiação eletromagnética e as partículas energizadas podem afetar temporariamente as comunicações, como os GPS e os telefones celulares, da mesma forma que os furacões o fazem.

O prognóstico da próxima tempestade solar tem como base a intensificação da atividade solar, que surge em ciclos com cerca de 11 anos de duração, após longos períodos de calmaria do Sol. Mais recentemente, a Nasa estipulou como 2013 ou 2014 a data provável para acontecer o fenômeno.

A última tempestade solar de grande proporção é de 1958. Uma de suas consequências que costuma ser lembrada é que a aurora boreal pôde ser vista em regiões distantes como o México.