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Programa Amor & Sexo traz polêmico pastor presbiteriano para opinar sobre homossexualismo

 

Líderes de outras três religiões também mostraram suas opiniões a respeito do homossexualismo

Julio Severo

Durante o programa Amor & Sexo da última quinta-feira (4 de outubro) quatro líderes representantes de religiões diferentes participaram dos quadros onde um artista decidiria algumas atitudes que teria se fosse homossexual enquanto os religiosos teriam a oportunidade de dar nota e falar sobre como enxergam cada um desses fatos.

Alexandre Borges no Amor e Sexo

No segundo quadro do programa da TV Globo, o ator Alexandre Borges interpretou papel de um homossexual que, junto com seu parceiro, adotou um menino. O script da Globo colocou o personagem na posição, diante do público, de responder ao menino adotado se a relação homossexual era aprovada por Deus. O personagem gay, interpretado por Alexandre, explicou para o menino que “dois homens estavam desempenhando o papel de pai e mãe que essa era a realidade dele, independente de religião”.

Nesse ponto, ficou claro que a meta do programa era mostrar que, independente das religiões e do tipo de relação sexual dos adotantes, o importante era transmitir que duplas gays adotam com amor.

A resposta dos religiosos presentes incluiu comentário do pai-de-santo Ivanir dos Santos, que aprovou a resposta que o personagem gay deu para o menino. A aprovação de Santos não foi anormal, considerando que as religiões afro-brasileiras e seus guias espirituais aceitam muito bem as práticas homossexuais.

O padre Juarez de Castro também aprovou, explicando sua visão: “O último código canônico diz que a maior lei será sempre o amor”. A aprovação do padre é de espantar, considerando as posturas públicas claras do Vaticano contra o homossexualismo e adoção de crianças por duplas gays.

A resposta do Rev. Marcos Amaral, de acordo com a Globo, foi igualmente de espantar. Ele deu nota máxima às palavras do personagem gay para o menino, e disse: “Apesar dos nossos dogmas, a igreja não pode se fechar. Uma coisa é a nossa visão confessional e outra coisa é a nossa visão existencial. Não podemos demonizar pessoas”.

Esta não é a primeira vez que o Rev. Marcos, da IPB de Jacarepaguá, se envolve em polêmica. Conforme denúncias que o Blog Julio Severo vem fazendo desde 2008, o pastor presbiteriano tem se aliado ao pai-de-santo Ivanir dos Santos em iniciativas governamentais de combate à intolerância religiosa. Embora o título das iniciativas seja genérico, como se aplicando a todas as religiões, o alvo verdadeiro é proteger e promover as religiões afro-brasileiras e suas práticas em todos os cantos da sociedade.

Amaral, que hoje é um queridinho da Globo e outras mídias de destaque, mais uma vez mostrou publicamente que está à altura de uma babilônica união religiosa ao fazer a mesma coisa que seu colega pai-de-santo fez: dar nota máxima ao quadro de um menino vivendo numa atmosfera de abuso psicológico e até físico de uma dupla gay.

Fonte: www.juliosevero.com

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Marisa Lobo repercute caso de dupla maternidade

PAI NÃO PODE SER SUBSTITUIDO

 

A decisão da Justiça de São Paulo em conceder o direito à dupla maternidade a um casal de lésbicas reacendeu as discussões em relação ao modelo de família atual. A notícia publicada nesta terça-feira no portal de notícias da UOL trouxe a história de duas mulheres que, diferente de outros casos, tiveram participação na geração de um casal de gêmeos de três meses de vida. Fernanda Bajo, 32, doou o óvulo que foi inseminado em Waldirene Pinto, 40.

O caso, repercutido nacionalmente, diferencia-se dos demais pela sentença declarar as duas mulheres como mães. Em outros casos, a Justiça reconheceu ou a mãe que gestou ou a que doou o óvulo como progenitora.

Para a psicóloga clínica, Marisa Lobo, que possui curso de extensão em sexualidade humana, o reconhecimento do poder judiciário contribui para a quebra do modelo tradicional familiar, indispensável para a construção de valores sociais: “A normalidade é o homem estar com a mulher. Um casal homossexual que gera um filho acaba por causar um conflito à criança pelo não-reconhecimento dos papéis do homem e da mulher”, declara.

Marisa, que frequenta a Igreja Batista do Bacacheri de Curitiba, reconhece a decisão do casal como uma “manipulação da natureza biológica para atender um desejo sexual”. E acrescenta “este golpe contra a família tradicional contribui para uma esquizofrenia social, para a perda de pontos essenciais para a vida em sociedade”.

Para a especialista, o papel do pai e da mãe é fundamental não pode ser substituído por um casal de homens ou de mulheres, pois é ele que estabelece princípios gerais e universais. Como cristã, Marisa enxerga o movimento como uma forma de desconstrução do que Deus criou: “Vemos esta desconstrução estimulada, muitas vezes, pela mídia. Há muito tempo novelas mostram casos de casais homossexuais. Em novelas atuais existem até mesmo casos de trigamia”. E enfatiza o combate a estes novos modelos familiares: Nós não podemos aceitar esta relação, pois precisamos manter valores na sociedade atual”.

Data: 29/8/2012

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Noticias

Adiado Projeto de Lei que proíbe distribuição de material anti-homofobia em escolas no Rio

 

PorJussara Teixeira | Correspondente do The Christian Post

O Projeto de Lei do vereador Carlos Bolsonaro (PP) que tentava proibir a distribuição de materiais sobre diversidade sexual em escolas de ensino fundamental no Rio de Janeiro foi retirado da pauta de votação na Câmara Municipal, nesta terça-feira, 27.

  • O Vereador Carlos Bolsonaro, filho do deputado federal  Jair Bolsonaro

    (Foto: Divulgação)

    O Vereador Carlos Bolsonaro, filho do deputado federal Jair Bolsonaro

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A matéria, que chegou a ser aprovada em primeira instância, sofreu oposição de grupos gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transsexuais (LGBTT), que pressionaram os vereadores a votar contra a proposta. Eles chegaram a se manifestar em frente à Câmara de Vereadores, com faixas e cartazes contendo mensagens contra o projeto.

Após discussões, dois vereadores, Paulo Messina (PV) e Edison da Creatinina (PV), apresentaram emendas suprimindo itens fundamentais do artigo, como o Parágrafo Único do projeto que diz: "o material a que se refere o caput deste artigo é todo aquele que contenha orientações sobre a prática da homoafetividade, de combate à homofobia, de direitos de homossexuais, da desconstrução da heteronormatividade ou qualquer assunto correlato."

Com o adiamento da proposta, Bolsonaro disse que não é contra a discussão da diversidade sexual nas escolas, mas sim contra o que chamou de “propaganda dahomossexualidade”. Segundo ele, a faixa etária a que o material é destinado não teria condições de compreender a questão.

“São crianças de 6, 7, 8 e 9 anos de idade que deveriam ter um ensino de qualidade sobre biologia, português, matemática. É uma covardia expor as crianças a filmes pornográficos e orientações que incentivam o homossexualismo. Por que não investir esse dinheiro público no ensino médio, onde as pessoas já têm a personalidade formada?”, disse à Agencia Brasil.

O deputado federal Jean Wyllys (P-SOL) reforçou a pressão para a não aprovação do projeto. Ele enviou um ofício ao prefeito do Rio, Eduardo Paes, pedindo que ele “se posicione publicamente contra esse aberrante projeto, dê orientações à bancada do seu partido para rejeitá-lo e se comprometa a vetá-lo se for aprovado”. Wyllys chegou a chamar o projeto de Bolsonaro de “Lei do Bullying”.

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Em 2011, um material semelhante ao existente no Rio de Janeiro, o kit anti-homofobia, apelidado de “kit gay”, teve sua produção suspensa pela presidente Dilma Rousseff após críticas de parlamentares evangélicos.

Após a suspensão, o ministro da educação Aloizio Mercadante declarou em audiência pública que o material não é a solução adequada ao problema da homofobia nas escolas.

O projeto de Bolsonaro voltou para análise no âmbito das Comissões Permanentes, e não possui data definida para a votação.