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Caio Fábio, me chamam de herege

caio fábio

Sempre polêmico e de opiniões fortes Caio Fábio participou na noite desta segunda-feira do programa The Noite, apresentado por Danilo Gentilli no SBT. Na entrevista o líder conversou  sobre os mais variados temas debatidos no canal web ‘Vem e Vê’. Com mais de 30 anos de ministério, o ex-presbiteriano chamou a comunidade evangélica de ‘alienada’ e criticou as igrejas que criam um ambiente de escravidão em seus membros.

Na entrevista gravada há algumas semanas e exibida nesta madrugada, Caio Fábio, falou dos mais de 30 anos à frente do movimento evangélico. O pastor lamentou que os evangélicos tenham se tornado alienados e imbecilizados como massa de manobra. “Instrução  ajuda o povo andar com as proprias pernas. Instrução liberta.Instrução tira as dependências destes gurus tiranos. Isto eles não querem.”

Antigo desafeto, o líder da Igreja Universal do Reino de Deus, bispo Macedo, se tornou alvo de críticas.  A construção do templo de Salomão em São Paulo e as incansáveis sessões de descarrego foram classificadas como ‘forjadas’ pelo pastor. “Vamos acabar com esta palhaçada.É forjamento. Possessão demoniaca existe. Mas não em um ambiente preparado para aquele show. O verdadeiro oprimido espiritualmente não tem como ir a um templo. Os verdadeiros oprimidos precisam ser ajudados em família. Mas isto não interessa a indústria religiosa”, declarou.

Sobre os milagres apresentados nestas igrejas neo-pentecostais o presidente do movimento Caminho da Graça os condenou. “Milagre é inusitado,  misterioso. Milagre não tem preço a pagar. Não tem hora marcada. Só implica sinceridade, verdade,encontro humano e puro diante de Deus.”  No campo teológico ele descorreu sobre uso excessivo do Velho Testamento e aplicação de atos como guardar o Sábado e o dízimo. “Eles me chamam de herege, pois digo que estas coisas caducaram ( em referência ao Velho Testamento).Se caducaram o dízimo já era”.

Principais frases de Caio Fábio:

“Foi para a liberdade que Cristo nos libertou.A igreja ensina escravidão.”

“Não tem como os evangélicos melhorarem  enquanto eles piorarem o mundo para os outros.”

“Deus é loucura pura. Esta história de racionalizar Deus é uma coisa que não caibo. Deus é absurdo.”

Sobre os gays:

“Ele acolheu quem o procurou. Não estava na pauta de Jesus e não está. È uma pauta moral e ideológica. È uma pauta que demonstra a fragilidade da religião que inculta culpa nas pessoas.”

“Igreja sou eu. Igreja é você. È impossível não haver. Igreja é encontro.”

“Jesus não fundou nenhuma religião. Jesus ensinou caminho de consciência.”

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Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF.

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SE DEUS NÃO CUMPRIR A PROMESSA IGREJA DEVOLVE DÍZIMO

O controverso pastor Ed Young da megaigreja Fellowship Church, da cidade de Grapevine, Texas, voltou a ser notícia neste final de semana. Desta vez foi por causa de uma campanha de 90 dias, onde incentiva os membros a colocarem Deus à prova ao “trazer dízimos e ofertas para a Casa do tesouro”.

Prática comum das igrejas evangélicas, o diferencial da Fellowship foi estabelecer o que chama de Desafio dos 90 dias, onde o pastor afirmou publicamente que “se Deus não for fiel à sua promessa de bênçãos, devolveremos 100% do dízimo dado”.

A campanha inclui uma série de sermões sobre fidelidade e a base é o tradicional texto de Malaquias 3:10, onde explicitamente Deus pede que as pessoas o ponham à prova.  O primeiro final de semana teve a presença de um pastor convidado no que Ed Young chamou de “a série mais provocativa do ano”. Para ele, a maioria dos cristãos precisa ser lembrada constantemente de seus compromissos com a igreja local.

Embora não seja a única igreja a participar do chamado Desafio dos 90 dias, a Fellowsip é a mais influente e a primeira a prometer que devolveria o dinheiro caso existir algum participante insatisfeito que não tenha “experimentado a fidelidade de Deus” nesses dias.

A condição para o reembolso é simples, basta preencher uma ficha na secretaria da igreja com a data, a quantia doada, quanto Deus falhou em prover, além dos dados bancários pessoais para o depósito.

Segundo uma pesquisa anual realizada nos EUA, existem apenas cerca de 10 milhões de dizimistas regulares nas igrejas americanas. Segundo dados oficiais, 40% dos 300 milhões de habitantes do país afirmam frequentar uma igreja. A imensa maioria faz doações esporádicas e participa de “campanhas” específicas, incluindo as que vão para os televangelistas.  Embora o Antigo Testamento descreve uma série de doações obrigatórias e voluntárias, que podem chegar a 23% da renda total, os líderes evangélicos em geral ensinam que os 10% do dízimo é o mínimo que Deus pede. Com informações Christian Post e Gospel Prime

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A teologia atual é a maior inimiga da igreja, alerta pastor

Teólogo afirma “os crentes só ouvem sobre o que eles ‘precisam’ para ter uma vida melhor… o que é uma heresia”

por Jarbas Aragão

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A teologia atual é a maior inimiga da igreja, alerta pastor
A teologia atual é a maior inimiga da igreja, alerta pastor

Um número crescente de cristãos, especialmente entre as gerações mais jovens, hoje tem dificuldade de definir sua posição teológica. Esse é o tema do livro The Rise of the Nones: Compreending and Reaching Religiosly Unaffiliated [A explosão dos sem religião: Compreendendo e alcançando os que não tem mais religião], de James Emery White.

O teólogo, que é pastor da megaigreja Mecklenburg Community Church, uma das maiores da Carolina do Norte, White disse que vem estudando há anos as causas do crescimento das pessoas que não se identificam mais com nenhuma religião. Realidade em muitos países, incluindo o Brasil, a cada ano parece crescer a percentagem de pessoas que são criadas na religião cristã dos pais (evangélica ou católica) e que, posteriormente, acabam se considerando “sem religião” ou apenas “sem igreja”. Um índice radicalmente menor vem de tradições como judaísmo ou islamismo.

Os “sem religião” são o grupo “religioso” que mais cresce em nossos dias. Em especial entre os universitários. O pesquisador Ed Stetzer mostrou recentemente estatísticas que 3 em cada 10 estudantes em idade universitária afirma ser “sem religião”. O número de pessoas que não possuem religião, segundo o IBGE, representa 5% da população brasileira, cerca de 15,3 milhões de pessoas.

Para o pastor White, a culpa é das próprias igrejas. “Os cristãos praticantes, até mesmo entre os evangélicos… estão cada vez mais pensando de uma maneira secular”. E acrescenta: “A forma como nossa cultura continua moldando seus pensamentos e ações, especialmente pelos meios de comunicação fazem ser cada vez mais difícil manter nossa fé forte e vibrante”.

Para o autor do livro, basta olhar para várias questões que seriam impensáveis 20 anos atrás e que hoje são consideradas “normais” por muitas pessoas, incluindo os cristãos que antes se posicionavam fortemente contrários. Entre elas estão o comportamento homossexual, o divórcio, o uso de drogas e o abuso sexual de menores.

As igrejas cristãs são as maiores responsáveis pelo crescimento dos “sem religião” por falharem em anunciar claramente a pecaminosidade do ser humano e sua necessidade de salvação. Esse é o principal ponto levantado por White, o qual acredita que essa teologia falha é a maior inimiga das igrejas.

“Nós (igrejas em geral) passamos a nos preocupar mais com as nossas próprias necessidades… um narcisismo espiritual invadiu a igreja”, enfatiza.

“Há uma mentalidade de consumo que se infiltrou na igreja… os crentes só ouvem sobre o que eles ‘precisam’ para ter uma vida melhor… o que é uma heresia! O culto não deveria ter nada a ver com o que você pode ganhar materialmente com sua relação com Deus… tem a ver com adoração pelo reconhecimento de quem Deus é”.

“Nosso foco de adoração é “completamente herético”, dispara White. Sua ênfase é que as igrejas perpetuam uma forma de consumo que ignora o centro do Evangelho: morrer para si mesmo e viver para Deus… É como colocar um band-aid em paciente com uma doença terminal”, afirma o pastor que conduz um ministério específico em sua igreja voltado a alcançar os sem religião.

Segundo a LifeWay, editora especializada em evangelização, “White oferece sua voz profética para uma das conversas mais importantes que a igreja precisa ter hoje. Ele chama as igrejas a examinar os seus métodos atuais de evangelismo, que muitas vezes resultam apenas em transferência (os cristãos que saem de uma igreja para outra) e não alcançam os sem igreja”. Com informações The Christian Post